CyberPunk - L Chronicles
3 Caminho Capítulo Extra
Notas iniciais
Tempo estava nublado, não, os andares baixos não tem luz natural....como poderia ter céu nublado? Embora L tivesse a impressão que o tempo estava nublado, era a poluição, os andares baixos são a fonte de muita matéria prima industrial onde é exportado para os andares acima da sua origem.
Muitas pessoas nas ruas, principalmente crianças e idosos, usavam mascara de gás, onde cobria apenas a boca e o nariz, deixando o resto do rosto exposto ao ar "livre". Normalmente essas mascaras tem entrada para filtros, onde absorvem maior parte de algo prejudicial a saúde. Como L já tinha seu corpo desenvolvido ( e "entupido" de remédios" não se preocupava muito com isso. As ruas, os quarteirões, não tinham vegetação nenhuma, para onde você olhasse só tinha concreto e metal. Obviamente plantas, arvores ou flores são coisas dos andares da classe média alta para cima. O andar baixo não tinha uma grande arquitetura, apenas prédios altos de no máximo 50 andares, quarteirões cheios de industrias, e ruas retas, nenhuma curva, apenas cruzamentos e pouca sinalização para controlar o tráfego, que até que era tranquilo, muitos preferiam andar a pé do que se locomover de carro, com medo de serem assaltados, embora as chances de você ser assaltados são as mesmas pelo menos não levavam seu carro, que, provavelmente era o objeto mais valioso que você teria no momento.
Ao andar 7 quarteirões, todos com o mesmo padrão de 4 km de área, L chega a estação de nave-metrô, nada muito diferente dos dias de hoje, embora os panfletos colados nas paredes são substituídos por monitores (o novo papel da época) com diversas propagandas, a bilheteria substituídas por diversas máquinas, de aproximadamente 1,9 metros, tela touchscreen (por serem baratas) e um layout verde escuro metálico, que vende bilhetes.
Bilhetes para outros bairros do andar em que você reside são muito baratos, para andares acima são mais caros, caso você queira ir para baixo, eles são mais baratos. Como L queria ir para o andar mais alto de todos, o bilhete custava 350 créditos, créditos é a moeda universal após o grande colapso econômico criado pelas empresas para prevenir outro colapso, e 350 é caro se considerar que o salário minimo da época é de 500 créditos, o suficiente para sobreviver, não viver no aperto, e realmente sobreviver.
L comprou o bilhete, com um certo pesar em seu bolso, e segue em direção as catracas, chega no pátio e olha para a linha de metrô, aguarda alguns minutos e sua nave-metrô chega. A diferença entre metrô e nave-metrô é que ao sair da estação, a nave-metrô sobe e sobrevoa a região mais alta onde é proibida o tráfego de carros ou motos.
Embarcou em sua nave-metrô, e aguardou alguns minutos antes de partir, mas antes, entrou um grupo de punks, com roupas de couro bem coladas com detalhes em neon vermelho, jeans rasgados e tênis bem velhos. Os cabelos variavam de comum a bizarro mesmo para o padrão atual. Um que chamou a atenção de L, foi de um rapaz que tinha um moicano invertido, ao invés do meio ser o único lugar a ter cabelo, ele era o único que não tinha. Ou seja, o meio careca e os lados cheios de cabelo.
O punk que possuía esse cabelo reparou que L olhava para ele, ele se virou falou algo com seus colegas, que eram quatro com ele, e todos foram em direção a L, dois se sentaram em ambos os lados de L, e os outros dois ficaram em pé encarando ele. Então um deles se aproximou e sussurrou no ouvido do L:
–Você desce na próxima estação com a gente.
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