Da Infância à Adolescência
8 Capítulo VIII. O Sapo, a Gralha e o Ieti II
Notas iniciais
...
—HYAH!
O grito enfurecido tomou o dojo e chegou a assustar os rapazes sentados em seus joelhos, que assistiam à emocionante demonstração do capitão Ronan contra Elesis.
—Uwa... Os dois são incríveis. – comentou um primeiranista novato no esporte.
CATLAC!
As shinais cruzaram e Ronan tomou mais um ponto.
Havia uma clara diferença entre eles. A feição do rapaz era tranquila, sua mente calculista. Ronan tinha a elegância de um nobre, se movimentava belamente, com paciência e imponente ainda assim.
E Elesis era forte. Tinha uma agressividade pensada, cautelosa, mas intimidadora. Ela não fazia questão de suprimir emoções enquanto lutava, pois sua intuição, experiência e medo compensavam o resto. Ela rangia os dentes e se frustrava, porém, nunca quando provocada atacava às cegas. Enraivecida, ela tinha a mente clara.
Essa oposição brilhava no suor dos dois oponentes enquanto trocavam mais golpes. Isto é, geralmente.
—O que foi? Você está desconcentrada hoje. – Ronan lhe disse, passando a toalha no rosto logo que o treino acabou.
A ruiva não respondeu, ainda com a respiração pesada. Ele não insistiu, meio que entendendo o motivo por si mesmo: ela havia acabado de ter seu armário bagunçado e pichado.
—Qualquer problema você pode ir conversar na coordenação ou mesmo na enfermaria.
Elesis o fitou, com ar de “Que é que você tá’ se metendo?”, mas o azulado ignorou isso.
—E sei que mal nos conhecemos, mas pode conversar comigo se quiser. Eu sou conselheiro de classe também, apesar de não ser da sua.
—Hm. – respondeu ela monossilabicamente e levantou.
Os membros foram caminhando em grupos e pares e, como no outro dia, Elesis juntou-se ao bebedouro. Quando abaixou a cabeça para se refrescar, viu uma sombra pelo canto do olho. Novamente, lá estava ele.
—O que você quer?
Sieghart já esperava essa recepção.
—Levei o Allen para a enfermaria, ruivinha. – ele disse, se apoiando no azulejo.
Ela assentiu com a cabeça.
—Poderia ter deixado lá também.
—Eu não podia simplesmente deixar o cara lá. – ele murmurou, parecendo irritado pelo trabalho. – E você está mais despreocupada do que achei. Você pensa que isso é normal?
Ela cuspiu um som de indignação e balançou a cabeça.
—Desde quando é crime se defender. – disse, mais como afirmação do que uma interrogação.
Ele suspirou internamente. Sabia que tinha que ir com calma com a garota, ainda mais por causa das coisas que ela vinha passando em tão pouco tempo.
—Isso costuma acontecer muito com você?
O olho vermelho de Elesis piscou indiferente, sem dar resposta, mas dizem que quem cala consente.
—E parece acostumada. Isso não é nada saudável...
—Não é nenhuma novidade. Isso acontece desde sempre, até na escolinha. Acho que todo mundo anda acreditando em historinhas pra crianças, ou simplesmente as pessoas querem jogar pedras nos outros pelos próprios erros.
Sieghart pareceu interessado e sentido também. Ela percebeu. Ela se irritou.
—Nada disso é da sua conta.
—Então vai dar uma de durona e fingir que seus problemas não existem? Você não sabe no que está se metendo aqui.
—Eu sou assim. Eu não vou fingir, eu vou sozinha resolver os meus problemas. E isso foi uma ameaça?
—Não. – ele a cortou duramente, os olhos sérios. – Eu sei que as pessoas me endeusam por aqui sem motivo nenhum. O problema é que tem gente esquisita nesse colégio, ou melhor, nessa cidade. E coisas ruins acontecem.
Elesis poderia ter levado a sério pela maneira que ele falou tão convencidamente. Ficou desconfiada.
—Obrigada pelo aviso. Agora você pode cuidar da sua vida.
Ele estalou a língua e se aproximou dela.
—Por que você é tão difícil assim, hein?
Não muito alto, melodia doce e voz grave, ele não intimidava. Só intimidava pelo olhar que era afiado e enigmático. Elesis só pensava no quanto ele era imbecil por ainda querer sua amizade (se era isso mesmo que ele queria). Ela passou reto, tirando o ombro dele da frente.
—Okay, bonitão. Vou fingir que me importo e vou tentar ficar longe de problemas. Quer largar do meu pé, agora?
Insatisfeito ele colocou as mãos nos bolsos, escondendo os punhos. Olhava-a com ar irritado.
—Eu soube que você arranjou confusão com a Pole.
Elesis virou-se para olhá-lo.
“Não sei por que não estou surpresa que ele já saiba disso”.
—E? – indagou ela.
-Ela é do time do beisebol e é muito estourada. Mais que você até. Para sua maior preocupação, ela é parte de um dos meus fã-clubes mais agressivos.
A ruiva sentiu o rosto esquentar de raiva.
—Ah, isso é que é novidade. – ironizou com um sorriso largo. – A grossona queria me bater por nada. Você não sabe controlar suas garotas não?
—M-Minhas? Ela não é minha garota! – ele franziu o cenho, ofendido. – E eu tô’ te avisando, elas são perigosas, ruivinha.
Elesis não respondeu, só pensou.
—Provavelmente são essas garotas que estão mexendo comigo, não? Do contrário você não se daria o trabalho de me alertar.
Sieghart hesitou em falar qualquer coisa. Seus olhos desviaram para o chão por um segundo, ele coçou a testa. Não tinha certeza.
—Nada me impede de achar que você está envolvido nisso também. – Elesis disse, franzindo a testa. Seus olhos sangue vibraram. Sua expressão tensa e o suor do treino a deixavam mais assustadora.
—Você tem problema, garota?! – Sieghart exclamou, irritado. Não acreditava que ela havia insinuado tal coisa.
—Eu não vou com a sua cara, metido. Eu já avisei mais de uma vez para me deixar em paz. Se continuar mais do que isso você só vai ficar mais suspeito para mim, então que tal encontrar seu lugar de uma vez?
Não saía de sua cabeça que as vadias que estavam pregando peças nela eram do grupinho de Sieghart. Não parecia coincidência para ela. E se ele, que as conhecia, que se dizia um cara legal e que só queria ajudar, não as mandava parar, ele era culpado também.
Mas os problemas não pararam aí.
No dia seguinte...
—AI, CARALHO!
Elesis fechou a cara, olhando em volta, colocando a mão no cabelo, sentindo uma dor forte na cabeça. Algum vadio tinha passado e puxado seu cabelo, como uma criança! E doeu!
Algumas pessoas a olharam curiosas, mas ignoraram. Provavelmente estavam pensando que ela era o tipo de pessoa que gostava de chamar a atenção, só que isso não era verdade.
—Se apressem que as aulas vão começar. – avisou Jin aos amigos, não parecendo muito radiante naquele dia. Elesis pensou que talvez ele estivesse incomodado com seu armário “destruído”, já que ele olhava para o móvel e fazia uma cara desgostosa.
—Você não precisa se preocupar com isso, Jin. Eu vou limpá-lo essa tarde depois da aula de educação física. – Elesis disse, fazendo um sinal com a mão para ele deixar para lá.
O ruivo arregalou os olhos, surpreso, mas daí sorriu, amarelo.
“Tão falso”. Jin era o tipo que não conseguia jogar nem um pôquer porque mentia muito mal.
Enquanto Ronan e Ryan se afastavam com seus materiais, conversando algo sobre religião, Elesis aproveitou para perguntar:
—Eu percebi que você não está com a Amy hoje. – ela pausou um segundo, ainda estoica. — Cansou dela?
—Claro que não! – Jin exclamou horrorizado. O rubor cresceu bruscamente em seu rosto. – Nós estamos meio... Sei lá.
Elesis fez um “Hm...” e não disse mais nada.
—Você tocou no assunto e agora não vai querer saber mais nada? – Jin bufou, percebendo a falta de interesse bem na hora em que ele se abriu para desabafar.
—Ah. Você quer falar algo a mais? Acho que tanto faz... – Elesis deu de ombros.
O ruivo balançou a cabeça, suspirando, mas contou mesmo assim.
—Nós dois nos conhecemos desde crianças.
Elesis se arrependeu imediatamente. “Lá vem história”.
—Enfim, nós estamos namorando, mas não estamos.
—Aham... Quê? – Elesis indagou, confusa.
—Em nenhum momento eu a pedi. Ou ela... Foi uma coisa que aconteceu, cresceu, agora não sei mais. Eu sinto às vezes que ela não... Não gosta realmente de mim. – Jin baixou os olhos, parecendo realmente incomodado.
O corredor dos armários ficou em silêncio, somente os dois ali. Tensão.
—Por que não? – Elesis perguntou, ela que não sabia nada de romance.
—Porque crescemos juntos, sempre fomos amigos. Sinto que só eu estou realmente apaixonado. Ela... Ela não age como se se importasse comigo, apesar de gostar de mim. Acho que ela ainda pensa que somos amigos que ficam.
Elesis desviou os olhos para o chão, buscando uma resposta para aquela situação. Jin era uma pessoa legal também, do tipo que não te deixaria na mão nunca. Ele era incrivelmente atraente, bonito, forte, bem-humorado. O cara que todo mundo ama. Elesis se preocupou com ele também, automaticamente, como um “aliado”.
—Por que não pede ela em namoro e vê?
O ruivo a fitou, parecendo com medo. O vermelho no rosto subiu tanto, mas tanto, que Elesis segurou uma risada (e poucas coisas conseguiam fazê-la rir).
—Dá para entender porque você é o cachorrinho dela!
—E-EI! – ele fechou os punhos, ficando ofendido, mas não conseguindo deixar de ser fofo.
—Calma aí, Jin. Fale com ela... É bem possível que vocês dois estejam sentindo a mesma coisa, não? O importante é você ser sincero. Logo, as coisas se ajeitam e o que tiver que ser, será.
Ele sorriu, agradecido.
—Okay, Eli-chan. – ele disse e acenou. – Já está na hora, eu tenho que ir.
Jin saiu, parecendo ter mudado completamente de humor. Particularmente, Elesis estava satisfeita, mesmo porque ela não suportava ninguém além de si mesma com cara fechada por perto.
Ela mesma se direcionou para a sala de aula, dando um último olhar cansado para o armário e fechando-o desanimadamente. Aquilo ia ser difícil de limpar.
Chegando na sala de aula, alguns minutos depois, não soube imediatamente o porquê, mas recebeu vários olhares, não muito discretos, aliás.
Elesis se sentou, tentando ignorar, segundos antes de a professora de história entrar na sala, ajustando os óculos com várias partes do rosto contraídas, deixando todos em dúvida se era de rabugismo ou dor.
Só então Elesis viu a face preocupada de Lire, duas carteiras a frente, na fileira ao lado, sinalizando com o dedo a carteira. E quando olhou, uma marca em azul tão úmido que se ela passasse o dedo comprovaria que a tinta estava apenas fresca.
Aí os burbúrios começaram, deixando-a gradualmente nervosa.
—Posso saber o que está acontecendo?! – exclamou irritada a professora, reajeitando os óculos.
Elesis olhou para a mulher, depois para a carteira, depois olhou novamente para Lire. Sua face estampava constrangimento.
—E-Eli-chan, você está completamente vermelha. – Arme lhe murmurou, igualmente preocupada.
Enquanto a professora chegava perto e olhava para o escrito, a ruiva se encolhia um pouco mais, tentando não olhar diretamente para qualquer pessoa.
—Alguém quer me explicar o que significa isso? – a mulher perguntou, num tom furioso e pausado. De certo ela esperava que alguém fosse ser digno o suficiente para revelar quem tinha sido o responsável.
Como o silêncio foi total, ela levantou o olhar.
—Então todos vocês realmente querem fazer uma visita à Diretora? TODOS? – ela ameaçou, estreitando olhar. – Posso garantir que a Lothos não vai perdoar algo assim nessa escola. Se não querem tomar a responsabilidade por algo que não fizeram, é melhor falarem agora.
Os alunos se entreolharam, hesitantes, mas uma menina se dispôs a falar.
—Eu fui a primeira a chegar na sala, professora. Eu sou a representante e fui incumbida de pegar as apostilas para distribuir na aula e por isso cheguei mais cedo. Eu garanto que quando cheguei a carteira já estava assim.
Elesis encarou a menina. Ela tinha cabelos longos azuis claros, olhos violeta e era de baixa estatura. Usava na cabeça uma tiara roxa e tinha uma voz infantil profundamente aguda.
—Muito obrigada por se manifestar, Srta. Elena. – disse a professora, virando-se para Elesis novamente. – Elesis, pode ir à sala da diretora. Representante, acompanhe-a, por favor.
Com aquela expressão não-identificável Elesis seguiu a colega. Atravessando a porta da sala ela pode ver alguns grupos de alunos ainda transitando, mas o que a pegou naquele momento foi o sorriso cruel que Wendy Pole lhe lançava, encostada num pilar meio distante.
E ela soube nesse momento quem a estava perseguindo.
“Vaca”.
Elesis saiu com os dentes rangendo, não sabendo realmente o que deveria fazer, se socar a boca da vadia ou arrancar um dos brincos enormes que ela usava.
A sala da diretora apareceu em sua frente sem ela perceber. Tinha feito o caminho todo só pensando na melhor forma de tirar satisfações, mas no fim ela só pode ficar imaginando mesmo.
A representante bateu na porta e esperou alguns instantes, sem receber resposta. As duas estudantes se entreolharam.
—Acho que a gente pode esperar um pouco, não?
Elena bateu novamente na porta e de novo não foram atendidas. A ruiva, impaciente, tentou forçar a porta, mas estava trancada.
—Que caralho... – Elesis retrucou, irritada.
—Com licença?
As duas meninas sobressaltaram-se, indo para os lados por causa da pessoa surgida no meio delas.
—Lass! – Elena exclamou, surpresa e ofegante ainda. – Quase que você me mata, idiota!
Ele balançou as mãos, pedindo desculpa.
—Aconteceu algo? Vocês parecem estar querendo falar com a diretora.
—Nem fale... Alguém pichou a carteira da Elesis.
Ele assentiu com a cabeça.
—Ah... Acho que posso ajudar. A Lothos está meio ocupada agora, mas repasso para ela.
Elesis ergueu a sobrancelha, totalmente confusa.
—Lass. Ninguém deve ter te falado ainda, mas não acho que essa seja a maneira certa de fazer as coisas por aqui. – Elena disse, com tom de seriedade.
Elesis olhou de um para o outro, perdida.
—Não precisa se preocupar, Elena. Eu decidi que era melhor assim.
—Uhum, sei.
Lass voltou-se para a ruiva, reconhecendo-a imediatamente.
—Se não é a Elsteiner? É bom te ver novamente.
—É bom te ver também. Você está dizendo para voltarmos para a sala que você é quem vai falar com a diretora? – indagou ela, desconfiada. Afinal, era muito estranho um aluno se dispor a fazer uma reclamação sendo que o caso era tão sério. – Eu deveria falar com ela diretamente.
—Não chega a isso. Eu vou resolver toda a situação, punindo quem fez isso. – Lass sorriu timidamente para ela, fato admirável partindo de alguém tão antissociável.
—Espera! Punir? – Elena interferiu.
—Eu tenho acesso às câmeras, você sabe disso. Eu posso mandar uma advertência à professora representante da sala do culpado. – Lass assertou, muito convencido.
Elesis abriu a boca, pasma.
—Como assim? Isso não deveria ser permitido. Você tá’ falando sério mesmo?
Ele fez um sinal positivo e apontou a sala da diretora.
—Vamos deixar isso quieto e voltem para a sala. – disse enquanto pegava um papel numa pasta que carregava, tomando uma caneta e escrevendo algum recado. – Toma. Entrega isso para sua professora que tudo se resolve.
Elesis aceitou, hesitante. Não fazia ideia se aquilo era certo, mas pelo visto já era conhecimento de todos que Lass tomava conta desse tipo de coisa no colégio.
—Obrigada. – disse baixo.
Ele colocou as mãos nos bolsos e deu de ombros levemente.
—Nada que não faria para agradecer.
—O que? Me agradecer pelo que? – Elesis perguntou.
Ele acenou e deu as costas, caminhando para algum lugar que não era sua sala de aula.
—Isso foi estranho. – Elesis resmungou para a representante.
Elena deu uma risadinha.
—Ele gosta de você...
—QUÊ? – Elesis virou para ela, atordoada.
—Ele faz essas coisas para todo mundo do colégio, mas ele nunca mandou punir ninguém. Ele sempre passa essas coisas para a diretora e é ela quem resolve o que se deve fazer. Ele deve ter gostado muito de você, Elsteiner. – a menina riu, totalmente certa do que dizia.
Elesis suspirou, vendo-o se afastar.
—É... Ele não é tão mal. – ela sussurrou para si mesma.
Elena sorriu, mas apenas continuou seu caminho de volta à sala.
No canto superior esquerdo do pátio principal...
—Essa manhã ela falou de novo com ele. – anunciou uma jovem lançando numa das mesas da cantina um par de fotografias, retratados os dois, Elesis e Sieghart. A primeira com uma face irritada e o segundo meio de costas do ponto de vista do fotógrafo.
A Senhorita Pole estourou a bola de chiclete em seus lábios, com batom de um azul quase marca-texto do tipo Lipsense. Suas sobrancelhas curtas e grossas franziram e ela olhou para a jovem ao lado.
—Queen. – Wendy a chamou, com voz fria.
A outra estava olhando para seu celular como que hipnotizada. Ela levantou os olhos, roxos escuros, afilados e intensos como águia. Seu cabelo era longo vermelho claro, com luzes violeta da metade pra baixo, sua franja dividida em duas no meio da testa.
—Isso já está passando dos limites! Os nossos métodos ainda não resolveram? A tal da novata não se enxergou ainda? –ela indagou, com voz estridente, em high-pitch, tão irritante que Wendy apenas se virou de lado, como que grunhindo.
—Eu não suporto a garota! Ela me deixa furiosa só de olhar! Toda convencida! –Wendy reclamou, se levantando e pegando um taco de beisebol à deriva.
Se olhassem, perceberiam que ela estava com o uniforme de beisebol e um pouco suada. Provavelmente aquele era o único horário que ela tinha para se juntar ao fã-clube e cuidar da vida de Sieghart sem que ele quisesse.
—Nós somos o Fã-Clube Tríplice do Sieghart! Nossa regra é não deixar nenhuma imbecil se meter com ele! –disse a terceira, a que tinha trazido as fotos. Esta sim era grande, uma garota cheia e musculosa, com lábios finos, mas de boca grande. Os cabelos verdes em degradê.
—Nós sabemos disso, Elizabeth. Dá para se calar? Já basta uma histérica aqui. –Wendy retrucou.
—Então vamos ter que dar uma lição bem dada nessa garota. –disse a histérica, se interpondo entre Wendy e Elyzabeth. – Elesis Elsteiner vai sentir um pouquinho do que é a Tríplice. Faz um tempo que estamos enferrujadas, mas agora que Sieghart voltou, não temos porque não continuar.
As cúmplices entreolharam-se, parecendo se lembrar dos tempos de glória.
Queen sorriu malignamente, tocando seu queixo com as unhas compridas, como garras.
—Nosso próximo passo é... O Banheiro.
Continua
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