_Lass… -Mari sussurrando ao albino.

O rapaz se remexeu um pouco. Estava cansado, ou melhor, esgotado das horas de intensa tocaia em volta dos terrenos inimigos.

_Sei que está cansado, depois de termos feito aquilo e depois de todo esse trabalho de mais cedo, mas a Elesis e o Sieghart querem falar com você. –Mari acariciando o ombro do albino.

Os olhos azuis se abriram, olheiras grandes a contorná-las, se levantou lentamente, beijando a azulada. Se espreguiçou e se dirigiu para o banheiro, lavando o rosto.

_Onde eles estão? –Lass.

_Na casa do Sieghart. –Mari.

Lass deu um suspiro. Além de fazê-lo acordar, nem estavam na sua casa, mas à praticamente 20 km de distância. Pensou que talvez quissessem falar por telefone, mas para chamarem ele aquela hora, mais especificamente às onze horas da noite, querendo que ele de alguma forma saia de seu sítio e vá para a cidade.

_Mari, você faz alguma coisa para mim ficar acordado por bastante tempo? –Lass empurrando o cabelo para trás em um ato preocupado.

_Você acha que vai demorar? –Mari.

_Vai… aproveita e faz um lanche pra levar. –Lass.

_Tá legal. –Mari se retirando para a cozinha.

Uma hora depois…

_Vocês tão me enrolando já faz uma meia-hora…eu vim a 90 por hora só para ouvir o que vocês querem dizer. –Lass meio irritado.

Sieghart tentou acalmar o amigo, mas qualquer coisa o albino já resmungava e amaldiçoava.

_É o café turbinado da Mari… -Elesis.

_Café o caramba! E comecem a falar! –Lass (ow, q nervoso…).

_Tá, achamos que você está escondendo algumas coisas da gente. –Elesis.

Lass franziu o cenho e se esparramou no sofá olhando para o teto.

_Eu teria que contar a peça do Ninja Solitário. –Lass.

_Não! Já ouvimos e já entendemos. –Sieghart.

_A Amy contou pra vocês?! –Lass.

_Pois é… -Elesis.

_Aquela lá…bem, já que é assim, vocês já sabem. –Lass.

_ Queremos propor soluções. –Elesis.

_O que? –Lass.

_Isso mesmo que você ouviu, velhote. A Amy e o Raven acham que você devia era “conversar” com a Nina, cara-a-cara. –Sieghart.

Lass bufou com as palavras e cruzou os braços em forma de defesa. O que indicava um seco e grosso NÃO.

_Lass, pelo amor, não acha que devia esquecer esse orgulho e começar a agir pra ajudar a prender uma criminosa de verdade? Afinal, vingança não adianta em nada. –Elesis.

O albino olhou sério para a ruiva e soltou:

_É justiça. Acha que não estou trabalhando numa forma de derrubar ela legalmente, dentro do que deve ser? –Lass.

_Não parece. –Elesis.

_Mas é. E hoje mesmo que eu decifrei o esconderijo principal de ponto de lavagem da Nina, transei bastante com a minha namorada e estava quase no paraíso do meu milésimo sono…alguém vem me interromper e tirar o meu sossego. –Lass.

_... –Sieghart e Elesis.

_E…ela manda bem? –Sieghart.

_SIEG! –Elesis batendo nele.

_ITTE! Ruivinha, tava falando da Nina! –Sieghart.

_Se é em relação ao tráfico…sim. “Mas a minha namorada é demais também”. Ela manda bem, é profissional. Ela consegue fazer uma remessa gigantesca de forma estratégica que nenhum vigilante, policial e nem mesmo detetives conseguem descobrir. –Lass.

_E aí? Alguma idéia? –Elesis.

_Claro. Mas isso é arriscado demais…ter que se infiltrar na máfia da Terra de Prata para poder pegá-la. –Lass.

_Já informou a polícia? –Sieghart.

_Eles disseram que vão passar a informação para o investigador secreto. –Lass.

_Perfeito! Nós já sabemos quem é esse investigador. –Elesis.

_Sério? Porque ele é bom…eu não consegui descobrir quem é. –Lass.

_É o pai dela. –Sieghart.

_Elesis, é o Sr. Elscud? –Lass.

_Sim. Pelo que eu ouvi, é sim. –Elesis.

Lass pensou um pouco. O senhor Elscud era um homem que viaja direto para a Terra de Prata, trabalhava no escritório da polícia e de vezes em vezes vai no colégio falar com a Lothos.

Lothos era uma pessoa inteligente, fez academia de treinamentos militares, chegou a ser comandante com 26 anos. E tinha uma sala camuflada (o que não poderia ter lá então?).

E ainda tinha uma coisa…

_Tá legal, isso é sinistro. O seu pai trabalhou na polícia de Canaban contra um grupo mafioso há poucos anos…e estranhamente, esse grupo sumiu, fugiu e não foi pego até hoje. Isso pode indicar que esse grupo seja um dos primeiros que logo viriam a ser tomados pela super inteligência da Nina. –Lass.

_E agora estão em Czara em rota junto com a máfia da Terra de Prata? –Sieghart.

_Não só eles, porque têm indícios na polícia de que as mercadorias vem de Ellia. –Lass.

_Novidade…minha tia mora lá, e realmente, que lugar detestável. –Sieghart *decepção*.

_É tão ruim assim? –Elesis.

_Eles conspiram contra os próprios parentes e vizinhos. –Sieghart.

De uma coisa estavam certos, eles iam agir na data do encontro das gangues.

_Você não acha que devia voltar a treinar? –Lass.

Sieghart soltou uma tosse.

_Desculpa Lass, mas é que… -Sieghart.

_Tem agenda ocupada *imitando a voz do Sieg*. –Lass.

_Treino de que? –Elesis.

_Eli-chan, você nem imagina que o Sieghart fazia treinamento de força “Gladiador”, sabia? –Lass.

_O que é isso? –Elesis sem enteder nadica de nada.

_É uma prática de luta que envolve lutas MMA e lutas próprias de gladiador. –Lass.

_Uau! Você sabia usar espada, e domar animais? –Elesis.

_Pois é, mas no caso dos animais era mais dominar do que domar. –Sieghart.

_E onde que fica o treinamento disso? –Elesis.

_Nonde mais, menina?! É claro que no Coliseu de Serdin! –Sieghart tocando na testa dela.

_Que legal. E porque parou? –Elesis.

_Não parei exatamente, só faz algum tempo que não treino por causa do futsal. Mas praticamente sou um profissional em combates corpo-a-corpo e em lutas com a espada. –Sieghart.

_Mas como é uma luta medieval você não pode sair por aí batendo os outros né? –Elesis.

_Isso mesmo. Então, sem utilidade, na época, me dediquei ao futsal. –Sieghart.

A ruiva ficou empolgada e estendeu o assunto perguntando diversas coisas, vendo algumas posições com os dois rapazes, já dando idéias do queria fazer em artes marciais, blás e mais blás.

Duas da manhã e a garota não parava, e Sieghart também empolgado…Lass morto em pé. Chegava a ser assustadora a cara dele.

_Vocês podem me deixar ir pra casa agora? –Lass quase implorando.

_Credo, Lass! Mas se tá tão cansado, vai, oras. –Elesis o acompanhando.

_Não esqueça do que conversamos. –Sieghart.

Assim que o albino se foi… “A lab tap tap kariri kariri…” (toque de celular da Elesis).

_Moshi? –Elesis.

_Filha, você ainda tá acordada? –Elscud.

_Uaaa, na verdade, o senhor me acordou…eu estava tendo sonhos tão bons. –Elesis.

_Pare de mentir. Eu sei que está acordada faz tempo…mas sabe, queria te dizer para faltar à escola amanhã. –Elscud.

_Por quê?! –Elesis.

Sieghart olhou assustado pela exaltação da namorada.

_Porque. Resumindo para você, preciso que fique em casa. –Elscud.

_Por quê?! –Elesis.

_Filha, amanhã não vou estar em casa. Aconteceu algo no colégio do Elder, parece que um saque e destruição do patrimônio publico. –Elscud.

Elesis assentiu com um “A-han” e se despediu desligando o celular.

_O colégio do Elder foi destruído, Sieg. –Elesis.

_Você vai fazer o quê? –Sieghart.

_Vou faltar na aula amanhã. Mas até parece que vou mesmo ficar parada…vou é lá ver o que que tá acontecendo. –Elesis.

_Então vamos dormir e logo cedo nós vamos lá. –Sieghart a abraçando.

Elesis aceitou o abraço. Os dois subiram as escadas para chegar ao quarto.

_A Clínica foi muito chata de ficar? –Elesis.

_Ô se foi…tinha que aguentar aquela psicóloga chata todo dia: “Como se sente?”, “Sua cabeça dói?”, e um monte de outras baboseiras. –Sieghart.

Elesis deu um riso, puxando o moreno com mais rapidez e adentrando o quarto. Seguindo essa parte, ela já foi abrindo a blusa enquanto entrava , Sieghart deu um sorriso malicioso e tirou a blusa também, fechando a porta atrás de si.

_A madrugada de prazeres não é, ruivinha? –Sieghart a prendendo nos braços e beijando o pescoço dela.

_Eu sou capaz de ficar acordada até amanhã se você quiser. – disse Elesis fechando os olhos enquanto passava os dedos pela nuca do rapaz.

Sieghart desceu a boca pelo colo de Elesis, passando pelos seios, acariciando com a língua o abdômen e parando na beirada do short florido. Abraçou as pernas da garota, fazendo-a se inclinar um pouco para frente, e agarrou o short com os dentes.

Como era um short finissimo ele conseguiu tirá-lo como se fosse um pano de seda. Ele se espantou…a ruiva estava sem calcinha.

_Que Red Nose Hot… -Sieghart.

_Cala a boca. –Elesis avermelhando.

Sieghart deu um riso e voltou a olhar para a intimidade da namorada. Ela estava úmida, já. O moreno aproximou o rosto, beijando a região do útero, descendo e beijando os lábios externos da vagina dela.

_Hnn… -Elesis.

Ela sentiu as pernas tremerem e seus joelhos dobrarem um pouco. Sieghart adorou isso, repetindo o ato, só que dessa vez sugando-a intensamente.

Dessa vez Elesis quase caiu no chão, mas se manteve na altura de Sieghart. Ele levou os dedos a um longo passeio pelas coxas dela, enquanto sua boca se ocupava em satisfazê-la, a língua invadia a cavidade o mais fundo possível, puxando para si toda a umidade de dentro dela.

Elesis agarrou o cabelo dele, fazendo-o se levantar novamente. Sieghart ganhou um beijo profundo e em seguida um chupão um pouco acima do peito.

Os dois estavam inebriados, nada melhor que um pouco de prazer depois de um dia cansativo (se bem que já é madrugada). O quarto dele estava bem bagunçado, o único móvel intacto era uma escrivaninha.

Sieghart tinha a calça toda arreganhada, só com uma boxer marrom, Elesis o acariciava por cima dela, beijando-o por cima do tecido, massageando-o. Em poucos segundos o volume já aumentava, excitando os dois, especialmente ela.

Elesis adentrou as mãos pelas saídas das pernas debaixo da boxer, e subiu-as, segurando o membro por dentro.

Sieghart tocou as mãos dela por cima do tecido, obrigando-a a continuar. A ruiva apertou-o e o masturbou com as mãos por alguns segundos, logo abaixou a peça e deixou-o livre.

_Eu acho incrível vocês terem uma coisa dessas no meio das pernas. Como conseguem? Não incomoda? –Elesis perguntando e pondo-o na boca.

_HNN…Olha, ruivinha, é mesma coisa ahnn de perguntar como vocês…isso continua…aguentam levar esses peitos gigantes. São bem maiores. –Sieghart.

_Eu sei, mas queria saber, não sente que sobra? Afinal, é tão grande… -Elesis.

Sieghart deu um suspiro e puxou a ruiva para cima, começando a andar com ela, encostando-a na escrivaninha.

_Obrigado pelo “é tão grande”. –Sieghart beijando-a demoradamente.

As mãos dele acariciavam as costas brancas da garota, a pele estava quente, seus cabelos estava se misturando junto ao suor.

Os peitos estavam contra os seios, se roçando fortemente. O desejo no sabor das línguas e a exasperação nos movimentos rápidos e bruscos.

Ele se posicionou muito mais facilmente que das outras vezes, e assim que fez, a penetrou. Ela deu um gemido erótico que ecoou prazerosamente no ouvido dele, os dois bem grudados. Os dedos finos dela arranhavam os ombros do moreno, e as mãos dele instigavam seus músculos dorsais com uma força fortemente relaxante e inspiradora. Seu nariz no pescoço dela, as virilhas juntas e imóveis, acostumando –se.

_Sabe que toda vez que nós fazemos isso, me sinto mais com medo daquela garota? –Elesis.

_Pensei que não tivesse medo de ninguém. –Sieghart.

_A gente sempre tem medo de alguma coisa. E ela quase me matou. –Elesis.

_Pode ter certeza, ruivinha, se ela te matasse, eu matava ela. – Sieghart.

Elesis beijou-o. Seu corpo acalmou.

_Posso te pedir uma coisa? –Elesis.

_Pode falar. –Sieghart.

_Vamos ficar só assim hoje? –Elesis sussurrando ao pé do ouvido dele.

Sieghart sorriu um pouco, ela tinha desejos muito variados afinal das contas…

Pegou-a nos braços, sem se separar e a levou para cama, deitando-os devagar.

_Só uma rapidinha? –Sieghart com cara de pidão beijando a ponta do nariz dela.

Elesis sorriu com os lábios, mordendo-os um pouco. Ele era lindo, de todos os jeitos.

Continua

Notas finais
Reta final pessoal! Depois vão vir os extras que eu ainda não comecei a escrever, mas vou eu juro! Vai ser LezliexZero. Ravenx? (a menina que ele sonha) e bem provavelmente Chung e mais alguém...bem, até mais!