Da Infância à Adolescência
6 Detenção
Notas iniciais
Meu Word naum tem como arrumar os erros.
O relógio desperta…6:00 da manhã…
Ela abre os olhos e visualiza a cor branca da neblina…
_Não sei por que pensei no Lass agora… –sussurrava a ruiva.
_Buenos dias pessoal! –Amy adentrando o quarto.
_Bueno bicho rosa. –Lire resmugando para a saltitante Amy.
_Bluu. –Amy mostrando a língua.
As meninas levantaram com aparentes expressões de tedio e cansaço. A aglomeração nos corredores fazia com que tivessem que se esgueirar pelas paredes. Já imaginavam o que poderia ter acontecido, já que todos se dirigiam para o Laboratório de Ciências.
Chegando lá, viram a diretora encarando um garoto amarrado numa cadeira. Adivinha quem era o garoto? Lass. E por que ele estava lá?
_Por que está amarrado nessa cadeira Lass? –Lothos.
_Eu estava fazendo a minha ronda noturna e acabei aqui. –Lass.
Todos com gota.
_Você não respondeu minha pergunta. –Lothos.
_Eu estava treinando pra peça do Ninja Solitário. –Lass indiferente.
Lothos rangia os dentes. Todos os alunos começaram a se afastar da sala, senão iria sobrar pra eles.
_Nande? Por que que toda vez que você faz algo de errado você dá a desculpa do Ninja Solitário?! –Lothos.
_Por que ela é eficaz… -Lass.
_Grr…alguém por favor me traga um copo d’água, ou um cassetete. –Lothos massageando as têmporas.
Elesis estava acompanhada de Rey e Amy, e Lire foi buscar o copo d’água.
_Não entendi nada, sabe? –Elesis.
_Vou te explicar…o Lass gosta de achar que é um ninja. E ele sempre foi uma pessoa muito sozinha…aí, ele arranja problemas todos os dias para infernizar a tia Lothos entendeu? –Amy.
_E…ainda não… -Elesis.
_Ele gosta de fazer isso. Simplesmente porque é algo interessante pra ele. –Rey.
_Ele é estranho. –Elesis.
_Não é não, até que ele é fofo… -Amy.
_Você tem namorado sabia? –Rey.
_Mas ele não gosta de mim. –Amy.
_Vamos pra sala. –Elesis puxando as duas.
Durante a aula ficavam se perguntando porque Ninja Solitário. Mas a única pessoa que sabia algo sobre isso era a Amy.
Elesis parou de ficar se preocupando com coisas inúteis e se focou melhor na aula de história daquele dia: Civilizações antigas.
Felizmente ela era boa em história e não precisava se preocupar no momento. Desviou o pensamento para um moreno, que agora ficava se mordendo na sala do 3°ano, irritado com os colegas falando sobre sua suposta namorada.
_Ehhh Sieghart, como é que é? Tá pegando ou não? –todos.
_Idiotas… -Dio.
_Concordo. Vocês não tem mais o que fazer além de ficar dando em cima da mesma garota? –Sieghart.
_Não. Se você não vai sair a gente não sai também. –Zero.
_Konoyaro…Eu já tô ficando com ela, vocês é que tem que dar o fora! –Sieghart.
_Tá com medo é? –todos.
_Ora seus…Claro que não! –Sieghart.
_Acho que já chega não é? Sieghart, pode ir pra detenção.Eu não gosto que fiquem fazendo barulho na minha aula! –o professor de filosofia.
_Demo… -Sieghart.
_Sem mas. Caia fora! –o professor.
Chutando lata ele foi. Agora ia passar 2 aulas e mais o intervalo confinado naquela sala…sozinho.
Na aula de história do 1ºano…
_Elesis, você tá prestando atenção na aula? –Lire cutucando o ombro da ruiva.
Elesis já sabia a matéria, e enquanto o professor explicava, ela pegou um sulfite e ficou desenhando a paisagem que ela via na janela: a mata do “Éden” e depois o horizonte com o mar (a cidade era litorânea).
_Hum…grande talento senhorita Elesis, mas agora não é aula de artes. Você poderia pelo menos prestar a atenção quando não está conversando com a senhorita Lire? –o professor de história.
O professor de História era um homem sério, com uma cabeleira desgrenhada de um marrom desbotado, mas tinha um rosto suave. Aparentava uns 30 anos de idade.
_C-certo… -Elesis.
Quando o professor se virou e chegou na lousa, uma pessoa, bem ligeira, pegou o desenho de Elesis, amassou e tacou na nuca do professor.
Ele se virou calmamente, Elesis estava tremendo. Ele pegou o papel e o abriu, depois olhou com o olhar do mal para Elesis e apontou a porta.
_A senhorita tem sorte. Vá para a sala de detenção agora! –disse o professor.
Elesis nem discutiu, pegou o material e sumiu dali. Enquanto andava pensava consigo.
_ “Ainda bem que eu sei toda a matéria. E quem tacou o papel nele?” –Elesis.
Ela estava chegando na porta da detenção e falava sem perceber.
_...aquele troglodita insensível. –dizia ao tempo que brutalmente empurrava a porta.
Elesis sentiu uma reação contrária da mesma. Parecia que ela havia metido a porta em alguém e a porta acabou voltando e batendo na cara dela.
_ITTEEEE! –Elesis caída no chão.
_ITTE digo eu! Quem meteu a porta em mim?! –Sieghart.
_Hum? –os dois.
_Ruivinha! –Sieghart todo feliz.
_Sieg… -Elesis com a mão no nariz.
_Ehh? Se machucou? Vem cá que eu te ajudo. –Sieghart a ajudando a levantar.
Eles entraram na sala e sentaram. O nariz de Elesis estava com um pequeno corte que sangrava.
_Que coisa, porque você abriu a porta desse jeito? Tá com raiva de alguma coisa? –Sieghart segurando o rosto dela para ver o machucado.
_Tô. Do professor. Ele me mandou pra cá injustamente. –Elesis.
_Bom, tanto faz, já que eu estou aqui com você. –Sieghart.
_Você não é nada convencido né? –Elesis fazendo bico.
O moreno riu. Sieghart colocou umas franjas de Elesis para o lado, pra não atrapalhar. O sangue estava escorrendo pela bochecha dela.
_Eu não tenho nada pra ajudar agora, mas é melhor não deixar o sangue dar mais tinta pra sua roupa né? –Sieghart.
Ele colocou a boca sobre a gota que estava quase caindo do queixo dela. Sieghart subiu a língua, substituindo o sangue por um caminho de saliva até parar sobre o corte, no nariz.
_Você podia tirar com a mão sabia? –Elesis observando os olhos prateados bem de perto.
Sieghart sugou o corte para não sangrar mais e então parou.
_E onde eu iria limpar a mão? A única opção é a boca princesa. –Sieghart com um sorriso sarcástico.
Ele tirou da mochila uma caixinha de Band-aids e colocou um sobre a ferida. Ela agradeceu e ficaram um bom tempo ali conversando. Sieghart as vezes tentava uma investida contra ela, mas ela parecia não querer mais problemas.
_Você acha que do nada alguém vai aparecer assim? –Sieghart.
_Assim como eu te peguei de surpresa também pode acontecer comigo. –Elesis.
_Claro que não ruivinha. –Sieghart se inclinando para perto dela.
_Não. –Elesis colocando o dedo indicador na frente da boca dele.
Sieghart achava a escola uma completa chatice, tirando seus treinos de futebol e as garotas. Dava graças por ser um colégio interno, pelo menos isso.
O moreno beijou gentilmente o dedo dela, lhe dando uma lambida de leve. Elesis tirou rapidamente o dedo dali, vendo o quanto ele se divertia em fazer coisas como aquela.
_Seu cérebro deve estar cheios de idéias pervertidas. Tudo o que você faz é tentar seduzir todas as meninas com esse seu jeitinho solto e inescrupuloso. –Elesis.
_Não fale essas coisas difíceis. Tá até parecendo a Mari, irmã do Zero. –Sieghart com a língua de fora de um jeito sexy.
_Bluu. –Elesis mostrando a lingua pra ele.
Sieghart riu e chegou mais perto dela, sentando-se em cima da carteira a frente da cadeira em que ela se sentava. Ele pôs as pernas abertas bem em frente a ela, com os pés balançando para fora.
Elesis até se encolheu mais no assento.
_B-Baka, o que está fazendo? Saia daí! –Elesis.
Ele inclinou-se para a frente e ficou cara-cara com ela. Deu um sorriso enorme( tipo aquele do Endo-Inazuma Eleven/Naruto/Ruffy-One Piece). No que ela pode ver ele desceu de cima da carteira, e sentou-se no colo dela, com as mão apoiadas no encosto da cadeira dela.
_Ahh! Sai de cima de mim, Sieghart! –Elesis tentando empurrá-lo.
_Não. –Sieghart.
Ele a abraçou.
Elesis ainda tentou, mas ele era realmente forte. Acabou abraçando-o e ficando nessa posição, até o momento que ele decidiu trocar de lugar com ela.
Ela ficou sentada no colo dele, só que de costas pra ele, e ele a abraçando pela cintura.
_Bom, dá pra cochilar… -Sieghart.
_Hahahahaha… -Elesis rindo devido as cosquinhas que ele fazia.
_Tá legal… -Sieghart parando.
A ruiva após se recuperar, deitou as costas e a cabeça no peito dele e dobrou as pernas, colocando-as em cima de outra cadeira e ficou brincando com as mãos dele.
Sieghart deixou ela fazer o que quisesse com as mãos, ocupando-se em cheirar o cabelo sedoso que ela possuia.
_Elesis, você gostou de mais alguém nessa escola? –Sieghart.
_Não. –Elesis sem tirar o foco da brincadeira.
_Verdade? E se algum deles pedisse pra ficar com você? –Sieghart.
_Não ia aceitar, isso só ia acontecer se nós dois já tivessemos parado de ficar. –Elesis.
_Então ainda estamos? –Sieghart.
_Você pergunta ainda. Eu não tinha falado nada de pararmos. –Elesis.
_Melhor pra mim então. –Sieghart.
Ele se aconchegou melhor na cadeira e a acomodou melhor no braços e passou a dormir, assim como ela.
Continua
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