DSI: Department Of Scientific Investigation
2 "Os Linus"
Notas iniciais
—Jessie Powell-
Eu e Nareesha estávamos indo para minha casa, ela parece ser simpática, e muito tímida, comigo claro, porque com o Adam... Mas enfim, estávamos indo para minha casa e eu já estava ficando desconfortável, ela não falava nada, parecia que nem respirava!
— Está tudo bem? – Perguntei a ela
— Sim, por que a pergunta?
— Você está ai, toda calada, pensando em algo...
— Problemas – Ela bufou
— Céus você é a primeira que eu conheço que chega de uma viagem, conhece gente nova e invés de pensar em coisas boas, fica pensando em coisas ruins... – Falei revoltada
— Não que realmente seja problemas – Ela suspirou – Só não sei a palavra certa a usar...
— Sei... – Esse “Só não sei a palavra certa” está mais para “Não vou falar” pensei
Não havíamos pegado trânsito algum, então só demorou uns 30 minutos para chegar à minha casa. Eu estava muito cansada, realmente, trabalho cansa...
— Bom, estou morrendo de sono – Respirei fundo – Então, pode ficar a vontade, seu quarto é o segundo do lado direito.
— Ok, obrigada – Ela sorriu simpática.
—Nareesha Neveu-
Vi a Jessie subindo, ela realmente estava com uma cara de sono. Fui para a cozinha, não era grande, móveis brancos e no centro a mesa, a sala era um pouco maior que a cozinha, com móveis muito bonitos, o sofá junto com a mesa de centro fazia uma espécie de circulo, e em uma das partes a televisão.
Abri uns quatro armários a procura de um copo para beber água, eu já estava ficando sem opções quando achei, logo, fui ao bebedouro, como é bom tomar água!
Eu também estava morrendo de sono, voltei a sala e peguei minha coisas, quando subi a escada vi as portas, cinco no total, um corredor não muito grande, quatro portas uma de frente a outra e no final do corredor uma última porta, que fica de frente a outras quatro portas. Jessie havia me dito que era a segunda do lado direito, busquei e achei. Entrei e era um quarto pintado de azul bem clarinho, uma cama de casal no centro, uma mesinha no canto esquerdo e um guarda roupa marfim do lado direito, quase colado ao guarda roupa, uma porta branca que presumir ser o banheiro.
Arrumei-me e logo deitei na cama, estava morrendo de sono, não demorou muito e peguei no sono...
—Lylian Jane-
Já havia amanhecido, e mais um dia, o trânsito me espera. Hoje eu acordei num bom humor que até eu estranhei, acordar de manhã não deixa ninguém de bom humor... Arrumei-me para mais um dia qualquer, não demorou muito e eu já havia tomado café e saído de casa.
Passei pela 18 Exeter Street, a mesma do crime, todo dia e passava lá, era a forma mais rápida, bom, não tão rápida, mas passando por ela eu chagava uns 40 minutos mais cedo.
Chegando no laboratório, estacionei meu carro não muito longe da entrada subsolo do laboratório, entrei e já dei de cara com Louis, faz pouco, muito pouco tempo que namoramos.
Cumprimentei-o com um selinho e entramos juntos no laboratório, passamos pelo o corredor principal, e entramos em outro corredor, onde entramos em nossas salas, eu em uma e ele em outra.
No caminho não tinha visto ninguém, até achei estranho, quase não peguei trânsito, acho que hoje eu realmente sai cedo. Sei que John ou a Janny já havia chegado, pois um dos dois abrem o laboratório, sabendo disso, fui em direção a sala de um deles. De longe já avistei John, levando algo nas mãos que não me dei trabalho de saber.
— Algo para eu fazer?
— Sim, já me preocupei de mais com essas balas – Ele mostrou o que tinha em mãos – Analise elas, e depois tente descobrir de que arma foi
— Você tem certeza que tem como analisar isso? – Apontei para as balas na mão dele – Acho que seria melhor você falar com o Lewis, ele conhece bem as armas...
— Pode ser, mas como ele ainda não chegou – Ele me entregou as balas – E aproveita, e pega o endereço da família dele, que, quando a Jessie chegar, você ela e o Josh vão para lá.
— Tudo bem, algo a mais?
— Não
Fui analisar as balas, para falar a verdade, eu só as coloquei no microscópio e visualizei, não tem como identificar nenhuma delas. Feito isso fui buscar o endereço dos Linus, já havia chegado bastante gente no período que eu analisava, ou tentava analisar as balas. Provavelmente Adam já teria chegado, então vou falar para ele pesquisar.
Fui a busca dele, mas ele ainda não havia chegado. Havia uma garota meia perdida no lugar dele, ou é ela, ou é ela mesma...
— Oi – Sorri para a garota e ela sorriu de volta
— Oi
— Eh, bom, você é a nova?
— Sim, é, acho que tão nova que estou ainda procurando onde ligar o computador
— Ah, Nareesha Neveu, não? – Perguntei enquanto eu ligava o computador
— Isso, e obrigada – Ela sorriu sem graça – Posso fazer algo?
— Sim, eu ia pedir para o Adam, mas acho que você conhece o caso dos Linus – Ela assentiu – Então, pode conseguir o endereço deles, por favor?
— Claro, vou tentar! – Ela sorriu
— Você consegue...
—Nareesha Neveu-
Lylian me pediu para que eu achasse o endereço dos Linus, eu não fazia ideia de como buscar, Adam ainda não havia me ensinado isso. Por minha sorte, vi o chegar, e fui buscar ajuda dele.
— Oi Adam – Sorri – Bom dia
— Oi – Ele Sorriu Bom dia também
— Sei que é chato, mas, a Lylian me pediu para eu achar o endereço dos Linus e eu não sei mexer nos programas ainda e...
— Quer que eu te ajude? – Ele completou
— Sim – Sorri timidamente
— Vem – Ele passou por mim e eu o segui – Vou te ajudar
— Obrigada
Buscamos o endereço dos Linus e não demorou muito para achamos, Adam aproveitou e me ensinou a mexer em outros programas. Entreguei o endereço para a Lylian e ela saiu da sala praticamente voando.
—Josh McCoy-
Eu tinha acabado de chegar, Lylian e Jessie vieram correndo pra cima de mim, até me assustei, elas falaram para eu pegar minhas coisas porque íamos para o endereço do Linus. Feito isso sai quase arrastado por ela do laboratório, pegamos um caminho que não havia trânsito algum, então, chegamos bem rapidamente.
Já havíamos chegado à casa, não era rústica, nem muito moderna, eu diria, que estava igualado dos dois lados. Tocamos campainha e chamamos 3 fez. Nada. Tivemos que arrombar e começamos a revistar a casa, eu fui para o segundo andar, Jessie e Lylian foram revistar o primeiro e a garagem.
— Limpo! – Grita Lylian do primeiro andar
— Limpo! – Jessie grita também no primeiro andar
Já tinha entrado em dois quartos, só faltava um, quando abri a porta me deparei com uma cena não tão agradável assim
— Aqui não está tão limpo assim – Gritei
Elas vieram correndo e paralisaram quando viram a cena: Uma mulher que presumo ser Lindsay estava caída de barriga para baixo, em cima de uma enorme poça de sangue, e mais ao lado, uma garotinha, que deve ser Stella, estava caída no chão de barriga para cima com um tiro no coração, e uma enorme facada no braço esquerdo. Definitivamente, sangue frio.
— Meu Deus! – Jessie falou assustada com a imagem que presenciava
— Vou ligar pro John – Lylian falou saindo do quarto – E pro Louis também
— Vou pegar o equipamento no carro
Sai do quarto, passei por um corredor com três portas, a escada bem no centro do corredor à direita, no primeiro andar a cozinha era em estilo americana e uma porta de vidro que saia para os fundos. Sai e fui buscar os equipamentos no carro, Lylian sempre leva os equipamentos sem necessidade quando está com o carro do laboratório.
Eu, Jessie e Lylian estávamos já coletando algumas evidências quando John e Harris chegaram, Harris foi o que ficou mais assustado, não pelo fato de ver a cena, mas sim, ver o que o assassino fez com uma criança. John começou a procurar informações da vítima, e acabou saindo do quarto para não ver aquela imagem, não sei porque, ele vê mais imagem de morto do que da família dele.
Harris começou analisar a mulher, virou ele e congelou
— Olhem isso – Ele disse ainda analisando a vítima
Jessie e eu fomos olhar, pois Lylian e John estavam em outro local. Comecei a analisar a vítima, e logo percebi porque Harris ficou assustado. A mulher estava com vários cortes no rosto, um corte com aparecia de ser profundo no ombro, e pra piorar, um mela corte na região da barriga, digo, um mega corte.
— Como podem fazer isso? – Jessie perguntou assustada
— Pergunto a mesma coisa – Disse Harris
Coletamos mais algumas evidencias, e levamos os corpos para o laboratório, começamos a dividir as evidencias, para cada um analisar.
Passamos a tarde inteira analisando as evidencias na cena do crime, no fim do dia, a equipe se reuniu em uma das salas, para apresentar as “descobertas”.
— Cheguei povo preguiçoso – Falei entrando na sala
— Poupe-me de seus comentários Josh – Disse Olive
— Sempre estressada – Disse e ela me olhou com reprovação
— Ok, ok, chega! – Disse John – Louis, você primeiro
— Bem, a mulher – Ele parou e pensou um pouco – Lindsay! A Lindsay teve um corte profundo no ombro que acertou a veia arterial, ou seja, morreu na hora. Ela também teve um profundo corte na região da barriga, mas isso foi quando já estava morta. E os cortes no rosto foram provocados antes da morte.
— Provavelmente o assassino tentou receber alguma informação dela... – Disse Nareesha
— Concordo com você – Disse Harris – Continuando, a Stella, a criança, teve um corte pós-morte no braço esquerdo, um corte profundo e ela morreu com o tiro no coração.
— Certo – John anotava algo – Agora vocês dois – Apontou para Adam e Nareesha
— Pesquisei o registro telefônico dos Linus – Adam entregou um papel para John – Tem 16 ligações do mesmo número...
— Tudo comum até ai – Nareesha continuou – Mas, uma dessas ligações foram gravadas, provavelmente, o casal gravou para mostrar a polícia – Ela mostrou um papel onde estava escrito a conversa.
— Usaram um programa para disfarçar a voz – Disse Adam – E também pesquisamos os registros do cartão, eles só usaram o cartão uma vez, depois da primeira ligação – Adam mostrou as datas de ambas – O que leva a pensar que estavam perseguindo eles por meio do cartão.
— Compras com dinheiro – Falou Nareesha
— Entendi – Disse John escrevendo algo de novo – Sua vez Lylian
— Bem, encontrei uma digital que não bate com nenhum da família Linus em geral – Ela disse – O dono da digital é Anthony George – Ela mostrou a fixa do George na televisão.
— Ok, você cuida da digital – John disse a Lylian – Jessie?
— Geralmente, quando o assassino usa uma faca, ele se corta certo? – Ela perguntou a John e ele assentiu – Analisei o sangue que estava na pia do banheiro, parece que o assassino não se limpou muito bem...
— É de quem? – Eu perguntei
— Esse é o problema, o sangue nos leva a ninguém, não está em nenhuma lista.
— Só o que me faltava – Disse John – E você McCoy, conseguiu algo? – Ele me perguntou
— Se você considera a arma do crime coisa boa, sim eu tenho.
— Não brinque Josh – Lylian me reprendeu
— Tá, tá... – Entreguei uma foto para John – Só achei uma, considerando que foi usada também uma arma. A faca estava no lixo da cozinha, por que acham que nós não procuramos no lixo?
— Só você procura... – Disse Olive
— Tanto faz – Respondi pra ela sem animação – Na faca há sangue de um homem desconhecido, e das duas vítimas.
— Deve ser o desconhecido – Disse Jessie – Sangue XY são masculinos, os femininos são XX. E eu achei sangue XY desconhecido na pia do banheiro.
— Temos que focar na digital e no sangue – Disse John
— Eu e Thomas podemos focar no sangue – Eu disse, relembrando que Thomas estava na sala, sempre tem gente que não abre a boca.
— Concordo – Disse Janny, que até agora não tinha se manifestado – E Lylian, você e Lewis vão procurar o dono da digital – Ela apontou para os dois.
— Ok – Disse Lewis
— Já estava esquecendo – Disse John com expressão de surpresa – Louis, a bala da criança.
— Ah sim – Harris fez uma cara de pensativa – Mandei para o Lewis analisar...
— E a Lylian me mandou as balas do Noah, estão destruídas! É impossível identificar! – Lewis disse
— Tenta analisar pelo menos a da Stella – John disse
— Tudo bem
— Bom, terminamos? – Perguntou Janny
— Sim – John disse – Até amanhã
— Até – Todos responderam juntos
—Adam McSilly-
Sexta-feira! Finalmente! O melhor dia depois do sábado, e mesmo assim, um dia lotado! Não foi como os outros dias, que são mais lentos que uma lesma, sexta passou bem rapidamente, rápido até de mais! A Nareesha havia chagado a pouco tempo e eu queria mostrar a cidade para ela, afinal, me contrataram para guia agora! Guia e professor... Resolvi convida-la
— Amanhã você está livre? – Perguntei olhando para a mesa dela
— Sim e por que a pergunta? – Ela me perguntou curiosa
— Lembra que a Janny me pediu para eu “apresentar” a cidade há você? – Eu perguntei e ela assentiu – Então... Amanhã você pode?
— Claro Adam, que horas?
— As 3 da tarde, vou te mostrar o Big Ben!
— Ela é magnifico! – Ela fez um gesto engraçado – Ok, as 3 nos encontramos...
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