DRAMIONE - O Lado Obscuro Da Lua
2 Welcome, to my world Harry Potter!
Notas iniciais
A viagem durou até o anoitecer, quando chegaram à estação de Hogsmeade.
Por volta do meio-dia, uma mulher havia passado pelos vagões com um carrinho com vários doces, como feijõezinhos de todos os sabores, sapos de chocolate, tortinhas de abóbora, bolos de caldeirão, varinhas de alcaçuz e várias outras comidas incomuns, para Harry, é claro.
A viagem estava prestes a terminar. Hagrid, o guarda de quem tanto Harry havia falado durante a viagem, chamava aos alunos mais novos, após a chagada a Hogsmeade:
– Os alunos do primeiro ano vão de barco até Hogwarts e os demais usam carruagens puxadas por testrálios.
Hermione tentava recordar — se do que os seus pais lhe haviam recomendado: Faz grandes coisas em Hogwarts! Boas ou ruins mas GRANDES!!!
Olhou para todos os lados, mas não viu Draco, o que se estaria a passar?
A viagem de barco teria sido a coisa mais bonita que Hermione havia presenciado, não fosse o caso de estar demasiado nervosa para prestar atenção!
Estavam aos pés de Hogwarts. Hagrid bateu três vezes na porta do castelo e esta abriu — se de imediato.
Uma feiticeira, alta e magra com um ar severo olhou para as crianças e após uma breve apresentação sobre a escola, as casas e o sistema de pontos acabou por se ausentar.
– E agora? — Harry perguntou.
– Acho que nos vão fazer um teste, — disse Rony, mas logo depois acrescentou — mas o Fred podia estar apenas a gozar.
Hermione começou então a murmurar todos os feitiços que havia estudado no Verão e a pensar qual deles lhe poderia dar geito. "Lembra — te: Faz coisas grandes. Boas ou más, mas grandes."
Neste momento, Malfoy rompeu por entre uma fila de alunos que estavam entre o nervosos e o impacientes e dirigiu — se directamente a Harry, sem se aperceber da presença de Hermione que finalmente lhe punha os olhos em cima.
– Potter? Harry Potter? É mesmo verdade? Não se tem falado noutra coisa. És tu?
– Sou.
Hermione finalmente reparou que, além de Draco, dois outros rapazes ali estavam. Ela não os conhecia, mas além de terem mau aspecto, a simpatia não devia ser o seu forte. Com o rosto fechado, aqueles dois mais pareciam burros ao sol. Mas a sua atenção, voltou — se novamente para Draco, que sem grande entusiamo encarava Harry.
– Ah! Estes são o Crabbe e o Goyl. Eu chamo — me Malfoy. Draco Malfoy.
Ron tentou disfarçar o riso. Draco tirou pela primeira vez os olhos de Harry, para olhar de alto a baixo o ruivo e abriu um sorriso malicioso.
– Nem preciso de perguntar quem és. Um Wesley. Ruivo, com sardas, roupas usadas, livros usados...
Hermione pareceu chocada pela primeira vez. Mas manteve a boca fechada, queria ver onde aquilo ía dar.
– Algumas familia, são melhores que outras, Potter. Por certo não queres fazer amizade com as pessoas erradas. Conta comigo para te ajudar.
– Acho que consigo saber quem é melhor para mim sozinho. Obrigado.
Draco não gostou do tom de Harry, e poucos segundos depois, já o comparava aos seus pais, como mau exemplo.
– Continua com pessoas como o Hagrid e o Wesley e acontece — te o mesmo.
Íam começar uma luta quando Hermione finalmente interviu.
– E se parassem com isso, não querem por certo perder pontos antes sequer de terem casa.
Malfoy reparou que ela ali estava. Numa primeira fase ele abriu um sorriso, o que de certa forma tranquilizou Hermione. Mas depois pensou nas possibilidades: Hermione-Wesley-Potter? E o sorriso desapareceu tão depressa como tinha surgido.
– Por onde andaste?
– Se tivesses esperado por mim, por esta altura saberias.
Malfoy ponderou, depois olhou bem para Hermione e exclamou.
– Desculpa, irmãzinha, talvez tenhas razão. Mas não gosto que andes com eles.
"Irmãzinha". É o quê? Harry e Ron quase desmaiaram. Tinham partilhado a cabine com uma Malfoy, uma "filhote de comensal", uma futura homicida, Ron ia morrendo com o choque, sobretudo ele que parecia saber muito mais sobre o Malfoy que Harry. Mas Hermione e Draco continuavam a discutir. Ela tentava não perder o tom.
– Eu ainda decido o que quero fazer.
– Ainda. Dizes bem. Não gosto de partilhar. Nunca gostei. Muito menos pessoas.
– Mas eu não sou tua. Não mandas em mim.
– Eu não vou disutir contigo. Onde tens a bagagem?
– Ficou no expresso, eles depois trazem.
Draco pareceu alarmado.
– Que se passa?
– És assim tão obtusa? Grande, muito grande.
Hermione continuou sem entender, Draco revirou os olhos e murmurou — lhe aos ouvidos:
– "Enormissimo" bicho de estimação.
Hermione ficou boquiaberta. Nagini. Do que se havia esquecido!
A professora voltou novamente. "Por Merlin! Que os deuses me ajudem." Pensou.
– Bom, nós é que não estamos entendendo nada. Irmão? — Harry quase implorou que estivessem gozando com a cara dele.
– Não propriamente... Irmãos afectivos, não de sangue. Fomos criados juntos, somos melhores amigos. — Hermione explicou num tom complacente.
A professora desta vez falou alto, para ser ouvida.
– Meninos, queiram — me acompanhar. Está na altura das decisões. Façam uma fila.
Draco e os seus dois campangas colocaram — se no fim da fila, seguidos por Hermione, que apertou fortemente a sua mão, Ron e Harry.
Entraram num salão, onde os outros alunos se tinham instalado ao redor de várias mesas, assim como alguns professores e fantasmas. No tecto estava espelhado o céu, mas isso devia ser apenas um feitiço. Por baixo pendiam algumas bandeiras verdes e prateadas com uma serpente, que, a julgar pelo aspecto deviam ser da sonserina. Este ultimo ano, por certo, haviam sido campeões, Hermione pensou.
– Caros alunos — Dumbledore começou- antes de começarmos o nosso banquete, eu gostaria de dizer umas palavrinhas: Pateta! Chorão! Destabocado! Beliscão! Obrigado.
– Ele não bate lá muito bem pois não? — Harry zombou.
Todos riram. Todos? Não. Hermione apenas pensava no que fariam quando encontrassem Nagini.O que ela diria? Que não lhe pertencia? Mas estaria a mentir, pois era, e ela amava — a, como se de uma pessoa se tratasse, afinal, elas comunicavam.
Mas não teve mais tempo para se preocupar, o afamado chapéu selector entrou na sala e começou a cantar e a música penetrou — lhe nos ouvidos.
Ah, vocês podem me achar pouco atraente,
Mas não me julguem só pela aparência
Engulo a mim mesmo se puderem encontrar
Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui.
Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,
Suas cartolas altas de cetim brilhoso
Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts
E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.
Não há nada escondido em sua cabeça
Que o Chapéu Seletor não consiga ver,
Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer
Em que casa de Hogwarts deverão ficar.
Quem sabe sua morada é a Grifinória,
Casa onde habitam os corações indômitos.
Ousadia e sangue-frio e nobreza
Destacam os alunos da Grifinória dos demais;
Quem sabe é na Lufa-lufa que você vai morar,
Onde seus moradores são justos e leais
Pacientes, sinceros, sem medo da dor;
Ou será a velha e sábia Corvinal,
A casa dos que têm a mente sempre alerta,
Onde os homens de grande espírito e saber
Sempre encontrarão companheiros seus iguais;
Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa
E ali fará seus verdadeiros amigos,
Homens de astúcia que usam quaisquer meios
Para atingir os fins que antes colimaram.
Vamos, me experimentem! Não devem temer!
Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!
(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)
Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!
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