Da Água Pro Vinho, do Ódio Pro Amor.
11 Combinado
A sala estava cheia. Todos os empregados se reuniram para cumprimentar a princesa e sua nova familia, alegres.
Sakura foi andando timidamente atrás de Naruto, que ao ver Sazame só faltou dar pulos. Ele foi até lá cumprimentá-la e Sakura ficou parada um pouco afastada.
Sakura POV’s on
Eu estava morrendo de vergonha, não sabia o que deveria dizer ou fazer. Queria sair correndo de lá.
Enquanto todos os outros cumprimentavam a princesa e o marido eu percorri toda a sala com o olhar em busca de... nem eu sei o que... ou quem.
Ta bom, eu queria ver se ele estava lá, mas Sasuke não estava. Era estranho, mais eu queria vê-lo, então fiquei olhando para a escada imaginando que ele desceria a qualquer instante. Que idiotice. Mas fui chamada de volta a realidade quando um homem bonito, alto, de cabelos castanhos e olhos no mesmo tom veio falar comigo.
Homem que não conheço:_ Olá. Prazer em conhecê-la Sakura-san. – ele fez uma reverencia e estendeu a mão logo após.
Sakura: _ eerr... O prazer é todo meu^^. – fiz o mesmo.
Homem que não conheço: _ Eu sou Kenji, marido de Sazame. Viemos só para conhecê-la Sakura-san.
Que vergonha. Eu nem sabia o que falar pra ele, então sorri.
_ Ora, ora! Então você é a Sakura! – disse alguém em voz alta
Me virei pro lado e vi uma mulher incrivelmente bonita, não muito alta mas mais alta que eu, com longos cabelos pretos soltos por sobre as costas, os olhos tão negros quanto os cabelos e um sorriso divertido nos lábios. Ela era tão diferente do Sasuke e da Kiony, mas de certa forma muito parecida. Só podia ser Sazame. Dava pra perceber a quilômetros que eram irmãos. Ela veio em minha direção.
_ me sinto honrada em conhecer a garota que vai agüentar meu irmão todos os dias. Você é minha heroína! Kkkkkkkkkk’– ela riu e eu sorri, não sabia o que fazer e estava morrendo de vergonha. – eu sou Sazame, prazer Sakura^^- ela me deu um abraço
_ O prazer é todo meu, Sazame-san. – foi só o que eu disse enquanto retribuía o abraço, sem jeito.
_ Cuidado, Sakura. Você pode pegar raiva se chegar muito perto.
Juro que não vi ele descer, por isso me assustei ao ouvir a vos dele. Me soltei dela e olhei pro lado e ele estava parado bem ali. Me deu um uma sensação estranha devido a proximidade. Foi estranho.
_ É bom te ver também depois de tanto tempo, Sasuke. Eai, já consegue ir ao banheiro sozinho à noite sem sair correndo, irmãozinho? – a ironia nas palavras dela era idêntica a ironia nas palavras dele.
_ e você ainda chora para pentear o cabelo, irmã? – só faltou sair faíscas entre os dois. Tenso.
Kenji: _ Ora, vamos pessoal. É uma reunião familiar, sorriam! – ele sorriu, Sazame fez o mesmo, mas Sasuke nem esboçou uma sombra de sorriso.
_ Que seja. – disse ele, indiferente. – Sakura, eu preciso falar com você. Vem comigo. – ele foi andando em direção a porta que levava ao jardim.
Sakura:_ er... Com licença. – corri para alcançá-lo.
Sazame: _ pobrezinha. Tenho dó dessa garota. Você viu só o cubo de gelo com quem ela vai se casar? Ele podia pelo menos ser mais carinhoso com ela. O Sasuke é um saco mesmo.
Kenji:_ Sazame, amor. Não fale assim dele. Vocês são irmãos – disse ele abraçando-a.
_ É, mais isso não muda o fato de ele ser um saco – respondeu ela, abraçando-o também.
No jardim:
Ele parou de costas pra mim, perto de uma mesinha. ( sabe aquelas mesinhas brancas com 4 cadeiras que tem em jardim de gente chique, então, eram assim. Não sabe?? Ah, meu bem. Então imagina)
Parei um pouco atrás dele.
_ pode falar, Sasuke.
_ Sente-se. – ele puxou uma cadeira e sentou.
Meu estômago gelou. Me sentei na cadeira que estava de frente pra ele e esperei ele começar.
_ Bom Sakura, eu só quero te passar o relatório da situação e o roteiro dos próximos dias.
_ Ro- roteiro? Como assim? – eu entendi, mais queria confirmar.
_ O que nos vamos fazer nos próximos dias. Minha irmã esta aqui e meu... O irmão do meu pai esta a caminho. Todos querem ver a garota com quem vou me casar. Então, mostraremos a eles o que eles querem ver. Eles querem conhecer minha doce e amada noiva, então eles conhecerão.
A expressão dele me assustava. Ele estava sorrindo, mas não como quem “sorri”, mas sim como uma criança que bolou o plano perfeito para enganar os pais. Com certeza ele tinha um plano, e eu não estava gostando muito disso.
Sakura:_ Você quer dizer que vamos fingir. É isso?
Sasuke: _ se você quer interpretar assim...
_ mas... –olhei em direção à porta para ver se não havia ninguém se aproximando e me apoiei nos cotovelos para chegar mais perto dele. Me arrependi assim que ele me olhou. – E se não der certo?
_ por que não daria? – ele inclinou o corpo chegando mais perto de mim. Travei. Os olhos dele possuíam algo que me hipnotizava. – Não tem nada para se preocupar. Afinal, estaremos “fingindo”, não é? E você vai fazer tudo direitinho para isso dar certo, não vai... Sakura?
_ a... aham... – balancei a cabeça fazendo sinal de positivo, sem desviar o olhar daqueles olhos obscuros. Acho que eu concordaria com qualquer coisa que ele me dissesse, se ele me pular de uma ponte eu concordaria. Eu acabara de descobrir o efeito que os olhos dele tinham sobre mim.
_Ótimo. – ele se afastou bruscamente e eu fiquei com ‘cara de paisagem’ – Primeiramente, o irmão do meu pai, Dotsuyo, e seu filho, Nashiro, estão vindo pra cá agora mesmo pra te conhecer, e tem algumas coisas que você tem que saber para q corra tudo bem. – fiz sinal de positivo outra vez, me ajeitei na cadeira e ouvi com atenção o que ele estava dizendo – O básico, fique o mais longe possível daquele miserável. Nunca fique sozinha na mesma sala que ele e fique a uma distancia na qual você fique segura, que ele não consiga te tocar e que você consiga correr caso ele tente. Mas acho que isso não será necessário, já que eu não vou te deixar sozinha com ele.
_ Nossa, mais por que tudo isso?
_ eu tenho meus motivos. Só faça o que eu te disser.
_ ta... – não entendi, mais faria o que ele me dissesse. Ele estava serio de mais para estar de brincadeira.
Sasuke: _ em relação ao Nashiro. Ele é um esquisito que só enche o saco. Não tem nada de mais, só não fica marcando bobeira. Sobre eles é só.
_ entendi. – eu estava disposta a cooperar
_ agora sim, o roteiro. Todos esperam ver um casal de verdade, com direito a abraço, mãos dadas, palavras carinhosas e todas essas idiotices. E só pra você saber, eu não gosto que fiquem “encostando” em mim nem que fiquem me rodeando. Eu não te perturbo e você não me enche. entendeu? Simples assim.
Realmente me espantava a frieza com que ele falava. As palavras dele não me agradaram, eu não conseguia achar um por que, mais não gostei de ouvir isso.
Sasuke ainda:_ esse é o esquema quando não tiver ninguém por perto, ninguém que não saiba do que realmente esta se passando. Como eu já disse, mostraremos aos outros o que eles querem ver, ou seja, seremos como qualquer casal ridículo que existe por ai. Expressões idiotas, mãos dadas, abraços, sorrisos falsos, conversinhas idiotas e qualquer outra melação ridícula que seja conveniente. Só.
Fiquei surpresa ao ouvi-lo falar assim. Eu já sabia que ele ia dizer isso, mas mesmo assim me surpreendi com a capacidade que ele tinha de não esboçar nenhuma emoção. Ele falava dos casais como se fossem completamente ridículos, como se gostar de outra pessoa fosse uma coisa idiota. Na mesma hora me veio na cabeça a história que o Naruto me contou e eu de certa forma compreendi o que ele sentia, por que ele achava que sentir algo por alguém era uma coisa idiota.
Sakura: _ ta bom. Entendi. Resumindo: quando estivermos perto de outras pessoas fingimos estar namorando e quando não estivermos, cada um no seu canto cuidando da própria vida. É isso? — resumi o que ele disse, mesmo estando um pouco contrariada. Não sei se eu conseguiria fingir estar namorando com Uchiha Sasuke. Seria totalmente esquisito, o que eu faria quando ele chegasse perto de mim e me abraçasse? E se tivéssemos que nos beijar? Fiz o possível para afastar essa idéia da cabeça.
Sasuke: _ Sim. Exatamente isso. Agora que já esta tudo combinado, vamos voltar pra sala de visitas antes que venham encher o saco. – ele se levantou e foi andando para a porta. Fiz o mesmo e o segui.
Ele parou um pouco antes de entrarmos na sala e eu também parei, nem sabia por que. Ele estendeu a mão pra mim. Fiquei encarando a mão dele feito tonta. Ele me olhou. Fiquei alternando o olhar ente a mão e o rosto dele.
Sasuke: _ Não se lembra do que acabamos de combinar? A sala esta cheia de gente que acha que estamos juntos, então é isso os que faremos pensar. Pega minha mão logo.
Eu segurei a mão dele, meio desajeitada, e fomos andando enquanto ele entrelaçava os dedos nos meus. Acho que nessa hora fiquei tão vermelha quanto um pimentão. Eu nunca havia segurado na mão de um garoto antes. Não assim, como se segura a mão de um “namorado”.
A sala já estava mais vazia, mas mesmo assim havia bastante gente, o que me fez sentir mais vergonha.
Sazame conversava com alguns empregados em uma rodinha, enquanto seu marido fazia o mesmo com mais algumas pessoas.
Sasuke me puxou para o sofá, ele se sentou (se jogou e ficou largado no sofá, assim mesmo, tipo como você fica quando chega da escola ou do trabalho e se esparrama no sofá) e eu sentei do lado, mantendo uma pequena distância. Até que os empregados foram voltando a fazer suas designadas funções e Sazame, seu marido, Kiony e Naruto se sentaram no sofá da frente, os três no sofá e Naruto o braço do sofá.
Sasuke ficou encarando a Sazame até que ela mostrou a língua, ai ele se ajeitou no sofá, se aproximou de mim, passou um dos braços por trás de mim, me puxando pra mais perto ainda. Quase enfartei. Mas me controlei o máximo possível e me ajeitei. Ele segurou a minha mão com a mãe dele que estava livre, colocando-a na perna dele e entrelaçando outra vez nossos dedos. Eu mal conseguia respirar.
Notas finais
espero que gostem!^^
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