Daga And Cat Naked - 1 Temporada
21 O Capítulo das Espectativas
Notas iniciais
Aqui está o penúltimo capítulo da temporada. Espero que vocês gostem.
Boa Leitura ^^
Prólogo
De manhã, Dustin e Gabriela levantam e vão até a cozinha, onde Adam e Agatha estavam.
Gabriela: — Bom dia!
Adam e Agatha: — Bom dia.
Dustin senta num banco sobre a mesa e prepara seu café.
Adam: — Bom dia, Dustin! Como vai?
Dustin: — Poderia estar melhor sem você do meu lado, mas a vida não é tão legal assim.
Agatha: — E então? É hoje que você vai fazer o seu “passo” e trazer a Camila pros seus braços?
Adam: — Tecnicamente, ela nunca esteve nos braços dele, então, não tem como ela voltar para algo que nunca houve.
Agatha: — O Dustin poderia ter ficado sem você se lembrar desse detalhe.
Adam: — É mesmo. Bem, a vida não é tão legal assim. – Ele ri.
Gabriela senta do lado de Dustin.
Gabriela: — Caramba! A gente nemfala sobre esses assuntos. Como vão as coisas com ela?
Dustin: — Ela está com outro cara, mas diz que gosta de mim.
Gabriela: — Mas por que ela está com esse cara e não você?
Dustin: — Segundo o Adam, ela está carente e precisava de afeto físico.
Gabriela olha Adam.
Gabriela: — Segundo o Adam, todas as mulheres são carentes e pervertidas.
Adam: — Ei! Ai você está radicalizando! Eu não acho todas. Eu só acho que existe uma grande porção de mulheres da sociedade que precise de um homem nesse exato momento da vida delas.
Agatha: — “Nesse exato momento”? Às seis da manhã?
Gabriela volta pra Dustin.
Gabriela: — E você vai fazer o que em relação à Camila?
Dustin: — Segundo a Agatha, preciso dar um “passo”.
Gabriela: — Segundo ela, um “passo” grande e criativo?
Dustin: — É. Como você sabe?
Gabriela: — Você não foi o único que recebeu esse conselho.
Adam: — Nossa! Ela deu esse conselho pra irmã e agora pro irmão... – Ele vira pra Agatha – Você está querendo fazer o que? Passa o legado “grande e criativo” de geração pra geração?
Agatha: — Não, mas eu nunca pensei desse jeito. Será que esse legado pegaria?
Adam: — Acho, mas é melhor mudar o nome. “Grande e criativo” lembra algo malicioso.
Após a frase, todos desanimam.
Fim do Prólogo
No colégio, Dustin e Abel estão conversando, no corredor.
Abel: — Não, não e não! Simplesmente, não!
Dustin: — Eu irei fazer, não importa o que você diga.
Abel: — Você vai ajudar seu arquiinimigo?
Dustin: — Segundo ele, sou seu amigo.
Abel: — Segundo eu, isso tudo é uma burrada! E eu também sou seu amigo! Há muito mais tempo. (pequena pausa) Seis meses, doze dias e vinte e nove minutos. Infelizmente, nunca soube dos segundos.
Dustin: — Caramba! Você sabe o quanto de tempo que a gente se conhece? Pela nossa amizade?
Abel: — É. – Sorri.
Dustin: — Você tem tempo, hein, campeão?
Camila passa o corredor e acha Dustin.
Camila: — Ei, Dustin! Podemos conversar, sozinhos, no canto?
Dustin vira pra Abel.
Dustin: — Nunca pode ser: “Podemos conversar, sozinhos, em um quarto, mas precisamente, em cima de uma cama?”
Dustin vai pro outro lado do corredor com ela.
Camila: — Oi!
Dustin: — Oi!
Camila: — Hãn... Er...
Dustin: — Sabe, às vezes é melhor parar pra pensar o que irá dizer do que pronunciar palavras sem sentindo como as que você acabou de dizer.
Camila: — O que te irei falar agora pode mudar nossas vidas para sempre.
Dustin: — Oh, good Lord! Esse é um daqueles momentos que acontece algo importante nos filmes. Aí está meu algo importante que acontece nos filmes!
Camila ri.
Dustin: — Então?
Camila: — Eu já pensei!
Dustin: — Você estava pensando esse tempo todo?
Camila: — Sim.
Dustin: — Mas e o Andrei? Por que está com ele?
Camila: — Nem eu sei direito. Ele parecia ser uma boa opção.
Dustin: — “Parecia?”
Camila: — Parecia, pois não quero ficar com ele.
Dustin: — Sério? – Pergunta animado – Quer dizer, que pena pro Andrei.
Camila: — Enfim, percebendo que não daria certo com ele e ainda pensando sobre nós... – Ela pega as mãos dele – Eu fiquei com nós.
Dustin: — Então, podemos falar que...
Camila: — Sim, sim, sim!
Camila vai pra frente e beija Dustin.
Camila: — O que achou?
Dustin: — Ok! Eu espero não ficar em coma nos próximos meses que se sucederem nosso namoro.
Camila: — Por que você ficaria em coma?
Dustin fica um pouco vergonhoso.
Dustin: — Eu não sei! Não sei nem o porquê de eu dizer aquilo.
Camila sorri e o beija novamente.
Abel vê e vai pra perto dos dois e bate na bunda de Dustin.
Abel: — Garanhão! Fez o que eu disse e não vai mais precisar ajudar o Andrei!
Camila solta Dustin.
Camila: — “Ajudar o Andrei?” Você iria ajudar ele? No que?
Dustin se vira pra Abel.
Dustin: — E é por linguarudos que nem você que o casal principal não termina juntos!
Abel faz um sorriso forçado, com cara de culpado.
Na locadora, Agatha sai do carro e vê Antonio sentando na calçada do lugar.
Agatha: — Chegasse rápido. Sinceramente, eu pensei que você chegaria depois de mim.
Antonio: — Eu também – Boceja – Estou morrendo de sono.
Agatha: — Pensando bem, será que seria uma boa abrir a locadora de manhã também?
Antonio: — Pra eu morrer de sono? Não. – Ele repara que Agatha parece decepcionada – Mas você é dona do local. Você escolhe os horários.
Agatha: — Enfim, estou com três caixas enormes lá no carro. Esse mês chegou um monte de lançamentos.
Antonio abre uma das caixas e lê o título do DVD.
Antonio: — “Pirulito que bate-bate”.
Agatha: — Pelo título é animação. Acertei?
Antonio: — Não, é pornô.
Agatha: — Bem, veio lançamentos, mas não precisamente sucessos do cinema.
Antonio: — Pode até não fazer sucesso no cinema, mas entre os brasileiros...
No colégio...
Camila: — Responde, Dustin!
O sinal bate.
Dustin: — O sinal bateu. Que tal te explicar no recreio?
Camila: — Eu não vou conseguir olhar pra sua cara na sala sem saber o que houve.
Dustin vira pra Abel, que ainda está perto deles, nervoso.
Dustin: — Droga, Abel!
Camila: — Dustin! – Chama a atenção.
Dustin: — Ok! Ontem o Andrei ligou pra mim. Ele disse que vocês tinham brigados, mas ele queria muito, muito continuar com você. Pra ele é algo sério. E como eu não ganhei essa chance antes, pensei que ele teria mais chance que eu. Ele pediu ajuda e aceitei ajudá-lo.
Camila: — Você ia ajudar ele a gente voltar o que tínhamos antes?
Dustin: — Por que você ta repetindo o que eu acabei de dizer mesmo?
Camila: — E se você ajudasse e eu voltasse pra ele? Nossa história ia acabar!
Dustin: — “Acabar?” E quando começou? Você ta enrolando ficar comigo desde o dia daquele beijo que você me deu.
Camila: — E você se esfregando com a Simone?
Dustin: — Ahhhh! – Grita irritado – Eu já expliquei milhares de vezes! Você fala disso o tempo todo pra que? É uma desculpa pra me deixar limitado em relação há nós?
Camila: — “Limitado?” Você quis ajudar o Andrei! Estava acabando com todas as nossas expectativas!
Dustin: — Quer falar sobre expectativas? Ótimo! E quando você começou a ter um rolo com o Andrei? Que expectativa você via na gente, estando com ele? Quer continuar falando de expectativa? Melhor ainda! Eu falei que queria namorar de primeira e você teve que pensar, ficar com outro cara e pensar novamente pra decidir ficar do meu lado. Você fala de mim, mas que expectativa você deu pra nós? Vai! Me diz!
Camila fica quieta e solta algumas lágrimas.
Andrei, que chega atrasado, anda até a sala, mas vê Dustin, Camila e Abel no corredor.
Andrei: — Oi?
Todos se viram e ficam surpresos.
Andrei: — Você está chorando? – Vai até Camila.
Camila: — É que entrou uma farpa no meu dedo.
Abel: — Por estar doendo desse jeito, deve ser uma farpa de expectativa.
Dustin: — Sério, Abel! Cala a boca!
No trabalho, Adam digita sua coluna e após terminá-la, vai até a sala do Gerente-editorial.
Adam: — E é isso que eu penso do caso em que os ursos pandas atacaram o grupo de homossexuais bêbados que pararam no meio da noite pra tirar água do joelho. – Entrega a coluna para o Gerente-editorial.
Gerente-editorial: — Muito bem, Adam! Sendo meu número 1 sempre, hein?
Adam: — Você sabe que eu faço tudo o que posso pro meio jornalístico, né?
Gerente-editorial: — Faz tudo mesmo? Até pular de uma perna só, cantarolar o hino nacional tomando suco de tamarindo e pintando uma casa amarela com bolinhas azuis?
Adam: — Eu não sei como isso poderia ajudar o meio jornalístico, mas poderia tentar.
Gerente-editorial: — Há, há! É por isso que você é dos meus, Adam!
Adam: — Obrigado, senhor.
Gerente-editorial: — A Andréia está precisando de ajuda. Se você poder...
Adam: — Ajudá-la? Claro! – Olha pra Andréia- O prazer será todo meu.
Andréia: — Então, será nosso!
Adam e o Gerente-editorial a encaram, surpresos.
Andréia: — Eu só estava brincando.
Gerente-editorial: — Há, há, há! – Olha sério pra ela – É claro que estava!
O celular de Adam começa tocar.
Adam: — Um minutinho, senhor.
Gerente-editorial: — Vai lá, Adam!
Adam sai da sala.
Gerente-editorial: — Nunca mais faça uma piada daquela. – Olha pra Andréia.
Adam vai até sua mesa.
Adam: — Alô?
Antonio: — Adam?
Adam: — É. Quem fala?
Antonio: — É o Antonio.
Adam fica um tempo em silêncio tentando raciocinar.
Adam: — Papai?
Antonio: — Que?
Adam: — Não é papai? – Pergunta confuso.
Antonio: — Sou o Antonio que trabalha na locadora da sua esposa.
Adam: — Ah... Até estranhei. Eu nunca me dei bem com meu pai. Seria estranho ele me ligar, ainda mais no trabalho.
Antonio: — Hum.... Enfim, preciso que você venha nos ajudar urgentemente.
Adam: — O que houve? Uma caixinha de DVD caiu no chão e se feriu gravemente?
Antonio: — Não. É sobre a Agatha.
Adam: — O que tem ela?
Antonio: — Teve uns caras que tentaram levar o dinheiro da caixa e eu tentei impedi-los. Aí, um carro da polícia estava passando por perto e eles desistiram de fazer o assalto. Na hora que eles iam fugir, a Agatha estava na frente deles e um deles a empurrou. Ela caiu de barriga no chão.
Adam: — E ela está bem?
Antonio: — Ela desmaiou, mas acho que está bem. Só não sei quanto ao bebê.
Adam: — Ok! Eu já vou pra aí! – Adam desliga o celular.
Vai até a sala do Gerente-editorial.
Adam: — Senhor, terei que ir!
Gerente-editorial: — Mas já? Você não ia ajudar a Andréia?
Adam: — Agora não dá! – Adam foi pra sair da sala, quando é chamada a sua atenção.
Gerente-editorial: — Não está esquecendo nada?
Adam: — Sim! Da minha jaqueta que está no meu escritório. Eu iria lá pega-lá!
Gerente-editorial: — Eu quero saber o porquê você está saindo na hora do seu turno de trabalho.
Adam: — É que houve um assalto no lugar onde minha esposa trabalha.
Gerente-editorial: — Sério? E ela está bem?
Adam: — Não sei. É pra isso que eu vou lá!
Gerente-editorial: — Ok! Boa sorte!
Adam: — Boa sorte com o que? Pra ver o resultado de um assalto mal sucedido? Obrigado, senhor!
Sai da sala.
O Gerente-editorial se vira pra Andréia.
Gerente-editorial: — Viu? É assim que tem que ser o número 1.
No hospital, Adam e Antonio esperam no corredor.
Adam: — Caramba, caramba, caramba!
Antonio que está perto de uma máquina de chocolate, não consegue retirar seu pacote.
Antonio: — Chocolate, chocolate, chocolate!
Adam se vira pra Antonio.
Adam: — Cara, você percebe o que está acontecendo aqui?
Antonio: — Claro que sim! Aquela barra de chocolate não quer me deixar retirá-la!
Adam: — A Agatha pode ter perdido o filho!
Antonio: — E eu acabei de perder dois reais!
Adam olha pra Antonio surpreso.
Antonio: — Desculpe. Fico irritado em situações como essas.
Louis e Laura aparecem e vão até os dois.
Louis: — Adam!
Todos se cumprimentam.
Laura: — Como ela está?
Adam: — Não sei muito bem. Os médicos ainda estão pra dar as notícias.
Louis: — Mas o que houve? Como foi esse assalto?
Antonio: — Bom, chegaram os ladrões e pediram pra gente botar o dinheiro do caixa todo numa sacola. Quando eu fui pra botar, passou um carro da polícia rondando o bairro. Eles ficaram desesperados e foram fugir. Na hora que fugiram, eles saíram pela porta e a Agatha estava na frente deles. Aí, um deles a empurrou na hora da fuga e ela caiu no chão com tudo. Uma prateleira com DVDs caiu em cima dela.
Laura: — Bom, pelo menos eles não levaram o dinheiro, né?
Todos olham pra Laura.
Laura: — Que foi? Só foi um comentário.
Adam: — Enfim, vou ligar pra Gabriela.
Louis fala com Antonio.
Louis: — Você trabalha na locadora junto com a Agatha, né?
Antonio: — Sim. Sou o parceiro dela. Que nem Batman e Robin. Só que o Batman e Robin impedem os ladrões. A gente iria colocar o dinheiro na sacola deles. É uma diferença pequena, mas é uma.
Louis: — Você estava tendo algo com a Gabriela, né?
Antonio: — É. Durou um tempinho até, mas ela preferiu acabar no final. Como ela anda?
Louis: — O salário dela aumentou por que ela mostrou os seios na novela.
Antonio: — “Mostrou?” E eu perdi? Ah... – Fala meio desanimado – Bom, eu já vi pessoalmente mesmo.
Louis dá um sorriso forçado e volta até Laura.
Depois de um tempo no hospital, Adam e Louis continuavam esperando por notícias, até que Gabriela aparece.
Gabriela: — Oi! – Cumprimenta Adam e Louis – Eu vim o mais rápido que pude! Como ela ta?
O médico aparece.
Médico: — Familiares e amigos de Agatha?
Gabriela: — É a gente!
Adam: — Nós estamos aqui a manhã toda e a Gabriela veio agora, nem precisou esperar e já vai saber como ela está junto de nós.
Louis: — Com tanta coisa importante nessa hora e você vai logo indagar sobre isso?
Gabriela: — Tem como vocês deixarem o médico falar?
Adam sussurra pro Louis.
Adam: — Ela ta reclamando como se tivesse muito tempo esperando.
Médico – Bom – O médico dá uma pausa que faz Adam se acalmar um pouco e ficar mais preocupado com sua esposa -, ela está bem. Está recobrando a consciência.
Adam: — E o bebê?
Médico: — Infelizmente... – Ele abaixa a cabeça e olha para Adam que senta por causa da notícia.
Gabriela vai até Adam e o abraça. Ele começa a chorar.
Epílogo
Dustin se joga no sofá.
Dustin: — Afe! Só acontece coisa ruim! Eu e a Camila parecemos tão distantes de dar certo e agora a Agatha parece que está perdendo o bebê! Deve ter sido melhor eu ter vindo direto pra casa e não ter ido ao hospital junto com a Gabriela.
Dustin olha pro teto.
Dustin: — Bem na real, vou comer uma pizza.
Dustin vai até a cozinha e pega um pedaço de pizza, esquenta por dois minutos, liga a TV e come na sala.
Dustin: — Ok! Tenho três opções: Ver “Os Simpsons” na Fox, ver “Família da Pesada” no FX ou ver “Bob Esponja” na Nick. E a vida não tem como ficar melhor!
No mesmo instante que ele troca de canal, o telefone toca.
Dustin: — Alô? – Atende.
Laila: — Oi, Dustin?
Dustin: — Laila?
Laila: — Sim!
Dustin: — Que estranho você ter me ligado!
Laila: -“Estranho” por quê? Sou sua amiga e amigos não ligam para seus amigos?
Dustin: — Não. Isso eu sei! Só achei estranho você me ligar.
Laila: — Entendo. Enfim, quer dar uma saída? Eu não tenho nada pra fazer, podemos sair pra comer algo e tal. O que achas?
Dustin: — Tudo bem! A gente pode dar uma saída sim! O que poderia dar de errado, né?
Laila: — Não sei! Por que daria algo de errado?
Dustin: — Sei lá! É a segunda coisa que digo hoje sem saber o porquê eu disse.
Laila: — Er... Então, que tal as duas? Você pode vir me pegar?
Dustin: — Posso! Ok! Beijos! Tchau! – Desliga o telefone – Que estranho, cara! Vou escrever um bilhete pra eles saber que sai!
Dustin escreve o bilhete, pendura a folha por um imã na geladeira, sai da cozinha, passa pela sala e vai até a porta e a fecha.
Alguns segundos depois, Dustin abre a porta e entra novamente, vai até a sala, em direção ao sofá, onde está um pedaço de pizza. Ele pega com as mãos e vai até a porta comendo.
Dustin: — E eu quase esqueci! – Tranca a porta.
Fim do Epílogo
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