Dama Da Noite

17 Tem Algo Errado, Joey


Notas iniciais
Yo minna! Foi tenso digitar isso, mas parece que por enquanto mantenho minha promessa de faze-lo nas sextas. Vamos ser felizes, daqui um tempo vou ganhar bolo, isso é o suficiente para me deixar contente (e.e pareço uma criança agindo assim, mas bolo é bolo)

Infelizmente para mim, começou a chover à tarde. Uma chuva fina e fria, acompanhada pelo vento. Andy não poderia me levar para casa agora. Me despeço de Jean com um “Nos vemos daqui a umas horas” e saio.

Andar na chuva era bom e eu não me incomodava nem um pouquinho. Mas a rua estava um caos... Ah, melhor nem pensar nisso. E eu não podia me atrasar. Trânsito ruim, mesmo para os pedestres. Se não fosse Andy, acho que já teria morrido atropelada umas milhões de vezes, e eu passava xingando os motoristas já estressados.

-Seria um prazer morrer no capô do seu carro, seu desgraçado! –Berrei, enquanto atravessava a rua para finalmente chegar ao prédio.

Cumpro a sagrada rotina de subir as escadas correndo e ignorar o elevador. Então, pego minha vizinha saindo de seu apartamento.

-Oi, Ave. –O apelido de Jean parece que se espalhou.

-Oi. Já vai se encontrar com o Daniel? Está cedo, nem são 18 horas direito.

-Eu sei. –Ela respondeu.

-Ah... –Digo, com um risinho. –Já entendi tudo. –Meu tom de voz era sugestivo e malicioso.

-Não é nada disso que você está pensando. –Rachel corou. –Daniel e eu...

-Que idiotice. Não se envergonhe dos seus “assuntos” a tratar com ele. –E me atrevi a dizer mais. –Aposto que não se envergonha quando estão...

-Isso não te diz o mínimo respeito. –Ela parece meio zangada, mas só meio. Eu estava me divertindo.

-Posso até imaginar a decepção de sua mãe, que ficava dizendo que sua querida filha se casaria virgem e pura, coitada. –Digo entre risadas.

-Eu poderia ficar aqui para olhar para a sua cara estúpida quando abrir a porta, mas Daniel está me esperando. –Ela sai furiosa e fico gargalhando sozinha.

Tiro a franja molhada do rosto e penso no que ela disse. O que teria quando eu abrisse a porta? De qualquer modo, vamos lá.

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-Adivinhe quem é. –Uma voz masculina sussurra no meu ouvido. No instante em que abri a porta, mãos cobriram meus olhos.

-Não fique fazendo brincadeiras, Joey.

-Não estrague minha diversão. –Reponde, me abraçando. –Você está gelada.

-Lá fora está chovendo. Aliás, como foi que você entrou aqui?

-Foi o porteiro, ele tem a cópia da chave.

-Terence... Vou falar com ele depois. Não pode deixar qualquer um entrar no meu apartamento.

-Ei, ele me vê aqui quase todo dia. Não sou qualquer um.

Joey continuava o mesmo de sempre, mas eu não. Eu não o desejo mais sempre por perto, a sensação de tê-lo junto a mim não causa mais nenhuma reação intensa e... “Dê o fora nele, Avery”, disse a vozinha da Andy.

-Não, claro que não. –Ele me beija e lhe dou um sorriso fraco. –Fique aqui, num segundo fico pronta.

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Cada um teve sua vez para contar os pequenos acontecimentos do trabalho e do dia. Começávamos assim para dar uma atualizada e descontrair depois. Jean pega uma faca e ensaia o sr. Payne lutando contra um dragão, eu rio, mas meus pensamentos estavam bem longe dali.

Algo não estava bem, tinha algo de errado comigo. Sinto que posso voltar tudo que comi, estou muito nauseada.

-Ahn... vou ao banheiro, já volto. –Me desvencilho de Joey e corro.

“Estou doente, Andy?” pergunto a ela “Não, é só...” Lucy irrompe pela porta como um furacão, o rosto envergado de preocupação. Olho para a baixinha ruiva vindo na minha direção.

-Avery, você está bem? Seu rosto está meio... verde.

-Eu só... fiquei enjoada de repente.

-Isso não é frequente, é? –Ela pergunta, e sua expressão muda para um surpreendente espanto. –Ah, meu Deus. –Exclama, e faz uma das perguntas mais idiotas que eu podia ouvir no momento. –Você não está....?

-Lucy! –Interrompo. –Claro que não. Meu pai me mataria, depois de matar Joey primeiro.

A risada de Andy soava tão alta em minha cabeça que eu mal consegui pensar direito. Quis mandar ela ficar calada, mas seria estranho se eu gritasse isso. Com certeza ela achara a ideia de Lucy absurda, talvez por já saber o que eu tenho. Mas a Guardiã da ruivinha não estava gostando das risadas.

-Ufa. –Suspira, aliviada.

-Diga a todos que estou passando mal. Vou para casa. E diga á Joey para não se preocupar.

Notas finais
Pessoas que já estão loucas shippando Avery e Sebastian, por favor, não desgostem do Joey, ele já era namorado dela antes do Sebastian aparecer e fazer estrago (vulgo, beijá-la). É isso aí, até semana que vem