Curse of Hades
3 Tutorial de como não conseguir controlar o lago
Quando estávamos chegando perto da fogueira, um ser místico não identificado na hora, pulou em cima de mim gritando:
— COSTA RICAAAAAAAAAAAAAAAAAA! QUE SAUDADES, COMO VOCÊ TÁ? ESTUDOU BASTANTE SOBRE MITOLOGIA?
— Eu sei que você me ama, MAS NÃO PRECISA PULAR EM CIMA DE MIM TODA VEZ QUE ME VÊ
— Pular em cima de você e te derrubar faz parte dos meus ois diários, você sabe disso. Mas e aí, como vocês estão?
— Nós estávamos indo pra fogueira, vem com a gente — disse Elfa — temos uma coisa pra contar... Pro acampamento inteiro. E não são boas notícias.
Sentamos de frente para a fogueira, enquanto os outros campistas iam chegando. O que era aquele símbolo? Parecia uma caveira sendo cortada por uma faca... Quem sabe, Quíron já não viu este símbolo, e sabe o que é? Vamos descobrir isso agora.
— Sejam bem-vindos de volta, campistas! Neste verão, temos várias atividades novas no acampamento, que serão reveladas no decorrer dessa semana.
— Hey, Quíron, teremos caça? — Perguntou Yas — Ou corrida de bigas? Eu to com saudades dessas atividades, tipo, demais.
— Sim, teremos! E nesse verão, teremos um sistema de pontuação, para cada atividade. Teremos o chalé vencedor de cada atividade, e o que fizer mais pontos em todas as atividades juntas, ganhará uma recompensa, das boas!
— Nosso chalé vai ganhar, e se não ganhar, uma semana de pegadinhas — eu disse — e todos vocês vão ser vítimas.
— Vai sonhando, Pedroso — disse Angeluz. — Você sabe muito bem, que o chalé de Apolo vai ganhar.
— Ou o de Poseidon, quem sabe — disse Vini
— Chega de discussão! Vamos agora falar sobre...
Elfa fica de pé, e fala em voz alta, para todos ouvirem:
— QUÍRON! Antes de continuar, eu e o Gui temos uma coisa para dizer pra todos — ela deu uma pausa, até que todos estivessem olhando para ela. — Vimos um símbolo estranho em uma árvore, próximo ao pinheiro de Thalia, mas não sabemos o que é. Amanhã de manhã, levaremos você até lá, quem sabe você conhece esse tal símbolo.
Todos ficam de boca aberta.
— Campistas, vão para seus chalés, amanhã resolveremos isto. Elfa... Preciso falar com você em particular.
***
É impossível dormir no chalé 11 no dia em que os campistas voltam para o acampamento. Nosso chalé está ficando pequeno, pois todo dia aparece um novo filho de Hermes (na verdade não, só uma vez por mês). Tenho que falar com Leo, precisamos expandir o chalé de novo. Ou construir um hotel. Mas, de verdade? Eu gosto da movimentação aqui dentro.
Travis começa a bater palmas, e chama a nossa atenção, e quando todos ficam em silêncio, ele começa a falar:
— Boa noite, meio-irmãos! Como de costume, nós teremos de preparar a nossa boa e velha pegadinha de boas vindas. Alguém tem alguma ideia?
O Estrela só faltou quebrar o teto, de tanto que ele esticou seu braço.
— Nós poderiamos misturar algumas de nossas pegadinhas passadas, umas três, acho que seria a melhor pegadinha do século.
— Boa ideia, Teus! Cada um vai lembrar de alguma pegadinha, e as melhores, vamos misturar e criar outra. Agora vão dormir, temos muito o que fazer amanhã.
***
No dia seguinte, sou o primeiro a acordar. Coloco minha camiseta do acampamento, uma bermuda, e saio do chalé. Só eu estou acordado, pois são 4 horas da manhã (sim, eu durmo pouco), mas vejo a porta do chalé de Apolo se abrir. Pensei que seria Elfa, mas era só o Angel.
— E aí, mané! O que faz acordado essa hora? Criança tinha que estar dormindo numa hora dessas.
— Haha, muito engraçado. Só sou dois anos mais novo que você, aliás, sou maior que você.
— Calma, nervosinho! Só estava brincando. E um dia, serei mais alto do que você.
— Duvido muito. Mas enfim, estou sem sono, ai resolvi vir pra fora do chalé.
— Por incrível que pareça, também estou sem sono. Eu sem sono? Isso é ultra raro — acreditem, achar ouro na calçada da sua casa é mais fácil do que ver o Angel sem sono. — Queria passear de barco no lago, e você vai comigo.
Pegamos dois barcos e remos, e entramos no lago. Eu podia ver Apolo... Quer dizer, o Sol, começando a aparecer, mas bem fraquinho. Depois de um tempo dentro do lago, olho para uma moita que fica aqui perto, e vejo duas cabeças em cima dela. Mas não sei de quem são. Do nada, sinto a água se mexer. E meu barco vira.
Consigo sair de baixo do barco, e vejo Ana (mais conhecida como Alpaca) e Vini saindo de trás da moita.
— MAS QUE DIABOS VOCÊ FEZ, VARIZI? — Sei o quanto ele odeia ser chamado assim.
— Vingança por ontem, de nada.
— E eu resolvi ajudar, porque adoro ver pegadinhas — disse Alpaca. — E olha, o Angel apareceu.
— Não precisava ter me virado junto, manézão — disse Angel.
— Desculpem, na verdade não era para os barcos virarem, é que eu ainda não consigo controlar a água desse lago direito.
— PERCEBEMOS — eu, Angel e Alpaca falamos juntos.
Saímos do lago, e ficamos conversando com Alpaca e Vini, esperando os outros acordarem.
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