Notas iniciais
Em ítalico são os pensamentos que o Gerard está ouvido, tá.

Que bagunça! Gerard tampou os ouvidos, entrando na sala de aula. Como quarenta pessoas podiam fazer um barulho danado! Olhou para o professor sentado na cadeira diante de uma mesa caindo aos pedaços de tão velha. Sua expressão era desolada. Estava mais do que claro que não conseguia organizar a turma, e isso que a maior parte já tinha quase dezoito anos!

Coitado... Mais um! Valha-me Deus, tomara que não seja igual aos outros. Pensava o professor.

-Olá, meu nome é Gerard Way.

-Olá senhor Way.- Ou devo chamar-lhe de anão? — Pode sentar-se na última carteira, com o senhor Iero.

-Muito obrigado, professor.

-Não foi nada.

De onde ele saiu, do século dezoito? Mentes hostis, mesmo que tão jovens, ocupavam a sala toda, chegava a doer a cabeça. Gerard sentou-se ao lado de um rapaz na última carteira. Era parecido com ele, mas não via-se o rosto direito, pois estava afundado entre os braços, roncando sonoramente.

-Bom-dia, meu nome é Gerard Way.

-Hã? O que? — o tal do Iero levantou o rosto, visivelmente arrancado de um sono profundo.

-Qual é seu nome?

-Frank... Frank Iero.

-Quantos anos tem, Frank?

-Dezoito... Peraí! Por que você está falando comigo?

-Ué, você é meu colega de classe, não é isso que eu devia fazer?

-De que mundo você é?

-Por que?

-Eu sou um excluído, horas. Não tiro notas e também não sou popular é só isso que você precisa saber. — já ia deitar a cabeça de novo, quando Gerard interrompeu-o:

-Mas... Que hostilidade. Eu só quero ser seu amigo.

-Tá... Se me seguir feito um cachorrinho vai fazer com que me deixe dormir então me considere um amigo... Contanto que não me acorde mais.

-Tudo bem...

Mikey sentou-se, também, na última carteira. Sua sala estava longe de ser diferente da de Gerard, indisciplinada e quase medíocre. Também muito hostil, ninguém respondeu-lhe.

-Escola devia mudar de nome, Gee... Devia ser suplício!

Notas finais
Obrigado de coração por você estar lendo!