Da Água Pro Vinho, do Ódio Pro Amor.
3 Invasão
Notas iniciais
'lalalalalalalalala' ---> pensamento do personagem
Era uma tarde de quinta-feira típica no vilarejo.
Sakura estava cantando para suas plantinhas até que desse a hora de ir buscar seus irmãos na escola.
A Sra. Haruno estava sentada de frente para sua maquina de costura e o Sr. Haruno estava descansando no quarto como de costume. E até ai tudo estava normal.
Mas Sakura estava com um pressentimento estranho. Ela havia sentido isso o dia inteiro, mais ainda não sabia o que estava causando isso.
A Sra. Haruno já estava começando a separar os poucos grãos de feijão que iria cozinhar para o jantar quando se lembrou que tinha que comprar algumas coisas que estavam fazendo falta.
_Sakura, minha filha, você pode vir aqui um minuto?- Chamou ela.
Sakura: _ Claro! Já estou indo mãe!
Sakura foi depressa para a cozinha e abraçou sua mãe, que não a viu chagando, por traz e a deu um beijo na bochecha.
Sakura: _ Sim, mãezinha do meu coraçãããããoo!! *-*
A Sra. Haruno riu e retribuiu o beijo.
_ Você pode passar na quitanda quando for buscar seus irmãos, filha?- disse ela entregando um papelzinho dobrado e algumas notas de dois reais para Sakura.
Sakura: _ Passo sim mãe! Bom, já são quase quatro e meia, então acho melhor eu ir, já que vou passar na quitanda. –disse ela olhando para o relógio pendurado na cozinha. – Tchau mãe! Beijinhoos!!
Sra. Haruno: _Tchau Sakura. Vai com Deus, filha.
E assim ela saiu com uma cesta bem grande para carregar as coisas. Ela foi caminhando e balançando a cesta em uma das mãos lentamente até a quitanda que ficava a uns quinze minutos de sua casa, cumprimentando quase todos em seu caminho com um lindo sorriso. Mas a sensação de que algo ruim ia acontecer não passava.
Ao chagar lá, sakura logo avistou Kinjin, o velhinho que tomava conta da quitanda com seu chapeuzinho de palha velho, sentado na velha cadeira de madeira que sempre estava do lado de fora.
Sakura: _ Olá seu Kinjin! Tudo bem com o senhor?- disse ela com um belo sorriso.
Kinjin:_ Sakura, querida! Como está?
_ eu estou muito bem Kinjin-sun!
Kjinjin: _ Que bom querida! Então o que vai querer hoje?
Sakura: _ Bom, hoje eu quero dois litros de leite, uma dúzia de ovos e dez pãezinhos, por favor! ^^ — disse ela lendo o papelzinho.
Kinjin: Pois não, querida. – disse Kinjin se levantando e indo pegar as coisas.
Ela o ajudou a colocar as coisas na cesta, colocou o dinheiro no balcão de madeira velha e foi andando.
Sakura:_ Tchau seu Kinjin! Até logo! – ela gritou lá de longe.
_Tchau Sakura-chan!E vá pela sombra!- Respondeu ele acenando.
Sakura seguiu seu caminho até a escolinha. Ela chegou um pouco cedo e como estava com fome pensou comer um pãozinho dos que havia comprado na quitanda, mais então ela resolveu esperar e dividir com Sakuya e Soto.
Ela não esperou muito e logo eles saíram.
Ela não deixava de sorrir enquanto eles vinham correndo felizes e sorridentes em sua direção.
Mal sabia ela que não veria essa cena outra vez por um bom tempo.
Sakura os abraçava e dava beijos carinhosos enquanto perguntava o que eles haviam feito hoje na escola e eles falavam sem parar.
Sakuya: Tata eu apendi a faze um colação e uma forzinha hoje! Olha!! – disse ela enquanto entregava um papel com uns rabiscos coloridos que eram pra ser o coração e a flor.
_que lindo Sakuya!! Você fez sozinha? – perguntou sorrindo e com um rizinho discreto.
Sakuya: aham! Eu que fiz!
Sakura passou a mão na cabeça de Sakuya e deu um sorriso.
Sakura:_ e você, Soto? O que você fez hoje na escola?
Soto: Hoje eu aprendi a fazer contas de mais!!- disse o garoto com um sorriso de orelha a orelha.
_ Serio!!?? Que legal! Você vai me ensinar, não vai?- disse ela sorrindo também e brincando com o cabelo dele.
Soto: _ Vô sim! E eu aprendi a escrever com letras maiúsculas e minúsculas! Ó eu escrevi isso aqui pra você. – disse ele entregando um papel escrito:
‘ SAKURA a melhor irmã que uma pessoa
vai ter
Eu amo ela muito
Soto’
Sakura se emocionou ao ver o que seu irmão menor havia escrito.
Sakura: _ Nossa Soto! Eu amei! Ta lindo! E eu também te amo muito irmãozinho do meu coração!
Ela o abraçou e bagunçou seu cabelo.
Eles seguiram de volta pra casa conversando, brincando, apostavam corrida até a próxima lojinha e se divertiam.
Poucos minutos depois eles ouviram um estrondo e pessoas gritando e logo depois varias pessoas correndo e gritando:
_ CORRAM! FUJAM! ELES VOLTARAM!
_NINJAS! NINJAS!OS NINJAS ESTÃO AQUI!
_ SE ESCONDAM! ELES ESTÃO AQUI!
Sakura se desesperou. ‘Tenho que leva-los para algum lugar seguro’. Pensou ela imediatamente, pegou-os pela mão e começou a correr, mais antes que se desse conta, já haviam três homens atrás deles. Três ninjas do vilarejo visinho.
Homem um:_Olha só o q temos aqui!
Homem dois:_ É! Que coisinha mais linda! – disse enquanto a cercava.
Homem três: E ai gracinha, q tal dar um passeio com agente, heim?
Eles três: HAHAHAHAHAH!!
Ela estava completamente aterrorizada, imóvel e tremendo, mais ao ver Sakuya chorando de medo, ela tirou forças não se sabe de onde e pensou rápido. Pegou a garrafa de vidro em que estava o leite e bateu com toda sua força na cabeça de um deles, não se sabe como ela conseguiu dar um belo de um chute em outro e nem ela sabe como ela conseguiu fazer alguma coisa que derrubou o terceiro e como isso os pegou de surpresa, eles ficaram meio atordoados. Foi ai que ela aproveitou para correr. Pegou Sakuya no colo, jogou a cesta no chão, pegou Soto pela mão e disparou em direção à sua casa.
Nisso, o vilarejo todo estava um caos. Mulheres gritando, telhados queimando, pessoas correndo com crianças no colo, ninjas maltratando todos que podiam, quebrando o que encontravam pelo caminho, enfim, destruindo tudo.
No caminho até sua casa Sakura perdeu a conta de quantas pessoas esbarraram nela ou pararam na sua frente e disseram para ela correr e se salvar, mas ela estava determinada a chegar até lá. Soto caiu duas vezes durante a correria, mas sakura sempre parava e o ajudava a levantar. Enquanto isso, os ninjas inimigos estavam tacando fogo em quase tudo que encontravam e o vilarejo estava em chamas. Sakura e seus irmãos tinham de passar bem chegar das labaredas para conseguirem passar e a fumaça lhes tirava uma boa parte da visão.
Gritaria, correria, terror, pânico, lutas, medo, confusão e gente inocente sendo morta. Eram essas coisas que cercavam Sakura, Soto e Sakuya. No meio da confusão, sakura viu que bem a sua frente vinham vindo mais ninjas e não teve escolha, teve que se desviar do caminho para não ter que enfrentar mais ninjas com sakuya, amedrontada e chorando e Soto, que já estava cansado, mancando e com o joelho machucado devido a uma de suas quedas.
Nessa rua que eles viraram ficava a casa de Shanya, a melhor amiga de Sakura e ao passar lá em frente, ela viu que a casa pegava fogo e viu também um homem jogar sua amiga no chão como se fosse um trapo qualquer. Nesse momento, ela se escondeu com seus irmãos atrás de uma mureta que ficava bem na frente da casa para que os homens não a vissem nem aos seus irmãos e ficou assistindo toda a cena. Eles batiam em Shanya, uma pobre garota de apenas 15 anos, sem dó nem compaixão, davam socos e chutes como se ela fosse um daqueles bonecos de treinamento. Sakura viu a garota com quem cresceu e passou toda sua infância toda ensangüentada, machucada e sendo esmurrada bem na sua frente. Essa cena jamais sairia de sua memória.
Sakura já não agüentava mais ver isso, então pegou seus irmãos e pôs-se a correr.
Correu o máximo que pode carregando as crianças. Chegando perto de sua casa ela viu que a porta estava aberta, as luzes acesas e viu sombras de alguns homens do lado de dentro. Nessa hora seu coração bateu mais rápido, ou parou de bater, nem ela sabe.
_‘MÃE! PAI! Tenho que ajuda-los’ pensou ela se preparando para correr pra dentro, mais ai ela se lembrou dos irmãos- ‘não, eu não posso deixá-los aqui nesse caos. Meu Deus! Me ajuda! O que eu faço agora, meu Deus!’
Sakura estava prestes a chorar. O desespero tomou conta de todo seu corpo, mas ela tentou pensar com clareza, o que não era fácil quando sua casa esta sendo queimada, seus pais estão em perigo e seus irmãos feridos, chorando e amedrontados.
Mais no meio do desespero, ela se lembrou de um “esconderijo secreto” que ela construiu junto com Shanya quando elas eram menores, para se esconder dos meninos quando brincavam de ninjas. Nesse momento, só idéia de até mesmo brincar de ser ninja a enojava.
Ela levou Sakuya e Soto para uma cabaninha em um ‘’quase bosque’’ que ficava perto, a aproximadamente uns 200 metros atrás da casa de sakura, construída de bambu, folhas grandes de qualquer planta q elas haviam encontrado e mais umas coisas. Era uma cabaninha frágil e que seria facilmente destruída se algum ninja a descobrisse, mas como estava à noite a cabana não seria vista tão facilmente.
Sakura: _ Soto, olha só, vocês vão ficar aqui até tudo isso acabar ta bom? Você agora é o responsável pela Sakuya. Eu tenho que ajudar o papai e a mamãe, e você têm que cuidar da Sakuya, ta me entendendo? Não saia daqui por motivo nenhum! Só quando não houver mais nenhum ninja no vilarejo, não importa o que você veja ou escute. E quando você puder sair, corra direto pra casa e não pare por nada nesse mundo. — Disse Sakura a Soto, segurando o rosto dele nas mãos e olhando nos olhos dele. Ela tentou parecer calma enquanto dizia isso ao irmão, mais não deu muito certo.
Soto:_ ma... Mais eu... Eu to com medo Sakura.... E... E...- disse ele entre soluços.
Sakura: _ shiiiii... Vai ficar tudo bem! Você vai ver! Você só tem q esperar aqui e correr pra casa quando tudo isso acabar... – Sakura estava tentando se convencer disso tanto quanto tentava convencer Soto. Mas ela sabia, não se sabe como, mas sabia, que não seria assim e que essa seria a ultima vez que veria seus irmãos por um longo tempo.
Soto estava se esforçando para engolir o choro e ser forte para proteger sua irmã. Sakura sabia que era de mais para um garotinho de sete anos fazer o que ela estava mandando, mais ela sabia que ele iria obedecer.
Sakura: _ Eu amo vocês! Não se esqueçam disso, ta? Tudo vai ficar bem... – disse ela fazendo o possível para conter as lagrimas, mas não adiantou. Ela deu um abraço em cada um, os olhou pela ultima vez e disparou em direção a casa enquanto sentia pontadas de dor no coração e lagrimas escorriam de seus olhos.
Notas finais
espero que estejam gostando da fic!
please comentem!!
obrigada!
Bjoo
até o próximo cap.!
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