DOIS ESTRANHOS, UM DESTINO...

11 Capitulo 11: PRECISO DIZER QUE TE AMO!


Notas iniciais
♥ Galera, amada, só posso agradecer e dizer: que bom ter vocês comigo! ♥ A arte bela e deliciosa que encerra o capítulo é da Washu!!!

No dia seguinte, Milo já estava em casa, conversando com Afrodite, seu amigo mais doido e também o mais íntimo. O clima de Atenas estava agradável e convidativo. Os dois bebiam uma cerveja gelada, enquanto Afrodite folheava uma revista da qual Milo era a capa. As mais variadas reações e especulações haviam sido levantadas com a atitude do grego no Grande Prêmio de Barcelona, mas somente ele e Afrodite sabiam das mudanças internas que se transformavam em novas ações na vida do grego.

Após a sessão com o verdadeiro psicólogo, Milo ganhara umas férias e a certeza que, mesmo tendo perdido o título, Saga renovaria seu contrato para a próxima temporada.

Aliás, seu empresário sugerira que ele escrevesse um livro e assim se libertasse de todo o trauma vivido no acidente. Já pensou na emoção que seus fãs terão ao ler sobre a aventura de seu ídolo na selva amazônica com os índios canibais?

Sugestão recusada. E os Kuparanãs não são canibais! Foram as únicas palavras ditas pelo grego, acrescidas de um pedido de afastamento temporário.

– Bem, vejo que as suas mãos já voltaram ao normal. Não estão mais com aquele ressecamento horroroso. – disse Afrodite olhando enquanto Milo elevava o copo com cerveja.

Milo deu um meio sorriso.

– E lá eu estou preocupado com isso, loiro?

– Tem que estar. Como vai acariciar o seu amor com as mãos parecendo pele de jacaré desidratado, quando ele voltar para você? Saori nunca se engana, meu caro!

– Ainda não acredito que fez aquilo. Uma taróloga, Afrodite?

– Saori é tiro e queda! Foi ela quem disse que eu e Ângelo íamos ficar juntos e mais outras previsões que deram certo. Não duvide da deusa.

– Deusa? – questionou Milo franzindo o cenho, enquanto sorvia o último gole da bebida gelada.

– É assim que ela é conhecida no meio esotérico. A deusa dos arcanos do tarô.

– Quisera eu ter essa sua fé, mas estou começando aceitar a realidade. Camus não deve nem lembrar que eu existo.

– Ah, amigo... É claro que ele se lembra, você não é do tipo “esquecível”. Eu acredito no que a Saori disse. Você ainda será muito feliz. – disse o loiro se pendurando no pescoço do grego e beijando o seu rosto.

Nesse meio tempo, a campainha da porta ecoou pela casa e Milo revirou os olhos. Devia ser mais um repórter tentando uma entrevista. Já estava cansado daquele circo. Talvez devesse viajar para bem longe...

– Deixa que eu atendo. Ângelo deve ter vindo me buscar. – falou Afrodite.

Saltitante, Afrodite se encaminhou pelo hall em direção à porta de entrada. A casa de Milo era pequena, revestida de reboco branco, com janelas azuis, situada em um lugar elevado de onde se podia ver o mar, através da varanda. Era um autêntico lar grego, com peças ensolaradas e decoradas com poucos móveis. Fora herdado de seus pais e Milo tratara de reformar e conservar, porque para um grego, o lar era o mais precioso dos tesouros. Não havia refúgio mais seguro que aquele onde podia abrir-se com os amigos e refletir sem as benditas intromissões dos paparazzo.

Afrodite abriu a porta, entreabrindo os lábios ao ver a figura imponente e ruiva a sua frente.

– Hã... Camus, não é? – perguntou estreitando os belos e claros olhos azuis.

O francês também estava impactado. Aquele rosto belo que o recepcionava fora associado à Milo muitas e muitas vezes e estava ali, na casa do grego, tomando a liberdade de atender a porta. Será que eram amantes e ele chegara tarde demais?

– Sim, eu sou Camus. Milo está? – disse por fim.

– Milo! Miloooooooo! Venha cá, imediatamente! Presente para você! – gritou Afrodite com um sorriso alegre e cheio de orgulho.

O grego veio devagarinho com aquele andar displicente, quando deu de cara com um Camus sério e um Afrodite sorridente. Seu corpo estremeceu e sua voz ficou presa na garganta.

Os dois se encararam por um longo tempo, sem nada dizer, enquanto Afrodite olhava para ambos com uma alegria quase infantil.

– Bem, vou deixá-los às sós. Devem ter muita conversa para colocar em dia! Bye, bye! – falou o loiro deixando a casa.

– Olá. – disse Camus rompendo o silêncio.

– Olá, o que está fazendo aqui? – falou Milo tentando, inutilmente, não demonstrar sua perturbação.

– Vim ver você. – Camus buscou os olhos azuis. Que saudade daquele olhar...

– Me ver? Não sabia que curtia motovelocidade. Aliás, escolheu uma hora péssima para um autógrafo. Acabei de foder com a minha posição no ranking. – falou Milo num tom sarcástico. – Como me achou? Mas, porque estou perguntando o óbvio, é claro usou seus dotes rastreadores de Rambo!

Camus desviou os olhos e buscou coragem para transpor a barreira que erguera entre ele e Milo. Quando tornou a fitá-lo, o grego analisava-o descaradamente.

O ruivo usava o cabelo preso em um rabo de cavalo baixo. A calça jeans escura realçava o físico masculino esguio e a camisa de algodão se encontrava colada ao peito forte com o qual Milo ainda sonhava. O casaco de couro marrom completava o conjunto, deixando Camus tão mais bonito do que se lembrava.

Os olhos rubros vagaram pelo corpo de Milo que vestia uma simples calça de sarja azul clara e uma camiseta branca justa ao corpo. A beleza natural do grego lembrando-o do calor e do entusiasmo com que ambos faziam amor todas as noites na selva amazônica.

Ambos sustentavam o olhar um do outro e isso acarretou um preço, que se revelou na respiração acelerada e no ardor materializado em discretas gotículas de suor na testa dos dois.

– Eu não vim aqui pelo piloto, vim por você. – disse Camus.

– Não acredito que esteja realmente aqui. Pensei que já tinha esquecido que eu existo. – disse Milo.

Com um gemido baixo, Camus se aproximou, levando a mão ao rosto do grego.

– Não consigo te esquecer... Você tinha razão, eu fui covarde.

Milo queria manter-se firme, mas uma avalanche de emoções o fez fechar os olhos e se render. Camus era um homem complexo, mas ainda assim, amava o ruivo e não conseguia esconder ou negar esse amor.

– Eu te odeio pelo que me fez. Mas... senti sua falta ruivo... – confessou Milo com voz rouca.

Camus apertou-o junto ao corpo.

– Também senti a sua falta... Milo eu preciso dizer que ...

O ruivo não terminou a frase. A boca de Milo colou-se à dele com uma avidez que prescindia de palavras. Ele o beijou com força, lambendo e mordiscando aqueles lábios macios e desenhados, enquanto insinuava as coxas grossas entre as pernas do ruivo e trazia o corpo dele de encontro ao seu.

– Já disse que não sou um homem de conversas... – sussurrou Milo, antes de aprofundar o beijo.

Camus acolheu aquela língua em sua boca, perdido em um redemoinho de sensações que tentara subjugar e, quando a tocou com a sua, sentiu-se levado por um crescente de desejo primitivo, um desejo que só era despertado por Milo.

O calor e a rigidez dos corpos viris se derramavam através das camadas de roupas que os separavam. Os sentidos famintos de Milo pareciam uni-los na carne e nas sutilezas da alma. O tesão era gigantesco, quase sufocante e, mesmo assim, quando as bocas se separaram eles se olharam por segundos mágicos, permeados pela densidade e carregados de um sentimento avassalador de êxtase e reencontro...

Em seguida, Milo o puxou pela mão, rumando em direção ao quarto, os corpos batendo pelas portas e paredes, imersos nos toques ávidos e na excitação desenfreada. A cama desarrumada os recebeu, enquanto despiam as roupas com pressa, atiçando o prazer de roçar as peles nuas, quentes e saudosas...

Olhavam-se, enquanto as mãos tomavam posse da pele, dos ossos, até entrelaçarem os dedos, em completa sintonia. Camus sorria junto aos lábios carnudos do grego, o olhar incandescente...

Excitado, Milo invadiu-lhe, novamente a boca, lambendo, mordendo, sugando até Camus virá-lo de costas e beijá-lo com avidez. O grego inspirou profundamente e estremeceu ao impacto da pele fria contra o ardor da sua. As coxas musculosas se abriram para ensanduichar as dele. As nádegas roliças pressionadas contra o membro rígido de desejo que possuía a maciez de uma capa de veludo recobrindo aço.

O grego se entregou por completo, querendo mais, ansiando pelas mãos do ruivo em seu corpo... Sua mente vagava num prazer revivido, como se a sua pele estivesse impregnada daquele toque, daquele deleite que chegava a ser doloroso. Que falta sentira daquelas mãos, daquele olhar, do cheiro da pele...

Sentindo toda a ânsia do grego, Camus desceu os lábios no corpo moreno, roçando-os e mordiscando cada pedacinho de pele até chegar à ereção e aspirar-lhe o cheiro, passar a língua no falo pulsante, senti-lo túrgido e deliciosamente úmido, para em seguida colocá-lo todo na boca quente, criando um ritmo forte e cadenciado.

Milo gemeu e segurou o rosto de Camus, afundando a cabeça no travesseiro e perdendo o controle dos movimentos do corpo. Moveu os quadris, fazendo amor com a boca que o fazia arder em desespero, sentindo a pressão em sua virilha...

Eu te amo Camus! Era só o que conseguia pensar, enquanto mordia o lábio inferior, prestes a vivenciar o orgasmo arrebatador...

O clímax veio, arrasando qualquer noção do que quer que fosse e Milo derramou-se na boca do outro, soltando um gemido alto e abafado. Camus sorveu todo o gozo, impregnando-se do gosto e do cheiro, sentindo prazer em ver a expressão lânguida do grego.

O ruivo levantou-se e foi puxado com violência de encontro a boca sedenta de Milo, a língua do grego buscando a sua, para sentir-se nele, o corpo ainda quente e convulso do orgasmo intenso...

Beijaram-se, enlouquecidamente milhares de vezes até Camus continuar com sua dominação prazerosa, segurando as mãos de Milo sobre a cabeça, prendendo-as nas suas, enquanto seu corpo deslizava sobre o dele, sua língua continuando a entrar e sair da boca do grego, fazendo-o gemer e estremecer...

Camus mordia o lábio inferior, enquanto deslizava a mão pelo peito de Milo. Os mamilos do grego formigaram, enquanto enrijeciam e faziam com que ele arqueasse o corpo, desejando mais contato, indo de encontro à mão do francês.

Milo fechou os olhos enquanto o ruivo ia trilhando cada centímetro de sua pele com a ponta dos dedos e com os lábios. Os ombros, o pescoço, os braços, os mamilos e o abdome iam sendo despertados com uma intensidade voraz...

O coração do grego estava loucamente disparado e o de Camus também. O ruivo passou a mão sobre as costelas de Milo, sentindo a textura da pele e a elasticidade dos músculos, o ritmo das batidas do coração dele, a respiração ofegante... Então, em meio aos beijos quentes e molhados ele sussurrou rente aos lábios de Milo:

– Eu nunca me senti desse jeito... Sinto a sua falta 24 horas por dia. Mon Dieu, Milo...

Beijaram-se, novamente, de uma forma apaixonada e, insanamente, erótica. Milo apertava Camus em seus braços, acariciava as nádegas redondas com vontade e levava a mão ao falo túrgido que roçava em seu corpo sentindo toda a extensão do sexo intumescido e a sua pulsação. Camus gemeu quando Milo seguiu com a exploração, massageando ao redor, aumentando-lhe a rigidez e a pulsação intensa. A mão macia do grego causando uma furiosa reação de desejo no francês.

A respiração de Milo se intensificou, imerso na agonia do desejo ele abriu-se para Camus dando acesso total ao seu corpo. Desejou que o ruivo o possuísse como na primeira vez em que tinham feito amor. Não disse nada, apenas olhou-o... O pedido mudo e explícito no olhar febril de tanto desejo... As coxas se afastaram e Camus mergulhou entre elas, compreendendo a rendição do grego... Desceu a mão para a junção entre as pernas dele. Provocou-o roçando, massageando, até introduzir os dedos na entrada pulsante de forma lenta e circular.

Milo fechou os olhos quando todos os seus sentidos centralizaram na mão de Camus e no que ele estava fazendo. Inalou profundamente quando se sentiu tocado em um determinado ponto. Seu corpo inteiro parecia em suspenso e então ele movimentou os quadris, seu corpo instintivamente procurando, seguindo o movimento dos dedos do ruivo.

Um gemido escapou de sua garganta e uma onda de prazer o percorreu. Esperou que Camus repetisse o movimento, mas em vez disso, o ruivo retirou os dedos e se encaixou entre as suas pernas, o membro viril sondando a entrada enquanto ele movia os quadris lenta e prazerosamente...

Camus apossava-se do corpo esguio, masturbando-o, lambendo-o, levando-o ao deleite extremo e fazendo-o ansiar pela posse total, única. Foi então que, olhando-o nos olhos, Camus o penetrou, lenta e profundamente.

Milo ofegou... Um gemido longo escapou de seus lábios, e ele apertou Camus junto a si e, em seus olhos nublados de desejo mostrou ao ruivo o quanto o queria.

Camus começou a estocar devagar, subindo e descendo numa cadência lenta, enquanto buscava a boca de Milo para beijar, lamber-lhe os lábios voluptuosamente para só então se enterrar com força, sentindo a resposta do grego em suas costas, as mãos segurando suas nádegas para forçá-lo a ir mais fundo dentro de si.

– Ahhhh... Camus...! — gritava o grego, projetando o corpo, ao mesmo tempo em que puxava, ainda mais, o ruivo para si.

Atendendo ao apelo de Milo e também ao desejo furioso de seu próprio corpo, Camus quase saiu de dentro dele para projetar-se mais forte, golpeando-o nas profundezas, arrancando gemidos roucos, fazendo-o se contorcer sob o seu corpo, enquanto ele próprio gemia entrecortado e era tomado pelos tremores que antecediam ao gozo.

Milo agora se movia junto, tomado por uma febre insuportável e uma sensação de que estava se dissolvendo e, ao mesmo tempo, sentia cada célula do seu corpo ser varrida pelo prazer feroz que o cavalgava sem piedade...

Gemendo e arfando, Milo gozou, assim que se sentiu preenchido até o fundo com uma última estocada forte. O suor verteu por todos os poros de seu corpo e o nome de Camus escapou-lhe da garganta como um mantra repetido na mesma cadência dos últimos estertores do orgasmo.

Ainda arfante, buscou a boca de Camus, ensandecido em sentir-lhe o ofego do gozo em seus lábios, tocar a língua experiente, que o fazia delirar...

Um grunhido soou na garganta de Camus, como se tivesse esperado muito tempo para ser liberado. O controle dele se rompeu e ele segurou os quadris de Milo com ambas às mãos, puxando-o para si, enquanto investia dentro dele com força.

Num último movimento profundo, Camus inclinou a cabeça para trás, o pescoço estendido com a força do clímax, os dentes cerrados... Milo sentiu o líquido quente da liberação tão fundo dentro de si como se Camus estivesse trespassando-o com seu gozo.

O suor escorria pela face e lhe cobria o corpo todo quando Camus deixou-se desabar sobre Milo. O grego abraçou-o com força, ainda tremendo pelo turbilhão orgásmico que varrera seu corpo e seu coração. Os olhos rubros se encontravam cerrados e a expressão do rosto bonito havia relaxado consideravelmente desde que ele transpusera a porta da frente.

Por fim, o ruivo rolou para o lado e se deitou de costas, saciado. Milo se deteve no rosto afogueado e belo do homem que amava, tocando-o nos lábios e fazendo-o sorrir.

– Prometa que não vai se arrepender e ir embora novamente. Se fizer isso eu... morro, mas te mato antes! Eu te amo ruivo... – a voz do grego estava rouca e emocionada.

Os olhos rubros pareciam incandescentes de um jeito diferente. Não era desejo, nem o destemor, sempre presentes naquele olhar. Era algo profundo e, ao mesmo tempo, transparente e visível. Foi assim que Camus recebeu aquela declaração e ficou sério ao responder.

– Não se deve deixar ninguém para trás, lembra? Principalmente se esse alguém é o grande amor da nossa vida. – sussurrou o ruivo. Palavras que considerava impossíveis de serem ditas antes, agora lhe escapavam com facilidade pelos lábios beijados pelo grego.

O grego deitou-se sobre o corpo de Camus, olhando-o com intensidade.

– Repete! Diz de novo o que acabou de falar! – disse Milo.

Camus sorriu.

– Eu te amo, Milo...

– De novo...

– Não costumo repetir mais de uma vez. – implicou o ruivo.

– Você é mesmo um sádico, Camus!

– Não... Sou apenas um homem que está aprendendo a amar. Você está sendo meu professor, portanto tenha paciência.

– Verdade, ruivo? Pois então vai ter que me obedecer em tudo que eu mandar. Para inicio de conversa, como ficaremos daqui para frente?

– Não sei. Eu ainda tenho que voltar ao Brasil, assim como você tem a sua temporada de corridas. Não pensei na logística do nosso relacionamento, mas...

– Mas...o quê?

– Uma coisa eu tenho certeza, não ficarei longe de você por muito tempo. – disse Camus puxando Milo para mais perto e beijando-o, demoradamente.

O grego sorriu e lembrou-se das cartas da deusa Saori. Então se aconchegou ao peito largo de Camus e fechou os olhos, confiando nas previsões e, principalmente, no amor que os uniria para sempre...

Notas finais
♥Eu sempre agradeço aos leitores silenciosos, quase ninjas... só não o são de fato, porque o contador mostra o número de acessos e isso surpreende, porque é muita gente lendo, mas poucos comentam. Então, apesar de ficar feliz em sabê-lo, deixo um ♥MUITO OBRIGADA ESPECIAL a quem se dá ao trabalho de deixar sua impressão sobre a fic, mesmo que seja um simples "continue". Um grande beijo a todos!♥ :)