Daddy.
1 Only .
Notas iniciais
Querido papai,
Talvez você nem ao menos lembre mais de mim, mas eu me lembro do senhor todos os dias de minha vida. Talvez mamãe não tenha te contado, mas me casei com um homem bom e de família. Ele é incrível, e lembra-me o senhor: protetor e firme como uma rocha. Nós temos dois filhos: Russell e Johnny. São crianças saudáveis, e felizes. E o bebê que eu esperava quando o senhor me expulsou de casa hoje é uma linda mulher, e já está casada tem um pequeno menino chamado Matt, ela casou com um homem que também lembra bem o senhor, ou talvez seja minha imaginação e minha consciência pesando de saudades do meu pai.
Escrevi essa carta não pra falar de saudades, mas sim para relembrar os bons momentos. Lembra quando Charlie, Frannie e eu brigávamos como loucas e o senhor sempre nós contava uma história que nós incentivava a não brigar? A conto para os meus filhos todos os dias. Lembra quando o vovô morreu? Até hoje lembro de sua força, do seu jeito de consolar a todos mesmo quando você precisava ser consolado. Lembra de quando nos pegamos catapora? Eu lembro-me do meu pai carinhosamente me pegando no colo, e me dando carinho. Lembro disso com um enorme amor. Lembro de tudo como se tivesse sido ontem, e talvez tenha o tempo passou tão rápido.Tudo passou como um flash, e cá estou eu escrevendo uma carta que provavelmente a pessoa que era pra ler não irá fazer isso.
Eu queria que você lesse e visse o quanto sinto sua falta, e o quanto ela está em todo lugar. Queria que você soubesse que me tornei a mãe de família, a dona de casa que você sempre quis. Lancei livros que fizeram sucesso, mas nunca sai da minha casa. Eu poderia ter tido uma vida que qualquer feminista adoraria, e admiraria, mas eu me casei com um homem cristão que é sua copia, tive dois filhos maravilhosos e os criei como mamãe me criou, eu poderia estar por ai curtindo e gozando dos prazeres que a vida me oferece, mas estou aqui sofrendo por não ter feito o que deveria e por ter feito tudo isso pra orgulhar alguém que nunca irá se importar.
Mas eu não posso voltar atrás, eu amo você papai e se tenho dois filhos, se sou casada com o homem maravilhoso que estou, se minha filha foi adotada e tem o meu neto maravilhoso tudo isso foi por sua causa. E eu agradeço intensamente por ser sua filha, e saiba que sou muito orgulhosa por ser Quinn Fabray.
“E eu te peço perdão por não ter sido a filha perfeita, querido papai. Mas sabe que eu te amei a cada momento. E se um dia você quiser que te perdoe saiba que eu já te perdoei”
Espero que aproveite o resto de sua vida,
Te amo muito,
De sua filha Quinnie.
~*~
Russell estava ao lado de Quinn que tinha o corpo coberto de tubos que auxiliavam na respiração. Mike – marido de Quinn – olhava para o sogro pelo vidro. O homem parecia um jogador de basquete pela altura, e como Quinn havia dito na carta; realmente parecia com ele. Russell voltou a olhar para a filha, sua pequena Quinnie.
- Eu lembro de tudo aquilo. – ele sorriu para Quinn – Eu sei que não fui um bom pai, obrigada por ter me perdoado – ele suspirou ao ver que Mike ainda estava olhando só que agora acompanhado pelos filhos — Estou orgulhoso de ser seu pai. – ele beijou a testa da mulher –
Quinn abriu os olhos como alguém em um filme de terror. Ela estava assustada, mas Russell sorriu aliviado. Ele a beijou na testa.
- Está tudo bem, querida. Papai está aqui – ele ofegou nos cabelos dela –
- Papai. – ela sorriu e Russell lembrou de uma frase que havia lido no livro de um escritor chamado Harlan Coben: “Quando uma filha sorri assim, o pai, não importa qual seja a sua posição no mundo, sente um rei.” . Ele sentia-se um rei, o rei mais feliz do mundo. –
~*~
- Então posso te chamar de vô? – John perguntou franzindo a sobrancelha, Russell deu uma longa gargalhada –
- Claro que pode, garoto. – ele abraçou o garoto fortemente –
- Então ta vô. – o menino soltou-se do abraço e sorriu –
- O.k crianças, vamos jantar? – Mike perguntou colocando o braço em volta do pescoço de Quinn que sorriu para o marido –
- Querido, papai e eu vamos conversar lá fora enquanto vocês põem a mesa o.k? – a loira perguntou olhando para o marido –
- É claro, docinho. – ele beijou a bochecha da esposa –
- Vamos pai? – Quinn ofereceu a mão pra o pai que sorriu –
Eles foram para a varanda que dava uma vista ótima para um típico bairro norte-americano.
- Sabe Quinnie, aquela carta...eu ainda a tenho. – Russell sorriu –
- Eu sei. – Quinn suspirou olhando para a casa da frente – Eu ouvi o que o senhor disse enquanto dormia, confesso que estou muito mais orgulhosa agora. – ela sorriu –
- Eu te amo, filha...muito mais agora. – ele a abraçou – Me desculpe
- Pai, eu já te perdoei há muito tempo. – ele olhou para Quinn. Estava feliz pela menina que havia colocado no mundo, mas estava ainda mais orgulhoso da mulher que estava ali com ele, que havia mostrado que perdão era algo maravilhoso, algo que libertava, algo que ao contrário da ordem: Um pai aprende com os filhos. –
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