Cursed

7 Capítulo 6


Notas iniciais
Oi povinho lindo :D. Vim agradecer a mô do horan, por ter comentado. Eu vim pedi algo também, sigam exemplo dela. Eu vou amar muito conhecer um pouco de cada um, e ver o comentários lindos de vocês sobre o que estão achando.

Um mês havia se passado. Um mês no qual eu ficava em falar com Teddy, como uma aluna normal ou simplesmente ignora-lo, pelo que aconteceu naquela noite. Eu optei por falar como uma aluna normal, mas não saiu uma aluna normal muito bem. As pessoas às vezes percebiam quando meus olhos focavam os dele, quando eu o fuzilava, por alguma idiotice e percebiam que eu não era a mesma com ele.

Mas naquela noite, eu prometeria para mim mesma que esqueceria ele e seguiria minha vida em diante. Estava acabando de responder a carta para Ivy, dizendo que não poderia ir passar o Natal na casa dela, dizendo o que havia acontecido entre mim e o Teddy e outras coisas. Eu tinha ate medo do que ela responderia.

Levantei-me e arrumei o vestido que estava amassado, e mexi no bendito coque na minha cabeça. O coque havia sido feito pela Alissa. Era lindo, mas insistia em me incomodar, que eu juro que no final da noite, ele estará arruinado.

Estava pronta. Agora era só espera que o Max estivesse ali, dançar alguns minutos com ele e sumi da festa depois. Eu não era muito boa com dança, apesar de te ensaiado, mas eu saberia fielmente que eu tropeçaria e entre outras coisas. (http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_37/set?id=87088573).

Atravessei a porta do Salão Comunal da Sonserina e dei de cara com Max Baden. Ele não estava usando um tradicional terno, e sim, uma roupa vermelha com uma grande capa feita de pele por cima.

– Olá. – Ele sorriu e pegou minha mão a beijando. – Você está linda.

– Obrigado. – Sorri e entrelacei meu braço no dele.

Quando entramos no Salão Principal, ele estava cheio de pessoas com as mais diversas roupas. Era muita gente e só de olhar para aquela multidão eu já ficava tonta. Entramos eu me vi ao lado de Clarisse e Felipe, com seus pares. Clarisse lançou um sorriso para mim, eu retribuir.

– Ótimo! Vocês já estão aqui, agora entre no meio do salão e dancem. – Minerva apareceu a nossa frente. – Façam bonito. Não envergonhe nossa escola.

Entrou primeiro Felipe Krum, com sua acompanhante, logo em seguida Clarisse Russeau, com seu acompanhante e eu com o Max.

Eu dancei o momento todo olhando para meus pés, não que eu tivesse fugindo do olhar de Max, mas era pra vê se eu estava dançando certo. E aquilo não me agradou muito. Quando mais pessoas entraram no salão para dançar, eu agradeci e fui me sentar.

– Vou pegar uma bebida. – Disse Max.

– Ok. – Sorri.

– Querida Amy. – Avistei Albus ao longe. Ele estava com uma menina morena de olhos cinza.

– Olá. – Sorri.

– Se eu soubesse que você estaria linda assim, teria vindo com você. – Ele me lançou uma piscadela e olhou para Annemarie. – Sem ofensas.

– Você é um completo idiota. Tenha mais cavalheirismo, Albus Potter. – Me levantei e baguncei o cabelo dele com gel.

Eu só ouvi ele solta um grunhido. Fiquei procurando Max, e logo o vi. Aproximei-me, e percebi que ele não estava com a bebida na mão.

– Cadê a bebida? – Perguntei.

– Acabou. – Respondeu apressadamente.

A festa mal começou e a bebida já acabou? Algo errado.

– Vamos dançar? – Ele estendeu o braço para mim.

Eu entrelacei o braço nele e fui dançar. A musica era lenta, o que fazia meu corpo fica colocado ao de Max, o que fazia eu senti o cheiro dele. E já não era mais aquele cheiro de perfume forte, e sim de livros velhos e menta.

Eu reconhecia aquele cheiro. Como poderia esquecer se naquele um mês inteiro, eu fiquei pensando naquele idiota, que era meu professor e que eu estava começando a pensar se não gostava dele.

– Teddy Lupin. – Falei no ouvido dele.

– Como sabe? – Ele afastou nossos corpos e olhou nos meus olhos.

– O seu cheiro. – Respondi. – Não sabia que era assim tão especial para você, a ponto de você ter feito isso.

– Você não é. – Ele respondeu apressadamente.

– Já devo ter dito que você não sabe menti. E uma coisa, você irá se casar e é meu professor. – Sorri e me afastei dele, dando as costas.

Assim que sair do Salão Principal, ele segurou meu braço com força.

– Ate quando irá usar essa desculpa? – Ele fez com que eu virasse para ele.

– Não é desculpa. – Falei apressadamente.

– Temos uma coisa em comum, você também não sabe menti. — Ele largou meu braço e deixou-me ir embora. Mas antes de ir para masmorras, nossos olhares se encontraram.

Eu mudei meu caminho e corri para Torre de Astronomia. Sentei-me no chão frio, olhando para o céu escuro. E naquele céu, eu vi aquilo que não via fazia tempo, aquilo que percebeu que estava na hora de aparecer. Eu gritei, e ouvi gritos abafados vindo lá de baixo.

Meus olhos começaram a queimar. Como eu odiava senti aquilo. Gritei mais ainda e me contorci no chão frio, ate que eu avistei um par de olhos negros. Não era quem eu esperava, mas foi a ultima coisa que vi antes de fechar meus olhos que queimavam.

***

Eu acordei com pequenos flocos de neve caindo sobre meu rosto. Olhei para onde estava e levei um susto. Eu havia dormido na Torre de Astronomia. Eu me lembrava de alguém me olhando, antes de eu desmaiar, era alguém de olhos pretos. Mas por que essa pessoa não me levou para Ala Hospitalar? Ou chamou alguém? Quem era aquela pessoa?

Levantei-me do chão frio, movi meu pescoço, estralei meus ossos todinhos e senti uma dor nas costas. Provavelmente eu iria reclamar de dor pro resto da minha vida. Tirei os sapatos e fiquei com eles na mão, enquanto desci ate as Masmorras. Por Morgana, eu não encontrei ninguém que pudesse me denunciar, e também alguns alunos dormiam nas cadeiras do Salão Principal. O Flich, logo vinha com um esfregão na mão e olhando para os alunos que ainda dormiam não muito felizes. Apressei-me em ir para Masmorras, entrei no Salão Comunal e me larguei no sofá mesmo. Percebi que já havia alguém ali, era Albus mais a Annemarie. Eu me levantei do sofá e subi para meu quarto, as meninas todas dormiam, como se na noite passada não tivesse tido uma festa. Eu me deitei na minha cama intacta e fiquei olhando para teto.

O que estava acontecendo comigo? Eu queria tanto obter a resposta para aquela pergunta, que martela, e martela na minha cabeça. Mas eu não tinha, só sabia que alguma coisa estranha estava acontecendo e que os Comensais da Morte, sabiam muito bem do que se tratava. Eu poderia deixar ele me pegarem, explicarem e depois o que? Matar-te, Amélia. Pensamento mais idiota. Virei-me para o lado direito, olhando para janela. A neve caia lá fora, tão branca e fofa. Eu precisava encontra as resposta, e tinha que ser de alguma forma.

Adormeci na minha cama. Eu não havia dormido muito bem, mas aquele pequeno cochilo, fez com que eu sonhasse com aqueles olhos negros que me olharam, enquanto eu desmaiava. Eram olhos negros normais, não bizarros iguais aos meus. Logo depois desse sonho, eu acordei. Espreguicei-me na cama e me levantei rapidamente.

Eu tomei um banho e coloquei uma roupa de frio qualquer. Era natal, eu iria adorar vê o que meus pais me deram e ir lá fora fica na neve. Corri para o Salão Comunal e embaixo da maravilhosa arvore de Natal, havia um presente endereçado a mim, na verdade dois.

Um estava escrito: “De mamãe e papai.” o outro “ Da sua amiga, Ivy.” . Abri o presente dos meus pais, era uma pulseira prateada com algumas esmeraldas verdes. E mais uma vez eles haviam me dando uma joia, não que eu não gostasse, eu usava a maioria, mas eu já tinha muitas. Coloquei a pulseira no meu pulso e abri o da Ivy. Era um embrulho pequeno e dentro dele, havia um livro de capa marrom, com uma amarração em couro e um pequeno bilhete ao lado.

“ Desculpa o presente simples. Eu estou morando sozinha e preciso economizar dinheiro, ainda mais agora que fui deserdada da família. É um diário.

Beijos, I.E.C.”

A historia de a Ivy, ter sido deserdada eu não sabia. Mas logo a gente se encontraria, já que eu resolvi passa o Ano Novo, com ela. Peguei o diário e subi de volta para meu quarto. Dentro da minha mochila procurei uma pena e um tinteiro. Infelizmente, achei a pena que havia pegado do Teddy. Procurei outra pena, mas percebi que a outra estava quebrada. Mas que droga! Escrevi com aquela pena mesmo. E o que eu acabei escrevendo foi sobre o Teddy e o que eu sentia em relação a ele. E perguntei para mim mesma, se eu não me permitia fica com ele, por ele ser meu professor ou por eu ter medo?

Levantei-me da cama, ainda com o diário na mão e sair do Salão Comunal, fui andando a passos lentos ate a porta. Eu e alguns outros alunos estávamos acordados, brincando com a neve e outros simplesmente olhando de cara feia para aquele tapete branco e fofo. Fui andando, passando entre as guerras de bolinha de neve, ate que cheguei ao Pátio Pavimentado. Ele estava deserto, sem nenhuma criança ou qualquer pessoa.

Abri o diário e comecei a escrever sobre o que estava acontecendo comigo, sobre meus olhos negros, sobre meus sonhos esquisitos e de que alguma forma eu estava ligada aos Comensais da Morte. Mas como toda felicidade dura pouco, como todo sossego acaba o meu acabou.

– Escrevendo com a minha pena. – Disse Teddy, que se aproximou de mim e se sentou ao meu lado, numa pedra que havia ali.

– Era a única que tinha. – Respondi secamente.

– Ate quando ficaremos assim? – Ele tocou meu queixo e fez eu ergue a cabeça para olhar para ele.

– Não sei. Tentar olhar para o rosto do cara que quis te beijar e você recusou. E ainda por cima, ele é seu professor e está noivo. – Dei de ombro e desviei do olhar dele.

– E se eu disser que terminei meu noivado? – Ele se levantou e veio ao encontro onde estava meu rosto.

– Você não faria isso. Você não terminaria o seu noivado, sabendo que poder ter uma família feliz, para fica com uma garota de 16 anos, quem nem sabe se gosta de você. – Falei friamente. Desejando que aquela tortura acabasse logo.

– Poderia sim, porque eu sei que essa garota gosta de mim.

– Se enganou. – Levantei o olhar.

– Não mesmo. – Ele segurou minha mão e fez com que eu levantasse, derrubando o meu diário no chão.

Teddy segurou minha cintura e me puxou para mais perto dele. Nossos olhares se encontravam, nossas respirações se batiam uma com a outra, os corações batendo tão forte e o desejo de ter um ao outro só para si. Naquele momento eu soube, estava começando a gostar do meu professor, de verdade.

– Você sabe muito bem que não podemos fazer isso. – Sussurrei.

– Que se dane o resto. – Ele sussurrou.

E naquele momento nos lábios se encontroaram, foi um beijo calmo. No qual eu pude ter todas as sensações de euforia, puder explora cada canto da boca dele, puder me senti feliz e esquece o resto do mundo. O beijo foi terminando aos poucos, e depois ficamos um olhando para outro.

– Você está noivo. – Engoli em seco e me afastei bruscamente.

– Por que sempre volta a esse assunto? – Ele perguntou se aproximando mais de mim.

– Por que é mais pura verdade. – Peguei meu diário no chão e sair correndo para dentro de Hogwarts.

Parei perto da grande porta de carvalho e encostei-me à parede. Pensando na maior burrice que já tinha feito na minha vida, a maior burrice que me deu segundo de alegria.


Notas finais
Espero vê vocês nos comentários.
Beijous.