Dúvida...
5 Capítulo 5 - Caindo na Estrada
Notas iniciais
Yuki: demos duro nesse cap, esperamos que gostem!Hohohoho, pela demora era pra estar bom, mas como eu também escrevi...
boa leitura ~
Yuki: Nyan X3
– POV Mello –
– Mello, eu te amo — Sussurrou o ruivo em meu ouvido, logo afastando-se para eu poder ver seu rosto.
O olhei nos olhos. Eu estava mais surpreso do que nunca em minha vida e estava chorando, mas ele estava sorrindo. O mais lindo sorriso que eu já vi em toda a minha vida.
Seus olhos agora brilhavam em um estranho tom vermelho, mas não me incomodei com isso. Ele continuava lindo... MAS QUE PORRA EU TO PENSANDO!? Ah, é...
– .. eu também te amo Matt — Falei, deixando-o surpreso, e em seguida selando nossos lábios em um beijo gentil e terno.
Ele demorou um pouco para corresponder, por causa da surpresa, mas logo o fez, fechando os olhos e eu fiz o mesmo. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente, como se tivessem sido feitas uma para a outra.
Alguns segundos depois nos separamos, mas voltamos a nos beijar e logo eu pedi passagem para minha língua, que foi imediatamente concedida. Continuamos até o ar faltar e, quando o beijo acabou, ficamos com as testas encostadas uma na outra, nos encarando um ao outro.
– Vamos sair dessa chuva. — Falou, passando o braço por minha cintura e a apertando forte.
Não entendi o porque daquilo, mas então aconteceu mais uma coisa muito bizarra. Matt saltou, segurando minha cintura, e logo estávamos no telhado de uma casa.
– C-como... ? – Comecei a falar, surpreso, mas ele levou seus dedos aos meus lábios, em um pedido de silêncio.
– Eu já explico, mas por enquanto aquiete-se, loira. — Sussurrou, brincando com o apelido idiota.
Como esse abestado consegue brincar numa hora dessas?! Ele estava vivo, e não morto como mostrara a TV, estava super rápido, havíamos praticamente voando e ele ainda tinha humor para fazer uma brincadeira?
Rapaz, admiro a capacidade do bom humor desse meu gamer.
Perai, acabei de pensar em Matt de meu gamer? Cara, to começando a ficar meio meloso...
Então ele pulou de novo e de novo ate que estivéssemos em frente a meu prédio, onde entramos e fomos direto a meu apartamento alugado, onde entramos pela porta e me virei para ele o encarando.
– Então, será que agora voce pode... me explicar como diabos voce esta vivo? Pensei... pensei que tinha morrido e... – Baixei a cabeça. — .. ido embora sem mim...
Ele se aproximou e me abraçou ternamente.
– Shhh... estou aqui agora, estamos juntos agora... – Sussurrou, tentando me acalmar. – Eu vou explicar, agora se acalme.
Ele se afastou um pouco e me olhou nos olhos. Sua expressão parecia dizer que ele estava indeciso, talvez por não saber por onde começar a explicar. Será que a verdade era tão extraordinária assim?
– B-bem, Mello, você vai achar que estou ficando louco varrido, pirado das idéias mas... — Ele fez uma pausa, o que deixou o momento ainda mais tenso.
– Diz logo, caralho! — Reclamei, então ele pareceu acordar.
– Tá bem, tá bem. Eu... e-eu sou... um... um vampiro. — Disse o ruivo. — Satisfeito?
Encarei-o com cara de paisagem, mas por dentro eu já era outra coisa. COMO ASSIM!? Vampiro!?!? Fala sério Matt! Se é pra mentir, faça direito, cacete!
– Não é possível. — Foi só o que saiu.
– Eu também achava isso. — Admitiu. — Mas é verdade, olhe nos meus olhos. Literalmente.
E eu olhei. Aqueles olhos escarlates me encararam com intensidade, e eu não consegui pensar que aquilo poderia ser uma maldita lente colorida. Simplesmente não podia ser! Além disso, Matt nunca faria uma brincadeira dessas, pelo menos não comigo.
– Eu ainda não entendo bem o que aconteceu. – Disse ele. — Mas... você viu o que houve com... comigo, depois de você sequestrar a Takada?
– Vi. Você... você morreu. Baleado. — Soltei as palavras com dificuldade. — Por isso estou confuso. Você, tipo, voltou dos mortos como vampiro? É isso?
– N-não! Claro que não! Bem, não fui bem eu que morri, entende? — Fez um a pausa. — Lógico que não. Bem, quem morreu foi... minha irmã gêmea.
Bom, agora a minha expressão era, literalmente: WTF!? O Matt tem uma irmã? Ainda por cima, irmã gêmea?! Como, meu Deus!? E eu não sabia de nada? Não, não era possível, Matt sempre me contava tudo! Ou quase...
– Vivemos juntos desde que éramos bebês na Wammy’s House. Quando cresci um pouco e me liguei que ela era a minha única familiar que eu conhecia, a protegia de tudo e de todos, então ela meio que ficou isolada do resto da Wammy’s. depois que saímos do orfanato, ela foi viver sozinha num apartamento aqui, na Inglaterra.
– E porque não me contou? — perguntei, indignado. — Afinal, você é ou não meu melhor amigo?
– E-eu não me sentia bem em contar pra alguém. Ela era minha única familiar, então fiquei com medo de contar. Sinto muito Mello.
– ... – Não consegui dizer nada.
– e no dia do seqüestro da Takada, ela entrou no meu quarto e atirou tranqüilizantes em mim, e, quando acordei, mostraram ela morta na TV.
– M-matt... S-sinto muito...eu...- comecei.
– N-não importa. Não agora. — Ele levantou a cabeça e deu um falso sorriso. — Eu estou com você agora, né? Mas...
Ele parou, como se tivesse dúvidas de se deveria continuar a falar. — E... e o Near?
Puts! Eu esqueci completamente do albino! Agora fudeu tudo, o que eu vou fazer? Bom, vou ter que dizer a verdade...
– V-você... viu? — Ele assentiu. — Bom, é que... eu fiquei frustrado quando... bem, quando vi que você tinha morrido...e meio que resolvi jogar minha tristeza em cima de Near. Desculpe.
Ele me encarou com uma cara de ‘poker face’, e logo em seguida deu suas maravilhosas gargalhadas.
– V-você não está bravo comigo...? – Perguntei
– Claro que não Mello! não consigo ficar bravo com você! eu te perdo-o!- Disse ele, pulando em cima de mim e nos derrubando no chão.
– Ai, Matt! Saia de cima de mim, você é pesado! — Reclamei, empurrando-o.
Ele riu. Não mudara nada.
– Desculpe, mas eu não aguentei! Culpa sua de ser tão Kawaii! — Só faltava ele criar orelhas de cachorrinho. — Bem, mas voltando ao assunto... Quando eu a vi morta na TV, fiquei tão assustado que nem pensei duas vezes e corri pra lá, e quando vi o seu corpo sem vida, eu meio que explodi de raiva, e acho q isso causou a transformação...mas não tenho certeza...
Eu já estava ficando tonto. Mas que coisa complicada, gente!
– Então... o que aconteceu... depois? — Eu estava curioso.
Será que era ele mesmo que estivera no meu caminhão e matara Takada? Provavelmente. Mas eu tinha que ouvi-lo dizer. Porque, com a morte de Takada, eu havia sido salvo.
– Depois eu a peguei e levei seu corpo no cemitério e –
– Matt...foi você que estava no meu caminhão? Foi você que matou Takada?
– Era isso que eu iria falar. Depois de ter colocado seu corpo no cemitério, corri para te encontrar, e acabei achando o seu caminhão. Consegui entrar sem que me percebessem, mas vi que Takada estava escrevendo seu nome no Death Note. Sei que matá-la comprometeria a missão, mas não podia deixar que morresse. Então a matei.
Naquele momento, meus olhos se encheram de lágrimas. Meu gamer escolheu me salvar ao invés de completar a missão!
Me aproximei lentamente dele, o abraçando gentilmente.
–Obrigado – Disse.
–Não foi nada, loira – Disse ele envolvendo seus braços em minha cintura.
Matt me contou o resto da história. Algo assim realmente existia? Era tudo verdade? Não havia porque não ser. Minha única escolha era confiar em Matt.
– Certo Matt, você quer minha ajuda para ressussitar sua irmã? Então te ajudarei.
– Ownnn muito obrigado Mellow! – Disse ele me abraçando forte – Temos de seguir esse mapa para chegar a sede do Conselho.
Peguei o mapa nas minhas mãos. Parecia ser um papel bem antigo.
– Não parece ser muito longe – Disse Matt.
– É verdade...o que é isso? — Disse, quando eu puxo um fiozinho suspeito, que desenrola o pergaminho, mostrando o resto do mapa.
Olhei aquilo com cara de “puta que pariu” e olhei para Matt com uma cara de “vou te matar se você me fizer andar tudo isso”
– Parece que vai demorar para chegarmos ao Conselho – Disse Matt enquanto afagava sua nuca.
Até teria dado um soco nele, se eu não o amasse e se eu não tivesse percebido uma coisa.
– Matt, olhe isso — apontei para uma parte do mapa
– Que idioma é esse que ta escrito? – Disse ele.
– Como é que EU vou saber? Mas para chegarmos ao tal conselho, teremos de ler isso.
–Mas eu não faço idéia de como vamos fazer para ler isso. É muito antigo, duvido que tenha qualquer registro sobre esse idioma.
Dei um suspiro pesado
– Então só tem uma pessoa a quem possamos recorrer.
– Está falando de L? Mas como? Ele está no exterior no momento.
– Não estava pensando nele.
–... – Parecia que ele entendeu aonde eu queria chegar.
Ele abaixou sua cabeça e sussurrou um “certo”. Ainda me sinto culpado pelo que fiz.
– Vamos Matt, teremos de contar tudo para ele.
– Certo – Disse ele, me agarrando pela cintura. Saímos voando porta afora e pulamos aqueles prédios de novo, até chegar na casa dele.
Subimos em sua sacada, onde entramos sem que ninguém nos visse.
Entramos em seu quarto, esperando que ele aparecesse, quando vejo uma figura albina saindo do banheiro. Near.
Ele parou um instante, depois conseguiu falar:
–M-Mello?
– Sim, sou eu, Near.
Ele olhou para Matt, e rapidamente sua expressão se tornou fria. No entanto, Matt estava um tanto...chocado, ao ver o albino.
– O que fazem aqui?
– Sente-se Near, é uma longa história.
O albino nos olhou com uma expressão confusa, mas logo se sentou na cama.
Contei exatamente tudo para ele, e, quando terminei, ele parecia estar chocado. Lógico que estava! Quem não ficaria depois de contar que alguém do nada se tornou um vampiro?
– I-isso é verdade? – Disse ele.
– Sim, e precisamos da sua ajuda para decifrarmos essa mer- isso, para irmos ao conselho.
– E porque eu ajudaria vocês?
Aquilo me fez bufar, não queria ter que fazer isso. Levei minhas mãos por debaixo de sua blusa, o empurrando contra a cama, ficando em cima dele, e sussurrei em sua orelha:
– Por favor Near, por mim...- Disse, logo em seguida lambendo sua orelha.
– Hmm...-Gemeu – E-Está bem...farei isso pelo Mello
Ouvi Matt pigarrear. O gamer deveria estar irritado.
Rapidamente saí de cima de Near, ele estava com um leve tom rosado nas bochechas.
– Deixe-me ver o mapa – Disse Near
–...- ele encarou aquilo por vários minutos, quando finalmente falou:
– Lamento, mas desconheço esse idioma – Disse ele.
– C-Como assim? Como iremos achar o Conselho agora? – Disse Matt, quase se descabelando.
– Teremos de ir na sorte. Seguiremos o caminho mostrado no mapa para ver aonde iremos chegar, não há outro jeito – Concluiu o albino. – Partiremos ao amanhecer.
Eu e Matt concordamos com a cabeça.
– Certo, iremos no meu carro – Disse.
–
Realmente era difícil assimilar que aquela criaturinha tão pequena tivesse a idade que tinha. Parecia uma criança, o algodãozinho... e estava fazendo aquilo por MIM. Eu, detesto admitir, estava com remorso por usar aquele método com o albino, talvez... talvez eu não o odiasse tanto assim e... PARA! Pára Mello, você ama o Matt e ponto final! Aquilo que você fez com o cotonete foi um ERRO e ponto final. Acalme-se Mello, vai acabar batendo esta merda!
Eu estava dirigindo, Matt estava no banco ao meu lado e Near estava sentado, contra sua vontade, no banco traseiro.
– Você parece uma criança, comporte-se como uma. — Brinquei, afagando a cabeça do cabrito.
Depois dessa, Matt passou a me encarar com raiva. Pois é, eu só faço merda. Bom, andamos alguns (vários) quilômetros, fomos parados por um policial que pediu para ver os documentos de todos, inclusive os da "criança“. Matt se matou de rir depois daquela, mas estávamos os três sem documento algum e Near teve de fazer uma ligação de meia hora para podermos voltar á estrada.
Assim que saímos do posto de polícia, Matt começou a rir novamente e Near lançou seu primeiro olhar de "ódio mortal". Que orgulho! Eu acho... Entramos no carro e saímos correndo. já estava escuro.
– Mello, acho melhor pararmos, senão você vai dormir e acabar batendo. — Disse Matt. — E eu que não vou dirigir, vou acabar matando alguém...
Era verdade, Matt era um péssimo motorista e mesmo que agora, como... vampiro, não fosse, não queríamos arriscar. Eu, realmente estava cansado e dava para ouvir a respiração pesada de Near dormindo no banco traseiro. Mais um tempo e então parei no primeiro lugar que vi. Assim que descemos do carro, com o albino ainda semi-consciente, Matt falou em meu ouvido.
– Mello... isso aqui é um Motel.
– Dane-se. — Foi minha resposta seca.
Arrependi-me por aquilo, mas fui rapidamente até a recepção, onde a moça exageradamente maquiada, tanto que chegava a ser escrota, encarou-nos com ar de desdém. Pior de tudo, havia somente mais um quarto disponível, onde só havia uma cama de casal. Era o melhor quarto que eles tinham e, por causa disso, a cama era ENORME. Digo, caberiam quatro pessoas ali numa boa. Só havia uma cama no quarto. O que significava...
– Fudeu!
Continua...
Notas finais
Yuki: muitas "coisinhas" vão rolar nesse capítulo *kukuku*
koyuki:Ou não...¬¬
Yuki:E eu não vou contaaaar,nananananana! *apanha infinitamente*
Obrigadinha por lerem *-*
até a próxima ~.^
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