Da Infância à Adolescência
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Notas iniciais
_Aquela capetinha… -Sieghart.
_Cala a boca, vai. Vamos logo ligar pra todo mundo. –Elesis.
Depois de todos os telefonemas necessários, eles puderam marcar pra ir à praia, pois fazia um sol de rachar mamona e eles tinham um acordo de ficar mais perto o possível um dos outros.
_Eu vou também né? –Elder.
_Claro, e chama a Aisha. –Elesis.
_Espero que a tal de Senisse não vá. Ela vai atrapalhar minha visão. –Sieghart.
_Isso é uma indireta? –Elesis vermelha de raiva.
_Ah-ah-ah-ah…aceitando provocação muito fácil, Red Nose…tá perturbada com algo? –Sieghart.
_Só com esse apelido idiota. Vai fazer algo que valha a pena tá? –Elesis.
_Vou preparar suas roupas pra nadar. –Sieghart.
_Nada disso! Fique longe do meu quarto, porque não vai lá jogar Tekken com o Zero? É mais produtivo. –Elesis.
_Eu não. O Zero está sozinho em casa com a Lezlie, e eu não tô afim de ficar perto do retardado e nem da capeta azul de boina. –Sieghart.
_Vocês vão acabar magoando o Zero de tanto que tiram com ele. –Elesis.
_Não exagera, ruivinha. –Sieghart.
A ruiva deu um riso, e caminhou em passos leves e com um ar bem legível no rosto, os lábios invertidos em uma linha recurvada para baixo, formando um sorriso diferente dos outros. Os olhos dela estavam serenos.
Sieghart tentava “desvendar os mistérios” da ruivinha. Ela tinha várias emoções, a principal: raiva. Só que ela demonstrava muita afeição quando gostava de alguém.
_Que cê tá olhando pra mim desse jeito? –Sieghart arqueando uma sombrancelha.
_Nada, eu só estou contando as horas pra gente ir pro mar. –Elesis.
_Uhum…Elesis, você me deixa intrigado. –Sieghart pegando um copo d’água e levando à boca (eles estavam na cozinha).
Elesis se apoiou no beiral da janela, sonhadora. O moreno tinha a água parada nas bochechas, com um plano sacana pra cima da distraída.
_Engole isso aí. –Elesis avisando de longe.
Ela ouviu a resposta, um som de algo descendo de uma vez por uma garganta. (bela garganta)
_Credo, nem posso brincar mais… -Sieghart.
_Vamos brincar sim, na praia, e eu te desafio para uma partida de futebol de areia. –Elesis.
_Hã?! Vai sonhando, ruivinha, sou profissional. –Sieghart.
_Bleee! É só pra gente se divertir! –Elesis.
_Tá, mas não vou deixar você ganhar. – Sieghart acariciando os fios da franja dela para o lado.
Ela tirou a mão dele e beijou-lhe o queixo, dando uma leve mordiscada, ele fechou os olhos, aproveitando a umidez e o contato dos dentes brancos dela tão perto de sua boca.
Ele teve vontade de segurá-la e roubar um beijo, e até arriscar uma chupada no belo pescoço, mas ela se afastou repentinamente, quase saltitando.
_Que felicidade é essa? –Sieghart.
_Vamos acampar também… -Elesis.
O moreno não conseguiu esconder um sorriso radiante e uma imagem ousada em sua mente, ela toda vermelha por causa do sol e pedindo pra ele passar protetor solar, e depois…
_EIII!!! Pára de sonhar, bonitão! Vai tirando qualquer pensamento de cogitação e vai marchando em direção à sua casa arrumar roupa. –Elesis.
_Cruel, ruivinha, mas tem razão. Estou sem escolha. –Sieghart.
O rapaz estava prestes a dar meia-volta e sair da casa, mas foi impedido pela ruiva, que deu um beijo no moreno e foi subindo as escadas.
Sieghart saiu, deparando-se com a rua do mesmo jeito que era sempre, sem graça e igual. Andou algumas quadras e chegou no ponto de táxi, mas antes de entrar num deles, uma mãozinha lhe tocou o ombro.
_Lezlie? –Sieghart.
_Oi, eu precisava falar com o tio Ronan.
_Tá. Vamos… -Sieghart.
Os dois seguiram em silêncio até a casa, numa rua bem distante da de Elesis, mas bem parecida com a dela. Sieghart abriu a porta sem nenhuma cerimônia e foi entrando, só reparando bem na cena depois que voltou da cozinha: Ronan deitado no sofá com um corpinho entrelaçado no seu, de cabelos roxos e o rosto escondido no peito dele.
_Oi… -Sieghart.
_Sieg, oi. Pensei que tinha ido pra casa da Eli-chan. –Ronan.
_E fui. E você? Ou melhor, a Arme? –Sieghart.
_Bem, ela quis vir passar um tempo aqui. Veio pegar roupas? Vamos pra praia né? –Ronan.
_Isso aí, e vê se não atrase, nós vamos com a van do pai. –Sieghart.
_Tá dizendo que eu é que vou dirigir?! –Ronan.
_A Arme tá dormindo? –Sieghart.
_Puts, esqueci…foi mal Arme. –Ronan.
_Seus idiotas. –Arme se levantando e sentando em outro sofá.
O moreno deixou o casal discutindo e voltou ao seu quarto, onde tinha uma das lembranças mais importantes e maravilhosas de sua vida de adolescente.
Verificou seu armário. Quando o abriu, um papel amassado caiu dele, junto aos seus pés.
_Só me faltava essa, gente colocando lixo nas minhas coisas. –Sieghart abrindo o papel.
“Sieghart, eu precisava te avisar de algo, mas ninguém podia saber da nossa comunicação, então apelei pra uma carta amassada mesmo. A Nina tem planos amigo…por isso, fique bem de olhos abertos e perto das meninas. A Elesis é vizinha da Mari e do Zero, isso vai ser ótimo, e não tenho certeza se vou poder estar na praia amanhã com vocês…a Lothos precisa de mim agora. Sieg OLHO NA ELESIS, porque “ela” vai atacar em breve…Lass”.
_Deu até medo…melhor eu ir logo. –Sieghart.
Ele enfiou tudo que encontrava dentro da bolsa de viagem e foi embora, deparando com Lezlie e uma mochila do Ronan.
_Por que a bolsa do meu irmão? –Sieghart.
_Ela tem compartimento pra notebook e é grande o suficiente pras minhas coisas. –Lezlie.
_Ah…vai voltar comigo? –Sieghart.
_Se for de carro…tudo bem. –Lezlie.
_Vou pegar a van. E você tá esquisita…tá menos chata hoje. –Sieghart.
_Não é nada não. Podemos ir? –Lezlie.
_Pera ae, boina. Que é que deu em você? Quero saber. –Sieghart sentando numa cadeira no quarto.
_Sieghart, não quero falar algo assim com você. –Lezlie.
_Tá legal…conta de uma vez, eu posso ter a resposta. –Sieghart.
A azuladinha ficou tímida e nervosa. Não queria falar isso pra um rapaz, e bem mais velho que ela. Sieghart notou a vermelhidão e concluiu que a menina afinal não sabia de tudo.
_Então, a azuladinha da boina não sabe o que está acontecendo com o próprio corpo? –Sieghart arriscando.
_HHAAANN?!! N-n-não é isso, é que, que… -Lezlie corando até o estado de “molho de tomate fervendo”.
_Não me enrola, Lezlie, você tá se achando estranha esses tempos? –Sieghart.
_Éé…quando tô perto de alguém. –Lezlie.
_Um menino. –Sieghart.
_É. Eu…aconteceu algo estranho. Eu fiquei nervosa, começei a suar e fiquei gelada. –Lezlie.
_Alguma coisa a mais? –Sieghart.
_J-jura que não vai zuar? N-Nem nunca comentar nada disso com ninguém? Ninguém mesmo? Nunca na vida? Só porque é quase um irmão pra mim? –Lezlie.
_Ok. –Sieghart.
_Uma mancha úmida e branca apareceu n-na minha…c-calc- -Lezlie.
_Tá legal, já entendi! –Sieghart meio corado.
A menina se sentia uma total louca e esquisita quando comentou.
_Lezlie, eu não vou falar pra ninguém, mas sugiro procurar um livro de oitavo ano e de preferência procurar a palavra “orgasmo” no dicionário. Só isso que tenho pra falar. –Sieghart ainda muito vermelho.
_Será que eu podia conversar com a Elesis? –lezlie.
_Isso, boa idéia! Vamos voltar, aí você tira suas dúvidas com ela. –Sieghart.
Os dois foram até a garagem do pai, Sieghart entrando no banco do motorista.
_Você tem carteira? –Lezlie.
_Tirei no fim do ano passado. –Sieghart.
_Er…posso te pedir uma coisa? –Lezlie.
_O quê e em troca de quê? –Sieghart.
_S-s-se você fizer o que eu pedir, te deixo em paz o resto do ano. –Lezlie.
_Legal, manda! –Sieghart.
_Se você perguntar, discretamente…o que o Zero acha de mim. –Lezlie se encolhendo em seu assento.
Sieghart olhou para a menina como que com curiosidade, ou incredulidade ou sarcasmo, tudo misturado ou nenhum deles, ele não sabia.
_Tá, eu pergunto. –Sieghart.
_Você pode me dizer se ele tem namorada? –Lezlie.
_Você não acha que é muito nova pra ele? O Zero é barra pesada, Lezlie. –Sieghart.
_Ah, me deixa…só fala com ele de uma vez e me passa o que ele falou. –Lezlie se debruçando na janela.
Sieghart deu a partida e seguiu o rumo de volta pra Rua Das Casas Idênticas. Chegando, tinha um carro esportivo conversível na frente da casa, a pintura em roxo e listras pretas.
_Eu hein? Quem tá aí? –Lezlie.
Sieghart bateu na porta e foi atendido pelo ruivinho. Sozinho, pois Lezlie foi para a casa dela, e mais tarde falaria com Elesis.
_Sieg! –Rey.
_Não…o que estão fazendo aqui? –Sieghart.
_Olá, Sieg. Viemos dar um oi, e o Lass pediu pra gente vir aqui avisar que… -Dio.
_Ele não tem certeza se vai poder vir, eu já fiquei sabendo mesmo. –Sieghart.
_Quer dizer que eu vim à toa? –Dio.
_Seu grosso! Agradeça por o senhor Elscud não estar aqui, senão já estaria na rua. –Rey.
_Ahn? –Sieghart sem entender.
_É que o pai do Dio teve um ataque de loucura e atacou o Dio com os objetos do escritório, o expulsando. Aí ele chegou na minha casa e foi recebido com a louça da minha mãe, porque minha prima nos odeia e ela é que está no comando da casa essa semana. –Rey.
_Ahh… -Elesis, Sieghart, Elder.
_E quem é sua prima? –Sieghart.
_Edna é o nome dela. –Rey.
_Edna, Edna…não conheço nenhuma Edna. Conhece Dio? –Sieghart.
_Conheço, a prima da Rey, oras. –Dio.
Um calo nasceu na testa do moreno. Só o Dio e a Lezlie para o deixar bravo mesmo.
_BAKA! NÃO É ISSO! É alguém que eu conheço? –Sieghart.
_Você não sabe quem é a prima da Rey? –Dio na maior cara de pau.
_AAAAHHH MALDITO! –Sieghart.
_Será que dá pra esquecer a garota e irmos jantar?! –Elesis.
_Não dá mesmo, e sabe porquê? –Dio.
_Por quê? –Elesis, Elder, Sieghart.
_Porque ela é por um acaso, apaixonada loucamente pelo meu irmão “adorável”. –Dio.
_DUEL?! –Sieghart.
_É por isso que ela odeia a gente. –Rey.
_Mas ela é sua prima! –Elesis.
_Nada a ver, Eli-chan, eu e o Duel somos inimigos eternos, e somos irmãos. –Dio.
_Mas ela é mulher, não homem. –Elesis.
_E o que isso tem a ver?! –Dio, Sieg e Elder *calo*.
_Nada, nada, rapazes e shota. –Elesis.
_SHOOOTTAAA????!!!! –Elder *vermelhidão de molho de tomate fervendo*.
_Hahahahahahha!!!! Num é que ele é fofinho mesmo?! AHAHAHA!–Dio.
O rapaz só teve conhecimento dos próximos minutos depois que acordou no chão e todo mundo comendo na mesa.
_O que houve? –Dio.
Todos se entreolharam com cara de santo e encararam o rapaz com seriedade.
_Você levou um soco da Elesis, só isso. –Rey.
_Credo, Elesis! Dá pra ser mais delicada? –Dio.
_Não! –Elesis e Sieghart.
_Sieghart? –Dio se sentando.
_Se ela ficar mais delicada, não vai ser a Elesis que eu conheci nessa vida! E nem nas outras. –Sieghart.
_Vai catar prego, idiota. –Dio.
Continua
Notas finais
"YYOO MINNA-SAN!! Estava lendo um pouco minha fic, desde o início até agora, e percebi que acabei deixando as expressões japonesas um pouco de lado, então vou acabar colocando mais a partir de agora.
Estou enrolando no Zero e Lezlie, mas vou terminar logo. (romance fraco por ela ter 14)
Comentário da autora sobre o jogo: Eu olhei no siteviram o tanto de personagens novos que vão lançar?! Bizarro! Eu não peguei nem a Amy, e consegui o Lupus no lançamento."
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