Notas iniciais
Sejam bem vindos ao que melhor posso descrever como a cena pós-créditos desse filme que vivemos por tanto tempo. Nas notas finais deste capítulo, estou deixando comentários meus e curiosidades pra vocês. Encontro você por lá!

(Neal POV, 10 anos depois)

Oh, oi! Se passou muito tempo desde a última vez que falou com um de nós, não? Deixe-me ver, você ouviu essa história do meu pai, do Chris, da Ruby, ah, de todos minimamente envolvidos, não? Acho que me recordo até de você ter ouvido um pouco da perspectiva da Elsa nessa loucura toda que resultou no meu pai conseguindo um namorado. Como eu sei de tudo isso? Duh, eu tenho super poderes né? Achei que já tivesse ficado óbvio, afinal já conversamos antes. Você não lembra? Oras, como você acha que soube vários detalhes que nenhum dos outros envolvidos te contou? Eu era a voz na sua cabeça com detalhes exclusivos da narrativa. Desculpa quebrar a quarta parede assim sem avisar, tá? Não era fácil ser um narrador onisciente em terceira pessoa. Eu estava te contando daqui, deste ponto em que estamos agora (pensando bem, não, não faz tanto tempo assim que você e eu nos falamos). Você que pensou que sempre soube, porque eu assim quis. Pra que se encaixasse na cronologia.

Afinal à época dos fatos eu era só uma criança e não sabia de todos os “bastidores” ainda. Ou tinha descoberto meus poderes. Mas agora cresci, sou o todo poderoso e ah! Acredita que já posso dirigir?

Agora sei coisas que não precisei que ninguém me contasse. Céus, meu pai ficaria muito constrangido se soubesse que tenho conhecimento de tantos momentos íntimos seus, e ainda mais que te contei. Então… fica entre nós, certo?

Bom, e por falar nisso… Por favor não fique triste com o que vou te contar! Porque eu te garanto que os mencionados a seguir estão perfeitamente bem. Ok, dado este aviso, David e Christopher não estão mais juntos. Mas realmente está tudo bem. Nem tudo na vida é pra sempre e eles foram muito felizes enquanto estavam juntos. Mas as circunstâncias da vida fizeram com que se separassem e hoje são até amigos, embora não tenham tanto contato.

Já eu e Chris nos falamos bastante, pelas redes sociais. Ele teve seus rolinhos lá em Storybrooke mas acho que agora está solteiro. Ele já terminou a faculdade mas não exerce na área, já começou outra faculdade. Eu e meu pai moramos juntos em Manhattan agora, em NY. A vida na cidade grande é mágica. Não no seu sentido literal, mas você entendeu. Aqui é incrível. Ah, você quer saber se meu pai tá com alguém? Então, vou te contar. É, ele conheceu alguém recentemente. Um cara, de nome Charlie. Mas acredite se quiser, não é um total desconhecido. O sujeito coincidentemente também veio de Storybrooke pra cá, e ele e o papai se encontraram aqui. Mas claro, na Floresta Encantada ele tinha outro nome. Talvez tenha ouvido falar de Arthur Pendragon? Rei de Camelot? Pois é. Ele esteve na cidade desde a primeira maldição de Regina, mas ele e meu pai eram meros conhecidos. E quando Storybrooke entrou no mapa e as pessoas puderam ir e vir, muita gente se mudou para grandes polos. Charlie veio pra cá antes de nós e quando ele e o papai se reencontraram se aproximaram e deu no que deu. Se eu gosto da ideia? Em partes. Papai tá gostando dele, ele aparentemente também gosta do papai e eles parecem se dar muito bem. Então eu fico feliz, é claro. Contudo, eu não acho que Charlie seja uma ótima pessoa. Acho que antes de continuar, devo te contar um pouco melhor sobre meus poderes, pra você não ficar perdido. Eu posso adquirir lembranças e vivências de outras pessoas pelo contato físico, o que é totalmente desintencional. Eu não sei quando isso vai acontecer e o que vou ver, simplesmente acontece. E eu também… ok, isso soa muito X-Men, mas eu juro, é a melhor parte. Eu sou telepata. Consigo projetar meus pensamentos na cabeça das pessoas e colocá-los na ordem em que eu quiser das suas memórias. Foi o que fiz pra te contar o que faltava dessa história. Bem, mas eu não posso decidir o que você sente, pensa sobre isso ou mesmo obrigar você a acreditar em mim ou concordar comigo.

Agora que você já sabe como funcionam meus poderes, posso te contar o que aconteceu pra eu ter meu pé atrás com Charlie. Quando fomos apresentados, o cumprimentei num aperto de mãos e aconteceu de eu absorver algumas memórias. Coisas irrelevantes no geral, mas eu vi uma cena dele manuseando muitos cartões de crédito e débito de nomes diferentes e pasmem, documentos e passaportes com fotos dele, mas também nomes diferentes. Eu contei ao papai mas ele pôs na cabeça de que eu me confundi e de que estou enganado dessa vez, o que nunca aconteceu na vida. Não bastasse meu grande motivo pra acreditar que o cara é um criminoso e que vive de golpes, ele fica enchendo o papai de presentes caros, sendo que ele não faz nada da vida, ele só é proprietário de uma galeria de arte que ninguém visita e que na única vez que estive lá com o papai, confesso que tem artes de gosto bem duvidoso.

Mas não quero me prolongar ainda mais nesse assunto chato, tá? Só estou preocupado com o papai porque o cara é problema e já basta de problema perto dele. Não acho que Charlie pretende dar algum golpe no meu pai, mas ele pode arrastar meu pai pra confusão e eu te garanto que vou cuidar bem do Oficial Nolan pra nada de ruim acontecer. E sim, Oficial Nolan. Meu pai entrou para a polícia de NY. É a situação mais irônica que você podia imaginar, né? Eu sei, nem me fale.

Enfim. Hoje, depois que meu pai chegar do trabalho, estará de férias e iremos para Storybrooke visitar a família. Estou mais ansioso para ver meus irmãozinhos, eles são tão fofos! Na verdade os filhos da Regina não são meus irmãos, a gente devia evitar esses termos, mas todo mundo deixa escapar. A própria Regina as vezes se refere aos doadores dela como “pais” dos filhos dela. Sim, ela teve três. Dois garotos gêmeos idênticos, Dominic e Nicholas, e uma garota, Valerie. Os gêmeos tem cabelos castanhos e são mais baixinhos, apesar de terem a mesma idade da irmã. Esta por sua vez, além de mais alta, é mais esperta que eles e tem os cabelos louros, apesar dos olhos escuros de Regina. A menina foi gerada pela doação do meu pai e os gêmeos pela do Chris. Eles são loucos por mim e o sentimento é recíproco.

Outra coisa que está me deixando empolgado por esta viagem a Storybrooke é uma festinha que vai ter lá no fim de semana. As chances de eu encontrar a Alex nessa festa são de 95%, cidade pequena, afinal. Todos jovens vão estar lá. E Alex Boyd é minha crush suprema desde que eu tinha sete anos, então… desejem-me sorte.

Papai vai sair com os amigos dele lá também. Não me perguntem se ele vai se encontrar com Chris, eu não faço ideia. Mas a julgar pelas companhias, tenho certeza que vão dar um jeito dos dois se encontrarem. Ruby e Emily (que estão juntas até hoje) nunca separaram o fim dos dois e vivem tentando fazê-los reconsiderarem o relacionamento apesar da distância. E bom, quem sabe né? Tudo pode acontecer.

Notas finais
Pois bem, a ideia original pra essa fanfic era absurdamente diferente. Quando comecei a pensar em um romance majoritariamente gay de OUAT para debater sexualidades e coisas do gênero combinando com questões sociais e dramas familiares, minha primeira ideia era de uma história em que Hook e David se apaixonassem e adotassem o pequeno Pinóquio, depois da morte de Marco (Gepetto). Algum plot twist faria Pinóquio voltar a ser um homem adulto (August) e as coisas ficariam um tanto estranhas! Hahahaha Ainda bem que Hook tomou um protagonismo exagerado na série, foi superestimado entre o fandom e se tornou pra mim um personagem detestável. Como sempre gostei de casais não convencionais e tudo que foge do clichê, me surgiu essa luz de escrever sobre esses casais nada prováveis e eu amo como tudo se desenrolou. E eu concluí com o mesmo final que planejei quando comecei a escrever lá em 2015, sempre esteve tudo planejado pra terminar assim. A única diferença, foi um corte de uma trama desnecessária que só ia me atrasar a história. Vou resumir pra vocês. Na etapa final, junto de Jano ia surgir um outro vilão, um “Trickster”, ou “brincalhão”, “malandro” em português. Uma criatura mágica que manipula a realidade. Seria um personagem original meu, baseado na criatura mitológica apresentada na série “Supernatural”. O sujeito (ilustrado por Jeremy Davies, de LOST), iria levar os nossos heróis do resgate para realidades nazistas, realidades com gênero invertido, etc. Nesse plot, Lily estava inserida na missão. Mas eu não tinha motivos para estender a participação de Lily. Haveria também uma passagem em que Emily se sentiria ameaçada por um novo namorado e amigos punk de Lily, mas era um mal desnecessário pra construção da personagem e ia vilanizar muito a imagem de Lily, o que eu não queria. Outra leve mudança é que Emily conheceria Merida (com outro nome) fazendo uma corrida no parque e teríamos a insinuação de que ela poderia ter encontrado seu verdadeiro amor. Mas ela e Ruby tinham mais desenvolvimento e faziam sentido. Voltando ao Trickster, no final ele teria uma redenção e ainda se envolveria com Zelena, que só tinha sido brevemente mencionada no começo. Haveria uma tentativa de Ursula de invadir o submundo e resgatar Cruella, mas novamente, achei que seria um atraso na construção da personagem. A consequência dessa tentativa, seria sua falha, mas disso se decorreria na fuga da Snow Queen de lá, que retornaria pra SB ficando junto do Sr. Rogers como Ingrid. E quem aguenta tanto romance né? Cruzes! E agora quero contar pra vocês como surgi com alguns nomes dos alter-egos “Storybrookenses” que criei. Christopher Black. - Queria algo que soasse semelhante ao nome original. Eu sempre odiei que as pessoas chamassem o Kristoff de “Kristofer” da mesma forma que chamam a Elsa de “A Frozen”. Então acho que escolhi o nome de ironia mesmo. Black veio de “Sirius Black” porque eu quis furtar um sobrenome de HP sem muito motivo. Eu usaria o sobrenome pro Black Beard, e quando me dei conta de que coincidentemente ele já tinha “Black” no nome original, passei pro Chris. Emily Chang. - Emily vem da personagem Emily Fields, de Pretty Little Liars e Chang de Mike Chang, de glee. Juliet Montague. - É o nome em inglês da personagem Julieta e o sobrenome de Romeu, do livro de Romeu e Julieta, de Shakespeare. Queria que ela tivesse os nomes deles trocados de propósito pra ser irônico e retratar a bagunça que ela vivia. Teresa Montague. - Não tem muito segredo, eu queria um nome de bibliotecária pra Elsa e vi o apelido “Esa” em algum lugar que era fácil de associar com Elsa. Peter Andersen. - Acho que nunca cheguei a mencionar o sobrenome dessa versão do Hans e por isso acrescentei agora com a minha ideia original pra ele, mas se mencionei diferente na história peço perdão e considerem esse canon, haha. Eu só achava o Hans com cara de Peter e Andersen é o sobrenome do autor do conto original de “A Rainha da Neve”, Hans Christian Andersen. Kevin. - Robin Hood é brevemente mencionado como Kevin. Eu sempre tive problemas para gostar de personagens de nome Kevin e quis usá-lo porque imaginei que a magia tendo vida, iria se aproveitar do estado emocional de Regina na hora de criar os nomes. Ela estava chateada de perder Robin e provavelmente com raiva. Por isso, um nome desagradável. Robert Julius Rogers. - No último capítulo é revelado o nome completo de Black Beard, que foi criado pra ser irônico com sua obsessão da outra vida pelo navio “Jolly Roger”. Logo, R. J. Rogers é de fácil associação com Jolly Roger. Lisa. - Aurora é brevemente mencionada como Lisa por Mulan. Eu simplesmente achei que o nome era fofo e combinava com ela. Eu tirei a ideia da personagem de “Os Simpsons”. Agatha. - O nome de Maleficent na nova realidade de Storybrooke foi uma homenagem à autora de livros de mistério, Agatha Christie. Neste prólogo, trouxe Charlie (o Arthur), Nicholas, Dominic e Valerie (filhos da Regina). Eu sempre gostei de escrever e quando era bem novo já inventava de escrever histórias de vampiros e bruxas inspirado nas séries que assistia. Todos meus protagonistas masculinos chamavam Charlie porque sim e só reaproveitei o nome. Nicholas e Dominic foram nomes que escrevi para personagens inspirados no Josh Dallas. Valerie é de uma música da Amy Winehouse (ou cover por ela). Acho que a Regina gostaria de Amy Winehouse. E agora eu quero saber a opinião de vocês sobre dois “casais” polêmicos que só ficaram nas entrelinhas! Swan Queen aconteceu ou não aconteceu enquanto a gente prestava atenção em tudo que acontecia ao redor, menos nelas? E Ursula e Spencer? Acham que ela abriu exceção pra ele ou realmente não se interessou nunquinha? Me contem também as impressões de vocês sobre August e Juliet, se foi uma surpresa ou se já desconfiaram desde que se encontraram e rolou o lance do falso spray de pimenta. E de resto, o que acharam? Por favor, não sejam tímidos! Adoro conversar com vocês. E obrigado por me acompanharem até aqui!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!