Da sevícia ao fim
2 Capitulo I: O inicio do fim
Notas iniciais
Eiiii, deixem suas criticas u.u
Ok, agora vamos partir do inicio.
Creio que esse seja o único ponto na qual eu não possa culpar uma pessoa em especifico. Apenas a que mais influenciou.
Desde que sai do meu antigo colégio no 3º ano, e me mudei para meu atual colégio, tenho sido excluída de tudo.
Desde que vim parar nesse colégio, eu sou A Estranha, A Esquisita, A tudo-de-ruim-que-possa-imaginar.
Apesar de tudo, sempre fui animada. Sempre deixei tudo de lado. Talvez seja por isso que não paro de pensar em suicídio há aproximadamente dois anos. Na verdade, já tentei me suicidar três vezes. Porém isso ficará para mais tarde.
Como eu disse, sempre fui animada. Alegre. Parecia uma bala Mentos com Coca-Cola. Elétrica e feliz. Pelo menos, eu achava que era feliz.
Um dos primeiros motivos pela qual penso nisso há alguns anos é o fato de que desde sempre as pessoas me tratam como lixo — Talvez você esteja pensando “nossa, que menina emo. Dramática. Só que aparecer!”. Provavelmente. Mas se você esta lendo, com certeza dever ter um bom motivo para isso. Agora, deixe-me terminar de contar a história.
Eu não gostava do modo como as pessoas me excluíam de tudo. Mas eu achava normal. Acontecia né?! Eu era novata. Uma hora isso iria passar.
Errei feio!
–- CAPITULO I: MILENA –
Essa pessoa que eu acabo de citar, simplesmente foi o marco inicial do fim da minha vida. Ela foi a primeira a acabar com a minha vida aos poucos no 4º ano. O meu primeiro ano nessa escola maldita.
Vai parecer ridículo, mas uma vez eu estava sentada na primeira carteira da terceira fileira, quando do nada levo um soco com força no braço, olhei para o lado e vi Milena, fingindo que nada havia ocorrido e a professora na minha frente, olhando para mim, fazia o mesmo. Voltei à minha posição normal e fiquei quieta.
Logo depois, recebo outro soco, dessa vez, na barriga. Novamente, olho para as duas. Fico quieta.
Porém, na terceira vez, foi muito mais forte. Mas eu era pequena e estúpida demais para bater em alguém. Falei com a professora e ela disse:
– É verdade isso?
– O que?
– Que você bateu nela?
– Não.
A professora novamente olha para mim e se volta para o quadro. Nesse dia, fui chamada de mentirosa, três vezes pela mesma pessoa.
Algumas semanas depois quando estava saindo da escola em direção à minha casa me deparo com ela no meio da rua. Assustei-me, mas não fiz nada que deixasse ela perceber isso. Ela era dois anos mais velha que eu assim como todos da minha sala, além de ser maior e mais forte que eu.
– Ora essa... Quem vejo por aqui. Olá patinha feia! — Disse Milena num tom áspero.
Fiquei em silêncio e continuei andando.
– Hey, pata, falei com você. Não me ouviu? — Disse ela vindo em minha direção.
Novamente não a respondi.
–Escuta aqui garota, — Disse Milena enquanto puxava meu cabelo com força fazendo com que eu cambaleasse para trás. — eu não te dei permissão para me dar as costas.
– Não preciso de sua permissão para nada — Falei em um tom meio sombrio que a assustou. Ela relutou um pouco mas logo em seguida respondeu
– Hahá, olha essa.. A pata aprendeu a falar!! Hahahaha
Continuei a andar aproveitando que ela havia me soltado.
– Volte aqui! Não terminei de falar com você.
–Mas eu já. — Disse sem olhar para trás.
No dia seguinte, cheguei um pouco mais tarde que o normal e todas as crianças já tinham entrado na escola. Assim que dobro correndo a esquina para tentar não me atrasar muito, tropeço em alguém. Paro e me viro para poder pedir desculpas.
– Per...dão. -Digo boquiaberta enquanto olho para uma garota linda que acabara de descer do ônibus. Ela era loira de olhos azuis esverdeados e tinha aproximadamente dez anos.
– Tudo bem! Você parece atrasada... Melhor se apressar! -Disse ela com um sorriso muito fofo.
Foi exatamente o que fiz. Sai correndo de tanta pressa.
Logo assim que cheguei na escola, sentei na minha carteira e vi um bilhete em cima da cadeira. Quando o abri tinha os mesmo erros de gramática de Milena.
" Se vose tem coragem de falar comigo daquele geito denovo te vejo na ora da saida."
Não sei se ficava com medo, se ria dos erros de gramáticas ou se chorava pelo português que acabara de ser brutalmente assassinado! Mas não precisei escolher o que fazer porque logo que li novamente o bilhete, me peguei pensando se eu ia encontrar novamente aquela menina na hora da saída.
O dia pareceu mais longo e ao mesmo tempo mais curto que o de costume. Logo que o sinal bateu, fui a primeira a sair. Desci correndo os degraus pulando de dois em dois. Ao chegar no portão, vejo ela novamente.
- Olá, patinha feiosa! Finalmente deu as caras. Pensei que não fosse te ver novamente!
- Argh. — Falei revirando os olhos e seguindo o caminho para minha casa.
- Não tão rápido. Dessa vez eu não vou te deixar escapar tão facilmente!
Novamente, assim como no dia anterior, Milena me puxou pelo cabelo, mas dessa vez me lançando ao chão.
- Me solta Milena!!
- Obrigue-me!
Milena desferiu um soco em meu rosto que me deixaria inconsciente se não fosse por todo o meu ódio acumulado que me deixou até um pouco mais forte. Logo me levantou pela blusa e me lançou à parede se preparando para socar meu estômago quando eu por algum motivo desconhecido consegui desviar. Assim que desviei, tropecei e bati com a cabeça em algo.
Quando retornei a abrir meus olhos, me vi deitada em uma cama de hospital e ao olhar para o lado, vi uma pessoa de cabelos loiros sentada em uma cadeira ao meu lado esquerdo. Ela estava cabisbaixa. Quase me engasguei com o ar, o que provocou um barulho um pouco alto que fez ela me olhar. Pisquei com força.
- Mãe, como vim parar aqui?
- Filha? Que bom que você acordou! — Disse minha mãe quase chorando de felicidade.
Coisas assim foram acontecendo durante um ano. No ano seguinte, saí da escola e me mudei por alguns meses. Meus pais tinham brigado novamente e eu me mudei com minha mãe, mas logo depois voltamos e meus pais me matricularam em outras escolas durante dois anos.
Foram os dois anos mais indiferentes que eu já tive em minha vida.
Mas como eu disse, foram apenas dois anos. Logo voltei ao “Colégio Maldito” para ficar lá até hoje.
Cara, eu definitivamente odeio essa escola.
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