Da Infância à Adolescência
54 Dia do Cravo (Hot- LireXRyan)
Notas iniciais
Mas acho que nada disso vai acontecer...
Boa Leitura!
...
O som que o canudinho fez chamou a atenção de Ronan. A loira ao seu lado junto com Ryan parecia irritada com algo, e sua impressão era de que fosse a tal aposta que Ryan tinha feito.
_O-Olhe Lire, eu não vou mais fazer, não com dinheiro, eu prometo! –Ryan sorriu amarelo tentando convencer a namorada.
Lire lhe lançou um olhar brilhante e irado. Aquilo não ia ficar assim, não mesmo!
A garota acreditava que “uma vez mentiroso, para sempre mentiroso”. Era algo em que Lire acreditava piamente e não abria mão de jogar na cara de todos.
_Hu. –foi o que resmungou com sarcasmo em direção ao namorado que praticamente rastejava ao seu lado.
Ronan não conteve uma risada, mas teve que se levantar e atender imediatamente a clientela que já começava a invadir a sorveteria no horário da tarde passando para noite.
Eles acabaram ficando muito tempo ali conversando juntos sobre as novidades.
Ryan já imaginava o porque de Ronan estar tão perturbado com a situação de Sieghart, que se passava desconhecida por todos lá em Ellia.
Na verdade, ele mesmo já sabia como era o “submundo”, um lugar de fama e riqueza com a sombra da maldade e injustiça.
Ryan suspirou. Ele era o parceiro de Chung há alguns anos atrás, mas o que soube naquele curto espaço de tempo fora suficiente para entender tudo, mas não conseguia ligar todos pontos necessários para resolver o grande enigma da história.
Disseram que Rena, a namorada de Raven que desapareceu, tinha sumido na briga de Canaban. Mas ele sabia também que Elesis tinha seis anos quando aquilo aconteceu e foi quando a mãe dela morreu nessa briga.
Então... era tudo muito estranho. Raven estudou com eles quando estavam no 9°ano do Fundamental, e naquela época, eles tinham 14 anos.
Com 15, Sieghart conheceu Nina, e foi na mesma época que Raven deixou a escola.
_ “De qualquer forma...” –pensava impaciente o alaranjado.
De qualquer forma, como Raven poderia ter 18 anos, agora depois de quatro anos que se conheciam, sendo que ele fugiu de Eruel com Rena há pelo menos três anos antes do desaparecimento dela e Elesis tinha seis anos quando aquilo aconteceu?
Quer dizer, a Elesis tem 17 atualmente, e Raven “devia” ter 18. Isso levava a pergunta principal: Raven tem realmente quantos anos e quantos tinha na briga de Canaban?
O quão velhos eram Raven, Rena e Chung? Eles aparentavam ser tão jovens.
Ryan mordeu o lábio se distraindo completamente de seu objetivo original, que era convencer Lire.
_Lire...
_Hum? –resmungou a outra que estava curiosa pela distração de Ryan.
_Eu sei que você nem sabe de nada, mas poderia me dizer se tem algum pressentimento em relação ao Raven. –Ryan.
Lire achou estranha a pergunta. Era realmente necessário falarem sobre isso agora?
_Hm. Eu só o vi uma vez, mas ele é estranho... Você viu aqueles olhos? Eles parecem sem vida. –Lire se arrepiando ao lembrar dos olhos opacos amarelos.
Ryan não quis considerar essa resposta. O melhor que se fazia era esquecer por enquanto e perguntar diretamente para ele outra outra.
O alaranjado suspirou.
Seu cabelo estava penteado nesse dia, para trás, estava meio comprido. E o calor que estava fazendo era aquele... Amy tinha estado lá com Jin praticamente nua, então foi bom eles terem saído rápido.
Estava ainda pensando em algo pra fazer além de gastar seu cérebro não tão inteligente com os problemas de seus amigos, quando Lire bateu o copo na mesa.
Ela estava violenta ultimamente. Devia ter pego a tpm da Elesis por engano...
_Vamos indo. A Arme não quer aparecer, não é problema meu! –Lire se levantando e agarrando o braço de Ryan.
_C-Chotto! Lire... ainda podemos esperar mais um pouquinho. –Ryan.
Lire o olhou firmemente. Não seria preciso mais nenhum argumento para convencer o rapaz.
_Ronan, você não disse que a Arme viria?
O azulado passava com uma bandeja e deu uma parada rápida para responder.
_Falei. Mas pela demora, acho que deve ter encontrado com alguém no caminho ou dormiu em casa. –Ronan.
Lire não estava com o mínimo de paciência depois que Amy saiu. Ela até esteve namorando com Ryan despreocupada ali enquanto Jin e Ronan conversavam, mas esse humor se foi quando ela saiu de seu estado pós-fofoca (quando ela contou sobre Azin e Lupus terem se dado mal com Dio e sobre Kami ter terminado com Azin) e quando Amy saiu saltitante dali com seu pacote completo ruivo (Jin).
Aquele dia estava uma beleza para dar uma nadada. Mas ela estava entediada demais, os dias com Ryan estavam começando a ficar entediantes.
Os dois não tinham avançado ainda aquela barreira de intimidade, isso a torturava mais do que qualquer outra coisa.
Ryan era do tipo bobo, mas bonito e preocupado com os amigos. Era gentil, apesar de ser bagunceiro.
Ele era no fundo, muito tímido, talvez esse motivo por ter se dado tão bem com Chung.
Mas Lire se auto-denominava como a rainha da perversão, depois de Rey. Ela sentia vontade, seus desejos eram muitos e ela não cansava de sonhar com aquele momento tão importante.
Porém, era difícil se expressar intimamente com o namorado, nesse caso, o Ryan.
_Pode fechar a conta que estamos saindo. –Ryan soltou mais calmo e sorridente.
Ele estava mais relaxado finalmente. Parecia super concentrado e ela não entendia o porque, mas sabia que era algo ligado aos rapazes.
_Valeu aí gente. Quer dar algum recado pra Arme? –Ronan se dirigindo à loira.
Lire sorriu e negou com a cabeça.
_Apenas diga a ela que hoje vou estar muito ocupada. Tchau Ronan! –Lire acenando e puxando o alaranjado pra fora da loja.
Ronan ficou parado olhando a porta fechar com um som de sininho. Suspirou... ele queria por fim logo naquela história toda, mas os problemas tinham apenas começado.
XXX
Uma semana depois...
_Preciso ir mesmo Ryan. –Lire soltou com uma pequena tristeza no olhar.
Ela voltaria logo, não tinha dúvidas, mas ela precisava mesmo ir.
_Porque?! –Ryan não entendia.
Lire estava arrumando as malas, estava pronta para ir em algum lugar que Ryan não sabia e por um motivo que apenas a pessoa do outro lado do telefone sabia.
_Você não precisa saber agora. O Dio vai te explicar depois! –Lire ajeitando as roupas da melhor maneira possível e com pressa.
Ryan fez uma careta de raiva. Não entendia e não era obrigado a entender nada nem agora e nem depois.
Tudo o que sabia era que em um fim de semana qualquer alguém liga pra sua namorada e ela se vira e diz: “Estou indo hoje mesmo para Canaban”.
Justo no dia do aniversário de namoro? Não era importante pra ela? Não foi ela que disse há uma semana atrás: “Vou te dar um belo presente e um dia maravilhoso”?
O que houve mesmo há uma semana atrás? Eles discutiram o dia inteiro por causa de uma aposta boba, tomaram sorvete com Jin, Amy e Ronan, estavam indo pra um cinema e Lire de repente tocou no assunto:
“Semana que vem é nosso aniversário de namoro. Vamos comemorar em casa?”
Bem, ele pensou em que casa seria. Os dois moravam inicialmente com os pais e depois no dormitório do colégio.
Ryan continuou lá por causa da faculdade de biologia que estava fazendo. E então os dois foram comemorar na casa dos pais de Lire.
Foi tudo como planejado: os pais de Lire foram para a casa dos irmãos num churrasco que já tinha sido antecipado e os dois ficaram sozinhos em plena noite no quarto da garota.
Ryan tinha a maior certeza de todas, iria amar Lire com todas as forças, pois era o momento mais desejado por ela. No entanto, aquela ligação estragou o momento e aquele dia estava arruinado.
_Quem era? –Ryan soltou com o olhar perigoso.
Lire juntou as sobrancelhas irritada. Ela não tinha tempo para ser egoísta agora...
_A Elesis.
_Ela é mais importante pra você do que eu?
Lire soltou um rosnado. Parecia estar cada vez mais prestes a explodir, porque além de tudo, Ryan podia não ser totalmente compreensivo, era ciumento, como um cachorro e seu osso.
_Pare de ser criança. Isso que está acontecendo é sério e eu preciso ir. –Lire voltando a atenção para as roupas.
Ryan balançou a cabeça umas três vezes e tentava entender. No final aquele pessoal já estava envolvido em problemas de novo.
_Porque você tem que ir? –Ryan segurando a mão dela.
Lire olhou a mão que a segurava não tão fortemente. Ele nunca teve coragem de machucar uma garota.
Ryan estava desolado. Seu dia estava acabado...
_Ryan. A Elesis precisa de mim, nem eu sei porque. O Dio disse à Elesis pra que você ficasse aqui... Ele vai encontrar com você e te explicar. Só sei que o que está rolando é sério demais pra todo mundo, você PRECISA ficar aqui. E eu PRECISO ir. –Lire apertando a mão do namorado tentando passar a confiança que quase não tinha.
Ryan sentia sua amada tremer. Ela estava nervosa, ele também.
Que raios aconteceu em Canaban?! Sieghart estava lá... Só pode ter acontecido algo muito ruim mesmo pra até Dio estar na dança.
A loira abaixou a cabeça avisando que ia pegar um copo d’água. Ryan ficou olhando o quarto vazio.
Eram umas dez da noite. Que merda... ele não queria deixar passar aquele dia, e não iria.
Desceu as escadas da casa de arquitetura clássica das mais simples, encontrando sua namorada bebendo com dificuldade um copo d’água em frente a mesa.
Ryan sentiu a tensão do ar. A luz estava apagada, e nesse dia havia lua, não tão forte, mas iluminava o cômodo de uma forma bonita e agradável.
Ryan se aproximou, tentando não assustar Lire e a abraçou por trás, aconchegando-a daquele medo que estava sentindo.
Lire apoiou a cabeça no ombro de Ryan, acomodada nos braços da pessoa que mais desejava naquele dia.
Ela estava usando a camisola provocativa que tinha escolhido há um bom tempo com a ajuda de suas amigas, Ryan estava com um roupão azul-escuro após sair do banho.
O calor que emanava do corpo dele fazia Lire suspirar. Era o pior momento pra ela, sua amiga estava com dificuldades, mas o desejo por seu namorado não era inferior.
_Ryan, não temos tempo.
Ela sussurrou quase com a voz embargada. Ela tinha que se apressar para pegar o trem mais rápido possível.
Ryan a apertou e beijou seu pescoço com suavidade. Ele estava sério em relação àquilo.
_Você pega o trem das 10 e meia. Eu vou te acompanhar até a ferrovia. Se troque rápido. –Ryan entrelaçando os dedos e puxando a loira. No fim, estavam em Eruel, onde o transporte para lugares distantes se resumia aos trens.
Lire iria pegar o trem, descer em Czara e pegar o voo para Canaban. Pra chegar o mais cedo possível na companhia de sua amiga.
O rapaz estava enevoado, aquele dia tão maravilhoso estava se tornando o pior de sua vida. Ele desejava saber o motivo de tantos incômodos, mas teria que confiar em Lire.
O problema era... Quando Raven confiou em Rena, ela sumiu. Isso poderia acontecer com Lire também, tudo nessa vida é possível e inesperado.
Ryan trincou os dentes. Lire já estava pronta.
Os dois pegaram o carro da mãe de Lire, um esporte preto comum. Ryan a levaria e voltaria pra avisar os pais de Lire.
Mas diferente do que ela esperava, ele não iria ficar parado vendo os cachorros soltos. Ele iria atrás de uma pessoa que pudesse responder suas perguntas sem hesitar nem mentir nem cortar partes.
Mas primeiro teria que ajudar a despachar Lire para seu destino distante, a Cidade Vermelha, como era conhecida.
XXX
_O trem está quebrado. Vão consertar em duas horas. –Lire roendo as unhas nervosa.
Nesse tempo poderia ligar para os pais e explicar ela mesma o porque de ter saído. Ryan andava de um lado para outro pensando e ao mesmo tempo observando a Ferrovia Nova.
Ele parou ali quando chegaram e nem prestou atenção, porque os pais de Lire já tinham praticamente pulado em cima dos dois dando as boas vindas.
Agora olhando bem, era um lugar enorme, quase como um metrô parecido com aeroporto, sofás, cafeterias, lanchonetes, lojas, banheiros e um monte de outras coisas.
Era no centro de Eruel, ligado a todas as direções da cidade. Ali era o ponto principal e acima dele havia um prédio que ninguém sabia o que realmente era, mas acreditavam que era a sede da empresa que tomava conta da ferrovia.
Ryan olhou em volta. Estava deserto quase... algumas pessoas dormiam esperando o trem ser liberado.
Ele estava nervoso com tudo aquilo acontecendo tão rápido. Estava com sono, estava ainda pensando no que aquela noite tinha reservado para os dois.
Lire se sentou ao lado de Ryan após a ligação e tocou com a ponta dos dedos a mão do rapaz, fazendo-o olhá-la com os olhos verdes escuros tristemente.
_Eu queria que hoje fosse um dia especial. Você me disse que esteve preparando tudo desde o começo do mês. Foi um desperdício. –Ryan sussurrou encostando a cabeça no ombro da loira.
Lire suspirou acariciando os fios laranja com carinho. Ela realmente tinha preparado tudo.
_Ryan, me desculpe. –abaixou o rosto apertando a cabeça do namorado contra seu pescoço.
Ryan fechou os olhos tentando guardar aquele cheiro. Ele demoraria para ver Lire outra vez sabendo da emergência que levaram a chamá-la.
Lire se levantou, segurando as duas mãos de Ryan e discretamente foi trazendo-o junto em direção de algum banheiro.
Ryan não entendeu, mas sentiu seu rosto ferver ao ver Lire o obrigando a entrar em um banheiro feminino.
Estava vazio, mas mesmo assim, Ryan sentiu arrepios, Lire estava com uma expressão esquisita, parecendo estar incerta.
_Eu não quero sair daqui sabendo que eu posso nunca mais te ver. –Lire apertando os dois em um abraço necessitado.
Ryan a retribuiu, devolvendo com um beijo quente. Seus pés se arrastaram e Lire sentiu suas costas na borda da grande e espaçosa pia de mármore.
Suas línguas se encontraram fortemente, cada um buscando excitar o outro o mais rápido possível. Não era tão necessário assim, mas era a forma dos dois confirmarem seus sentimentos.
Ryan deslizou suas mãos pela cintura da garota, vestida em um vestido rosa preso na altura da cintura. Os dedos passaram pelo tecido e tocaram levemente a pele da coxa, passando por baixo e espalmando-se na carne macia e branquinha.
Ryan suspirou enquanto aprofundava o beijo, apertando a namorada com ferocidade. Quase no mesmo instante, Lire envolveu as mãos na camisa do rapaz e a puxou na área das costas, passando-as pelos músculos dorsais.
Havia ar condicionado, refrescando-os do calor insuportável. Lire soltou um suspiro, deixando seus lábios se separarem.
_Ryan... Eu queria mesmo que fosse numa cama, mas esquece. –Lire voltando a beijá-lo.
O rapaz abaixou-se um pouco, pegando as pernas de Lire e a levantando para se sentar no mármore. Seu corpo se encostou entre as belas pernas, suas mãos segurando atrás dos joelhos dela fazendo-a sentir seu corpo rígido e provocativo.
_Hm.
Ryan desceu sua boca pelo queixo mordendo-o de leve. Sua língua roçou pelo pescoço alvo, mordiscando-o gostosamente. Lire se remexia acariciando seu cabelo.
Suas mãos das coxas subiram diretamente pela barriga da loira, tocando os seios cheios de forma brusca, apertando-os com força.
O membro de Ryan já estava todo empolgado pelo que ia acontecer, ereto e exalando uma sensação de prazer, tentava a todo custo se livrar da peça íntima e se esfregar de encontro à garota.
Lire fechou as pernas, apertando o corpo do namorado entre elas, sua cabeça se inclinou para trás desfrutando da contato íntimo, seus cabelos se afastando de suas costas.
Ryan foi enrolando os fios amarelos nos dedos, enquanto sua outra mão apertava o seio direito. Sua boca entreaberta tocava o ombro exposto de Lire molhando-o, mordendo-o como gostava profundamente.
Sem muita paciência, o alaranjado abaixou a parte superior do vestido deixando os ombros e seios expostos. Sua mão deixou o seio e adentrou por debaixo da saia, tocando o baixo ventre de Lire.
_Ahnw...
A loira nem se deu ao trabalho de ficar com vergonha. Os dois sempre tinham feito aquilo, mas nunca iam até os finalmentes.
Ryan deixou-se levar um pouco, teria algum tempo, mas existia a possibilidade de conseguirem arrumar o trem mais cedo. Segurando a borda da calcinha, a puxou delicadamente, ainda que estivesse segurando todo seu instinto animal para realizar logo o tão desejado sexo com Lire. Enfim, era um saudável jovem de 18 anos que se absteu de sexo apenas por causa da namorada.
_Hm... Lire...
A peça branca da loira caiu aos pés de Ryan, seus lábios se desviando do pescoço e tocando a ponta do seio pálido. Lire ofegou fortemente, se esfregando contra o mármore, impulsionando o corpo de Ryan junto com o seu.
Ryan deu um sorriso pervertido e viajou por um instante na boa sensação que sentiu ao ter seu membro pressionado daquela forma erótica. Não conteve um gemido baixo e sensual de sua parte.
Lire estava vermelha, não esperava reagir assim, e muito menos que Ryan ia se sentir ainda mais excitado. Ela viu Ryan morder os lábios e lambê-los, e se assustouao sentir a mão quente e pesada do alaranjado tocar livremente sua feminilidade.
_Ah! R-Ryan!
Ryan sorriu sádico, não era de sua natureza ser bonzinho, ainda que fosse gentil, mas sentia prazer em ver as feições das garotas com que dormia.
O melhor de tudo, era Lire, a garota que tinha se apaixonado desde que chegou naquele colégio. O cheiro dela, a cor dos olhos, o jeito que o tratava. Era como se ele estivesse ligado com ela pelo destino.
Por algum motivo, eles sabiam que eram perfeitos um pro outro.
Ryan movimentou o dedo indicador pela área úmida e quente. A pele era estranha, deformada, mas interessante e gostosa.
Lire se contorcia nos braços de Ryan, arranhando as costas do maior por cima da camisa, como se quisesse rasgá-la. Seus olhos verdes claros se fechavam fortemente, e seu nível de excitação subia pelo conhecimento de estarem em um banheiro feminino de uma ferrovia.
Era excitante e aterrorizante saber que a qualquer momento alguém poderia adentrar pela porta e ver os dois se agarrando daquele jeito.
_R-Ryan-ah! Se não for... alguém pode entrar...
Lire sussurrava com dificuldade, seu peito mostrava a velocidade em que respirava e sua pele deixava claro para o rapaz que estava arrepiada e em seu limite.
Ryan mordeu gentilmente o lábio inferior de Lire e o puxou entre um sorriso. Seu dedo alcançou o clitóris e se movimentou rapidamente em círculos, fazendo a loira quase gozar.
Lire puxou a camisa de Ryan e adentrou as mãos, apertando os músculos dorsais. Com toda sua força. Eram duros, mas macios, ligeiramente morenos.
Ryan tinha um porte masculino forte, porém, exalava cheiros doces que lembravam o cheiro de um orgasmo.
Lire tremeu ao pensar dessa forma. Seu namorado exalava luxúria naquele momento. Os dedos atrevidos passeavam por sua vagina, massageando-a e a provocando.
Não demorou muito, Ryan atingiu a entrada pequena, circulando-a e imaginando sua língua brincando ali.
_Hm. –mordeu lábio com o pensamento.
Lire respirava pela boca, seu olhar estava enevoado. Suas mãos desceram pelo corpo de Ryan, atingindo as nádegas, não resistindo em apertar as duas com gosto ao sentir um dedo forçando seu canal de forma bruta.
_Hm, seja mais gentil, Ryan! Sei que está com pressa, mas nessa hora...
Foi calada por um beijo, um molhado e sem pudor nenhum, que Ryan impôs com todo seu desejo reprimido.
Ryan apressou-se e afundou mais, fazendo Lire gemer em sua boca de uma forma sexy. Quem dera ele pudesse ter mais tempo... Iria passar a noite inteira só “ensinando” Lire como se fazia.
Como já antecipava, maldosamente, Ryan soltou-se de Lire expondo sua língua molhada ao separar as bocas, descendo até o meio das pernas esguias e longas.
Com as duas mãos, acariciou-as longamente, e empurrou a saião suficiente para colocar sua cabeça em baixo dela, não deixando que Lire visse nada o que acontecia.
_AHN! –gemeu ao sentir sua intimidade ser atacada por uma abocanhada do alaranjado.
No mesmo momento suas coxas se apertaram e pressionaram o rosto de Ryan contra sua vagina, ao tempo em que sentia a língua brincalhona tocar sua entrada e circundá-la.
_Ry-AH! AHhh...
Lire tocou o tecido da saia onde aparecia o volume da cabeça do rapaz, apertando-o em uma tentativa daquele coisa torturante parar de uma vez. No entanto, nem seus avisos conseguiam chegar aos ouvidos do mais velho.
Ryan forçou o músculo dentro da boca, tentando aprofundar o canal. O gosto era provocante, cheiroso, deliciosamente grudento.
Lire soltou seus gemidos contidos sem resistir mais qualquer capricho do namorado. Era uma despedida melhor do que esperava.
_Ahn... espere só mais um pouco... –dizia em gemido lânguido o rapaz tentando sorver aquela consistência viciante.
Ryan não podia conter mais, desceu a mão direita, desabotoando a bermuda xadrez cinza e abaixou o zíper.
Seus dedos correram dentro do bolso da bermuda e encontrou um preservativo. Lire havia dito que infelizmente não era uma época muito boa, mas queria mesmo assim.
O próximo passo foi abaixar a peça junto com a boxer preta que usava e sem se importar muito em fazer como as putas fazem, começou a se masturbar. Segurou a base do pênis ereto e movia lentamente a mão enquanto lambia pervertidamente a intimidade de Lire.
_AH-na, Ryan...? –Lire soltou enquanto ouvia os gemidos pesados do namorado.
Lire não conseguia ver, mas não importava muito. Apenas puxou a saia do vestido e encarou diretamente a expressão de um Ryan avermelhado e gemendo gostosamente.
_H-Hm...
Lire segurou o rosto de Ryan e o afastou um pouco, observando-o ofegar, a saliva escorrendo por seus lábios inchados e vermelhos.
Dava vontade de mordê-lo por tal expressão kawaii e pervertida.
Lire esperou ele se por de pé e mal observou que ele já estava nu da barriga pra baixo, seu corpo esquentou de forma súbita.
_Está preparada? –sussurrou ainda com pouco ar, junto ao ouvido dela.
Lire sentiu-se uma garotinha. Ryan entendia mais do negócio do que um dia imaginava.
Ryan observou o espelho atrás deles, sentindo que podia ficar ainda mais excitante. Num movimento rápido, tirou o vestido de Lire, deixando-a completamente nua.
_Ryan! Tá loco?! –Lire tentando pegar o tecido rosado de volta.
Ryan riu alto.
_Tô! Por você...
Lire avermelhou. Era clichê, mas o olhar apaixonado dele era sincero. Ryan tirou a camisa, deixando-se levar pelo puro instinto e levantou as coxas de Lire, pondo-a um pouco inclinada pra ele, com as pernas abertas.
Lire virou o rosto, com o conhecimento de que doeria e sangraria.
Ryan sorriu, pondo o preservativo. Posicionou-se e com delicadeza, forçou seu quadril, de forma que adentrava-a bem no centro.
_A-aa... –Lire apertando-o nos ombros morenos e grossos.
Ryan observou as costas de Lire pelo espelho. Era uma moça de curvas lindas, dona de um traseiro invejável. Não conteve-se, apertando-se com mais força, sentindo seu pênis ser engolido por músculos que o puniam o esmagando, algo que o fazia quase se acabar em gozo, ser apertado daquele jeito, era um pecado.
Ryan sentiu que já suava, tamanho sua impaciência e nervosismo. Ele queria logo, ou iria gozar antes mesmo de poder penetrá-la inteiro.
_Ryan...
_Tá doendo?
Ela negou com a cabeça. Pelo contrário, era a maior realização que poderia ter, senti-lo finalmente e aproveitar toda a sensação do desconhecido tão prazeroso.
Ryan a puxou mais para perto e abraçou-lhe as costas com um braço, apoiando seu queixo no ombro direito dela. Com a outra mão, apoiou a coxa direita da loira, movimentando-se a primeira vez numa curta e rápida estocada.
Lire apertou os braços em volta do pescoço do alaranjado. Não podia descrever... Era simples e gostoso, a coisa mais gostosa.
Ryan gemeu e se movimentou de novo, maldita camisinha! Não conseguiria aproveitar ao máximo, mas só por estar ali já valia a pena.
O rapaz impôs seu ritmo, sendo abrigado constantemente pela intimidade da namorada, sentindo seu pênis latejar maravilhosamente.
Lire gemia assim que o membro tocava no ponto mais fundo de seu interior, atiçando seu nervoso. Seu corpo tremia e suava.
Se o verão dali era quente, os dois estavam mais do que fervendo. Ryan colocou suas mãos do lado do corpo de Lire e se inclinou por cima dela, fazendo-a deitar sobre o extenso mármore.
Lire esticou sua cabeça pra trás e pode ver o reflexo de seus corpos, aparecendo o volume de seus nada pequenos seios balançando, os mamilos rosados rígidos, seu namorado por cima a penetrando de forma insaciável e seus olhos lacrimejantes.
_AHH! –gemeu fechando os olhos.
Ryan conseguia chegar onde ela não conseguia, o volume dele a machucava, mas era bom demais. A umidez, o som do sexo, tudo aquilo a deixava extraordinariamente bem.
_AHhn... AHhn...
Ryan segurou as coxas e impulsionou-se mais forte, vendo que Lire gostava desse estilo violento e rápido. Sua boca não economizava os gemidos e ofegos altos.
Os pedidos...
O espelho foi com certeza uma ótima jogada. Ele conseguia ver a cena em duas dimensões e seu corpo reagia na hora, se excitava assim que começava a cansar.
Estava se tornando um exercício incansável pra ele. A pressão que o corpo dela fazia sobre seu pênis era o melhor, e para sua felicidade, o sexo mais incrível que já tinha experimentado, mesmo sendo desajeitado e dentro de um banheiro público.
_Ahh...hnn...
Lire segurou os braços morenos e o puxou de encontro ao seu corpo, fazendo o rosto parar em seus seios.
_Ahnn...
Lire pressionou as coxas, saboreando a sensação do orgasmo com outra pessoa. Ryan não fez mais nenhum som além de ofegar repetidamente.
Os dois estava parados e cansados. Lire soltou um gemido arrastado e sofrido ao sentir e ouvir o pênis do rapaz abandonar seu corpo em um som de algo grudento.
Ryan suspirou fundo e levantou o rosto, alcançando a boca de Lire, beijando-a longamente. Suas mãos acariciando os fios loiros.
Lire se pôs sentada ao observar Ryan ficar reto e tirar o preservativo incômodo. Ela estava corada e sem palavras para o momento.
_Quer que eu te espera lá fora...? –perguntou calmamente enquanto colocava a calça depois da boxer.
Ryan segurou a camisa e olhou para a loira imóvel. Ela sorria fracamente.
_Obrigada...
Ryan sentiu-se grato também. Ele não sabia porque gostava tanto da loira, mas não existia realmente algum motivo em especial.
Ele se aproximou e abraçou a loira o mais gentil possível. Ela envolveu as costas de Ryan por um breve instante e se separou, procurando o vestido.
Ryan colocou a camisa e esperou a loira vestir-se. O cabelo foi preso em um rabo de cavalo baixo pra disfarçar a bagunça.
Estava apresentável em comparação ao estado em que tinha ficado alguns segundos trás.
Ryan esperou que a menina saísse do banheiro e verificasse se havia alguém lá fora, mas não havia. Os dois saíram dando-se as mãos, até os bancos de espera onde suas coisas esperavam.
Um homem vestido como um empregado do trem, se aproximou das pessoas que também pegariam o trem e deu o aviso.
_O trem já foi consertado. A próxima parada é Czara. Todos à bordo. Por favor, tenham o bilhete em mãos. –avisava de modo simpático enquanto apontava a saída para a estação.
Lire virou-se pra Ryan e beijou-o entre um abraço forte. Porque uma sensação ruim pegou-os de jeito de repente?
Ryan não quis soltá-la, aquele sentimento estranho o perseguia e suas mãos suavam ao pensar que ela poderia não mais voltar.
Chung contou que a despedida de Rena e sua família foi assim, um abraço e um adeus. Nunca mais ninguém a viu.
_Lire... Me prometa que vai me ligar sempre que puder. Eu preciso saber. –Ryan olhando-a firmemente e incerto sobre o futuro que os aguardava.
_Claro. Nós vamos nos ver em Canaban... Se cuide, Ryan e não esqueça de falar com Dio. –Lire com a saudade já batendo e o medo do acontecimento que a aguardava.
Ryan soltou-a. Ele não tinha nenhuma escolha.
Viu Lire se afastar com a mala, entrar no vagão e lhe acenar com um olhar triste. Mordeu seus lábios, tentava se manter otimista.
_Até. –leu Ryan os lábios da loira.
O trem apitou e os vagões começaram a correr, assim como a imagem de Lire desaparecendo, a fumaça ficando e a lua iluminando os trilhos de ferro.
_Até... –murmurou para o nada que o consolava.
Ryan respirou o ar da cidade que Raven nunca mais entrara e se afastou caminhando pelos trilhos. Havia um atalho que daria para o estacionamento.
Dali podia ver a cidade despontando a sua volta e a saudade de quando era uma criança. O chão de paralelepípedos eram assustadores, mas davam uma boa sensação dos velhos tempos.
Assim que se afastava dos trilhos e entrava no estacionamento, ele conseguiu ver muito ao longe a Estação de Eruel, a antiga estação de trilhos enferrujados e um ponto de espera quebrado onde bêbados dormiam nas noites quentes de verão.
Fim
Notas finais
Hein? E o drama? Eu gostei pra caramba de escrever esse, pq sei lá, o Ryan e a Lire me lembram perfeitamente o Raven e a Rena.
Eu precisei fazer a comparação e interligar algumas coisas. Reviews gente! Estou inflando de orgulho aqui!
Bai bai!
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