Notas iniciais
- Tá aí Yumi-chan, sua fic
- Matsu, essa fic tá gay... '-'
- Han? o_õ
- Super gay...
- Já entendi. ¬¬'
- Master gay...
- Tá, já chega... Leiam a fic ^^"

- Taka. – diz uma jovem moça segurando a mão de um garotinho, caminhando a um parque infantil, num agradável fim de tarde.

- Hai? – diz ele olhando pra cima, seu bracinho estava levantado para que segurasse a mão da moça.

- Olha Taka, tem um rapazinho ali, hoje você não brinca sozinho. – apontou a caixinha de areia onde Taka sempre brincou.

- Sayume-chan, Taka ter vergonha. – ele logo corou e parou olhando seus pezinhos gordinhos, puxando sua camisetinha com as mãos, gordinhas também, a camisetinha sem mangas de cor amarela com um sol sorridente estampado, chegava tão baixo que quase cobria seus joelhos, junto ao shortinho de cor escura.

- Vem Taka, se ele não quiser brincar, ao menos você vai brincar acompanhado, vem Taka! – Taka correu e se agarrou à perna da sua babá, que o pegou nos braços, o levou para junto do outro garoto e se afastou, indo conversar com uma conhecida.

Taka não sabia o que fazer, o garoto estava brincando com uns cubos plásticos, o pequeno não conseguia tirar os olhos da estranha faixinha que cobria o nariz do outro. O garoto de faixa nem olhou Taka, que continuou observando, olhou os bracinhos magrinhos do outro, que estavam à mostra graças à camisetinha sem mangas também.

- Não, eu não vou revelar minha identidade secreta. – disse o outro, arrumando sua faixinha.

- Taka não dizer nada. – Taka diz quase sussurrando, olhando os joelhos, estava sentado sobre suas perninhas.

- Eu sei, mas você tá me olhando muito.

- Hai, Taka parar. – por alguns minutos só o barulho dos cubinhos do outro é ouvido até que ele diz:

- Reita.

- Nani?

- Reita, me chame de Reita.

- Ha-Hai. – Reita apesar de parecer carrancudo, não gostava de brincar sozinho.

- Qual o seu nome?

- Takanori, mas mamãe chamar Taka.

- Hum, Taka, quantos anos você tem?

- Ter assim. – o menorzinho mostra quatro dos seus dedinhos gordinhos.

- Quatro.

- Hai, papai Taka ensinar, mas Taka esquecer, brigado. – ele abaixou a mão sobre os joelhos.

- Por que você não fala normal?

- Taka não falar normal?

- Não. Você fala esquisito.

- Não ser esquisito. – o menor já formando um bico de choro.

- É sim, você não fala direito, eu não sei o que é errado, mas nunca ouvi ninguém falar assim, como você.

- Assim que nem o Taka?

- Já sei o que é. Você fala como se não fosse você.

- Como então? Ensinar?

- Pare de falar “Taka” o tempo todo, seja homem, você já tem quase a minha idade.

- Qual ser a sua idade, Rei-chan?

- Tenho quase seis anos.

- Taka... Desculpar... Poder brincar com você?

- Pode. – e assim eles brincam sorrindo por um tempo. Até quando a senhora Suzuki chega aos dois pequenos.

- Akira. – diz a mulher se abaixando perto do filho.

- Mamãe, não me chame de Akira, meu nome é Reita. – a mulher sorriu e Sayume se aproximou.

- Vamos Taka?

- Já ir Sayu-chan? – Taka diz um pouco triste, queria brincar mais um pouco com o amiguinho.

- Já sim Taka, daqui a pouco seus pais chegam...

- Sayu, Taka não querer... – começa o pequeno já chorando quando ela o pega nos braços.

- Taka, não chore, amanhã brincamos mais. – disse o rapazinho de faixa olhando a mãe. – Certo mamãe?

- Certo filho. – falou a senhora Suzuki pegando o filho nos braços.

- Mãe, me põe no chão, eu já sou grande. – Akira reclamando, logo a mãe o obedeceu.

- Rei-chan, prometer ver eu amanhã? – o pequeno Takanori soluçando, suas bochechas rosadas agora estavam vermelhas e com um caminho de lágrimas até a boca, vermelha também.

- Prometo Taka, não chora. – diz o de faixa, olhando-o nos braços da babá.

- Chorar sim... – o pequeno soluçava tanto que cortava o coração, enxugava o rosto com as costas da mãozinha trêmula. – Rei-chan ser primeiro amiguinho Taka, e ter que ir embora.

- Taka, eu prometo trazer o Reita-kun certo? – disse a senhora Suzuki olhando o desespero do pequeno.

- Hai... Taka esperar, gomen, esperar.

Depois de alguns minutos de despedida, cada um ruma à sua casa. O pequeno Taka ao chegar em casa logo corre para contar aos pais a novidade.

- Mamãe, conhecer um super-herói hoje. – começou o menor sentado em uma das pernas do pai.

- Sério filhão? – diz o homem sorrindo.
- Sim papai, ele ser forte, usar uma fraudinha no rosto, ser tão incrível papai. – o pai e a mãe de Taka riam aos montes das aventuras que o Rei-chan teria passado todas inventadas pela imaginação do baixinho.

Taka quase não conseguiu dormir, mas depois de ser levado ao quarto dos pais, agarrado à sua mamadeira, ele conversa um pouco com os pais e quando finaliza o leite põe logo a chupeta na boca e adormece.

O pequeno Taka acorda tarde, já passando das dez da manhã, manhoso, permanece na cama dos pais, que a essa altura já estavam trabalhando, assistindo desenhos animados, ora comia coisas servidas por Sayume, ora chupava a chupeta. Perguntou o tempo todo se estava na hora de ir encontrar o amiguinho.

- Taka, vamos tomar banho? – já à tarde Sayume chama o pequeno que dormia no meio dos brinquedos, Taka movimenta o nariz e vira de lado, ignorando a moça. – Taka, o Reita-kun... – mal ela termina a frase e o pequeno estava de pé, levantando os braços para que ela tirasse sua camisetinha.

Terminado o banho, Sayu o veste com uma bermudinha azul e uma camisa que parecia social, mas na versão infantil, uma verdadeira graça, ela a põe dentro da bermuda para que não fique parecendo um vestido.

- Ir Sayu-chaan! – Taka, agoniado, balançava os pés não deixando a moça calçá-lo. – Ir! Rei-chan achar Taka não ir mais.

- Taka, aquieta essas pernas. – finalmente ela consegue calçá-lo, o pega nos braços, indo até o encontro do pequeno.

- Sayu-chan, quando chegar pertinho colocar Taka no chão, hai? – ele sempre adorou ser poupado de andar, mas queria ser tão maduro quanto o seu super-herói amigo Rei-chan.

Chegando perto do parque, Taka logo foi colocado no chão e correr até Reita, que esperava sentado num banquinho.

- Achei que não viria Ruki. – diz Reita olhando o menor.

- Desculpar, Rei-chan... – ele nervoso puxava a camisa pra frente, sem olhar o amigo. – Ser culpa Sayu... Mas por que chamar Taka, Ruki?

- Porque você vai ser o meu fiel escudeiro, tenho que esconder seu nome.

- Haaai! – o pequeno levanta os braços sorrindo, mostrando seus dentinhos de leite, todos tão branquinhos e lindos.

- Vamos brincar... Você é o pega! – Reita sai correndo e Taka o seguindo. Até que o mais novo tropeça e cai, ralando seu joelho e o cotovelo do pequeno, que senta no chão e chora desesperado, gritando.

- Ruki! – Reita correndo atrás do garotinho desesperado.

- Reitaaa! Doer! – ele soluçava, mas suas lágrimas continuavam a descer. Sayume e a mão de Akira conversavam e não viram Ruki cair ou chorar.

Reita examina os machucados de Taka, que nem eram grandes, mas o outro era escandaloso. O machucado do cotovelo estava com alguns grãos de areia, precisava ser limpo. Reita levanta o menorzinho e este mancando é guiado ao banheiro. Lá, sobre a ponta dos pés, Akira consegue pegar água para limpar o machucado, mas Taka continuava a chorar.

- Taka, não chora, para com isso. – Reita já não sabia como consolá-lo, passava a mão no rosto do pequeno enxugando lágrimas que voltavam a cair sempre. Sem que o pequeno desesperado percebesse, Akira tira sua faixinha, mostrando o rosto ao menor que logo para de chorar, e observa o outro.

- Ser lindo, Rei-chan. – diz Taka passando a mão nas coxas, tirando sua chupeta do bolso, mas esta cai no chão e o menino volta a chorar mais uma vez, gritando, seu nariz escorria, seu rosto e olhos vermelhos, completamente molhados. Reita se segurava para não sair do banheiro e deixar o mais novo lá.

- Taka! – Sayume diz entrando no banheiro, o pega nos braços e o senta na pia do lugar, mas ele continuava a chorar.- Aki-chan, o que houve? – Reita apenas apanha a chupeta e entrega a moça, de cabeça baixa, um pouco deprimido por não conseguir fazer Taka parar de chorar e tentando esconder seu rosto, que logo o cobre novamente. – Taka, eu trouxe outra chupeta, toma... – ela pega a chupeta azul com um leãozinho estampado e põe na boca do menor, que a chupa rapidinho.

- Ele tá bem? – pergunta Reita olhando o pequeno. Taka responde, mas o de faixa não entende, graças à chupeta.

- Ele tá sim, tá com fome, aí fica chatinho assim. – Sayume pega Taka nos braços e segura a mão de Reita. – Sua mãe nos chamou para tomar sorvete Aki-chan, mas o Taka tá chorando, vou levá-lo pra casa. – Taka fala mais alguma coisa, mas ninguém entende mais uma vez. Sayu retira a chupeta do menor e este sussurra algo em seu ouvido. – Trouxe sim.

Sayume tira a mamadeira com o leite de Ruki da bolsa que sempre carregava quando saía com o pequeno, e o entrega. Taka estava com tanta fome que não se importou com Reita ao seu lado. Eles encontraram a mãe de Akira, que também procurava as crianças. Sayume tentou levar Taka para casa, mas o menor chorou tanto que Sayu achou que o menino morreria de tanto chorar, e assim foram à sorveteria. Chegando lá, Akira e Takanori sentaram-se sozinhos e Sayu e a senhora Suzuki, numa outra.

- Querer chocolate! – Taka tirou a chupeta apenas para dizer isso a Sayume, Reita disse que queria o mesmo. – Nee Rei-chan... – Taka balançava os pés que não tocavam o chão, sentadinho à mesa, pôs a chupeta sobre a mesma, olhando o amigo.

- Oi Taka.

- Sentir dor ainda.

- Sente? Onde? Vou chamar Sayu.

- NÃO! – Taka logo põe a mão na manga da camisa de Reita, a prendendo entre seus dedinhos gordinhos.

- Onde é que dói?

- Fechar olhos.

- Vai Taka, diz onde.

- Fechar olhos, Rei-chan! – o mais velho obedece, Taka suspira e forma um biquinho, selando os lábios aos dele, num toque infantil e inocente, mas assim permaneceram por alguns segundos....

Era uma tarde de domingo, bem tranquila, mas Ruki já estava ficando entediado. Ele estava deitado no sofá, com o controle remoto na mão, mudando o canal da TV constantemente, pois não se contentava com nada. Só levantava para ir à cozinha pegar algo para comer. Pensou em ligar para Aoi e Uruha, mas não queria ficar sobrando e com certeza o casal deveria estar fazendo coisas que o pequeno preferia não imaginar. Pensou também em ligar para Kai, mas lembrou que o moreninho das covinhas havia avisado que iria passar o final de semana com o Nao.

- Será que o Reita tá em casa? Hum... Isso só vou saber se ligar né? – diz o menor para si mesmo, logo pegando o telefone e discando o número do loiro. O telefone chamou uma, duas, três vezes. Quando Ruki pensa em desligar, o outro atende.

- Huuuuum? – Reita atende, com a voz arrastada.

- Reita? Você tava bebendo?

- Não, tava dormindo.

- Dormindo em plena tarde de domingo Reita? – disse o baixinho, incrédulo.

- Ah, Ruki... Tédio me dá sono.

- Eu também tô entediado, mas nem por isso eu tô dormindo.

- Mas eu sou diferente... – o loiro faz uma pausa para bocejar. – Mas você me ligou pra quê?

- Ah, é que eu tô sozinho e entediado sabe. Eu pensei em ligar para o Aoi e para o Uru, mas com certeza eles devem tá fazendo algo que... Prefiro não comentar. E o Kai tá com o Nao.

- Então eu fui sua última opção Ru-chan? – Reita fala num tom levemente magoado.

- Não, não é isso Reita. É que eu pensei que você tivesse ido para algum lugar.

- Hum...

- Então, eu liguei pra saber se... Se... Você não quer, sei lá, sair para algum lugar? – Ruki morde o lábio inferior nervosamente.

- Hum... Tá bom, logo eu tô chegando aí. Até mais.

- Ok, até. – Ruki desliga, sorrindo largamente. Há muito tempo que é apaixonado pelo loiro, e só em pensar que iria vê-lo, seu coração acelerava. Logo ele se levanta, indo se arrumar para esperar o outro.

Reita se sentiu feliz ao ser chamado pra sair pelo baixinho, por ele ficava o tempo todo ao lado de Ruki, pois o amava. Uns trinta minutos depois, o mesmo chegava ao apartamento do menor. Ele toca a campainha e logo Ruki abre a porta.

- Oi Rei-chan. – Ruki sorri.

- Oi Ru. E aí, você que ir aonde?

- Vamos caminhar por aí, depois a gente resolve.

- Tá bom. – o loiro mais alto sorri.

Logo os dois saem do prédio. Eles caminhavam tranquilamente pela rua, conversando sobre algumas coisas.

- Sorvete. – diz Ruki, ao ver uma sorveteria bem familiar.

- Han? – Reita arqueia uma sobrancelha.

- Sorvete, eu quero sorvete Rei-chan. Vamos! – o menor segura a mão do outro, o puxando para a sorveteria.

Reita acabou comprando o sorvete que Ruki tanto queria, fazendo o mesmo sorrir de um modo infantil. E Reita sentiu-se aquecer por dentro apenas ao ver o pequeno feliz. Eram amigos há muito tempo, mas logo a amizade que sentia se transformou em amor, um amor puro e verdadeiro. E a única coisa que lhe fazia feliz, era ver Ruki sorrir. Os dois foram para uma mesa, sentando um de frente para o outro, Ruki tomando o seu sorvete e Reita apenas o observando.

- Ruki, você lembra quando vínhamos aqui quando éramos pequenos? – o loiro mais alto pergunta sorrindo.

- Sim. Impossível esquecer, nós sempre vínhamos aqui. Eu lembro também que... – o menor cora um pouco ao perceber o que ia dizer.

- Que? – Reita diz apreensivo.

- Que... Que eu sempre gostei do sorvete daqui. – Ruki disfarça, terminando de tomar o seu sorvete. – Vamos Rei-chan?

- Peraí, tem sorvete aqui... – e Reita passa o dedo levemente perto do lábio inferior de Ruki, limpando um pouco de sorvete que tinha, fazendo o outro corar. – Parece que você não cresceu. E antes que você pense que falei isso por causa da sua altura, vamos. – Reita levanta rindo, sem seguido pelo menor que contraiu os lábios num pequeno bico.

Os dois voltam a andar pelas ruas. Relembravam momentos de quando eram crianças, até que chegam a um parque bem conhecido. Eles vão até uma árvore com flores de cerejeira e se sentam embaixo da mesma, bem próximos.

- Nos conhecemos aqui. – diz o loiro mais alto olhando o parque.

- Sim, bem ali... – Ruki aponta para a caixa de areia, onde algumas crianças brincavam. – Eu achei você estranho com essa faixa no rosto.

- E você não conjugava os verbos. – Reita ri um pouco.

- Tá, eu sei. Eu era...

- Lindo. – interrompe o maior, olhando-o. – E continua ainda mais lindo.

- Reita, eu...

- Ruki, por que você me beijou?

- Han?

- Quando éramos pequenos, por que você me beijou na sorveteria? – Reita pergunta encarando o menor fixamente, com o rosto bem próximo ao dele.

- Eer... Você... Lembra? – Ruki já estava com o rosto completamente vermelho.

- Claro que sim... Eu lembro de cada momento que passei com você. – o loiro mais alto passa a mão levemente pelo rosto de Ruki. – Posso fazer uma coisa?

- O quê?

- Isso... – e Reita encosta seus lábios aos de Ruki, num leve toque. Ruki se assusta um pouco, mas logo sente a língua do outro pedindo passagem, assim cedendo rapidamente.

Os dois iniciando um beijo calmo e carinhoso, expondo os sentimentos de cada um. Reita acariciava a nuca do outro, que se arrepiava com o toque. O menor estava com as mãos pousadas no tórax do loiro de faixa. Quando ambos sentem o ar faltar nos pulmões, se afastam minimamente.

- Eu esperei tanto por isso. – diz Reita acariciando o rosto do outro.

- Eu também. Eu... Sempre te amei Reita. – Ruki fala com o rosto corado.

- Ruki, eu também sempre fui apaixonado por você. Acho que desde quando você não conjugava os verbos.

- E eu desde que você achava que era um super-herói. – e o menor faz um bico.

- Mas até assim eu te achava adorável. – Reita sorri e eles se beijam, mais uma vez. Quando se afastam, o loiro aninha o menor em seus braços.

- Vamos ficar juntos para sempre, né Rei-chan? – Ruki fitando o outro.

- Sim chibi... – Reita beija a testa do pequeno, o apertando carinhosamente em seus braços. – Para sempre.

Fim.

Notas finais
- E aí Yumi-chan, gostou?
- Merecemos reviews? '-'
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!