Notas iniciais
Pessoal, tenho uma surpresa para vocês!! Fãs de LucaDu e da fic, eu Ana, fiz uma página no Facebook (vamos comemorar, já estava mais do que na hora, né Ana?) enfim, aqui está o link e espero todos vocês lá hein? https://www.facebook.com/lucadufan?fref=nf

João Lucas:

Esses últimos meses da minha vida é uma felicidade completa. Junto com Du e nossos lekinhos nos mudamos para a casa nova. Os gêmeos adoraram os quartos novos, melhor o quarto novo, pois eles não conseguiam se desgrudar um do outro, mesmo já grandinhos.

Estou sentado na minha mesa no escritório e fico pensando em tudo o que já me aconteceu na vida nesses quase últimos dois anos, nem percebo que já se passou pouco tempo e mesmo assim, parece que já se passaram uns dez anos. A morte do meu pai, o nascimento dos gêmeos, depois a briga que a Du teve aquele dia na minha sala com a Vanessa, e agora faltando três meses para os nossos lekinhos completarem dois anos. Foram muitas coisas então pouco tempo.

O quanto eu amadureci, o quanto me tornei responsável e além de tudo o quanto o fogo e a paixão que sinto pela Du não se apagou com o tempo. O mesmo desejo que tinha por ela no começo, parece que agora se multiplicou por mil.

A Império apesar de ter passado por uma crise, agora está se recuperando aos poucos e percebo o por que do meu pai amar tanto essa empresa, sentado aqui na minha cadeira, percebo o que tanto eu não queria aceitar, que realmente, apesar de mesmo fazer faculdade para sair um pouco disso, eu tenho alma para dirigir a empresa, uma batida na porta me tira dos meus pensamentos.

A minha secretária Maria entra um tanto nervosa e já começo a ficar preocupado.

" — Senhor Lucas, eu disse que você não iria atendê-la, mas ela insistiu" — ela terminou de dizer no mesmo momento em que Vanessa entrava na sala.

O último encontro que tivemos vem em flashes na minha cabeça. Ela me dando um beijo, Eduarda presenciando tudo, Du feito uma doida partindo pra cima dela. Nunca tinha visto Eduarda tão nervosa como naquele dia. Vanessa depois desse dia, pediu demissão da Império e nunca mais tivemos notícias dela, bom, até agora.

" — Olá João Lucas!" — diz ela toda sorridente, por isso sei que boa coisa não é.

" — Pode deixar Maria, eu irei conversar com ela." — digo dando um suspiro, Maria sai da minha sala e fecha a porta. — "O que você quer aqui Vanessa?" — pergunto sem paciência.

" — Nossa, quanta agressividade! Você está puxando a sua esposa, aquela selvagem!" — diz Vanessa se sentando.

" — Se você veio até aqui, para ficar ofendendo a minha esposa, pode sair agora mesmo." — digo já sem paciência com os seus joguinhos.

" — Estou dizendo, selvagem igual a esposa. Pode ficar tranquilo Lucas, o que eu vim fazer aqui, será super rápido." — diz dando um sorriso.

" — Então vamos logo com isso" — digo.

" — Só gostaria de dizer que estou ajudando a sua nova concorrente no mercado a subir na vida, pois agora mais do que nunca João Lucas Medeiros de Mendonça e Albuquerque, eu quero essa empresa no chão!" — diz, rindo e se levantando. Quando ela já está quase na porta me recupero.

" — Você e a nova concorrente, podem até tentar Vanessa, mas era como meu pai sempre dizia: "Isso é um Império e sempre que estiver alguém lutando para que fique de pé, sobreviverá a tudo", então boa sorte!" — digo dando um sorriso.

" — Você João Lucas e aquela selvagem da sua esposa, irão me pagar muito caro." — diz saindo da minha sala. Um arrepio de puro pavor percorre minha espinha. Tento não pensar muito nisso e volto a trabalhar.

" — Lucas, amor, você não vai vir pra casa?" — diz Du entrando na minha sala. Olho para o relógio e percebo que já passam das nove da noite. Eduarda está toda preocupada, parada em frente a minha mesa.

" — Desculpe Du, estava aqui trabalhando e nem vi o tempo passar!" — digo me levantando e dando a volta na mesa, abraçando minha esposa. Dou um beijo em sua testa e todo o estresse do dia se esvai.

" — Tudo bem, vêm vamos embora, deixei os lekinhos com a Zezé, mas já já ela terá que ir embora" — diz Eduarda me arrastando porta à fora.

Entramos no elevador e percebo o quanto tudo está silencioso.

" — Nossa, todos da empresa já foram pra casa" — comento.

" — Sim e você seu bobão, está passando muito tempo nessa empresa, olha que ficarei com ciúmes dela, hein?" — diz Eduarda se aconchegando no meu abraço. Dou um suspiro de pura gratidão, por toda essa felicidade e tranquilidade.

Saímos para o estacionamento e Eduarda sobe no carro e liga o motor, vou para o banco de motorista, pois isso já é um costume nosso, ver Eduarda dirigir me lembra dos meus tempos de irresponsabilidade.

Entramos no trânsito e estamos conversando de tudo, quando Eduarda age de modo diferente.

" — O que foi Du?" — pergunto estranhando o seu jeito.

" — O freio, Lucas. O freio não está funcionando." — diz ela desesperada.

Nós dois entramos em um certo desespero, quando percebemos que a velocidade do carro só aumenta e estamos nos aproximando de uma curva fechada.

" — Porra meu, o que será que aconteceu com os freios?" — pergunta Eduarda desesperada. — "Lucas, vou ter que usar o freio de mão, segura firme aí lek".

Apesar de tudo a nossa volta estar um caos, Eduarda tenta manter a calma, eu? Já estou rezando para que ambos não sejamos mortos, quando nos aproximamos da curva e Eduarda puxa o freio de mão.

O carro da uma guinada, perde o controle e capota, tudo o que eu me lembro antes de apagar é o grito de Eduarda.

Um dia depois.

Quando eu acordo, percebo que estou em uma cama de hospital e o acidente que tivemos volta na minha cabeça, procuro desesperado alguma enfermeira para me dizer como está Eduarda, o que aconteceu, quando sinto dores muito fortes na cabeça. Ao longe percebo uma movimentação e tento focalizar alguém

" — Senhor João Lucas, você está me ouvindo?" — focalizo a dona da voz e percebo que é a mesma enfermeira do acidente da Du, como ela se chamava mesmo? Ana.

" — Sim, estou bem. Mas cadê a Eduarda? Como ela está?" — pergunto desesperado. Ao olhar para a enfermeira, percebo o quanto ela está relutante em dizer o que aconteceu, me sento na cama e estou quase gritando com ela. — "Onde está minha esposa?" — pergunto.

" — A senhora Eduarda entrou em coma, senhor Lucas. Eu sinto muito" — diz a enfermeira e percebo que ela que ela aplica uma injeção no meu braço, logo sinto tudo perder a solidez, mas meu único pensamento é: Eduarda está em coma.

Quatro meses depois.

Dizer que tenho vida, nesses últimos quatro meses seria uma mentira deslavada, eu perdi a minha vida, não tenho forças quase para nada, a não ser cuidar dos meus filhos e dar a eles o meu melhor. Se vou trabalhar, é com muito custo e muita insistência da minha mãe, que sempre me diz que os filhos tem que vir em primeiro lugar.

Desde aquele infeliz acidente, minha vida perdeu a cor, a felicidade, todo o pensamento de que algo bom está planejado para o meu futuro. Desde aquele infeliz acidente, Eduarda está em coma e nem os médicos prevê uma melhora imediata.

Todos os dias, assim como hoje, saio do trabalho e vou direto para o hospital, ficar um pouco ao lado da minha esposa. Sei que ao chegar lá, posso não ter nenhuma notícia de melhora nem nada, mas o simples fato de estar ao lado dela, de tocar o seu rosto, suas mãos, me dá forças de seguir em frente.

Passar o aniversário dos nossos lekinhos sem ela, foi o chão para mim, não tinha ânimo para comemorar nada, eu só sabia chorar e lembrar o quanto ela estava animada que nossos filhos logo completariam dois anos. Eles perguntam da mãe, é claro, mas o que eu posso dizer? Toda vez que tento falar algo, meus olhos se enchem de lágrimas e não consigo dizer nada. Cristina minha meia-irmã, nessas horas está se mostrando uma verdadeira Medeiros, ela consegue segurar praticamente a barra sozinha da Império e ainda me ajuda a cuidar dos lekinhos.

Assim que chego ao hospital, todos ali já passaram a me conhecer, e vejo os seus olhares de pena de toda essa situação. Tenho vontade de gritar: "Não tenham pena de mim seus idiotas, façam de tudo o que puderem para trazer minha esposa de volta." Mas é claro que brigar, como aconteceu logo nos primeiros dias em que ela estava em coma, não vai ajudar em nada.

Procuro o Doutor Marcos, para ver se tem alguma novidade.

" — Infelizmente não Lucas, ela continua do mesmo jeito que ontem. Esperamos que ela melhore logo" — ele diz. Pergunto se posso vê-la. — "Claro que sim, conversar sempre ajuda nesses casos." — ele diz.

Sigo o corredor e entro na sala onde está a minha vida, a dor que sinto no meu peito se tornou insuportável de uns tempos para cá. Ver Eduarda naquela cama, sem vida, não se mexendo, não conversando, não sendo ela, está me matando aos poucos e aos poucos vou perdendo a esperança dela voltar para nós.

Me aproximo dela e dou-lhe um beijo na testa e um selinho, depois puxo a cadeira próximo à cama e seguro sua mão. Desesperado, faço o pedido que faço desde que ela sofreu o acidente.

" — Du, você não pode nos deixar, já passamos por muitas coisas, mas tenho certeza que ainda passaremos por muitas. Você precisa voltar para mim, porque eu te amo. Você precisa voltar para mim, se não nossos filhos não terão juízo nenhum e passarão o dia todo jogando vídeo game. Você precisa voltar para mim lek, pois você é a razão da minha felicidade, por favor Du, volte para nós" — digo dando um beijo na sua mão.

Depois conto para ela como foi um pouco do meu dia e do dia dos lekinhos, o quanto eles estão amando a escolinha e já estão fazendo amigos. O quanto a Império está estressante e o quanto sinto falta das suas massagens, quando olho para o relógio, percebo que já está ficando tarde e preciso ir para casa.

Toda vez que esse momento chega, meu coração se quebra em mil pedaços. É tão difícil ir para casa sem tê-la lá. Choro e uma lágrima cai no seu rosto, eu limpo e dou mais um beijo em sua testa.

" — Volta para mim meu amor" — digo e saio do quarto.

Quando chego em casa, Martinha pula nos meus braços e dou um beijo nos cabelos da minha filha. O quanto amo essa pequenininha ninguém consegue imaginar, ela tem o gênio da mãe e se parece tanto com ela, que às vezes fico assustado.

" — Como a mama, tá hoje papa?" — ela tenta perguntar e lágrimas voltam aos meus olhos mais uma vez.

" — Ela está bem, minha linda. Já já ela estará de volta para nós, você vai ver" — digo esperando que realmente isso aconteça. — "Não era para você estar na cama, senhorita?" — pergunto mudando de assunto.

Martinha só confirma com a cabeça, quando da cozinha saí Alfredinho com o rostinho sujo de chocolate e ao longe vejo que Zezé está rindo.

" — Eita Zezé, dando chocolate já?" — pergunto rindo e indo até meu filho e também o pegando no colo. — "Vocês dois são a alegria da minha vida, coisinhas!" — digo abaixando ambos e começo a fazer cocegas neles. — "Vamos, subam e já pra cama, amanhã vocês acordam cedo!" — digo.

" — Boa Noite papai" — eles dizem, subindo as escadas.

" — Boa noite meus amores." — me dirijo para cozinha, beber alguma coisa, quando Zezé pergunta.

" — Até agora nada, não é?" — quando confirmo com a cabeça ela dá um suspiro, mas logo diz — "Você vai ver senhor Lucas, logo a senhora Du estará de novo entre a gente. Vou indo senhor Lucas, se cuida." — diz Zezé saindo de casa.

Subo as escadas, não sentindo fome nenhuma. Vou até o quarto dos meus filhos e dou-lhes um beijo, sigo para o meu quarto e depois de tomar um banho, me deito na cama. A cama continua com o seu perfume, o travesseiro ainda tem o mesmo cheiro que o seu cabelo e o abraço, com saudades do corpo de minha mulher e choro. Rezo para Deus fazer com que minha mulher volte e assim pego no sono.

No dia seguinte, acordo, faço meus filhos tomarem o café deles e nos encaminhamos para a creche onde os coloquei. Toda vez que os vejo saindo correndo para dentro daquela creche, percebo que era pra Du estar aqui comigo.

Vou para a empresa com esse pensamento, a manhã se passa tranquilamente e quando estou quase indo almoçar com a Cristina, meu telefone toca, assim que olho o visor do celular, meu coração para um segundo, depois volta a bater à velocidade da luz.

" — Oi Doutor Marcos, aconteceu alguma coisa?" — pergunto assim que atendo.

" — Sim Lucas. A Eduarda acordou" — diz o Doutor Marcos, estou em total alegria e felicidade quando o doutor Marcos continua — "Mas João Lucas, você precisa saber antes de vir para cá. Ela não se lembra de nada. Eduarda está sem memória." — diz.

E é quando meu mundo perde o chão mais uma vez. Sem memória? Eduarda não se lembra de nada? Como isso pode acontecer?

Notas finais
Confesso que esse capítulo me quebrou, sério gente!! Eu adoro um bom e velho drama e fiquei pensando durante a semana inteira, se eu iria continuar com o pensamento de fazer a Du perder a memória, e até que saiu! Eu espero realmente que vocês acompanhem a partir de agora, pois se vocês já amavam antes o casal LucaDu como eu, vocês irão perceber agora, o porque dessa atração irresistível que eles tem um pelo outro. E principalmente, se vocês antes já amavam o Lucas, agora, simplesmente iram querer um desses na vida de vocês!! Aguardem as cenas dos próximos capítulos ;)