Daddy...
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Digamos apenas que eu estou incondicionalmente apaixonada pela Sarada e pela Chouchou, por isso resolvi posta logo essa, porque eu senti uma vontade incontrolável de ver Sasuke e Sarada juntos, pois eu senti uma grande carência vindo dessa mini diva.
Boa leitura.
Olhar para o céu me acalma.
Ler também me acalma.
Mas eu gostaria que você estivesse comigo...
— Sarada! – Mamãe está me chamando é melhor descer.
Eu já estava pronta há algum tempo, mas preferi ficar no meu quarto, dele eu consigo ver muita coisa, o céu, a floresta, o monumento Hokage, a entrada da vila...
Mamãe está de costa para mim quando chego, mas é claro que ela já notou a minha presença, mesmo que eu tenha chegado o mais silenciosa possível.
— Ora Sarada, você dormiu demais? – Ela sabe que eu já estava acordada e ela também sabe que eu sei.
— Não, não... Eu estava lendo um livro de Ninjutsu. – Não é uma mentira, eu não gosto de mentir para mamãe, mas eu também fiz outras coisas, como observa a entrada da vila.
Ela sorriu para mim, mas eu senti um pouco de tristeza em sua voz, teria ela notado?
— Toma aqui, eu preparei o seu bento, mas também tem dinheiro caso você queira gastar com algo. – Todo dia ela dizia a mesma coisa, mas eu gosto da comida da minha mãe.
— Estou saindo. – Falei em despedindo dela.
— Adeus Sarada. – Ela acenou para mim. – Eu te amo.
— Também te amo, mamãe.
Dei as costas para ela e fui caminhando pela vila, mas a frente Chouchou, Shikadai e Inojin conversando alto, como sempre. Vou passando direto por eles, Inojin olha para mim, mas não fala nada. Chego à academia sem mais encontros, Aburame-sensei ainda não chegou, então sento em meu lugar e da minha bolsa retiro o livro que eu lia mais cedo.
Se eu conseguir termina esse livro antes que o papai volte, ele ficara bastante orgulhoso.
- SHIKADAI VAMOS FAZER UMA PEGADINHA HOJE? – Então o Barulhento-san chegou...
Uzumaki Boruto, filho do Nandaime. Um garoto extremamente irritante. Mas infelizmente é também uma pessoa muito peculiar, ele é uma ótima cobaia de comportamento.
Preciso anotar isso... Procuro meu caderno de anotações na bolsa. Foi um presente de Himawari, minha prima, irmã da minha cobaia.
— Bom dia crianças... – Aburame-sensei chegou. Guardo o caderno e o livro na bolsa.
— BOM DIA ABURAME-SENSEI! – Todos os alunos gritam.
— Por favor, sentem-se. – Pediu. – A aula de hoje é sobre...
O dia passou rápido e logo chegou a hora do almoço, a maioria dos alunos saiu correndo para comprar alguma besteira para comer, depois de todos saírem pego meu obento e vou para a parte de trás da academia, é um bom lugar para ficar sozinha e sem tanto barulho. A grama naquela parte da academia está alta, então nenhum dos alunos tem coragem de fica por ali, todos tem medo de encontrar uma cobra, menos eu.
O almoço como sempre é tranquilo, eu consigo ouvir os gritos e risadas das outras crianças, mas parecem distantes, como se estivessem em outra dimensão.
— A grama aqui está realmente alta, quase não da para ver que estou aqui... – Sussurrei comigo mesma, mas logo o meu monologo é interrompido por um soluço. Um pouco mais a frente e de costas para mim está o garoto de cabelos louros. E ele... Ele está chorando!
O que será que aconteceu? Vê-lo chorar é estranho, para mim ele era o tipo do “nunca chora”. Eu me enganei? Isso é raro...
- Papai... – Ele disse entre soluços. Isso me surpreendeu. O pai dele é o Hokage, está sempre perto dele, por que motivo ele teria de chorar? – Papai, você está sempre ocupado...
Isso me deixa irritada, na verdade me deixa bastante irritada.
— Seu pai é o Hokage, você melhor do que ninguém deveria saber que ele é bastante ocupado! – Surpreendendo a ele e a mim, me levanto rapidamente pegando o obento e dando as contas. – Você deveria ser menos mimado, sabe... Fica chorando pelos canto porque ele não pode ficar com você só tornam as coisas mais difíceis para ele!
— Ora sua...
Saio sem esperar ele termina de falar. Antes que eu volte a me sentar o sinal toca novamente e a turma volta correndo, Barulhento-san é um dos últimos a entrar, quando ele me vê faz uma carranca feia e vira a cara.
Peguei meus dois cadernos e coloquei sobre a mesa, abri o de capa rosa e comecei a anotar minhas novas descobertas sobre esse garoto.
Hoje durante a hora de almoço eu fui surpreendida pela cobaia. O peguei chorando atrás da academia. Pelo que parece ele não só têm emoções de felicidade e alegria, ele pode sentir triste e angústia.
Pelo que notei, ele é uma pessoa ainda mais egoísta do que imaginei, estava se lamuriando por falta de atenção. Ele deveria saber que seu pai é ocupado, não deveria se lamuriar tão facilmente...
Surpreendendo a mim mesmo eu falei com a cobaia, ele se assustou ao percebe que seu monologo lamuriento estava sendo escutado por outra pessoa e pelo que eu vi ele é uma pessoa que fica rapidamente chateado. Ele deve sofrer de algum transtorno de personalidade.
Falar com a vovó T sobre os tipos de transtornos de personalidade.
Voltei a anotar, mas dessa vez foram às atividades que o Aburame-sensei estava passando.
O dia passou rapidamente e já era a hora de ir embora, guardei minhas coisas e a sala já estava quase vazia.
— Sarada. – Aburame-sensei me chama. – Você poderia entregar esse pergaminho para sua mãe?
— Claro sensei.
— Obrigado.
Saio da sala e encontro Boruto conversando com Shikadai e passo direto por eles.
— Ei Shikadai, amanhã eu falo com você. – Falou Boruto vindo em minha direção. – Ei garota! – Chamou. – Ei garota! – Não respondo e continuo andando até sair da academia. – Além de quatro-olhos é surda?
— Você acha que está falando com quem? – Me viro abruptamente assustando-o.
— Por que você disse aquelas coisas? – Perguntou me olhando com raiva.
— Porque eu quis. – Voltei a dar as costas a ele e voltei a andar.
— VOCÊ NÃO SABE NADA SOBRE MIM! – Ele me empurra e acabo perdendo o equilíbrio e caio.
Eu ralei meus joelhos... Minha saia sujou... Eu vou dar uns tabefes nesse garoto.
- Você machucou os joelhos. – Falou me olhando. – Olha... Descul... – Não o deixo termina de falar e acerto um chute em suas canelas fazendo-o cair.
— Não chegue mais perto de mim. – Tento limpar o máximo que da de minha saia e continuo andando, mas meus joelhos estão ardendo e minhas mãos também.
— Por que você chutou as minhas pernas? Eu tava me desculpando! – Falou Boruto aparecendo ao meu lado com raiva.
— Porque você me machucou, seu idiota! – Meus joelhos estão ardendo muito! – E pare de me seguir, Barulhento-san! – Esse garoto já ta me deixando muito irritada!
— Do que me chamou?
— Sara-chan? – Nossa conversa acalorada é interrompida pela voz da Vovó T.
— Vovó? – Vovó Tsunade estava na loja de dango e olhava para mim e para Boruto.
— Eu não sabia que você e o Bolt eram amiguinhos. – Ela sorriu. – Oh querida... Você está toda ralada! – Ela se levantou e veio em nossa direção. – Anko, eu vou ajudar Sarada e Bolt, depois falo com você. – Ela se despediu da Anko-sensei.
A não... A vovó T vai acha que eu sou amiguinha do Barulhento-san.
— Sara-chan venha aqui. – Vovó curou meus joelhos e eles á estavam novinhos em folha e fez a mesma coisa com minhas mãos.
— Eu já vou indo. – Falou Boruto. – Tchau Quatro-Olhos. Tchau velhota.
Vovó acabou dando um belo chute no Boruto, o que me fez rir. Ele meresseu.
— Pirralho tão insolente quanto o pai! – Falou bastante irritada. – Vamos Sarada, irei levar você para casa.
Fomos andando, na metade do caminho a vovó parou em frente à loja de tortas e sorriu para mim.
— Que tal comermos um pedaçinho de torta?
— Claro. Eu estava mesmo querendo falar com a senhora.
Sentei-me em uma mesa enquanto ela foi pegar as fatias de torta.
Tenho que pergunta a ela sobre transtornos psicológicos... Ela com toda certeza saberá qual transtorno psicológico ele tem...
- Um pedaço de torta salgada para mim... E uma torta de chocolate para você... – Ela colocou um prato na minha frente e também se sentou e tirando uma garrafa de saquê de não sei onde.
— Vovó! A mamãe disse que a senhora não pode beber! – Tentei tirar a garrafa dela, mas ela foi mais rápida.
— Chegara um dia que a sua mãe mandara em mim, mas esse dia não é hoje. – Ela riu e tomou um longo gole do saquê.
A conversa continuou a ponto de que eu acabei me esquecendo do que deveria falar com ela.
— Sarada... Eu não sabia que você era amiga do Bolt... – Falou sorrindo para mim.
— Ah! – Eu havia me esquecido! – Vovó era sobre ele mesmo que eu gostaria de falar com a senhora! – Ela em olha surpresa. – Sabe... Esse garoto não sai da minha cabeça a um bom tempo e eu gostaria da opinião da senhora...
— EU NÃO ACREDITO! SARADA! MAS JÁ? – Ela começou a gritar surpresa. – EU TINHA CERTEZA QUE DEMORARIA MAIS ALGUNS ANOS PARA VOCÊ PERCEBE, OU MELHOR, SENTIR ESSE TIPO DE COISA!
— TSUNADE-SAMA! – Tia Shizune aparece ao nosso lado com cara de poucos amigos. – Eu já disse mais de mil vezes! Sem saquê!
— Mas Shizune, temos que comemorar a Sara-chan descobriu o seu primeiro a...
— Sarada-chan, é melhor você ir para casa, eu e Tsunade-sama precisamos ter uma conversinha.
— Okay... – Eu não consegui falar com ela sobre o que eu queria... Droga!
Voltei para casa e encontrei mamãe no sofá assistindo TV, quando me viu fez uma cara triste.
— Mamãe o que foi? – Sentei ao seu lado no sofá e ela me entregou uma carta que estava endereçada a mim.
— Seu pai esteve aqui... Mas não pode ficar mais que algumas horas, então ele deixou essa carta para você.
— Faz tempo que ele saiu? – Me levantei do sofá correndo para a porta.
— Acho que uns vinte minutos talvez...
— Estou saindo! – Vai da tempo! Vai da tempo! Ele não pode já te saído da vila...! Ele não pode ter ido embora sem ter falado comigo!
Corri o mais rápido que consegui até chegar à entrada da vila, e lá só estavam os dois vigilantes.
— Poderia dizer-me ser Uchiha Sasuke passou por aqui na ultima hora? – Perguntei sem fôlego para o vigia que estava mais próximo de mim.
Por favor! Por favor! Não tenha ido embora...
— Sim, ele passou tem dez minutos. – Respondeu.
— Ah... Obrigada... – Dei as costas e fui andando e sem percebe muito o caminho fui parar perto de um parquinho, continuei a andar, agora descendo e cheguei ao pequeno cais do lago que tinha perto desse parquinho, me sentei segurando a carta que meu pai deixou para mim.
Coloquei o rosto nas mãos e as lágrimas que eu prendia começaram a banhar meu rosto e deixar as lentes do meu óculo embasadas.
— Por que papai? Por que você foi embora sem falar comigo? – Os soluços também vieram. – Papai eu queria tanto te ver. – Enquanto eu chorava eu percebi o quão patética eu estava sendo, há poucas horas eu tinha falado para o Boruto o quão patético ele estava sendo por chorar por causa do pai dele, e agora EU estava chorando por causa do meu.
O papai é extremamente ocupado, Sarada sua boba. A culpa é toda sua por não ter voltado direto para casa... Não tem o direito de chorar! Você não tem o direito de ser egoísta!
Estava sendo difícil convencer a mim mesma, eu queria muito vê-lo. Fazia tanto tempo que eu não abraçava o papai. Tanto tempo que ele não me colocava para dormi ou mesmo me contava uma história. Eu queria muito vê-lo, mesmo que fosse só um pouquinho...
Já estava escurecendo e eu observava o crepúsculo no céu e lembrei-me da carta que eu não havia aberto.
Minha pequena Sarada.
Já faz muito tempo, não é mesmo?
Desculpe-me por ter ido embora tão rápido e sem me despedir, eu gostaria de poder ter ficado mais tempo, mas meu tempo é curto e eu ando cada dia mais ocupado.
Cuide de sua mãe.
Com amor, Papai.
Papai...
As lágrimas voltam com toda força e eu aperto a carta em minhas mãos para tentar absorve cada palavra.
Ele me ama... Ele se importa comigo!
— Eu posso saber o porquê de você está chorando?
— Papai! – Viro-me e encontro me olhando dos degraus. – PAPAI! – Levanto-me sem jeito e corro em sua direção.
— Olá querida. – Ele me pegou no braço e me abraçou.
— Eu... Eu senti muito a sua falta, papai. – Volto a chorar em seus braços.
— Eu sinto muito... Ando sendo um pai muito ausente para você.
— Não se preocupe papai... – O abraço com ainda mais força. – Mas o senhor não tinha que ir? – Não quero que o senhor vá, mas se isso for o melhor para você...
- Não hoje, mas quando eu for pode ter certeza que te avisarei. — Ele sorriu para mim daquela forma que eu tanto gosto. – Mas agora me conte como estão as coisas na academia?
— Estão bem. – Lembrei-me do livro. – Eu não consegui termina de ler aquele livro de ninjutsus, sinto muito.
— Tudo bem, você terá todo o tempo para termina-lo. Você é inteligente, conseguira termina-lo em um instante. – Fala enquanto passa a mão em meus cabelos. – Eu trouxe um presente para você. – Ele me estende uma linda boneca de porcelana.
— Obrigada papai! Não precisava. – Falo enquanto abraço a boneca.
Ficamos conversando por um longo tempo sem nos preocupar com nada e quando percebemos já estava tudo totalmente escuro.
— Ei vocês dois, já está tarde! – Mamãe apareceu nos chamando. – Venham jantar!
Desci do colo do papai e já estava subindo as escadas quando ele se virou para mim e falou:
— Você deve está cansada, deixa que eu te carregue. – Subi nas costas dele e fomos em direção à mamãe que nos esperavas, fomos os três para casa, eles de mãos dadas e eu em cima observando tudo.
Esse breve momento me fez perceber uma coisa, que não importa por quanto tempo estejamos separados, continuaremos a nos amar e na hora que nos encontrarmos novamente será como se nunca tivéssemos nos separado.
Momentos de longa separação viriam, eu me sentiria sozinha, mas eu nunca deixaria de acreditar no amor dos meus pais por mim.
— Eu amo vocês, papai e mamãe. – Sussurrei para ambos.
Notas finais
Obrigada por ter lido!
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