Cursed

16 Capítulo 15


Notas iniciais
Olá povinho lindo, mil desculpas pelo atraso e que eu fiquei sem tempo esse dias e não consegui termina o capitulo de jeito algum, ontem quando eu ia terminar me deu uma dor de cabeça enorme. Me desculpa mesmo.
Bem eu adorei esse capitulo, e algo aguarda vocês nele, kkk, bem espero que gostem.

Depois disso: "***" eu recomendo que escutem uma musica, eu escrevi escutando ela e então acho que deixa mais no clima.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=DF0zefuJ4Ys

Estava almoçando na casa dos meus pais, na enorme Mansão Malfoy. Eu tinha que ir ali antes de fazer a loucura que estava planejando e também ganhar mais tempo para eu pensar no que eu realmente queria. Sky dormia no andar de cima, no meu antigo quarto. Eu estava ali com todos, meu pai, mãe, Scorpius e ate a minha avó Narcisa.

Eu ouvi um choro de bebê, o choro da Sky. Virei-me rapidamente para entrada do Salão de Jantar e me deparei com Lucius Malfoy segurando minha filha. O que aquele homem fazia aqui?

- Solta a minha filha! – Sair da cadeira no pulo a fazendo ir de encontro ao chão.

- Calma minha neta. – Ele falou baixo, cínico como era quando não estava com medo.

- Não me chame de neta e me der a minha filha agora! – Gritei.

Eu avancei na frente dele e tirei Sky, bruscamente dos braços dele. Eu já havia sacado a varinha, com vontade de matar aquele homem e o fazer pagar caro por tudo que havia feito. Por tudo que havia feito com o meu pai.

- Acalma-se Amélia. – Disse meu pai enquanto Scorpius segurava meu braço.

- Escute seu pai Amélia ou algo que você guarda ai dentro sairá. – Cínico. Com aquelas palavras perfurando meu corpo.

- Como você sabe? Estava em Azkaban quando tudo aconteceu. Como está aqui? – Perguntei enquanto Scorpius me soltava eu entregava minha filha para ele.

- Ora, ora, você não sabe? Se não fosse por mim o Lorde das Trevas nunca teria uma fagulha de chance de volta a viver. Eu fui o responsável por fazer isso Amélia. – Ele disse tudo com a maior naturalidade. E aquilo me deu vontade de mata-lo. – Morsmordre.

A Marca Negra brilhou no grande teto da mansão. Eu já sabia o que me esperava gritar de dor e desmaia. Mas foi diferente, eu me joguei ao chão e me contorci como se tivesse sendo torturada, a dor lancinante esmagava minha cabeça, ate o momento que eu senti o desejo de morte e de tortura subir pelo meu corpo e me levantei. A dor ainda incomodava, mas não era nada demais e agora eu só sentia desejo de morte.

- AAH. – Ao longe minha mãe gritou e levou à mão a boca. Ela chorou assim que me virei para ela.

Minha filha chorava insistentemente e não parava. Eu me virei para ela com a varinha apontada.

- NÃÃO! – Gritei fino.

Minha mão tremia eu deixei a varinha cair e chutei-a para longe. Era estranho, era como se houvesse duas almas ocupando meu corpo, uma querendo muito matar e outra apenas querendo a paz. Eu não sabia mais o que fazer.

- O Lorde das Trevas. – Lucius caiu de joelho sobre meus pés.

- Meu servo. – Eu disse no sibilar terrível. – Para com isso. – Gritei e levei minha mão a dá um tapa no rosto de Lucius.

- Meu senhor eu tenho tanto a explicar. – Lucius disse.

- Ouvirei, quando essa criança... – O sibilar que saiu da minha boca não terminou. – Pare com isso. – Gritou a minha voz fina.

Chutei Lucius e sair cambaleando pelo Salão, me apoie na parede quando me senti tonta. “Esse corpo é meu.” Gritei dentro da minha cabeça. “Daqui a pouco ele será meu e eu governarei esse mundo novamente, menina insolente.” O sibilar, a voz do Voldemort, ecoou pela minha cabeça.

- Você não fara nada!- Gritei o mais alto que puder e senti minha cabeça latejar fortemente.

Meus olhos queimaram e por um momento pensei que ficaria cega.

- Esse corpo é meu e esse é mundo onde minha filha fara parte. Você não tocara um dedo nele, nem que pra isso eu tenha que MORRER! – Gritei entre os gemidos de dor.

“Sonhe...” Ecoou a voz dentro da minha cabeça.

Eu gritei de dor e cair no chão. Consequentemente eu me virei e a minha frente havia Lucius com a varinha apontada para mim, à mão tremia e ele me olhava com um sorriso insano. A minha cabeça doeu mais ainda e eu já não aguentava mais ficar de olhos abertos. Fechei.

- Cruci... – A palavra foi cortada ao meio. Eu me atrevi abri os olhos e vi Lucius jogado ao chão.

Alguém levantou meu corpo e eu puder vê por último os olhos com de âmbar, era Teddy. O que ele fazia... Desmaiei.

***

Eu acordei com o choro ao longe, quando fui recobrando a consciência o choro foi ficando mais perto. Abri meus olhos totalmente e a minha frente eu vi o Teddy, sentado sobre a cama, segurando minha filha. Em pé atrás dele havia minha mãe.

- Sky. – Pronunciei.

- Ela está bem. Ficou quieta, mas começou a chorar agora. – Teddy respondeu.

- Me entregue ela, irei cuidar dela. – Minha mãe tomou Sky dos braços de Teddy.

- Deixa que eu cuido. – Falei.

- Você tem que conversa com ele. Ela estará bem. – Minha mãe me deu uma piscadela e saiu do quarto.

- O que faz aqui? – Perguntei me ajeitando na cama.

- Você esta bem? Seus pais disseram que você teve uma discursão interna. – Comentou o Teddy. – Ah seus pais sabem de nós?

- Sabem. Você não respondeu minha pergunta.

- Por que eles sabem? – Perguntou Teddy.

Ai minha Morgana! Eu deveria ou não conta tudo para o Teddy? Confessar para ele que ele era o pai da menina que ele estava segurando agora a pouco. Ou simplesmente menti mais uma vez e esconder tudo.

- Eu acabei contando, esquece isso. Agora pode responder minha pergunta. – Não contei.

- Resolvi segui seu conselho e terminei com a Victorie. – Ele me fuzilou com os olhos.

Momento de querer se enfiar de baixo do coberto, abri um buraco na cama e se enfiar lá, para só sair quando você tiver certeza do que quer. Eu gostava do Teddy, mas havia sido pega de surpresa e não sabia o que fazer.

- Terminou? – Perguntei para fugir da resposta que ele queria.

Ele assentiu com a cabeça.

- Teddy eu gosto de você mais é que... Eu não sei direito e como se tivesse algo a mais. – Tentei explicar da minha forma, não saiu muito bem.

- O que é isso Amélia? – Ele ergueu as sobrancelhas.

- Eu não sei direito. – Respondi eufórica.

- É simples. Você gosta de mim ou não? Não tem esse negocio de algo a mais. – Ele me fuzilou com os olhos.

Aqueles olhos tão lindos, que estavam começando a me perfura. O Teddy queria uma resposta eu devia uma para ele, afinal foi por minha conta que ele terminou com a Victorie e foi finalmente que ele percebeu que gosta de mim e que eu dele, agora eu não posso fica com uma frescura, eu tenho que me deixar ter um momento de alegria. VAMOS AMÉLIA!

- Você gosta ou não? – Ele chegou mais perto de mim. Tão perto...

Vamos lá! Eu me aproximei mais dele e o puxei para perto de mim com a minha mão que foi para trás da nuca dele. Ele não teve cerimonias e veio mais para perto, nos beijamos. Um beijo selvagem que invadia cada parte da minha boca, na onde minha língua explorava quando canto da boca dele, na onde nos dois queria aquilo.

- Eu gosto. – Respondi no intervalo entre um beijo e outro.

Sorrimos.

Aquilo tudo estava tão perfeito, tudo que eu queria ter tido a vida toda. Mas era demais para mim, era egoísmo. Era errado pensar daquele jeito, eu podia muito bem ter o que quisesse, mas minha consciência não deixava, eu pensava tanto do quanto o Teddy iria sofrer depois de tudo acontecer.

- Não posso. – Sussurrei.

- O que? O que você está falando, Amy? – Teddy me olhou erguendo uma das sobrancelhas.

- Eu hospedo o Voldemort no meu corpo, não posso viver assim. Não posso viver tendo ataques de Comensais da Morte e acaba desmaiando quando vejo a Marca Negra, a minha filha correria perigo. – Falei com a voz embargada.

- O que você que dizer com isso Amy? – Teddy me olhou de olhos arregalados.

- Que eu teria... Teria... Teria que morrer. – Chorei. – Eu não posso viver desse jeito, eu tenho que pensar na minha filha, primeiro.

- E em mim você não pensar? – Teddy me fuzilou com os olhos.

Aquilo me matou.

- Não seja egoísta.

- Eu sei que é só filha, mas não há só ela na sua vida, há? – Perguntou ele.

- Mais há na nossa vida, pense. – As lagrimas desciam descontroladas.

- O que? – Ele ergueu as sobrancelhas.

- SKY É NOSSA FILHA! – Gritei e o empurrei saindo de cima da cama.

O que eu havia feito?