— Caramba! — a criatura por pouco não atravessou o teto com o pulo que deu — O apartamento tava vazio esses dias!

— E mesmo que tivesse, como tu invade na mão grande?! — empurrei as rodas uns metros para frente. Eu não sabia o que era pior: a aparência ou a olência de banheiro químico do cidadão.

Olhou mais uma vez para as teclas marcadas pela poeira dos dedos e confessou:

— Eu tinha uns oito anos quando vi ele sendo colocado aqui. E quando soube que o dono tinha morrido, pedi pra vir tocar toda noite…

Engoli seco. Realmente, não sabia como agir.