Cursed

2 Capítulo 1


13 anos depois.

O dia não parecia está muito bonito, hoje. O céu estava cinzento e indicava que iria chover. Isso fazia com que todas as famílias se apressassem em atravessar a barreira, para embarca os seus filhos no trem. Meus pais não foram diferentes. Atravessamos a barreira e logo eu me vi me despedindo dos dois. Dei um abraço em minha mãe, ela era uma mulher alta de cabelos escuros, pele branca e um sorriso lindo. Abracei rapidamente meu pai, um homem alto de cabelos loiros e olhos cinza. Meu irmão Scorpius, era bem parecido com ele, igual, para se exata.

– Vamos lá maninha. Nosso penúltimo ano. – Scorpius disse isso e embarcou no trem.

– Boa sorte Amélia. – Minha mãe me deu um beijo na testa e eu subi no trem.

Enquanto procurava uma cabine para mim. Dei-me conta de que estava no sexto ano, não era nada de mais. Mais logo eu teria minha maioridade e poderia fazer um monte de coisas sem ser rastreada. Parecia ser um mundo novo, afinal eu poderia fazer bastantes coisas que ano passado eu não fiz, por causa do rastreamento.

Abri a ultima cabine que encontrei. Ela já estava ocupada, por um homem. Eu não via o rosto dele, pois estava coberta pela capa que cobria o resto do corpo. O cara parecia está dormindo, então eu não ia incomoda-lo. Só iria me encaixar ali e espera a viagem acabar.

Depois de algum tempo, uma chuva fina começou a cair lá fora e logo ela começou a ficar grossa. Eu gostava de vê a chuva cair, parecia ser a única coisa que me distraia ali. Não havia ninguém para eu conversa, o homem continuava a dormir e a minha única amiga, Ivy, havia terminado o ano. Aquilo era uma chatice, a única amiga que eu tinha já havia acabado o ano, e agora eu estava só com um homem que ronca ao dormir. Isso está começando a me deixar frustrada.

Ate o trem parou. Havíamos chegado a Hogwarts, e aquilo ate me deixou um pouco feliz. Afinal, eu iria sair daquela cabine, conhecer gente nova e não fica sozinha.

Quando eu levantei para pegar minha mala, eu tropecei. Eu deve ter se esquecido de mencionar, meus pés amam tropeça um no outro. Mas naquele momento eu tropecei no pé no cara que continuava a dormi, e isso fez com que eu fosse para de cara no chão, com minha mochila caindo em cima da minha perna. Por Morgana, não havia nada de pesado naquela mochila.

Homem que antes dormia, havia acordado agora. Afinal eu havia tropeçado nele, provavelmente ele acordaria. Ele tirou a capa de si eu pude vê o rosto dele. Era um jovem, de mais ou menos 20 anos ou mais. Tinha cabelos castanhos e a íris dos olhos estavam nu tom de verde escuro, muito escuro. A pele era clara e ele tinha traços fortes. Era um cara bonito.

– Desculpa. – Sussurrei.

– Não é nada. – Ele se levantou e estendeu a mão para mim.

Eu a peguei sem pestanejar. Ele me ajudou a levantar e pegou minha mochila a me dando. Eu coloquei a mochila nas costas e sair andando pelo estreito corredor, com ele atrás de mim.

– Devo dizer, obrigado. – Falei parando assim que muitas pessoas na minha frente não andavam

– Foi nada. – Ele deu um sorriso de canto de boca.

– Me chamo Amélia, e você?– Eu precisava de um amigo, ele parecia ser legal, apesar de roncar enquanto dorme.

– Me chamo Teddy Lupin, serei o novo professor de Defesa Contra Artes das Trevas. – Ele sorriu e fez adiante com a cabeça. Eu soube que eu já podia andar.

Por quê? Por que em vida? Por que, quando eu estou preste a arrumar um novo amigo, o cara é professor. Eu não tinha nada contra, mas não dava para se ter um amigo professor. Como eu iria aprontar dessa forma? Eu te odeio vida.

Eu apenas sorrir e continuei andar. Não podia fazer mais nada, não podia ser amiga dele. Eu nunca fui uma boa aluna, ate fui, minhas notas eram sempre boas. Mas em quesito comportamento, eu era terrível. Talvez eu herdasse isso do meu irmão, que vivia aprontando com Albus Potter e sempre me chamavam pra fazer parte.

Assim que sair do trem fui direto para perto das carruagens, subi em cima de uma que não havia ninguém. E o fato de eu ter ido para na ultima cabine, significa que ninguém mais iria aparecer, exceto pelo o professor que estava comigo. Ele subiu na carruagem e deu um sorriso para mim.

O professor Teddy, não parava de olhar para frente da carruagem. Perguntei-me o que ele via ali? A carruagem era movimentada sozinha, por magia. O que ele tanto olhava? Quase que minha curiosidade me fez pergunta, mas eu me segurei e fiquei quieta.

Não poderia mais conversa com ele. Tinha que me manter calada e não criar nenhum vinculo com ele, afinal ele era meu professor dentro de minutos.

– Ficou sabendo o que terá na escola? – Ele se manifestou.

Ok eu havia me proibido de conversar com ele. Mas que mal fazia ter uma amizade com professor? E também aquilo poderia nem se tornar uma amizade, apenas um conversar comum.

– Não. Haverá algo de especial? – Perguntei curiosa.

Ele tirou os olhos da frente da carruagem e os dirigiu para mim.

– Um Torneio Tribuxo. Minerva me contou. Não sei deveria contar para algum aluno. – Ele sorriu e continuou falando de como é um Torneio Tribuxo.

Eu já ouvira fala deles. Mas não havia passado a possibilidade de que eu poderia fazer parte de um.

– Participara?

– Ainda não sei. Para ser arriscado, é isso é tentador. – Sorri e consegui puxar uma risada dele.

A carruagem parou, ele desceu. Por um momento eu vi a mão dele estendida, pensei que era coisa da minha cabeça, mas a mão continuava ali estendida e esperando se pegar. Eu não sabia se dava mão e deixava ele me ajudar, ou se descia sozinha, era fácil. Mas ele estava sendo tão cavalheiro, eu poderia pelo menos uma vez me comporta como uma dama com educação. Eu dei minha mão para ele, ele me ajudou a descer.

– Obrigado novamente. – Disse meio sem jeito.

– Meninas merecem ser ajudadas. – Ele soltou no ar.

– Parece que só você pensar assim. Talvez seja algo da sua geração. – Eu comentei e logo pus as mãos sobre minha boca. Eu acabava de chamar o cara de velho.

– Hey, não sou assim tão velho. – Ele riu dá minha reação.

– Me desculpe, eu não queria... — Fui cortada.

– Hey, calma. Só estava brincando. – Ele segurou minha mão por algum motivo e fez com que eu olhasse para os olhos dele, que agora estavam com de âmbar.

– Só uma brincadeira. – Repeti para mim mesma e meus olhos foram para em nossas mãos juntas. – Vamos entra. – Afirmei e soltei minhas mãos das deles.

Não era uma pergunta, e sim uma afirmação. Pois eu queria logo sair daquela cena, onde provavelmente minhas bochechas deviam está igual a tomate.

Na entrada na escola, encontramos o professor, Flitwick. Ele era um anão, já estava bem velho, com cabelos brancos e uma barba branca um pouco grande demais. Ao olhar para mim e logo depois para o professor Teddy, ele balançou a cabeça em sinal de negatividade.

– Nome? – Ele olhou para mim.

Ele já sabia meu nome é claro que sabia. Mas queria que o pronunciassem em alto bom som. Por quê? Não sei.

– Amélia Narcisa Malfoy. – Disse.

Ele olhou o caderno na mão dele e abanou a mão, dizendo que eu poderia ir. Por algum motivo eu olhei para trás e fiquei ali parada. O que eu estava fazendo? Era obvio, esperando o professor. E minhas palavras de não ser amiga de um professor, elas aparataram para bem longe.

– Professor Teddy Remus Lupin.- Falou o professor Flitwick e fez um sinal com a cabeça.

Assim que Teddy entrou, os portões atrás da gente se fecharam e nos entramos. Fomos seguindo os alunos a nossa frente que subiam, ate o castelo de Hogwarts. No meio de caminho fomos conversando coisas banais, ate que chegamos na porta. Eu não entrei pela grande porta de carvalho e sim fui para no pátio de Hogwarts.

– Para onde você vai? – Teddy me seguiu.

Ótimo, eu havia feito à primeira coisa errada na frente do meu professor. Bem não era tão errada assim. Eu só não era muito a fim de vê a cerimonias de seleção das casas, e por isso ficava aqui fora ate a Seleção acabar eu poder entra para poder comer.

– Você não vai me castigar ou algo do tipo, não né? – Perguntei inocentemente.

– Por que faria isso?

– Por que você é meu professor, eu estou fazendo algo errado, bem pelo menos eu acho errado. – Falei me sentado em cima de uma pedra que havia ali.

– Primeiro: O que você está fazendo de errado? – Ele se aproximou de mim e foi se sentar ao meu lado.

– Estou do lado de fora de Hogwarts, e não estou muito a fim de vê a Seleção das Casas. – Falei como se tivesse soltado um peso de cima de mim.

– Bem, você não está fora de Hogwarts, só do Salão Principal. E outra você não parece correr perigo e tem um professor com você. – Ele deu um sorriso maroto.

– Obrigado. Parece que você não é um professor comum. – Sorri e coloquei uma mecha do meu cabelo loiro atrás da orelha.

– Só não apronte muito. Não sei ate quando “ela estava com um professor” poderá ser desculpa. – Ele riu, eu o acompanhei na risada.

Depois de um tempo, uma chuva fina começou a cair e logo ela foi engrossando. Eu e Teddy corremos para dentro de Hogwarts. E eu estava encrencada.

– Estou ferrada. – Murmurei.

Eu estava literalmente encharcada. Se algum professor me visse naquele estado e visse o Teddy ao meu lado, não daria lá muito certo.

– Nem tanto. É só você correr para o seu Salão Comunal e troca de roupa. – Teddy falou como se aquilo fosse muito simples, mas havia muito mais além de apenas ir para o Salão Comunal.

– Como? Eu não sei a senha, de qualquer forma terei que espera os alunos saírem, me verem nesse estado, para eu troca de roupa e depois ficarei morrendo de fome. – Falei torcendo a minha capa que estava sobre minhas mãos agora.

– Bem, não posso fazer nada. Que tal, você espera os alunos, inventa uma desculpa e depois me encontra aqui em frente. – Ele colocou a capa toda molhada de volta.

– Pra que te encontra aqui de volta?

– Para você não passar fome. Bem deixe eu ir, antes que alguém veja a gente nesse estado.

E lá foi ele, deixando um rastro de água por onde passava. Eu fiquei ali no Saguão de Entrada, em pé e formando uma poça de água sobre meus pés. Os alunos pareciam que iam demorar e muito e aquilo estava já me irritando. Quando eu vi o Scorpius saindo com os primeiranistas atrás dele e com o resto do pessoal da Sonserina atrás. Todos viraram os olhos para mim, quando eu me aproximei de Albus e expulsei uma garota que estava com ele.

– Mas o que é isso, Amélia? – Ele disse fazendo uma cara de tristeza e logo olhando para garota com quem conversava.

– Não é nada. Você por acaso saber a senha da Sonserina? – Perguntei. Eu queria era ir logo e fugir daqueles olhares curiosos que me olhavam.

– É... dragões. – Dizendo isso, eu agradeci e corri para as masmorras.

Fui ate a porta que havia ali e disse a senha à porta se abriu com um “clack”, eu entrei a fechando logo em seguida. Corri para meu quarto, que estava bem arrumado, antes das meninas desfazerem a mala. Entrei no banheiro, e liguei a torneira da banheira e tomei um banho super quente, por que eu estava com muito frio e espirrando. O banheiro dos dormitórios era bem luxuoso. Com azulejos pretos e detalhes de cinza e verde. Havia uma banheira de cor ouro, com uma cortina que afastava do resto do banheiro. Levantei-me da banheira e me enrolei na toalha e fiquei me olhando no grande espelho que havia ali. Eu tinha os cabelos loiros repletos de cachos, uma franja esquisita e tinha os olhos cinza. Eu era branca feito papel, herdei da família do meu pai, tinha os lábios pequenos e um pouco gordos, e traços muito finos. E, além disso, eu era gorda, sim eu era gorda, com as gorduras pulando pra fora da roupa.

Assim que tomei meu banho, troquei de roupa. Eu fiquei entro colocar o pijama e outra roupa para descer novamente. Decidi-me em colocar outras roupas. Pus uma calça jeans, uma blusa de manga comprida e me enfiei em baixo dos cobertores. Quando percebi que todas do quarto estavam dormi, eu me levantei, coloquei minha capa e sair do Salão Comunal, indo para no Saguão de Entrada.