Dúvida...

4 Capítulo 4 - Descoberta


Notas iniciais
Yuki: um capítulo meio pequenininho, só pra vocês ficarem com mais vontade ainda do próximo. *apedreja*
Koyuki-chan: Mas nem se preocupem, viu leitores? Vamos postar o capítulo o mais rápido possível! ^^
Yuki: nem nos matem por ter ficado pequeno, compensamos vocês uma hora dessas, pode ser?
Koyuki: Bem, aproveitem o capítulo e fique com vontade do próximo, até as Notas Finais! ^^
boa leitura ~

– POV Matt -

Após deixar o corpo de Michelle em meu apartamento, literalmente voei até o lugar de onde estava sentindo o cheiro de Mello.

–Estranho...- pensei, ao chegar perto do prédio, onde com certeza estava Mello, junto a outro cheiro familiar. De quem era? Não conseguia me lembrar, mas estava bem próximo do Mello. Não gostei. Ciúmes? Talvez.

Escalei o prédio com minha nova agilidade até chegar no último andar, da onde vinha o cheiro de Mello.


Como minha visão havia melhorado muito e agora eu podia enxergar bem no escuro, subi na amurada da sacada e espiei lá dentro.

– Ahhhhhhhh! — Ouvi um gemido de puro êxtase vindo de duas bocas e fiquei chocado com a cena que vi.

Era o Mello, o meu Mello, nu e se retirando de dentro do interior de alguém. Isso mesmo, meu Mello acabara de fazer sexo com alguém. E esse alguém era a pessoa mais improvável e a última em quem eu pensaria. Era Near.
Eu já estava borbulhando de raiva e lutava para segurar as lágrimas que teimavam em tentar cair, quando ouvi algo que destruiu minhas tentativas de reprimi-las e quase me fez soluçar.

– Eu te amo Near. — Disse a voz de Mello, assim que se recuperou.

Entrei em choque mais uma vez e as lágrimas caíram, em uma enxurrada, e eu estremeci de ódio, o mais puro ódio que já senti em toda minha vida.

– Eu também te amo, Mello – Respondeu Near, o que fez meu ódio chegar ao nível máximo quando deitou a cabeça no peito do meu chocólatra e adormeceu.

Meu olhar de raiva mesclado com uma tristeza infinita, deveria estar muito penetrante, pois vi Mello virar a cabeça e me encarar.

O vi espreitar os olhos para tentar me ver, mas logo me virei, ainda chorando, e pulei da janela, para que ele não me visse naquele estado deplorável.


Fechei os olhos ao pousar na calçada em frente ao hotel. As lágrimas ainda caíam e meu coração, mesmo que tivesse parado por causa de minha transformação, estava estilhaçado em tantos pedaços que poderia virar areia e ser soprado pelo vento.

Naquele momento tive vontade de morrer. A pessoa que eu amava dizendo que amava outro? Isso é a pior coisa que pode acontecer a alguém. Quis até me suicidar, mas aí lembrei que agora era imortal.


Não podia ficar pior, mas ficou. Começou a chuviscar e logo caiu o mundo de água sobre mim. Não que me incomodasse, mas tornava a atmosfera ainda mais deprimente, se isso fosse realmente possível.


Coloquei as mãos no bolso, abaixei a cabeça e fui andando lentamente diretamente para minha frente. As gotas da chuva, por sorte, disfarçavam minhas lágrimas e meu rosto vermelho.


Depois de um tempo, estava em uma rua larga, deserta e mal iluminada, somente iluminada pelas lâmpadas baratas da rua e pela lua, devia ser madrugada já e continuava chovendo muito forte. Parei embaixo do semáforo e olhei para a lua. Senti mais lágrimas escorrerem pelo meu rosto.


Escuto passos apressados atrás de mim. Quando me viro, lá está ele. Mello. A pessoa que amo, parando embaixo da chuva, á uns 2 metros de mim, me olhando perplexo. Pude jurar que vi uma lágrima descendo pelo seu rosto, mas poderia ser somente uma gota da fria chuva.


– POV Mello –


– M-...Matt? – Disse. Como eu era burro. Como poderia ser ele, sendo que ele estava morto?


Ao pensar naquilo, meu coração doeu. Olhei para o albino. Metade de mim queria saber quem era aquele cara e a outra me dizia insistentemente que ele era Matt.


Não pensei duas vezes, catei meu casaco, minha arma e voei porta afora. Desci o elevador e saí do prédio. Parei na entrada do mesmo.


– Como vou achar aquele cara? – Pensei.


–Isso é estupidez – Disse, desistindo e já entrando novamente no prédio, quando olho para frente e bem adiante vejo uma figura suspeita, parada na chuva.


Não pensei duas vezes e já saí correndo na chuva, que nem um louco. Devíamos estar a uns 30 metros um do outro. Pisar com força naquelas poças de água fazia muito barulho, espero que ele não me perceba tão cedo, mas o barulho da chuva ajudará a disfarçar minha presença.


A cada centímetro que me aproximava dele eu tinha mais e mais certeza de que era Matt.


Comecei a correr mais rápido. Não importava o quanto eu estava correndo, parecia que eu nunca chegava perto dele. Senti meus olhos se encherem de água.


Diminuí meu passo. Agora andava lentamente. Meu rosto estava com a expressão mais perplexa que poderia estar. Parei a 2 metros dele. Ele olhou para trás.


Naquela hora eu tive certeza. A mais absoluta certeza que já tive na vida. Era Matt. Era o Matt ali, parado na minha frente. Senti minhas pernas ficarem moles e uma lágrima desceu pelo meu rosto. Ele me encarava com um olhar frio mesclado com raiva.


Será que ele havia visto o que acabara de acontecer entre eu e Near? Muito provavelmente. Eu estava em choque. Havia esquecido de como se fala.


Como ele estava ali? Eu o vi MORTO na TV. Como? Essa pergunta não deixava minha mente.


Meu corpo estava rígido, mas minhas pernas estavam moles. Eu não conseguia parar de chorar e meu olhos estavam o mais aberto possível.


Tomei coragem, sem mudar minha expressão, e caminhei lentamente até ele. Ele só observava meus passos.


Delicadamente envolvi meus braços em seu pescoço e literalmente desabei nele, pois minhas pernas falharam nessa hora.


Pude sentir uma expressão de surpresa em seus olhos. Fechei meus olhos o mais forte possível, desabando mais e mais lágrimas em seu pescoço. Senti ele estremecer com aquilo.


– Desculpe – foi tudo o que consegui dizer naquela hora. Eu mais solucei a palavra do que falei. Apertei mais meus braços em seu pescoço, e repeti o que havia dito, porém um pouco mais alto desta vez.


– Desculpe! – Logo depois, senti seus braços apertarem minha cintura. Senti ele aproximar sua boca de minha orelha. Cada toque dele me fazia arrepiar. Mas o que me deixou surpreso foi o que ele havia acabado de dizer na minha orelha.


O olhei nos olhos. Eu estava mais surpreso do que nunca e chorando, mas ele estava sorrindo. Um sorriso docemente puro.


Continua...


Notas finais
Yuki: E aí, curiosos? *apanha*
Koyuki-chan: O que será que o Matt disse? Será que é o que vocês estão pensando? Será que eu sei o que vocês estão pensando?
Yuki: não, não sabe. ¬¬
Koyuki-chan: T.T má
Yuki: sim, é o que diz o meu Psicólogo. Agora, fiquem curiosos que no próximo capítulo será revelado o que o Matt disse e mais umas bombas!
Yuki e Koyuki-chan: Kissus, até o próximo capítulo, leitores do nosso coração! ^^