Curtas: Lily Evans e James Potter

11 Curta XI – Amizade Colorida


Notas iniciais
Não me matem, só não postei antes porque fiquei doente e tive que ir pro hospital... Enfim, eu odeio agulhas, arg. Eu tenho que confessar que tinha um outro plano pro curta, mas fluiu isso, acho que eu tava meio ~romântica~. Eu espero que gostem! Vou responder as reviews antes do último curta, e juro que termino ainda essa semana USHDUSHDUHSUDHUSHD. Anw, me deu uma dor no coração escrever o penúltimo... Enfim, obrigada a todas que leem! Desculpem o tamanho, mas é que são momentos deles, então...

3º dia

– Bela Adormecida, acorda, pela milésima vez!

Não vou nem dizer quem é a ogra que está gritando assim, acredito que todos já saibam.

– Lene, só mais dez minutos... – resmunguei enfiando o rosto nos travesseiros. Por que a cama precisa ser tão gostosa?

– Você me deve explicações, Lily. – respondeu ela.

Abri um olho e vi Alice saltitando do banheiro vindo até nós.

– Vamos, nos conte tudo. Nós sabemos muito bem quem te carregou nos braços ontem à noite, mocinha! Tão romântico!

Aquilo me acordou bem rápido, e quando me dei conta, já estava fuzilando as duas com o olhar. Lene começou a me chacoalhar.

– Ok, eu estou acordada! Lene, você está andando muito com o Black, pelas barbas de Merlim!

– Não tente mudar de assunto. – Alice falou.

Droga. Olhei para o Max, e desejei que pudesse ter mais uma conversa louca com meu ursinho de pelúcia. Pelo menos ele não iria me sacudir feito um louco como a minha melhor amiga.

– Está bem. Potter foi um idiota, e isso soa uma novidade para vocês? E então Severus... Bem, James... AI MEU MERLIM! – parece que eu não poderia contar uma coisa sem a outra, mas relembrar o dia anterior doía.

– Pule para a parte interessante.

Eu bufei. Lene consegue ser tão amável.

– Eu caí no sono e o senti me trazendo aqui. Não sei por que, mas eu acho que disse alguma besteira... Quer saber? Eu preciso do café da manhã!

– É uma hora da tarde, Lil – informou-me Alice.

– E hoje é sábado, então não pire e pense que perdeu alguma aula.

Eu respirei aliviada, e as interrompi quando pediram por mais detalhes.

– Eu vou tomar um banho. Vocês duas, fiquem sabendo que eu não me lembro de muita coisa de ontem, então perguntem para o James. Encontro-as no Salão Comunal.

Alice fez um bico adorável e Lene me mostrou a língua.

– Sirius vai me contar tudo mesmo, ainda mais na versão de James! – falou alto quando eu já estava entrando no banheiro.

– Claro, Lene. – ironizei.

Quando a água caiu no meu corpo, deixei com que os pensamentos fluíssem e fossem para o dia anterior. Por quê Sev havia dito aquilo? Ele realmente me odiava daquela forma? Mas e todos esses anos, ele apenas fingiu ser meu amigo? Ótimo Lily, pensamentos positivos logo no começo do dia. Ou da tarde, tanto faz. James foi um idiota quanto a brincadeira, mas eu não podia me esquecer da sua atitude... Ele não pediu por explicações, só ficou ao meu lado. Ele tinha um bom coração, só tendia a ser uma criança às vezes. A forma como ele cuidou de mim ontem, aquilo realmente havia mexido com algo dentro de mim. Poderíamos ao menos ter uma amizade? Ele está mudando, passos de bebês, mas está. Mesmo apaixonada por ele, eu poderia ser sua amiga. Começar devagar.

Saí do banho, e ainda com a toalha cobrindo meu corpo me deparei com um bilhete em cima da minha cama.

“Jujubas e sapos de chocolate. Além de alguns pães de mel. Salão Comunal.

JP”

Ao ler, dei um sorriso. Quinze minutos depois e desci às escadas, ansiosa pelos doces. James estava com Sirius e Lene, e Alice já havia sumido.

– Pensei que nunca viria.

– James, cale a boca e me dê os doces.

Lene e Sirius riram, acompanhados do moreno à minha frente, que me deu uma sacola de doces.

– Lene, que tal irmos a outro lugar? – Sirius disse à minha amiga com um sorriso maroto. Ela devolveu com um olhar provocativo, e em menos de segundos os dois sumiram.

– Onde estão todos? – perguntei. De novo o Salão Comunal estava deserto.

– Nos jardins. – ele respondeu dando de ombros.

– E por que está aqui? – perguntei.

– Porque um certo animal de estimação ruivo que tenho, não comeu essa manhã. – e riu. Eu lhe dei um tapa e ele fingiu que não sentiu nada.

– Eu sei que doeu. – eu disse com o orgulho ferido.

– Seus gritos são mais poderosos.

Eu lancei um olhar bem cruel para ele que apenas sorriu.

– James... – comecei.

Ele me fitou por alguns segundos.

– Obrigada... Por ontem.

James pareceu surpreso. Eu realmente acho que isso foi algo inesperado para ele. Além do que, algo em seu sorriso e olhar estavam diferentes e eu não sabia o porquê.

Ele não falou nada, então continuei.

– Sinto muito por ter gritado daquela maneira... Mesmo que certa forma você tenha merecido um pouco. – dei um sorriso amarelo. – Eu sei que não temos uma condição estável, mas a forma como ficou ao meu lado o tempo o todo... Eu realmente agradeço. E nós podíamos ser amigos dessa vez, sem a coisa toda da Operação Cupido. Eu senti sua falta, James.

Ele não falou nada. Apenas me puxou para deitar em seu colo, enquanto novamente mexia em meus cabelos. Eu abri um sapo de chocolate.

– Eu senti sua falta, ruiva. Amigos?

– Só se você me disser que tem mais uma sacola dessas lá em cima. – falei rindo com os olhos brilhando.

– Claro, mas eu também sei o caminho para a cozinha... – ele começou.

– Você não presta, sabia?

Dois meses depois...

– Sam... Não, Rick. Muito adulto... Como você quer se chamar?

Eu virei e vi James, sentado na minha cama com MEU urso de pelúcia. Ter um melhor amigo dá nisso. Após o dia em que resolvermos (ok, eu cedi) ser amigos, eu aprendi que o moreno também que além de engraçado, fofo e lindo, James também era meio louco. Não que Sirius tenha dito que ele vinha pegando a doença de mim, já que eu sou quase normal. Fitei-o com uma expressão de dúvida.

– Acho que Sammy seria bom.

– O nome dele é Max, James. Pare de dizer que o nome é ruim e tentar colocar outro.

– O Sammy me disse que gostou do novo nome... – falou ele.

– Diga a ele que eu disse que o nome dele é Max, e acabou.

James colocou o urso de lado e disse para ele ainda:

– É Sammy, ela é totalmente uma possessiva.

Ele sorriu marotamente e veio me atrapalhar, como sempre.

– JAMES! – berrei quando ele tomou a carta de minhas mãos. Ok, ele é intrometido também.

– Avise sua mãe que irá passar ao menos uma semana na minha casa.

Ele disse despreocupadamente. Eu o olhei de súbito.

– Você está louco? Ah, esqueci, você é meio pirado.

Ele apenas se jogou na minha cama novamente, pegando o coitado do Max como distração.

– Lene e Alice irão. Muitos doces. Prometo diminuir o Quadribol. Meus pais já mandaram uma carta pedindo a ela e, claro, os marotos estarão lá.

– Eu não sei... – sussurrei.

Ele me observou por dois segundos e sua expressão se tornou cômica.

– Lily, admita, na parte do “doces” já a convenci. Não é mesmo, Sammy?

– Idiota – resmunguei sorrindo.

– James?

– Diga, ruiva.

E ele desviou de Max para mim.

– Lembra de quando você deu um de maníaco... – comecei

– Lembro. Sua cara aquela noite até hoje me faz rir, mas eu ainda me lembro de como é agressiva, Lily.

Eu bufei, e continuei.

– Depois daquilo, o que aconteceu? Você simplesmente ficou... Triste.

Eu me lembrava muito bem daqueles dias. Foi a primeira vez que eu me preocupara com ele.

– Ah, sim. – ele apenas respondeu.

– Por quê? – perguntei curiosa. Dei minha carta à coruja de James e fui me sentar ao seu lado.

Ele ficou um longo tempo em silêncio. Eu já iria dizer para deixar quieto, quando ele finalmente disse:

– Mamãe estava com uma doença grave. Eu havia recebido uma carta do meu pai... Nós não tínhamos muitas esperanças.

Meu coração se apertou e eu vi que James estava muito distante dali.

– Eu achei que iria perdê-la... – ele falou tão baixo que eu mal pude ouvir.

Senti toda a tristeza que ele sentia naquele momento. Acomodei-me na cama, e puxei sua cabeça para o meu colo, mexendo em seus rebeldes cabelos negros.

– Essa noite, eu pego o seu lugar, sim? – sussurrei baixo, continuando a acariciar os fios negros.

Seus olhos brilharam quando encontraram os meus, numa mescla de estarem longe dali e ao mesmo tempo tão perto. Acho que os pensamentos estavam divididos entre nós dois e sua mãe. James Potter tinha um lado sensível. Ele conseguia me surpreender todas às vezes, e eu realmente notara o quanto ele podia me fazer sorrir. A cada momento junto a ele, eu me encontrava cada vez mais apaixonada.

– Você é louca, sabia? – perguntou ele sem motivo nenhum.

Eu apenas ri e respondi:

– Andar com você só faz piorar a cada dia.

Três meses depois...

– JAMES POTTER! – desci às escadas berrando. Ele estava no Salão Comunal. O cretino ainda me olha sorrindo. Ah se eu não amasse aquele sorriso, já teria quebrado seus dentes!

– Ruiva, calma – falou descaradamente.

– DEVOLVA O MAX! – berrei.

– Ah, o Sammy? – Lene falou. Estão vendo? Ele conseguiu que todos chamassem meu urso por outro nome. Depois que o bichinho ficar louco porque o confundem assim, o que eu vou fazer?

– O Sammy precisava passear e... – James começou.

– MAX!

– E então eu achei que não faria mal nenhum, você sabe...

– Eu quase fiquei louca o procurando! – respondi.

– Você é louca, não argumente... E Sirius o viu em minha cama, e achou que ele merecia passear mais um pouco...

– O QUÊ? – perguntei.

– O Almofadinhas deve estar aqui a qualquer minuto... – James continuou na maior cara de pau.

– Estão procurando pelo Sammy? – falou Sirius. – Ele me acompanhou até à cozinha, os elfos o adoraram Lily!

Todos riram da minha cara quando fiquei vermelha.

– Venha Max, não ligue para eles – falei protetora para o meu ursinho.

James, sendo minha segunda sombra, subiu às escadas comigo (E eu me pergunto COMO?), resmungando que Sammy era um nome mais fofo e eu devia me acostumar.

– Sammy é um bom ouvinte. E dá bons conselhos – James respondeu quando eu perguntei o por que tanto apego com o MEU Max.

– O último conselho dele não deu certo. Eu mal consegui chegar no terceiro dia... – OPS. LILY!

James me olhou confuso e eu tentei me explicar, o que não saiu nada bom.

– É que... Que uma vez... Enfim, ele é mesmo.

– Lily – sussurrou James.

Eu o olhei com a minha melhor cara de coitada que pude, e mudei de assunto descaradamente.

– E então, suas malas estão prontas?

Férias...

– Aqui é ENORME! – falei ainda extasiada com a Mansão Potter.

James pareceu um pouco incomodado, e depois disse que eu poderia me acomodar no quarto das meninas. Elas me cumprimentaram, e tive que encarar uma sessão de Quadribol com todos, claro, apenas observando.

– Você é um mentiroso James! Disse que não teria muito dessa pancadaria... – falei.

– Torça por mim, sim? – ele disse e me deu um beijo no rosto. Eu corei fortemente e mal cinco minutos se passou, o moreno havia pegado o pomo.

– Você não poderia ter esperado um pouco mais, James? – perguntou Lene enfurecida.

Ele apenas piscou para mim, e todos fomos comer doces. Isso sim é bom!

Remus estava ao meu lado quando todos conversavam sobre Quadribol, e eu me lembrei que daqui a uns dias seria Lua Cheia.

– Você tá legal? – perguntei.

Ele apenas sorriu.

– Estou. Eles são incríveis – apontou para James e Sirius.

– Ok. Tome cuidado, pelas barbas de Merlim!

Claro que eu morria de medo quanto aos marotos virarem animagos, mas era uma prova tão grande de amizade.

Estávamos em uma roda, conversando sobre mil e uma coisas. Alice e Lene já dormiam, enquanto Remus, Frank e Sirius relutavam ao sono. Eu apenas olhei sorrindo minhas amigas, e quando ia dizer para todos subirem, vi James acenando. Saímos despercebidos com os outros três praticamente dormindo, e fui conduzida ao jardim da Mansão.

– O que? – perguntei.

James se deitou, e começou a fitar o céu. Eu fiz o mesmo.

– Eu vim algumas vezes aqui, e fiquei observando as estrelas... Muitas vezes, meus pensamentos iam até você. – ele falou distraidamente.

– São lindas... – sussurrei, apontando uma estrela em particular, que parecia se mover num ritmo rápido.

– É uma estrela cadente? – perguntei.

Ele sorriu.

– O que você pediria? – perguntou ele.

– Petúnia. Eu pediria que ela não me visse como uma aberração... – murmurei.

– E você? – perguntei.

Ele parou de olhar as estrelas e me fitou. Eu senti seus olhos castanhos esverdeados perfurarem a minha alma.

– Eu acho que você sabe. – falou e tornou a olhar o céu. Fiquei em silencio. Eu não sabia o que dizer.

– Você realmente...?

– Sim. – ele respondeu.

Algo dentro de mim se aqueceu. Ele sabia que eu havia perguntado se ele realmente me amava. Aquilo ainda soava tão novo, e ao mesmo tempo tão lindo. Eu sabia que estava apaixonada por ele, mas não o tamanho daquilo dentro de mim.

Ele se levantou e me puxou, e quando estava caminhando para dentro, eu parei. Eu não conseguia pensar direito. E então, senti duas lágrimas descerem pelo meu rosto. Ele me olhou preocupado, pego de surpresa.

– Lily? Eu disse alguma coisa que te magoou? – perguntou.

Eu apenas deixei que seus olhos castanhos esverdeados invadissem minha alma novamente. Com ele estava tudo bem. Eu podia sorrir, gritar, rir, batê-lo, correr de tudo aquilo... Mas eu sempre estaria apaixonada por James Potter.

– E-Eu... – comecei. Eu queria dizer o que sentia.

– Eu sei – disse ele.

James se aproximou de mim, passou os braços pela minha cintura e selou nossos lábios. Eu estremeci e senti sua mão pousar no meu cabelo delicadamente, e nossas línguas dançavam numa sintonia perfeita, viciante. Eu estava nos braços de James Potter, e não me importava, as estrelas estavam no céu, e tudo parecia perfeito.

Aquela fora a primeira vez que James Potter me beijou.



Notas finais
o "Eu sei", pra quem não entendeu, é que ele ouviu ela na noite do segundo dia USHDUSHUDHUSHDUSHUDHSUDHSD, quem não sabia? Amores, sei que ficou um pouco clichê, mas é total culpa do meu clima de madruga KKKKKKKKKKK Beijos! Não se esqueçam, reviews?