Notas iniciais
"Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam."
Clarice Lispectorhttp://www.youtube.com/watch?v=CGz_GBNMpqo

\"\"

A cabeça dele não conseguia entender como raios aquilo se estava a passar, ela tinha entrado para a escola muito mais velha, e modéstia à parte, mas bonita. E PIOR QUE TUDO, nunca, em tempo algum, que se lembrasse, havia vestido aquele unforme RELES!!! RELES!!! RELES!!! RELES!!!

– Isto é alguma brincadeira estupida, não é?

– Eu não faço ideia! Hermione, eu...

– Vamos apenas tentar voltar...

– Como?

– Não faço a minima... Aquele é o Dumbledore não é?

–Sim, vamos, ele deve saber o que fazer.

O mais disfarçadamente que puderam, atravessaram o corredor, sempre com uns quantos olhos curiosos fixos neles, e tentaram chegar até ao director. Eles sentiam — se mais como dois idiotas sem noção, mas fazer o quê?

– Professor! — Hermione tocou o braço do director que olhou para ela, mas, aparentemente, não a reconheceu.

– Posso, de alguma forma, ser — vos úteis em alguma coisa?

– O senhor não nos reconhece?

– Não, de forma alguma. São alunos da escola? Sinto que as vossas caras não me são completamente estranhas, mas não se parecem com ninguém que eu conheça...

– Somos nós, professora! — Hermione sussurrou desesperada.

– Sim professor, Draco Malfoy e Hermione Granger... — Draco também começava a ficar preocupado.

– Sim, vejo algumas parecenças. O cabelo, os olhos, sim, de facto são inconfundiveis! Mas é impossivel a senhorita Granger e o senhor Malfoy estão ali, ali mesmo! — Dumbledore apontou a garotinha grifinória (que Hermione se recusava a acreditar ser ela) e um sonserino, que era, decididamente Draco Malfoy.

– Eu sei, mas nós usamos acidentalmente um vira — tempo e viemos parar aqui.

– Um vira — tempo, dizem? E eu poderia ver o objecto?

– Claro, está mesmo aqui. — Draco retirou o estranho objecto do bolso e colocou — o na mão do director.

Dumbledore deu uma gargalhada.

– Ah já vi tudo!!! AHAHAHAHAH! Apanharam — me! Por um momento quase acreditei que fosse verdade. — Dumbledore retitou um lenço do bolso e limpou algumas das lágrimas, que com o riso, lhe haviam saltado dos olhos. — Isto não passa de um relógio defeituoso... AHAHAHAH!

– Mas senhor, não está a entender...

Tarde de mais, Dumbledore, virou as costas pensando que aquilo era apenas uma brincadeira dos alunos.

– Ok, Draco, nós estamos oficialmente, desesperados... — disse Hermione com as lágrimas prestes a soltarem — se dos olhos e escorerrem pela cara — Ninguém vai acreditar em nós. Lamento ter — nos trazido para isto!

– Não lamentas nada. É uma aventura! Não precisas de dizer que lamentas...

– Preciso sim. Eu preciso de dizer e tu precisas de ouvir...

Desta vez, ela não se conteve e desatou em prantos, a soluçar e a chorar compulsivamente.

– Oh, meu anjo, não chores, partes — me o coração... Nós vamos voltar...

– Não não vamos! E não digas que vamos... Perdemos a nossa única hipótese de voltar, se o Dumbledore não nos pode ajudar, quem o fará? Não vale a pena, não te enganes a ti próprio!

– Eu fiz questão de esquecer, que mentir para mim mesmo é sempre a pior mentira...

– Passei a vida toda tentando corrigir os erros que cometi, mas a cada passo que dou, cometo um novo, está me no sangue e eu odeio — me por isso!!!

Notas finais
Olaaaa! Hoje descobri uma frase sobre o Draco: "Draco Malfoy não foi o garoto que fez as escolhas erradas, e sim o garoto que não teve escolha alguma." É a mais pura e triste verdade, acho que vou chorar!
Mas prontos, eu planeava postar mais, e mais cedo, mas com a escola e algumas idas ao cinema não deu, peço desculpa!
Beijinho ♥