DRAMIONE - A Filha da Estrela
12 Capítulo 11 - Medidas de Segurança
Notas iniciais
Hermione seguia a pequena bolinha por entre as prateleiras, até que ela atravessou as grades da sessão restrita, a castanha estava muito confusa com aquilo, por que sua mãe a levaria até aquela sessão? Não havia sentido algum naquilo, quanto mais intrigada a menina ficava, mais sua curiosidade se aguçava.
Utilizando a varinha, Hermione destrancou o portão e entrou na sessão. Seu coração batia tão forte que ficou com receio de ter um enfarte, mas nem isso a impediu de continuar seguindo o pequeno brilho flutuante.
— Onde você está me levando? – sussurrou a castanha.
Uma voz em sua cabeça respondeu: — Você verá...
Aquilo devia ter assustado a garota, mas pelo contrario, apenas animou-a mais. As duas chegaram também no final da sessão restrita, uma parede de tijolos era o ponto final, só que Hermione percebeu certa rachadura muito grande no formato de uma porta na parede.
— Diga a palavra.— a voz novamente disse em sua mente.
A castanha respirou profundamente, suas mãos tremiam e sua voz parecia ter sumido. A bolinha piscou para ela e voltou para o colar, à sensação gostosa que aquilo causou a ela foi indescritível. juntando coragem, a moça tomou folego e sussurrou:
— Key.
Durante alguns momentos nada aconteceu, o que deixou a castanha decepcionada, até a rachadura da parede começar a brilhar e transformar-se em um porta de verdade. Era de uma madeira escura e se reparasse bem, podia ver a porta brilhar, porém o que mais lhe chamou a atenção foi à estrela perfeitamente entalhada na madeira.
Quando a castanha colocou sua mão na maçaneta para abrir a tal porta, o sino do castelo badalou, indicando que a terceira aula do dia, antes do almoço, iria começar. A castanha até cogitou a ideia de não ir à aula, estudo dos trouxas, mas sua consciência de Sabe-Tudo falou mais alto. Bem devagar, como se aquilo lhe cortasse a alma ela se afastou da porta, que sumiu da mesma maneira que apareceu.
—x-
A manhã passou rápido, e a tarde voando, Draco só se deu conta disso quando viu que as aulas haviam acabado pra ele e que estaria livre. Esse ano seu currículo estava menor, quase todos os dias ele tinha um horário vago entre as aulas, então o loiro decidiu aproveitar esse tempinho para desenhar.
Com todas as suas coisas que pegou no quarto, o rapaz saiu do castelo e procurou o melhor lugar para ficar tranquilo, sentou-se escorado e uma grande pedra que o escondia completamente para quem olhasse. Draco fechou os olhos para imaginar algo pra desenhar, até que a paisagem que ele via do seu quarto na casa de praia veio em sua mente, decidiu que seria um ótimo desenho.
O loiro não tinha ideia de quanto tempo ficou ali, até ver o Sol se escondendo por trás das arvores da floresta proibida, decidiu que seria a melhor hora para retornar ao castelo.
— Hum, você me parece bastante solitário... – uma voz feminina carregada com sotaque chamou sua atenção. Depois de guardar suas coisas dentro da bolsa ele olha para trás.
A mesma garota que Dumbledore havia apresentado no trem estava ali, ela sorria gentilmente, mas havia algo em seu olhar, coisa que ele não soube identificar.
— Prefiro ficar sozinho para me concentrar em meus desenhos. Você é a garota do trem... Perdoe-me, mas não me lembro do seu nome... – Draco não queria ficar ali conversando com ela, entretanto também não queria ser rude.
— Beatriz Algood.
— Prazer, eu sou...
— Draco Malfoy, eu sei. Até mesmo na Alemanha sua família é famosa, senhor Malfoy. – sotaque tornava aquela frase quase impossível de entender...
Eles andavam de volta para o castelo conversando. Quando chegaram ao corredor que levava para o dormitório, Draco se despediu.
— Bom, acho que vou para o meu quarto, quero descansar... Foi um prazer senhorita...
— Você não é o que aparenta não é, Draco Malfoy... – aquela fala fez o rapaz virar-se para olhar a mulher.
— Como? – ele tinha a sobrancelha direita levantada.
— Você tem segredos, cuidado para que eles não lhe sufoquem. – com isso ela se vira e vai embora, deixando o loiro com cara de interrogação e sem entender sua insinuação.
— Eu entendia a sua “fama” com as garotas de Hogwarts, mas acho que essa não funcionou Draco... – Gina aparece de trás de uma armadura no corredor.
— Você me compreende mal Weasley. Eu não tenho interesse nenhum nessa alemã falsificada. – Draco estava bastante intrigado com a fala de Beatriz, que nem olhava a ruiva para responde-la. E por que estava escondida?
— Eu vi vocês voltando do jardim juntos, decidi que devia espiar para saber o que estava acontecendo. – ela deu de ombros e ambos começaram a andar até o quinto andar. E por que você acha que ela é falsificada?
— Eu conheci muitos alemães, o sotaque não está nada parecido Ginevra. Tem alguma coisa muito estranha acontecendo, precisamos tomar mais cuidado. – o loiro estava enigmático, e isso querendo ou não assustava Gina, já que ele tinha uma aparência mais sombria quando ficava assim.
Ambos entraram no dormitório dos monitores, assustaram-se quando viram Hermione cercada de livros e anotações.
— Merlin Granger, o ano letivo acabou de começar e você já está estudando assim? – Draco tirou a capa e jogou-se no sofá.
— Eu estou estudando sim Draco, mas não tem nada a ver com Hogwarts... Algo estranho aconteceu hoje, pelo menos eu sinto que tem algo errado, estou procurando sinais do que pode ser.
— Pois bem, algo também aconteceu com o loiro aí... – Hermione olhou para a ruiva e depois para Malfoy, por segundos ficou desinteressada por sua leitura.
— Então, vão me contar?
— Ele estava de gracinha com aquela guria que Dumbledore apresentou pra gente no dia que viemos para Hogwarts... – Gina tinha um sorriso malicioso nos lábios.
— Eu já disse que não estava de gracinha, ela puxou assunto comigo e eu não quis ser rude...
— Sei... – a Weasley dobrou as pernas e colocou-as na poltrona em que estava sentada. Draco a olhava irritado, enquanto ela ria.
— E o porquê isso seria estranho? Conhecemos a reputação de Malfoy por toda escola Gina...
— O estranho, castanha, foi que ela não eu bola pra ele, e ainda saiu falando umas coisas estranhas. – as meninas pareciam se divertir em provocar o loiro.
— Ótimo, vamos fofocar de Draco Malfoy como se ele não estivesse aqui... – o rapaz bufou.
— Desculpe Draco, mas é inacreditável que a tal Beatriz tenha te ignorado...
— E ai galera linda... Como estão? – os três olham para a porta e veem Harry, Blasio e Téo entrando. Zabini parecia chorar de rir, enquanto o menino que sobreviveu estava vermelho em uma mistura de irritação e vergonha.
— Harry o que fizeram contigo? – a castanha olhou atentamente para o melhor amigo e percebeu que tinha algo errado.
— Nott achou lindo me chamar de Harryzinho com uma voz afeminada para toda a mesa da Grifinória ouvir durante o jantar, agora acham que temos um caso. – o moreno suspirou alto em desgosto.
— Ah não fique irritado Potter, pense que é lisonjeiro às pessoas imaginarem que tem um caso com o garoto mais bonito de Hogwarts. – Nott fazia gestos para indicar a si mesmo, todos riam enquanto Potter queria abrir um buraco no chão e se enfiar dentro.
— Não o atormente tanto Téo. – Hermione falava enquanto ia colocar os livros de volta a uma prateleira da pequena biblioteca que tinha ali.
— Obrigado Hermione. – Harry parecia aliviado de que alguém estava do seu lado.
— Boa noite pessoal. – Luna chegou à sala prendendo o cabelo em um rabo de cavalo, vinha das escadas, o que significa que já estava no dormitório há um tempo.
— Luna, você estava aqui desde que cheguei? – Hermione sentou-se no mesmo sofá que Harry e Draco estavam.
— Não, eu cheguei depois, mas você estava concentrada na sua leitura, não quis atrapalhar, então subi para tomar banho. – Luna falava calmamente, isso trazia paz para todos os presentes, mesmo sem ninguém perceber.
Ela sentou no chão de frente para a castanha e os meninos. Blas se juntou a ela enquanto Gina estava na poltrona e Téo apoiado no encosto da mesma.
— Espera, está faltando o Weasleyzinho. – Zabini notou a falta de um ruivo.
— Ele ficou no salão Principal, disse que não queria vir, ainda não concorda com a ideia termos que morar juntos esse ano. – Harry parecia um pouco triste, sua melhor amiga acaricio seu braço enquanto ele deitou a cabeça em seu ombro.
— Bom, então ele ficará fora da reunião. Temos alguns assuntos pra conversar. – Malfoy levantou-se do sofá e foi para frente de todos.
— Hoje eu tive o ultimo horário das aulas vago, decide ir para o jardim desenhar, quando eu estava voltando àquela garota, Beatriz Algood me abordou e começamos a conversar, mas sua ultima fala pra mim foi um tanto quanto estranha, “Você não é o que aparenta não é, Draco Malfoy... Você tem segredos, cuidado para que eles não lhe sufoquem.” Eu não entendi o que ela quis dizer com aquilo, mas precisamos ser mais cautelosos...
— Isso é estranho, eu também tive um encontro com o Henrique White.
— Como assim Mione? – Harry levantou a cabeça.
— Eu estava andando para a biblioteca quando ele me surpreendeu, dizendo que precisava conversar com o diretor e que estava perdido, se eu não podia mostrar onde ficava a sala dele. Aquilo não me intrigou até agora, é muita coincidência, principalmente sendo eu e Draco, que realmente temos algo a esconder. – A castanha tentava pensar, mas não conseguia imaginar nenhum motivo de aquilo não passar de uma coincidência.
— Ok! Vamos ter que tomar algumas medidas preventivas. Alguém tem alguma ideia? – Gina estava nervosa.
— É melhor que não andemos sozinhos, ou pares ou trios, ou até mesmo grupos. – Nott sugeriu e todos concordaram.
— Nosso dormitório também precisa de segurança. – Blás que sempre tinha alguma gracinha preparada, estava sério.
— Eu já li sobre um feitiço de reconhecimento de voz, podemos tentar. O invasor pode saber a senha, mas a porta só abrirá se ela reconhecer nossas vozes. – Hermione deu a ideia e ficou encarregada de preparar o feitiço.
— Todo cuidado é pouco pessoal, esse ano parece que será cheio de acontecimentos. – Harry parecia cansado e realmente ele estava.
Só que dessa vez ele não era o único pivô para uma guerra, e isso pesava na mente de todos. Havia três pessoas que carregavam a vida do mundo magico inteiro nas mãos e uma guerra nas costas. Harry era o motivo dela, Draco é a chave para ela e Hermione será destruição que ela causará.
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