Curse of Dead

1 Feitiço do Submundo


Notas iniciais
Primeira vez que publico alguma história aqui.

Esse primeiro capítulo foi meio curto mas demorei para faze-lo, espero que gostem ♡

Depois de anos de batalhas épicas, parece que Storybrooke finalmente chegou ao seu sossego. Após se formar no ensino médio, Henry Mills decidiu ir para outro reino viver suas próprias aventuras. Rumplestiltskin foi reconstruir sua vida com Belle fora de Storybrooke, em um lugar chamado "Limite dos Reinos", onde uma vida inteira ali, pode ser apenas um piscar de olhos em Storybrooke. Belle acabou morrendo de velhice no Limite dos Reinos e então Rumple acabou indo para uma outra Floresta Encantada, por coincidência, no mesmo reino em que Henry estava localizado. Regina seguiu a esse mesmo reino meses depois ao descobrir que Henry estava em perigo, chegando lá, ela notou que seu filho já estava crescido e que Rumple havia ficado viúvo, pois sua querida Belle já havia falecido. A Salvadora, Emma Swan, está grávida de Killian Jones e os dois vivem tranquilos na pequena cidade de Storybrooke.... Mas nossa história não começa nessa cidade, pelo contrário. Ela começa em um outro lugar, ou melhor, em um outro reino que fica abaixo de nós, mais conhecido como Submundo.

Submundo é uma espécie de purgatório que antes era aterrorizado pelo deus Hades, mas agora é bem mais agradável graças ao antigo Rei de Camelot. O poderoso Merlin profetizou que seu pupilo Arthur seria capaz de reerguer um reino quebrado. Por muitos anos Arthur pensou que se tratava de Camelot, mas só depois de sua morte quando sua alma foi trazida ao Submundo, percebeu que estava enganado. Com a "morte" de Hades, Arthur passou a governar o reino inferior logo após tirar Cruella do controle.

Anos depois de suas mortes, três vilãs localizadas no Submundo, tinham um plano para voltar a superfície. A maltratadora de cães, A Bruxa comedora de crianças e a Fada das Trevas estavam na loja de penhores de Pan, procurando a solução para seus problemas.

— O que estamos procurando exatamente? — A bruxa perguntou á elas.

— E afinal de contas, o que estamos fazendo neste lugar? O dono da loja está "morto", graças ao Senhor das Trevas. — Questionou Cruella.

— Sabe que essa palavra não funciona bem aqui em baixo. — Respondeu a bruxa sarcasticamente.

— O dono da loja pode não estar, mas eu acho que sei onde ele escondeu o que viemos procurar. — A moça de vestidos negros admirava seu reflexo no espelho, até que ergueu seu braço sobre ele e assim retirou um frasco de poção que estava escondido dentro do objeto refletor.

— Isso é o que estou pensando? — Perguntou a Bruxa que logo abriu um grande sorriso.

— Sim, minha cara amiga. — A mulher derruba o frasco de poção no chão fazendo-o quebrar.

— Viemos até aqui para você quebra-lo? — Retrucou Cruella.

— Falta o toque final. — A vilã tirou um fio de cabelo de seu bolso e despejou no local onde derrubou a poção.

Desse frasco quebrado, uma gosma verde começou a borbulhar e absorver o fio de cabelo que foi jogado nela. A gosma foi crescendo e criando uma aparência masculina onde foi finalizada diante dos olhos das 3 mulheres.

— Olá... Fiona! — Disse a gosma que agora havia se tornado alguém.

— Olá, Malcom! Ou deve dizer... Peter Pan? — A mulher sorriu maliciosamente para ele.

— Hm... O Peter Pan está de volta! — Disse a Bruxa sorridente.

— Na noite em que você morreu, foi um dos dias mais tristes da minha vida. Desse dia em diante eu culpei nosso filho pelo ocorrido, mas um tempo depois eu o abandonei em troca de uma ilha que me deu juventude e poderes magníficos. — O jovem contara sua história enquanto caminhava ao redor da moça. — Parece que eu não fui o único que o abandonou, não é mesmo? — Peter passou sua mão nos cabelos de Fiona.

— Eu fiz o que eu fiz para proteger o nosso filho! — A Fada das Trevas segurou a mão de seu ex-marido a afastando com rispidez de seu cabelo.

— Você havia dito que essa poção era a solução para os nossos problemas... Como um clone do Peter Pan pode nos ajudar a sair desse inferno? — Cruella regulou o adolescente de cima a baixo com um sorriso malicioso no rosto.

— Minha magia funciona diferente aqui em baixo, não é mais poderosa como antes. Preciso da ajuda dele para criar o feitiço que precisamos.

— Por que eu te ajudaria, mesmo? — Pan fechou a cara e passou a encarar Fiona com um olhar sério.

A Fada das Trevas aproximou sua boca lentamente ao ouvido de Pan e sussurrou:

— Com a sua ajuda, nós dois podemos nos vingar daqueles heróis e dominar Storybrooke.

— Coff, coff! Acho que você quis dizer nós quatro, não? — Cruella tossiu falsamente para interromper a conversa do casal.

— E qualquer lugar é melhor que aqui em baixo, não acha? — A Bruxa completou.

— Verdade. E então, que feitiço tem em mente? — Perguntou o jovem.

— Um poderoso o bastante para tirar todos nós desse lugar. — Ela entrega um livro com uma página marcada ao menino.

Era um livro aparentemente antigo, sua capa era de couro preto. Detalhes em prata decorriam sobre sua frente, deixando evidente um desenho de caveira no seu centro.

— Achamos esse livro nas coisas do Hades, acho que ele não vai se importar de termos pegado emprestado.

Ao abrir o livro, pequenas "alminhas" flutuam para fora gritando onde logo em seguida elas se misturam com o ar até sumir. Pan abriu o livro do Diabo na página marcada e leu o que está escrito na página. As letras do livro eram gregas e sua tinta vermelha como sangue. O jovem conseguiu traduzir o feitiço da página marcada, chama-se "βγείτε από τον ουρανό". Na tradução de Peter, fica "Aceuaoids", um feitiço bastante poderoso que Hades quase nunca usava.

— Hum... Agora entendi porque precisa da minha ajuda.

— Vamos logo então! Cruella, me espere aqui com a Bruxa Cega. — Com um leve sorriso no rosto, Fiona moveu seus dedos sobre o ar fazendo com que Pan e ela desaparecessem em uma nuvem de fumaça negra e reapareçam na ponte do Submundo.

A ponte do Submundo, o lugar onde almas são decididas por seus atos da vida se vão para os Campos Elísios, onde podem descansar em paz ou o Tártaro, passando a eternidade sofrendo. Fada Negra segura na mão de seu ex-marido enquanto ambos esticam o braço vago apontando para a ponte.

— Aceuaoids, Aceuaoids, Aceuaoids.

Enquanto os dois ficavam repetindo o feitiço, uma magia na mão de ambos começou a surgir.

— Com o poder investido em nós, eu agora o expulso do céu para vir ao Submundo! — O casal move o braço para traz e depois o esticaram novamente fazendo com que a magia de suas mãos acertasse a ponte.

— Aceuadois, Aceuaodis, Aceuaoids. Com o poder investido em nós, eu agora o expulso do céu para vir ao Submundo!

De repente, uma forte explosão de raios joga o casal de vilões contra a parede. O resto do caminho da ponte que estava quebrada, é completada com uma forte luz no final de onde uma pessoa é jogada para fora dessa luz. Feito isso, a luz desaparece e a ponte volta a ficar incompleta.

— O que nós ganhamos retirando pessoas do céu?

— Ela será vital para o que estamos planejando. — Respondeu a Fada.

— Onde estou? Que lugar é este? — A jovem diz enquanto tenta levantar do chão com a visão embaçada por causa da luz forte.

— Você está em um lugar familiar e muito em breve, estará em outro mais familiar ainda. — Fiona ajuda a jovem a levantar do chão.

— Quem é você?... Eu acho que te conheço de algum... — A visão da jovem vai voltando ao normal e logo em seguida ela olha para o rosto de quem a ajudou a levantar.

— Olá! Lembra de mim? — Sorri diabolicamente.

— NÃO! VOCÊ NÃO! POR FAVOR, NÃO! — A jovem larga a mão de Fiona e corre para traz com bastante medo.

— Precisamos de você aqui! — Pan aparece em uma nuvem de fumaça atrás da jovem.

— O que querem comigo? — A jovem pergunta tentando parecer corajosa, mas quando na verdade estava com medo.

— Você já vai descobrir... — Respondeu Fiona com um sorriso malicioso no rosto.

Enquanto isso, em Storybrooke, os heróis estavam todos reunidos no Granny's comemorando o aniversário da nossa querida Salvadora. O restaurante da vovó estava todo decorado para a ocasião, havia balões brancos pendurados em toda parte, uma faixa enorme escrita "Emma Swan" na parede ali estava, cupcakes decorados com cisnes brancos feitos de chantilly estavam postos sobre o balcão de clientes e Vovó acabava de chegar com um bolo branco retangular, recheado de beijinho e decorado com chantilly onde em cima ainda se encontrava escrito "Happy Birthday Savior".

Emma estava emocionada com tudo aquilo, ver sua família e amigos reunidos em um dia especial para ela, era maravilhoso. Depois de muitas batalhas e intrigas, em fim eles conseguiram ter um tempo de sossego para aproveitarem a vida.

— Sério gente, não precisava de tudo isso. Um simples parabéns estava ótimo para mim. — Emma sentou-se em um dos banquinhos do balcão de clientes.

— Você merece isso e muito mais! — David sorriu para Emma enquanto segurava Neal em seu colo que logo havia pegado num sono.

— É uma pena Regina e Henry não estarem aqui. — Disse Branca enquanto trazia copos de bebidas para todos no ambiente.

— Henry queria achar sua própria história e Regina seu final feliz. Não posso impedir isso.

— E então, já escolheram o nome do bebê? — Perguntou Vovó.

— Bem... Sim, mas só vamos anunciar amanhã. — Killian responde vovó abraçando Emma.

— Já sabe se vai ser menino ou menina? — Perguntou Branca.

— Sim... Mas também só iremos anunciar amanhã. — A loira responde ansiosa.

— Um brinde a Emma Swan, a mulher que nos salvou da maldição e de vários outros monstros! — Grita Leroy erguendo um copo na mão.

— A EMMA SWAN! — Todos gritam e juntam seus copos para brindar.

Depois desse brinde, o chão começou a tremer como se tivessem uma manada de mamutes correndo pela cidade. Todos ficaram se segurando em moveis para não cair, até que de repente, o chão para de tremer.

— O que foi isso? — Perguntou Killian assustado.

— Eu... eu não sei. — Respondeu Emma confusa.

Uma fumaça vermelha começou a surgir do chão subindo para cima criando uma espécie de neblina. Começou a sair tanta fumaça vermelha do chão, que mal dava para você ver quem estava do seu lado.

Depois de cobrir o Granny's todo, a neblina desapareceu pelo ar.

— Isso não parece bom! — O xerife entrega seu filho a vovó e corre em direção a porta de saída para olhar a cidade. — Emma, você precisa ver isso.

A Salvadora e sua família caminharam até a calçada do Granny's e se depararam com uma multidão de pessoas reunidas juntas em um único canto. Ao redor dessas pessoas, ainda estava um pouco daquela fumaça vermelha que Emma tinha visto antes, é como se a fumaça tivesse trazido eles.

— De onde eles vieram? — Perguntou Leroy encarando as pessoas da multidão.

— Eu acho que tenho uma ideia.... — O pirata aponta para o meio da multidão onde se encontrava Arthur, que até onde eles sabem, está morto.

— Submundo. — Emma diz espantada.

Notas finais
"Cade o Killian que mal aparece?" desculpem pessoas, só lembrei dele quando estava quase acabando o capítulo :p
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.