Notas iniciais
Então, eu estou decepcionada comigo mesma por ter feito essa parte tão minúscula, mas não posso deixar de atualizar a fic da mesma forma que não posso deixar de trabalhar em minhas outras fics e no meu livro (sim, estou escrevendo um). Me desculpem...

Jake e Simon...

Dois caras que conheço desde que me entendo por gente, meus dois melhores amigos. Sim, Star era noiva dele, mas eu o conhecia há mais tempo e sabia de todos os segredos dele. Por isso me considerei o amigo mais triste de todos e eu chorei, sim, eu chorei. Sou um cara de vinte e cinco anos (indo para os vinte e seis) que chorou muito no velório de um dos melhores amigos.

Fiquei tão abraçado a minha mãe que me senti uma criança de cinco anos de idade que vai pela primeira vez na escolinha. Vez ou outra eu observava as pessoas ao meu redor, Jake e a galera não estavam melhores do que eu e a família de Simon (incluindo Star e Stan) estavam em condições horríveis.

Nem sei se Skyler frequentou o velório, mas eu não tive tempo para reparar.

Quando o padre terminou a cerimônia e o caixão foi enterrado as pessoas se foram aos poucos, mas eu, Star e Stan ficamos. Por algum motivo ficamos.

– Vocês três aí, vamos embora. – Olhei para trás, era Skyler e Sam estava ao seu lado.

– Não... – Star sussurrou

– Sam, leva o Stanley, por favor. – O irmão mais velho balançou a cabeça positivamente – Ele não merece esse tipo de pressão psicológica.

Stan correu para o tio e eu observei Sky se aproximar, ela me abraçou por trás e pousou o queixo no meu ombro. Coloquei minhas mãos por cima das delas e senti seus lábios roçando na minha bochecha, Star apenas nos observava.

De repente Sky me soltou e pegou minha mão, me puxando para perto de Star.

– Lullaby? – Star perguntou

– Claro. – Sky sorriu

Sentamos ao redor da lápide, Sky começou a cantar baixinho.

Bem, eu sei como é o sentimento

De encontrar-se do lado de fora, à margem

E não há cura

Para um corte com uma ponta afiada

Eu estou lhe dizendo que

Nunca é assim tão ruim

Aprenda com alguém que já passou pelo que você está passando

Jogados no chão

E você não tem certeza

Se consegue continuar com isso



Então, basta tentar mais uma vez

Com uma canção de ninar

E aumente o som disso no rádio

Se você pode me ouvir agora

Estou me comunicando

Para que você saiba que não está sozinha

E se você não consegue entender

E você se assusta

Porque eu não consigo contatar você no telefone

Então, apenas feche os olhos

Oh, meu bem, aqui vai uma canção de ninar

Sua própria canção de ninar



Por favor, deixe-me levá-la

Para fora da escuridão e para a luz

Porque eu tenho fé em você

Que você conseguirá atravessar outra noite

Pare de pensar no caminho mais fácil

Não há necessidade de soprar e apagar a vela

Porque você não está acabada

Você é jovem demais

E o melhor ainda está por vir



Então, basta tentar mais uma vez

Com uma canção de ninar

E aumente o som disso no rádio

Se você pode me ouvir agora

Estou me comunicando

Para que você saiba que não está sozinha

E se você não consegue entender

E você se assusta

Porque eu não consigo contatar você no telefone

Então, apenas feche os olhos

Oh, meu bem, aqui vai uma canção de ninar

Sua própria canção de ninar



Bem, todo mundo já chegou ao fundo do poço

Todo mundo já foi esquecido

Quando todos estão cansados de ficarem sozinhos

E todo mundo foi abandonado

Saí com a mão um pouco vazia

Então, se você mal consegue aguentar



Então, basta tentar mais uma vez

Com uma canção de ninar

E aumente o som disso no rádio

Se você pode me ouvir agora

Estou me comunicando

Para que você saiba que não está sozinha

E se você não consegue entender

E você se assusta

Porque eu não consigo contatar você no telefone

Então, apenas feche os olhos

Oh, meu bem, aqui vai uma canção de ninar

Sua própria canção de ninar

Oh, meu bem, aqui vai uma canção de ninar

Sua própria canção de ninar

Aquela música...

Sempre foi a favorita de Simon e Star, eles amavam quando Sky a cantava. Lullaby se adaptava tanto a situação que era até irônico que os dois amassem tanto aquela música... É, Nickelback, sua música previu o futuro. Um futuro triste, mas um futuro.

Os dias se passaram e eu não via mais Sky, eu não a procurava e ela não fazia questão de aparecer.

Tudo o que era colorido ficou cinza e eu me sentia cada vez mais solitário. Às vezes ouvia o miado de Shakespeare e o latido de Potter, eu ficava encostado na parede apenas para ouvi-los. Era como se eles fossem uma das poucas lembranças que restara de minha adolescência.

Em um dia que eu estava saindo para trabalhar de manhã, vi Sky entrando no elevador, a segui.

– Oi. – Disse

– Oi. – Ela respondeu

E essa foi a única conversa que tivemos durante uma semana, até que fui acordado no meio da noite por batidas fortes em minha porta. Olhei pelo olho-mágico, era Sky.

– É sexta-feira e são umas três da manhã... O que você quer Sky? – Acho que eu parecia bêbado

– Starley! Starley sumiu!

Não perguntei mais nada, apenas coloquei meus sapatos e fui para o meu carro com Sky.

No caminho que fizemos para o chalé, Sky explicou que Starley esteve bastante depressiva desde a morte de Simon e que por isso ela nem tinha ido me ver, Sky estava mais preocupada com a irmã. Na noite passada, Star deu chá de sumiço e deixou Stan no chalé com Nanette alegando que iria fazer compras e que não queria levar o filho para não ter que comprar nada que não devesse.

– Isso foi a mais de sete horas! Você conhece alguém que fica sete horas para fazer compras?! – Sky estava meio desesperada – Precisamos achar ela.

– Nós vamos achar ela! Pode ter certeza disso. – Segurei sua mão

As horas se passaram e nada de Star.

Já havíamos procurado pela cidade inteira e não conseguimos encontrá-la de forma alguma. Parecia que ela havia evaporado.

Stan estava sentado no sofá brincando com uma folha de papel, eu e Sky estávamos sentados no chão usando um ao outro de apoio enquanto cochilávamos aos poucos. Olhei para o papel que Stan segurava e um leve dúvida surgiu em minha mente.

– Stan, empresta o papel? – O menininho me entregou o papel imediatamente

Aquilo era uma carta.

Queridos parentes,

Não consigo viver tendo que suportar a ideia que meu filho vai crescer sem um pai, ou melhor, sem O pai que ele tinha. Stan ainda é novo e daqui há alguns anos talvez não se lembre do pai, mas eu nunca iria deixar isso acontecer...

Não quero que meu filho seja torturado por mim! Não tenho condições de cuidar dele no estado que estou, por isso fui arrumar um rumo na vida e estou entregando-o para minha mãe. Os papeis da guarda já estão prontos, só é necessário que minha mãe ou Sky irem no tribunal para assiná-los.

Cuidem de meu pequenino e nunca deixem que ele esqueça da mamãe dele, quero voltar a vê-lo daqui há alguns meses ou anos... Quero vê-lo feliz e sei que somente vocês vão conseguir fazer isso.

Star

Skyler arrancou o papel de minha mão e leu... Não demorou segundos para que ela começasse a chorar.

A abracei com todo o carinho que pude dar naquele momento difícil.

Notas finais
Me desculpem...