Da Infância à Adolescência

49 Estação de Eruel (RenaXRaven)


Notas iniciais
Olhem...eu queria fazer light esse cap. Mas naum sei se vai ser possível, jah q eu amo muito o Raven...(eu amo todos os caras, jah sei, mas + o Lupus do q qualquer outro).
Ah, é! A Lin despertada hein? (mais a Caótica e a Escolhida. Q daora, eu vou pegar a das trevas, lógico! E na possível próxima temporada, adivinhem quem vai entrar? hein? hein? *esfrega as mãos*, logicamente a Holy, primeiro...mas o meu enfoque secundário (q foi a Lezlie na primeira temporada) será ninguém mais ninguém menos que a GWEN! Aproveitem a fic, bai!

A estação fria do começo do ano, o inverno. Era a época que menos gostava com certeza. Preferia o outono, com árvores secas e tempo suave, cheiro natural de plantas e poucas pessoas à caminho de suas casas.

Estava com o corpo coberto por um casaco de couro, mas não totalmente aberto, realçando seu estilo selvagem. À mostra em seu rosto, a cicatriz sobre a sobrancelha esquerda.

Seu cabelo arrepiado negro se movia com o vento forte, e o ar quente que saía de sua boca fazia uma fumaça branca contra o tempo gelado.

Suas mãos jaziam nos bolsos do casaco, enquanto que seus pés estava parados sobre o chão daquela estação abandonada.

Nela ele podia ver os trilhos vermelhos e enferrujados, e ao longe podia ver o oceano. Ali tinha um ponto e um banco, além dos caixas para comprar passagens.

Suspirou novamente como todos os outros anos. Sentiu vontade de sentar, mas não atendeu a essa necessidade de seu corpo.

Outra pessoa a seu lado apenas o esperava. Era costume vir ali e o loiro vir busca-lo...já se passava da meia-noite e nada.

_Está na hora, não acha, Raven-sama? –falava baixo e timidamente o loirinho de pontas castanhas com o olhar desviado.

Raven suspirou outra vez. Se não fosse pelo loiro, talvez ficasse ali naquela estação a madrugada inteira, apenas para ver aquele rosto aparecer.

Assim que acordou para a realidade, Raven foi na direção do loiro, jogando o que segurava dentro do bolso no meio dos trilhos: uma garrafa de uísque vazia, fazendo-a se estilhaçar em contato com o ferro.

_Vamos Chung... –começaram a andar, o moreno sentindo a dor de não vê-la outra vez.

O loiro sentiu tristeza. Ele também sentia falta “dela”, mas ninguém soube de seu paradeiro, e bem provavelmente ela não voltaria seja lá onde tiver ido.

Estavam partindo, Raven com o rosto tão sério como sempre, tão bêbado após a noite inteira bebendo em seu prédio, tão cansado de esperar por dois anos aquilo no mesmo lugar.

O moreno cambaleou um pouco e Chung o apoiou, com pena do chefe.

_Você acha, Chung, que ela está viva...? –perguntou o moreno.

O loiro respondeu com seu silêncio. Era impossível saber, já que sua colega de equipe havia sumido após a briga em Canaban com as gangues, provavelmente as que Nina reuniu há alguns meses. Muito possivelmente, estaria morta.

Raven não passava um dia sem lembrar daquela menina, não sabia o que fazer para reencontrá-la. E isso só o desesperava já que isso só indicava ainda mais as chances de estar morta.

Chung parou de andar, um pouco cansado.

_Por que você sempre chega na estação antiga de Eruel e nunca entra na cidade...? –perguntou o loiro.

Raven não queria falar em seu estado atual, mas devia uma explicação ao garoto que se preocupava tanto consigo.

_Eu não me sinto no direito de entrar lá sabendo que a Rena pode ter sido morta em Canaban. –Raven se sentando ali no chão mesmo.

Chung sentou-se timidamente. Ele conheceu Rena muito pouco, comparado à Raven, mas era ela quem fazia o grupo todo ser unido daquele jeito. Depois daquela briga, quando eram novos, ela sumiu e o grupo se dissipou, restando Chung e Raven em Czara.

_Mas você gosta tanto dela... –Chung.

_É. E se ela não estiver morta, é melhor apenas ficar esperando. –Raven mexendo na terra com os dedos.

Raven se lembrava dos últimos dias com ela. Eles tinham oficializado um namoro, e por incrível que pareça, tinha dormido juntos apenas uma vez.

Foi a melhor noite da vida de Raven. Só não esperava que os outros seriam a sua perdição. Sorriu ao se lembrar daquele momento, as lembranças vieram como flashes.

“_E-Eu te amo... –falou tímido.

Os olhos verdes arregalaram e Rena teve certeza de que Raven ia chorar. Ele era tão calmo, tão gentil, doce.

Ela estava corada também, e tudo o que conseguiu fazer foi segurar a mão do moreno e apertá-la, começando a caminhar lentamente.

O moreno não estranhava esse toque, já que era costume da menina de cabelos longos fazer isso. Mas dessa vez, ela não falava nada, apenas sorria boba.

Raven apertou a mão dela, andando mais rápido. Nessa época seu cabelo era abaixado, não tinha a mecha branca, não possuía a cicatriz na sobrancelha esquerda e não inha olhos dourados tão agressivos. Era um típico garoto, bonito e discreto.

Rena o acompanhou até aquele mesmo prédio, que em até aqueles anos era um lugar abandonado e habitável, sem drogados, sem muitos turistas, apenas um lugar grande e agradável.

Raven vivia ali desde alguns anos, quando tirou Rena de Eruel e foram viver nas ruas de Czara.

Seu quarto era grande, com vista para toda a cidade, ele era praticamente o dono daquilo. Possuía uma cama de solteiro um pouco grande, até que bem arrumada, e foi ali que deitou sua companheira.

_R-Ray...–Rena corando enquanto o via se pôr de quatro por cima de seu corpo.

Raven segurou a mão branca e macia de Rena, que já havia matado inúmeros inimigos, e depositou um beijo, ainda tímido, mas decidido.

_Eu te amo, Rena. –se aproximou, acariciando a nuca da menina e puxando o rosto dela contra o seu.

Rena quase que no mesmo momento fechou os olhos e passou os dedos entre os fios de cabelo negros de Raven, trazendo-o mais próximo, encostando os lábios.

Era o sonho de qualquer menina daquela cidade beijar Raven, o descolado, selvagem, com cara de mau e arrogante. Especialmente quando ele andava com os caras mais lindos de toda a cidade e do colégio mais importante de todos (já sabem quem são...).

Mas além de tudo, Rena havia crescido ao lado dele, ela o conhecia melhor do que qualquer outro, ela o fazia sorrir e se quisesse poderia fazê-lo chorar. Ela fazia ele se desculpar, o fazia se conter e se irritar, ela o obrigava a fazer o que um homem tem que fazer, ela o ensinava o que ele devia aprender para se tornar um órfão, morador de rua e dono de gangue digno.

Se não fosse por ela, naquele momento, beijando-a, despindo-a e aprendendo com ela, ele nunca, nem em pensamento, teria se tornado metade do que era.

_Ray...te amo... –repetia ela também enquanto sentia-se nua a cada segundo que se passava ali com ele.

Ninguém realmente atrapalharia caso se entrasse ali, bastaria Raven olhar a pessoa com desprezo e ela sumiria como sempre.

As meias foram tiradas de seus pés brancos e pequenos, os quais foram segurados pelo rapaz e levemente beijados, fazendo a esverdeada corar intensamente. Não era possível que um ser bruto e arrogante fosse tão atencioso, mas ele demonstrava ser outra pessoa com ela.

_Rena, eu quero você pra sempre. –falou baixo, pegando o corpo seminu da garota e o colocando sentado sobre seu colo, impondo um abraço tímido.

Aquele amor, que Rena acreditava ser apenas da parte dela, tornava-se maior e os consumia juntos.

Raven deixou que ela explorasse seu corpo com os dedos longos e firmes, atiçando seus músculos enrijecerem com o toque, passando por suas costas como uma massagem erótica e descendo até sua calça.

Os dois compartilhavam o meio da cama, no silêncio da cidade fria. Foram lentamente se deitando, entre os beijos calmos e demorados.

Numa permissão, Raven se apoiou com um cotovelo, e com a outra mão tocou a face da garota, passando calmamente os dedos, numa carícia que pareceu interminável. Rena podia ver o brilho nos olhos tão normalmente opacos de Raven, e sentiu que nunca iria conseguir viver longe dele.

Num movimento envergonhado, ainda que decidido, Raven se posicionou e penetrou-a com força mínima, buscando saber se a deixava desconfortável demais. Rena fez um som ofegado, deixando seus lábios rosados e úmidos entreabertos, quase chamando o moreno.

Raven se deixou levar pela sensação, tornando o corpo mais curvo e matando sua sede pelos lábios dela, ao mesmo tempo que tocava as coxas brancas e facilmente marcáveis por baixo, forçando-a a abri-las para sua passagem.

Rena soltou um gemido dentro da boca dele, fazendo-o soltá-la e e se apoiar pelo colchão. Suas pernas doíam de ficar naquela posição muito tempo sem um bom apoio. Assim que o fez, retirou-se um pouco para fora, voltando lentamente e refazendo o movimento novamente, tirando seu membro cada vez mais para fora, devagar.

Rena fechava os olhos, o rosto avermelhado e com a respiração entrecortada. Suas mãos buscavam desesperadamente segurar os ombros de Raven, mas pausaram acima da cintura dele, mais na lateral do abdômen, apertando-o e o puxando contra si sem muita força.

Raven sentia-se num lugar desconhecido, mas altamente prazeroso e insaciável. Sentia-se sendo puxado por ela internamente, os músculos dentro daquele corpo eram violentos e o apertavam sem dó, tentando sugar seu prazer.

_A-ah...

Fechou seus olhos amarelos e se juntou ao corpo da garota, ignorando seus desejos de tocar os seios e qualquer outra intimidade, apenas concentrado naquele movimento rítmico, que não percebeu estar rápido e fora de controle.

Suas mãos agarravam a colcha, arrancando-a fora do lugar, na tentativa nada falha de pegar um impulso maior com o quadril. As mãos de Rena o apertavam fortemente, ouvia os gemidos e o seu nome, ela repetia inúmeras vezes para ele não parar, que o amava, que nunca o abandonaria...ela não dizia nada, mas seu corpo tentava cada vez mais recompensá-la por aquela voz, por aquelas palavras que o dominavam.

Raven buscou a abraçar, envolve-la e poder dizer olho no olho a retribuição daqueles sentimentos, e isso durou muito tempo assim que conseguiu. Era um sexo violento, prazeroso, mas esse fora o ritmo imposto por seus corpos.

Rena se cansou muito, mas não parava de repetir o que dizia, mesmo após terem parado e quase caído no sono. Ele a olhava com uma expressão tão exausta e tão apaixonada que a fez se calar, e num impulso, abraçá-lo.

_Vamos viajar para Canaban. –Raven comentou ofegante e transpirando excessivamente.

_Sim...talvez depois disso nós possamos ficar mais tempo nos divertindo. –Rena falou baixo, beijando o pescoço de Raven.

Ele a envolveu carinhoso e desejou nunca soltá-la. Seu sono chegou logo...e alguns meses depois, ele nunca mais viu Rena.”

O loiro sorriu, suas bochechas machucadas pelo frio. Raven era assim: quando pensava demais, acabava dormindo, especialmente numa noite tão fria.

Raven se encontrava sonhando sentado ali na terra. Ao lado deles corria uma linha de trem enferrujada, usada nos tempos em que eram crianças, e olhando dali pra trás era possível ver o ponto e ao fundo, grandes prédios, casas, enfim, uma enorme cidade, que cresceu ao longo do tempo.

_Raven-sama. –chamou Chung balançando o chefe.

Raven resmungou alto, mas não acordou. Chung se dispôs, pegando o chefe e o levando como podia de volta ao ponto.

_Vamos ficar então já que quer. –sussurrou para o chefe desacordado ao seu lado.

O loiro ficou fitando o sol nascendo. Rena não devia mesmo estar em Eruel se estivesse viva...talvez ela estivesse em algum outro lugar. O chefe escorregou um pouco e sua cabeça caiu no ombro de Chung, que apenas sorriu.

_Esse chefe continua parecendo criança. –falou baixo arrumando o seu cachecol em volta do pescoço de Raven.

_Olha quem fala... –resmungou o moreno dando risada ainda sem abrir os olhos.

O loiro corou com vergonha e raiva. Era um chefe agressivo, mas infantil e apaixonado, além de irritantemente sarcástico.

Fim

Notas finais
Aí está! Mas agora eu não estou adiantada, parei com esse. Vou ter que refletir e ter coragem para fazer o próximo, que é vai ser um pequeno debate entre mim e os personagens tirando dúvidas e tal (já que a idéia do capítulo interativo não foi tão boa).
BUT, depois do capítulo 50, começará uma pequena coleção de 5 hentais de num sei quem que ainda não escolhi. Ronan e Arme já estão na lista e eu em especial gosto muito da Lin e do Lupus...talvez Dio e Rey e Lire e Ryan. Eu não soua maior fã de Jin e Amy, então perdoem. Ma, já falei demais, até pessoal!