Notas iniciais
Olá amores! Bem, depois de duas semanas, cá estou eu! Como eu tinha falado no aviso, tive alguns problemas técnicos mas agora está tudo bem! Peço que me desculpem pela demora, mas agora vai! o Realmente gostei de escrever esse capítulo e gostei muito mais de escrever o outro. Agradeço aos reviews que eu recebi, estavam adoráveis e eu amei! Obrigada! Tentarei manter aquele ritmo anterior de posts, uma vez por semana, as vezes uns dois por semana, mas não prometo nada. Minha vida anda muito corrida, rs. Chega de papo e vamos ao capítulo sim? Espero que não me matem,rs. *vestindo a armadura*

Capítulo 07

“Você passou perto de mim, sem que eu pudesse entender. Levou os meus sentidos todos pra você. Mudou a minha vida e mais.”

O vento – Jota Quest



Ichigo

189

Havia sido um erro tocar nela. Fico me perguntando onde eu estava com minha cabeça. Ah, sim! Totalmente na mulher na minha frente! Parecia que tinha algo como um imã; não importava o quanto eu me afastasse, no final, sempre acabava atraído por ela de alguma maneira.

Sabia que era errado, desde o começo. Em momento algum deveria ter permitido um relacionamento — mesmo de amizade — entre mim — um sub-xerife — e Rukia — uma criminosa.

Deveria ter colocado Rukia no lugar e ter ficado na minha. Mas eu sou burro! O meu único consolo era que: Como eu poderia resistir a ela se Rukia era simplesmente irresistível? Me lasquei!

Meus dedos roçaram sua pele macia e senti-a arrepiar-se com meu toque, inconscientemente aproximei-me ainda mais e Rukia fazia o mesmo, parecendo totalmente absorta de seus atos. Irritei-me por aquele enorme balcão estar entre nós, formando um grande empecilho para o contato de nossos corpos.

Inclinei-me em sua direção e segurei seu rosto entre minhas mãos, comecei a me aproximar mais e mais, sua respiração estava ofegante igual a minha e gotas de suor desciam do atraente pescoço até o decote de sua blusa. Observei seus lábios rosados entreabertos, apenas esperando para serem tomados pelos meus, que já estavam sedentos por aquele contato.

Sem quebrar o contato visual, ela empurrou a panela e os pratos que estavam em cima do balcão para o lado e pude ouvir o barulho estridente de algo sendo destroçado, mas não me importei muito com isso. Tudo que importava naquele momento era somente ela.

No segundo seguinte, já me encontrava entre suas pernas que enlaçaram meus quadris fortemente. Seus dedos tocaram minha face e parecia que minha pele estava em chamas.

Um gemido rouco escapou dos meus lábios e ela esboçou um sorriso sexy, o mais sensual que já havia visto. Uma das minhas mãos foi a sua nuca ansiando por mais contato e as mãos suaves de Rukia alcançaram meu pescoço puxando-me em sua direção.

Peguei-me pronunciando o nome dela.

— Rukia.

Estávamos a centímetros de distância. Próximos demais.

— Ichigo. — Pude vê-la sorrir e a distância entre nós foi abolida com um leve roçar dos nossos lábios.

— Ichigo!

Não. Uma voz conhecida, bem conhecida, soou de repente. Me assustei e empurrei Rukia sem querer, que acabou caiu no chão.

— Ai! — Afastei-me bruscamente ficando a muitos metros de distância de Rukia, que gemeu mais uma vez antes de soltar um insulto. — Imbecil.

— Ichigo?

Inoue

O dia estava ensolarado e belo. Diferente de muitas pessoas, eu gostava do calor. Era um ótimo dia para um passeio e já fazia um tempo desde a última vez que vi Ichigo, por isso, decidi fazer uma visita.

Enchi a paciência do meu irmão, Sora, até ele ceder e me levar a casa de confinamento das montanhas, em que Ichigo estava tomando conta daquela criminosa.

Estava um pouco preocupada. Será que estava tudo bem com ele? Já tinha ouvido várias histórias sobre essa criminosa, e nenhuma delas era boa. Realmente esperava que sim. Simplesmente estava morrendo de saudades!

O caminho até lá não foi silencioso, pelo contrário, foi acompanhado pelos resmungos de meu irmão que ficava a me chamar de louca — na verdade, ele usou a palavra biruta, mas dá no mesmo — e que se odiava por fazer tudo que eu queria.

Levamos cerca de uma hora e meia para chegarmos. Quando a casa já estava à vista, combinei com meu irmão dele esperar ali e se acontecesse alguma coisa, eu gritaria. Ele concordou e segui o resto do caminho andando, o que não foi muito fácil por causa dos meus sapatos.

Dez minutos depois, havia chegado na frente da casa. Não me aguentando de empolgação, gritei:

— Ichigo! — Ouvi um estrondo vindo de dentro da casa e subi as escadas com pressa. — Ichigo?

Olhei em volta e vi a tal criminosa, que estava no chão em uma posição estranha e com uma careta. Em seguida vi Ichigo, que estava próximo da porta e com uma cara que parecia que tinha visto um fantasma. Ele olhou na minha direção com uma expressão que eu jamais havia visto.

— Está tudo bem? — perguntei de repente.

— Estou sim. Só fui atacado. — Ele desviou o olhar para “a ceifadora” e depois voltou o olhar para mim.

— Pois é, eu também fui atacada. — Uma voz com um tom grave e belo soou e olhei para Rukia que já estava de pé.

Eu tinha uma pequena impressão que eles não falavam da mesma coisa.

— Pelo quê? — Mesmo quase morrendo de medo, não consegui me conter, minha curiosidade era muito maior.

— Quem é você?

A figura perigosa daquela mulher era simplesmente assustadora. Totalmente intimidadora. Dei um passo para trás e fiquei atrás de Ichigo.

— Vamos lá para fora Inoue — Ichigo disse de repente, segurando minha mão e me arrastando porta a fora. Fiquei sem entender nada, mas não discuti. Sentamos na escada e ele virou-se para mim. — O que você está fazendo aqui? É perigoso sabia?

— Eu vim te visitar — respondi fazendo um biquinho. — Estava com saudades.

— Veio sozinha?

— Vim com meu irmão. Ele está ali — esclareci, apontando par ao horizonte. — Como você está?

— Eu estou bem. — Por um momento eu duvidei de suas palavras, até ele segurar minha mão entre as suas e falar: — É sério. Não me olhe assim Orihime. Estou bem mesmo!

— Se você diz, eu acredito. — Abri meu melhor sorriso e observei-o por um instante. Havia algo diferente nele, mas não sabia o que era. Olhei mais um pouco e notei que seus olhos estavam mais escuros que o habitual. Seu olhar em mim estava tão intenso que achei que iria me devorar. — Ichigo?

De repente ele me puxou para perto e abafei um grito de surpresa, seus lábios salgados tomaram os meus de uma maneira voraz, de uma forma que Ichigo jamais havia feito antes. Nem mesmo quando fizemos amor.

Quando ele se separou de mim, murmurou algo.

Algo que não era meu nome.

Rukia

Eu simplesmente não conseguia parar de andar de um lado para o outro. Sem parar. O que aquele imbecil achava que estava fazendo me empurrando daquela maneira? Imbecil! Imbecil! Além do mais, quem era aquela? Alta, ruiva e bonita? Provavelmente fresca e manhosa... Arghs! Chega fico com nojo só de pensar!

Achei que seria melhor se eu saísse para esfriar a cabeça, senão eu mataria aquele sub-xerife idiota! Gemi de frustração.

Fui para fora do quarto e comecei a ir na direção da porta, porém me lembrei que ele estaria com a rapariga lá fora e não tinha nenhuma outra saída — infelizmente. Hesitei.

Ah, quer saber? Dane-se! Continuei andando até a porta, parei quando os vi junto sentados no pé da escada.

— Como você está? — a mulher perguntou de uma forma amável.

— Eu estou bem. — Oh, claro que estava. Sob os meus “cuidados” quem não ficaria? — É sério. — Encostei-me no batente da porta começando a ficar interessada na situação, ela não parecia acreditar muito nele. — Não me olhe assim, Orihime. — Ah, que nome estranho. Será que era um apelido? — Estou bem mesmo!

Fiquei os observando em silêncio, fiquei até surpreendida por Ichigo não ter notado minha presença ali, ou já tinha notado e queria esfregar na minha cara como era uma dama de verdade e mostrar sua vida estupidamente feliz.

O silêncio não durou mais que alguns segundos.

— Se você diz, eu acredito. — Ela sorriu de uma forma tão... Tão... Melosa. Parecia submissa. Já disse como odeio mulheres assim? Se não. Odeio mulheres submissas!Acho que vou vomitar! — Ichigo?

Apertei a ponta do meu nariz com o polegar e lutei para não suspirar. Fechei os olhos e contei até dez. Quando os abri pude perceber claramente a ausência de distância que antes existia entre Ichigo e a tal de Orihime.

Oh, que lindo.

Pela expressão dela, parecia que não estava acostumada com esse tipo de atitude vindo dele, a ruiva corou e o xerife a beijou. Logo percebi o que significa aquilo.

Frustração sexual.

Oh! Ele estava despejando o desejo que sentia por mim, nela! Que injustiça! Mas achei isso engraçado! Coitada daquela jovem dama! Tentei reprimir um início de uma gargalhada, mas foi em vão. Comecei a rir que nem uma louca — admito.

Ouvi Ichigo murmurar meu nome e o olhei ainda rindo. Enxuguei algumas lágrimas que tinham começado a sair.

— Desculpe por estragar o momento meloso de vocês. Sério! — falei tentando parar de rir. — Minhas sinceras desculpas. — Lembrei-me do que queria fazer antes e tive uma ideia.

Ri mentalmente. Os dois ainda olhavam para mim. Ichigo com uma cara de bunda e Orihime parecendo apavorada.

Perfeito!

Comecei a tirar minhas botas, depois desabotoei a blusa e comecei a tirá-la.

— O que ela está fazendo? — A voz surpresa da mulher surgiu de repente.

O sub-xerife manteve-se em silêncio e me atrevi a olhar antes de terminar de tirar a blusa. Ele estava simplesmente inexpressivo. Sorri de satisfação e arranquei a blusa e me apressei em tirar a calça e o resto.

Quando terminei, andei — peladona — até a ruiva que não saiu do lugar, devia estar horrorizada, claro. Era assim que uma verdadeira dama agia. Argh. Fiquei perto o suficiente da mulher e enrolei uma mecha de seu cabelo em meu dedo antes de falar:

— Caçando. — Orihime tremia levemente, mas ainda assim pude ouvir um “o quê” saindo de seus lábios. Sorri e soltei a mecha do seu cabelo. — Tinha perguntado o que eu estava fazendo. Respondi: Caçando. — Assoprei seu rosto e continuei: — Alguém pode acabar domando o garanhão selvagem no seu lugar, dama.

Ri para dar mais efeito e sai satisfeita com o resultado.

Porra!

Devia ter trago ao menos as botas! Essa areia está quente pra cacete! Meus pés! Choraminguei.

I&R

— Texas —

Os passos fortes do governador era um dos traços mais marcantes de sua assustadora personalidade. Havia apenas oito pessoas no mundo que não temiam a figura do homem, sendo que duas delas já haviam saído dessa para melhor — ou pior, nunca se sabe.

O inferno deve ter muito espaço — uma estava presa, três perambulando por aí e as outras duas... Bem, dois xerifes igualmente assustadores. Kenpachi Zaraki e Byakuya Kuchiki.

E agora ele estava ali, na delegacia para tirar a limpo aquela história toda que tinha ouvido falar. O seu ajudante Kira o acompanhava quase correndo e uma vez ou outra tropeçava nos próprios pés.

Yamamoto abriu as portas da delegacia com força e o homem com um tapa-olho ali sentado olhou já preparado para um possível ataque, mas quando viu de quem se tratava, voltou a fazer o que estava fazendo antes.

— Ah, é você velho — pronunciou sem tirar os olhos da mesa.

— Me trate com mais respeito, Kenpachi Zaraki. Sem brincadeiras — falou demonstrando todo o seu mau humor. — Agora me diga que história é essa de terem pegado Rukia! — praticamente berrou com uma expressão assustadora.

— Isso mesmo. O xerife Kuchiki a pegou um dia desses aí — respondeu, parecendo pouco interessado no assunto e depois soltou um suspiro de tédio apenas confirmando tal ponderação.

— E por que diabos não fui informado de tudo isso?

— E você pergunta para mim, velho? — indagou, erguendo as sobrancelhas.

— O que aquela louca acha que está fazendo? Ela deveria ter mais cuidado! Não foi isso que tínhamos combinado! — resmungou passando a mão na cabeça.

—Você fala como se Rukia fosse um animal domesticável. Aquela mulher é o demônio. Não duvido que ela tenha se entregado de propósito. Adora uns desafios estranhos — Kenpachi murmurou, soltando uma risada. — Não se preocupe tanto velho, ela sabe se virar. Se for preciso, ela traz o inferno com ela e se liberta.

— Pior que ela foi pega logo pelo xerife Kuchiki. Logo ele que não faz parte do nosso pequeno esquema. — Estalou a língua de irritação. — Tem certeza que já não está morta? — perguntou enquanto se sentava na cadeira de frente para o xerife.

—Tenho. Falsifiquei o documento dando a ordem para esperarem duzentos dias para ser transferida para cá antes da execução. — esclareceu, dando a típica risada de trovão.

— Duzentos dias?! — O governador levantou-se de uma vez, batendo as mãos na mesa com força. — VOCÊ ENLOUQUECEU? — gritou.

— Eu achei razoável — respondeu normalmente, coçando o queixo. — Ela acha esse tipo de coisa divertida. Também são dias suficientes para que ela possa fugir. Nas mãos daquele tirano nunca se sabe quando vai conseguir.

— E aquele bando insignificante? — Voltou a sentar.

— Deve estar em algum lugar no meio do Arizona. Quietinhos, no mínimo.

— Melhor assim. Vou tentar diminuir os dias e trazer aquela mulher-demônio pra cá e dar uma desculpa pra ela fugir.

— Relaxa velho. Qual tal irmos beber uma boa rodada de cerveja?

— Claro. — Levantou — Está esperando o quê?

I&R

Ichigo

Já fazia umas horas que Orihime havia ido embora — aterrorizada, diga-se de passagem — sem entender nada daquela insinuação feita por Rukia — graças a Deus. E eu aqui sem saber o que fazer. Desde àquela hora, Rukia ainda não tinha voltado e agradeci mentalmente e imensamente por isso, precisava de um tempo para por meus pensamentos — e sentimentos — a limpo.

Com ela por perto, era impossível pensar.

Massageei minhas têmporas e fechei meus olhos, mas os abri imediatamente quando a primeira imagem que veio foi aquele lindo sorriso de Rukia. O que tinha sido isso? Estou parecendo uma garotinha, isso sim! O que eu sinto por ela é pura atração! Atração! Nada a mais que isso.

Pelo menos é disso que estou tentando me convencer.

O que faz vir na minha mente: O que tinha sido aquilo mais cedo?

Não fazia a mínima ideia.

Meu próprio corpo havia me traído! O cumulo da traição é justamente isso! O que fazer quando não se pode nem confiar em si mesmo? Uma voz bem sádica no fundo do meu cérebro sussurrou um “se mata”, mas creio que não é a melhor opção.

Será que se eu me deitasse com aquela rapariga de olhos azuis, esse desejo que queima em mim, iria passar? Provavelmente não, mas a ideia era tentadora. E eu não sou o tipo de cara que fica com uma mulher sem sentir nada por ela além de tesão.

Esse era meu maior medo.

Sentir mais que desejo sexual por uma mulher, que além de ser uma criminosa, iria ser executada. Sinceramente, eu já tive a experiência de perder pessoas que eu realmente amava, e sei como dói. E por isso, não quero passar por aquilo de novo.

Ainda mais por uma pessoa que não tem nada a ver comigo.

Alguém como Rukia.

Estava decidido. Assim que Rukia voltasse, nós conversaríamos. De verdade.

Não sei por quanto tempo fiquei ali esperando, só sabia que a cada minuto que passava, ficava mais ansioso. Além do mais, estava tão cansado...

E antes que eu me desse conta, já havia adormecido ali mesmo.

Notas finais
Ui! Sei que muitos não vão gostar da entrada da Inoue, mas quanto a isso, posso adiantar que ela fisicamente não será um empencilho, então não se preocupem muito com ela. Pretendo que seja mais uma parte do humor. E é meio estranho ela chamar o Ichigo de Ichigo ao invés de "Kurosaki-kun"não é? Mas como a história se passa nos EUA, ficou meio complicado, porque acho que se ela chamasse de Kurosaki também não combinaria, preferi deixar Ichigo mesmo. O mesmo com ele. Chamando de Orihime. u.u :D E como puderam ver, mostrei um pouco da relação do Yamamoto com a Rukia, nos capítulos seguintes irei dando uns spoilers até chegar a hora da própria Rukia contar sobre a vida dela. Começarei a falar da parte do Ichigo também. :D Espero que tenham gostado apesar de tudo!Estarei esperando os deliciosos reviews que costumam me deixar! Beijos e até no final de semana! Postarei mais um nesse fds para compensar minha demora nesss semanas!