Notas iniciais
Olá pessoal, primeiramente eu gostaria de me desculpar por todos esses dias que eu fiquei sem postar, a minha internet estava sendo trocada, então por isso eu não consegui entrar aqui e atualizar a fic. Gostaria de dizer também que vocês são maravilhosos e gostaria de agradecer por todo o carinho viu? Um recado, a fic Da amizade ao amor, está quase terminando, nesse capítulo da Du, muitas coisas irão acontecer, por isso não percam o pique e acompanhem!! Desde já agradeço todo o carinho e por vocês nunca terem desistido daqui. Vocês, como disse antes, são maravilhosos ♥

Eduarda:

Duas semanas tinham se passado, desde que fui ao escritório de Lucas e encontrei aquela tal Vanessa, a sensação ruim que eu tive naquele simples encontro, me persegue até hoje. Aquele olhar que ela me lançou, trouxe uns flashs bem desagradáveis.

Eu não conseguia me lembrar de nada, minha memória não voltou, continuo na mesma. Mesmo indo no hospital, fazendo aquelas terapias, minha memória não está voltando.

Vou ao parque todos os dias, conversar com o José, ele por mais que ninguém queira isso, está me ajudando muito. Me conta coisas sobre a família Medeiros, e isso querendo ou não, estava meio que me ajudando, mesmo que minha memória não estava toda de volta, saber de certas coisas, era bom.

Contava para ele coisas sobre a Império também, que ultimamente, está passando por maus bocados, andam suspeitando que alguém está desviando dinheiro da impressa e isso o deixa muito interessado.

Passar minhas tardes conversando com José é meio que um refúgio, já que as crianças estão na creche e ficar sozinha naquela casa, é que eu não fico mesmo. Todos estão na Império ajudando por isso, prefiro ficar fora de casa mesmo.

Os meus filhos estão uns amores, me ajudam me fazendo lembrar de algo, João Lucas, com todo esse desastre, tem se mostrado compreensivo e o meu amor por ele, cresce a cada dia. Se algum dia eu duvidei de que ele realmente me amava, hoje tenho a comprovação. Ele não me abandonou, não abandonou nossos filhos, ao contrário, está sempre tentando me ajudar a recuperar a memória, me contando coisas que fazíamos no colegial, o quanto aprontávamos quando estávamos adultos já. E sempre que discutíamos, ah, tinha aquela doce reconciliação.

Era até bom brigar às vezes com ele, pois João Lucas se superava em tentar fazer ficar tudo como era antes. Ele se entrega tão profundamente, que fico cansada na cama, mas nunca negava aquele fogo que sentia, quando ele beijava.

Hoje saí de casa para dar mais um daqueles passeios com José, mas ele não apareceu. Então por isso sento naquele mesmo parque, olhando tudo a volta, tendo esperanças que algo me venha à mente, mas nada, nada vem.

Começo a sentir umas tonturas que fazia algum tempinho que não sentia, elas vem e vão toda hora, por isso resolvo ir pra casa. As tonturas pioram e junto vem os enjoos, estou quase chegando em casa, quando minhas vistas começam a ficar escuras e quase desmaio na porta de casa.

Entro em casa e não aguentando mais, acabo desmaiando.

Quando acordo a primeira coisa que percebo, é que estou em um quarto. Em um quarto de hospital. Odeio hospital e ultimamente tenho passado tanto tempo aqui, que não estou suportando.

Olho para o lado e vejo uma enfermeira toda sorridente para mim, tento me levantar, mas minha cabeça doí tanto, que assim que tento, ela começa a girar.

" — Vá com um pouco mais de calma, senhora." — diz a enfermeira e concordo com a cabeça, ainda meio grogue.

" — Onde estou? O que aconteceu?"- perguntei.

" — Você foi encontrada desmaiada na sua casa e trouxeram você aqui, o que claro, não precisavam fazer isso!" — diz ela simplesmente, me assusto com toda a sua tranquilidade.

" — Por que não?" — pergunto me assustando.

" — Porque a senhora está grávida, só teve um desmaio por causa da gravidez." — ela diz toda sorridente.

Me espanto na hora, pois ficar grávida assim? Eu nem tinha reparado nos sinais. Uma forte dor de cabeça me invade de novo e adormeço.

Acordo e olho ao redor, quando vejo o João Lucas deitado com a cabeça na minha cama, segurando minha mão.

Olhar aquele rosto, tão familiar, me lembrar do quanto aprontamos e perceber o quanto crescemos, com nossos medos, nossas dúvidas, o que temos agora, uma família linda e mais um vindo a caminho. João Lucas, que sempre foi um desajuizado, agora era totalmente responsável, lembrar aqueles tempos que íamos para as baladas, sem nos importar com nada, deu até um pouco de saudade.

E aí que eu percebo. Minha memória, ela voltou. Consigo me lembrar de tudo. Começo a chorar e a rir ao mesmo tempo, fazendo Lucas acordar, ele me olha espantado.

" — O que? O que foi? Aconteceu alguma coisa?" — pergunta, já desesperado.

" — Não. Não aconteceu nada, eu apenas me lembrei. Eu me lembrei de tudo." — digo o puxando para um beijo. Um beijo ardente com todo o fogo que tinha no meu corpo, um fogo, que foi alimentado com o passar do tempo e que se tornará tão forte, que poderia incendiar o mundo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.