Cursed Blood
2 Fantasmas?
A família Hikai finalmente pisava nas terras do poderoso conde Tousaka, ninguém sabia o que esperar, caminhando lentamente sobre a rampa de desembarque verônica levava sua filha Elisabete pela mão, o sol brilhava intensamente, o calor sobre os ombros de fora de Gome era agradável, eladesembarcava atrás de sua tia Verônica, a brisa soprava levemente, o céu com poucas nuvens parecia formar figuras engraçadas.
-Sejam bem vindos á ilha Tousaka, me chamo Zora, sou empregada á muitos anos do senhor Tousaka, e irei acompanhá-los até a mansão, onde lá o conde os espera. –Dizia ela em quanto sorria.
-Olha mamãe, praia!Elisabete puxava a manga da blusa de sua mãe.
-Sim... Sim. – Respondia verônica apreensiva.
-Por favor, por aqui... –Zora convidava todos á entrar no carro que os levaria até a mansão, seus pertences serão levados depois em outro carro.
Todos entravam no carro, que os levava até a mansão, pelas janelas do carro todos observavam a extensão das terras, era uma ilha realmente muito linda, os tons de verde da natureza que cercava a ilha contrastavam com o azul do céu, mas adiante já se podia avistar a imensa mansão.
Chegando lá, todos empolgados desceram do carro, o impérios de empregados enfileirados sorriam, saldando-os.
-Esses são os empregados da casa, estarão todos a seu dispor, se precisarem de algo não exite em chamar. Dizia Zora, sorrindo como de costume.
-Agora devo levá-los até seus aposentos. Continuava a dizer ela.
Todos impressionados com tamanha grandeza da mansão que mais parecia um palácio seguiam a empregada, sem dizer uma só palavra.
Subindo uma escadaria principal toda feita de mármore trabalhada, que dava em um gigantesco corredor, suas paredes eram repletas de quadros antigos.
-O conde adora arte. Explicava ela, logo indicando com o braço esquerdo uma porta, em seguida a abrindo, revelando um imenso quarto, seu piso era todo do mais belo porcelanato, as paredes forradas de veludo, os móveis de muito bom gosto, e uma cama de casal recheada das mais belas almofadas já vistas.
-Esse é seu quarto senhora. Dizia Zora referindo-se á verônica.
-Nós pensamos que Elisabete iria querer ficar no mesmo quarto que você, por tanto preparamos o maior quarto, se algo não for de seu agrado, por favor, nos avise, ficaremos felizes em ajudar. — Continuava a dizer ela.
-Muito obrigada, mas está perfeito. –Agradecia ela, assim entrando no quarto.
O grupo continuou andando, em quanto ás duas no quarto ficaram.
Do lado de fora da mansão...
-O que é aquilo?Pergunta uma das empregadas á outra.
-Mal consigo enxergar está muito longe... -Responde a outra.\\t\\t\\t\\t\\t
Logo mais perto se escuta um cavalgar.
-Olha é um de nossos cavalos. –diz a mesma, cutucando a empregada do lado.
-HUMF... Maldita Elisabete, eu mato aquela pestinha!-Gritava hikaki montada em um cavalo, cavalgando em direção á mansão.
-Minha senhora, o que aconteceu?Por que a senhora não veio de carro com o resto do grupo?Perguntavam elas, correndo em direção ao cavalo agora parado.
-Nada não...só um pequeno demoniozinho está me perturbando. Dizia ela raivosa.
-Ai credo senhora, não diga uma coisa dessas, pode atrair coisas ruins.
Dos céus uma rajada de vento muito forte seguida de um barulho ensurdecedor invade o local, os galhos das árvores se contorciam, e a grama se curvava, o barulho era muito agudo e alto, fazendo assim com que o cavalo assustado pulasse relinchando, assim derrubando Hikari que gemendo de dor nos ouvidos cai de costas no chão, o cavalo sem controle foge para longe.
No mesmo instante tudo para.
-A senhora está bem?Perguntam ás duas empregadas correndo até a garota estirada no chão.
-S...Sim acho que estou bem.Responde kirari levantando-se.
-E vocês como estão?Pergunta ela.
As empregadas se olham, não entendendo a pergunta.
-Mas é claro que estamos bem senhorita...-esticando a mão para a moça..
Hikari não entendia o que havia acabado de acontecer, teria só ela escutado o agudo barulho?e ás árvores se contorcendo? E a ventania?
Por minutos hikari ficou imóvel..
-Senhora?A senhora está mesmo bem?Pergunta uma das empregadas passando uma das mão na frente do rosto da mesma.
-HÁÁ... Sim, sim estou bem. Responde hikari sorrindo falsamente.
-Então vamos entrar.Convidava uma das empregadas.
-Mas... E o cavalo?Pergunta ela.
-Deixe-o, alguém irá atrás dele depois. Responde a mesma empregada
Hikari não fala nada, apenas ás acompanha.
No quarto de Verônica...
-Elisabete, vou tomar banho, fique brincando por aqui. –Dizia Verônica olhando para Elisabete.
Elisabete não responde apenas sorri...
Verônica caminha até o banheiro que se localizava no mesmo quarto, entrando nele, tranca a porta, despindo-se ela se olha no espelho, exausta passa ás mão sobre os cabelos, penteando-os com os dedo, para trás, em seguida abrindo a torneira e deixando a água escorrer, logo levando sua mão á água e molhando seu rosto, alguns minutos depois ela fecha a torneira voltando a olhar-se no espelho, sua aparência era cansada, finalmente puxando um Box de vidro que a levava até o chuveiro, posicionando-se abaixo do chuveiro, e levando a mão até o registro antes fechado, á água escorre pelo seu corpo contornando suas curvas.
De repente um sentimento de insegurança, seguido de medo, toma conta de seu corpo ela assustada olha para trás, e nada vê, resolve ignorar, volta a tomar banho, o sentimento não a abandonara, quando a água do chuveiro para de sair, e ela assustava leva a mão á maçaneta do Box, enxergando um vulto negro, seus olhos arregalaram-se, tremula, da dois passos para trás, escorregando e caindo de bunda no chão, seu corpo estava inerte, o medo tomará conta total sobre o seu corpo, ela fecha os olhos apertando-os, quando ouve-se o barulho da maçaneta da porta do banheiro se mexendo, e ela lembra-se de Elisabete, levantando rapidamente do chão, e abrindo o Box, assim saindo da área de banho, ela enrola-se na toalha que já á esperava em cima do vaso, corre até o quarto, passando pela porta do banheiro, ela fica estática, seu coração batia forte, sua respiração falhava, seus olhos estavam arregalados, ás palavras falhavam a vir.
O quarto estava vazio, porem no chão uma criatura, de aparência feminina á estava encarando, sangue escorria pela sua face, branca como se estivesse morta, a criatura se movia de forma estranha, lentamente, e tremulamente, arrastando-se para cima da cama, olhando sem parar levemente para Verônica.
Seus olhos mal podiam acreditar, tremula ela não conseguia deixar de focar seu olhar nos olhos da criatura que se movia em sua direção.
-R....RHHH..rrr...
A criatura gemia, se movendo lentamente, agarrando o lençol da cama, até o topo, olhando fixamente para verônica, quando um leve sorriso tomou conta de sua face, e a criatura torceu o pescoço lentamente, assim abrindo uma fenda nele, o sangue escorria sem parar, e a cabeça da criatura caiu no chão deixando um rastro de sangue, rolando até seus pés.
-HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!Desesperada verônica grita, e sai correndo para fora do quarto.
-Senhora?Pergunta a empregada.
As palavras fugiam da boca de verônica e sua expressão era pálida, ela mal conseguia gaguejar, seus olhos eram fixos na porta do quarto, quando a empregada levou a mão até o ombro dela.
-Senhora?Pergunta a empregada novamente.
Verônica apavorada vira-se...
Enxergando um corpo sem cabeça segurando seu ombro, naquele momento o ar parecia não entrar em seus pulmões seu sangue não circulava, suas pernas estavam tremulas, sua pele gelada, ela em disparada vira-se correndo, pisando na cabeça da criatura, que era mole, o crânio da criatura na mesma hora se rompe, sua sola do pé estava coberta por miolos e sangue, era algo quente e macio, tinha um cheiro forte de podre.
-HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA... Ela não se movia, seus olhos estavam focados no que avia pisado.
Quando algo lhe fazia cócegas na ponta dos dedos, eram larvas subindo sobre seus dedos e perna.
Desesperada e já tonta, ela corre em direção á sacada do quarto, se jogando da janela do ultimo andar da mansão.
Onde lá em baixo sua filha Elisabete brincava, alegremente.
-PFT...
Um barulho de jaca podre caindo de uma árvore, ela escuta atrás de suas costas, quando um líqüido quente, com pequenos pedaços sólidos escorre sobre os pés da mesma.
Elisabete só se vira e sorri.
-Que bom que veio brincar mamãe. Diz ela.
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