Da amizade ao amor

21 Estranho seria se eu não me apaixonasse por você


Notas iniciais
Gentemmmm quanto tempo!!! Saudades!!! Como foi o natal de vocês?? Feliz ano novo!!!!!!!! https://www.youtube.com/watch?v=MlcW_cdoLIk Música: All star azul - Cássia Eller

Karina POV

Eu estava depressiva. Meu pai e Bianca não sabiam mais como me animar, mas não era vontade própria, eu não tinha forças para viver. Eu fiquei assim quando vi Cobra pela última vez, há 2 meses atrás. Ele estava colocando as malas no táxi, nos encaramos e ele sibilou um eu te amo, que eu não respondi...

– Karina, você precisa se alimentar. – Bianca estava com uma sopa nas mãos. Sentei na cama, decidida a comer pelo menos um pouco. – Isso mesmo irmã. – Ela se sentou e foi colocando a colher em minha boca. Ela e meu pai tinham medo de eu engana – los e não comer. – Você devia ter se despedido dele K. – Falou ela, com tom de tristeza.

– Eu sei! Me arrependo por isso. – Eu tinha uma grande dor por não ter feito isso. Não sabia nada do meu amor, nenhuma notícia. Só sabia que meu pai já estava armando um plano para prender o Dr Haideguer, e talvez assim, ficasse mais fácil para o Cobra sair daquela prisão.

Cobra POV

Dois meses sem ela! Dois meses que me deixavam louco. Eu queria esquecer a Karina, mas não dava. Os caras que eu lutava tentaram me levar para umas boates, mas eu não conseguia ficar com mulher nenhuma, era como se eu traísse a K. Recebi uma ligação e sabia que era de Gael.

– Cobra, se prepara, porque essa semana as coisas vão feder. – Depois disso ele desligou. Não dava tempo de perguntar da K, mas também, ela ainda devia guardar muita raiva de mim. Eu ainda lembrava do corpo dela com o meu, dos beijos, da noite mais perfeita da minha vida.

Andei por algumas lojas e vi uma luva roxa, e me lembrei dela. Era natal. Decidi comprar, talvez um dia eu lhe entregasse.

Karina POV

Natal. Aquelas comidas maravilhosas da Dandara, e todo mundo trocando presentes. Nós iríamos fazer uma confraternização da academia, com direito a amigo oculto. Meu pai tinha dito, em uma conversa que eu ouvi com o Alan, que depois do natal, ele iria pegar o Dr Haideguer e o Lobão. Fiquei animada com isso.

Terminei meu banho e fui para a sala, onde a maioria dos meus amigos estavam. O cheiro da cozinha estava delicioso, e os presentes já estavam na árvore. Eu tinha tirado a Fabi, o que era mais fácil, já que éramos amigas.

– Meu amigo oculto é uma pessoa nervosinha, mas muito gente boa, que eu amo como uma irmã. – Duca discursou, e todos sabiam que era eu. Ri e o abracei e foi minha vez.

– Minha amiga oculto é uma pessoa que adora malhar, só que não, e que é engraçada e uma grande amiga. – Fabi já sorria para mim.

– É a Fabi! – Disseram todos, rindo. Ela veio até mim e eu a abracei.

Logo comemos e nos divertimos. Eu ainda estava pra baixo, mas tentava melhorar um pouco. Não ia adiantar ficar assim por muito tempo, o máximo que eu ia conseguir, era ficar doente.

– To gostando de ver K, ta bem melhor. – Disse Bianca, me vendo comer.

– Lógico, com essa comida da Dandara. – Ela riu e eu continuei comendo.

– Eu não devia te falar nada, mas o papai falou com ele hoje. – Engasguei com a farofa, e comecei a tossir. Bianca não sabia se me ajudava ou ria. Duca veio até mim, com Zé e Marcão e tentaram bater nas minhas costas, e o outro me abanava. Priscila correu na cozinha e pegou um pouco de água para mim e eu melhorei. Como assim meu pai falou com ele? Eu precisava do telefone do papai. Eu tentei ligar pro Cobra, mas o telefone dele deu indisponível.

Fiquei inquieta o restante da noite, e quando todos foram embora, meu pai começou a cochilar no sofá. Vi que tinha um celular em seu bolso e cuidadosamente comecei a pegar e consegui.

Corri para o quarto e fiquei indecisa se ligava ou não. Bianca viu minha indecisão e se aproximou de mim.

– K, você tem que ligar! – Disse ela, autoritária. Decidi ligar. Um toque, segundo toque...

– Alô? – Ouvi a voz de Cobra e meu coração começou a dançar carnaval. Eu não tinha coragem de responder. – Gael, é você? – Perguntou ele. – Quem ta falando? – Falou ele, nervoso já. – Karina, é você? – Perguntou receoso.

– Co... – Eu comecei a tremer e chorar, e Bianca tomou o telefone da minha mão.

– Cobra, sou eu. – Falou ela.

Cobra POV

Passar o natal sozinho é horrível. Lobão me chamou pra sair com ele, mas daquele canalha, quero distância. Comi um miojo e olhei o presente de Karina. Era comum, mas eu lembrei tanto dela. Meu telefone tocou e eu vi que era Gael.

– Alô? – Comecei. Aquela hora da noite? Será que tinha acontecido alguma coisa? – Gael é você? – Eu ouvia uma respiração descompassada. Não podia ser né? Ou podia? – Quem ta falando? – Fiquei nervoso, pensando em todas as possibilidades, antes de pensar na K. – Karina é você? – Perguntei, por último, sentindo meu olho arder por ela ter lembrado de mim, principalmente na noite de natal.

– Co... – Ouvi sua voz fininha do outro lado da linha e perdi o controle. As lágrimas escapavam dos meus olhos e eu só queria abraça – la.

– Cobra sou eu! – Falou Bianca, pelo visto, pegando o telefone da irmã. – Ela está muito nervosa. – Falou ela e eu ouvi a voz de Karina, baixinha, repreendendo – a.

– Eu queria... falar com ela. – Pedi. Ouvi Bianca falar com ela.

– Ele quer falar com você K!

– Cobra? – Perguntou ela, mais calma.

– Meu amor! – Falei sem pensar. Se ela estava me ligando, ela não estava com ódio de mim né. – Feliz natal! – Desejei sem jeito.

– Feliz natal também! – Ela disse, com a voz embargada.

– Eu te amo, meu presente! – Falei, querendo senti – la mais junto de mim.

– Eu também te amo! – Ela disse. A senti sorrir. – Tenho que desligar agora. Mil beijos! – Ela disse e desligou, sem ouvir minha resposta. Sorri. Só podia ser sonho, ou milagre de natal.

Karina POV

Eu tinha falado com ele! Me deitei na cama, com um sorriso largo. Fechei meus olhos e imaginei meu amor, os beijos dele, os toques dele. Que saudade!

– É o amor.... – Cantava Bianca. Me levantei e taquei uma almofada nela. Ficamos brincando, até lembrarmos que teríamos que devolver o celular do papai. Corri até a sala, e deixei o celular na mesinha, próximo a ele, mas antes de me levantar, senti uma mão em meu braço.

– Pensou que eu não tivesse visto, não é mocinha? – O encarei assustada. Será que viria um castigo? – Considere isso um presente de natal. – Sorri, e abracei meu pai, beijando sua bochecha.

Fui para o quarto, e quando cheguei, Bianca estava dormindo. Peguei no sono rapidamente.

Cobra POV

Uma semana que eu tinha falado com Karina. Ela não tinha me ligado mais. Gael disse que essa seria a semana, e eu esperava por isso, para poder voltar pra ela.

Gael POV

Tinha começado. Meu amigo policial me ligou, informando que a investigação do dossiê tinha acabado e que o dr tava em maus lençóis. Sorri com isso.

– Dr Haideguer, boa tarde, teria como o senhor me encontrar na academia, para eu conversar sobre um aluno que está com problemas judiciais. – Falei com cara de pau, enquanto Duca e Alan assistiam minha performance.

– Claro Gael, estarei aí em trinta minutos. – Sorri ao desligar.

– Mestre, o senhor é um ator. – Disse Duca, debochado.

– Bianca puxou de mim o dom de atuar. – Falei, brincando com os rapazes, que riam.

Dr Haidguer chegou, e junto com ele a polícia. Ele foi preso, acusado de lutas ilegais, venda de anabolizantes para os alunos, tentativa de homicídio e chantagem.

Agora só faltava Lobão, e tudo estaria certo.

Cobra POV

Eu estava treinando, junto com os outros rapazes, até que vi um homem, muito estranho chegar. Continuei meus movimentos, mas prestando atenção em tudo. Ele foi para a sala de Lobão e começou a conversar com ele.

– Não, deve ter algum engano! – Disse Lobão, saindo algemado. Todos nós paramos o que estávamos fazendo e ficamos observando ele ser levado. – Foi você, não é Cobreloa? – Falou ele, com desdém.

– Não, fui eu! – Disse Robson Romão, andando até Lobão, que estava sem entender. Na verdade, todos nós estávamos. – Caso não saiba, eu sou amigo do Gael Duarte, e ele me passou todas coisas contra você. Eu decidi ajuda – lo, por isso armei essa fusão entre nossas academias. O seu amigo, Dr. Haideguer já foi preso. – Lobão tinha a cara mais hilária do mundo. Ele foi levado e eu senti um peso sair de minhas costas.

Dei alguns esclarecimentos na policia e fui para casa, um kit net que arranjei em São Paulo. Logo o porteiro veio até mim.

– Senhor Ricardo, isso é seu. – Falou ele, com um envelope. Subi e abri, era uma passagem para o Rio e um bilhete.

– Considere isso um presente de natal atrasado. – Era do Mestre Gael! Corri e arrumei minhas coisas e fui para o aeroporto, decidido a arrumar minha vida.

Karina POV

Eu tinha voltado a treinar. Era bom, porque eu pensava menos no Cobra. Quando vi Haideguer ser preso, senti uma sensação de alívio, que agora, poderíamos viver um amor de verdade.

Continuei treinando. À noite, cheguei em casa e tomei um banho, pronta para descansar. Quando saí, vi Bianca esconder um sorriso de mim, e não entendi. Fui até a sala, e meu pai me entregou um presente.

– Mandaram isso para você. – Fiquei confusa. Peguei a caixa e abri. Uma luxa roxa com um raio dourado, linda. Só podia ser dele.

– Quem me mandou isso? – Perguntei, e meu pai sorriu. Logo senti duas mãos taparem a minha visão e meu sangue começou a bombear mais rápido.

– Achou que eu não viria novinha? – Ele sussurrou no meu ouvido e eu sorri assim que ele destapou a mão dos meus olhos.

Notas finais
COMENTEM!!!!!!!!!!!! Beijocas!!!!!!! *-*