Curse and Love

16 Um final como qualquer outro


Notas iniciais
Pessoas que leem minha fic, ou que liam, eu sinto muito por causa da imeeensa demora para trazer um novo capítulo para essa fic. Peço desculpas, ainda mais sendo este o último capítulo da fic. Mas eu tive um grande bloqueio de criatividade, e não queria que o capítulo ficasse pequeno (apesar de não se ter muitas coisas a mais para se colocar na historia...) , contudo não consegui mesmo alongar ele, tanto que não chegou a 2.000 palavras. Os motivos para meu gigantesco hiatus bem no ultimo capítulo da fanfic foram: 1- Um enorme bloqueio de criatividade (autores me entenderão... Eu acho...) 2- Minha avó faleceu no inicio do ano, e creio eu que isso tenha ajudado meu bloqueio a ficar ainda mais forte, sem contar que eu sempre fui chegada a ela, então foi bem difícil tal acontecimento. 3- Uma outra fic tomou o lugar dessa. NÃO! Ela não esta postada, muito menos terminada, e por ela ter mais lutas e acontecimentos inéditos, ela acabou tomando mais minha criatividade e tempo. Não sei se um dia postarei ela. Espero realmente que entendam que não fiz por mal, e tenho certeza que perdi leitores por causa da demora, e peço desculpas mais uma vez. Boa leitura!

POV’S Lyra

4 meses depois...

Quatro meses haviam se passado desde que eu vira Eustass pela última vez. Pensava que poderia vê-lo na rua algumas vezes, mas não aconteceu. Sentia sua falta, e queria pelo menos saber se ainda estava vivo...

Minha vida mudara um pouco... Agora não era mais a estilista de Luffy, e sim sua vice-presidente. Law largara a empresa de moda e com sua nova esposa, Robin, assumiu a gerência de um hospital. Nami fora promovida também e nos tornamos muito íntimas.

Em resumo minha vida profissional, econômica e social melhorou. Porém meu psicológico sente falta dos velhos hábitos...

Hoje estava em uma reunião com Luffy e Nico, por incrível que pareça Luffy assumiu a verdadeira postura de um empresário e me ajudou a comandar a empresa do jeito que se deve.

Sanji se casara também. Sua esposa era bela e com cabelos rosados, jovem e bem portada. Seu nome era Shirahoshi. Ao final do dia vou para minha casa pensando em tomar um bom banho e relaxar enquanto via a televisão.

Quando chego em casa, através da porta escuto o barulho abafado de panelas batendo no fogão. Abro a porta vagarosamente e espio pelo canto, contudo não consigo ver quem estava ali na cozinha. Decido encarar o “perigo” de uma vez e dou a cara no cômodo rapidamente.

Meus olhos arregalam instantaneamente quando o vejo, sinto meu coração parar e o ar me faltar. Ele se vira para mim e com um grande sorriso me diz:

– Oi Lyra! Há quanto tempo não?

– E-Eustass? — estava perplexa. Primeiro por vê-lo novamente, e segundo por ele ter entrado em minha casa sem as chaves. — O que faz aqui? E o mais importante como entrou aqui?

– Vim lhe fazer uma surpresa. Um jantar como pedido de desculpas.

– Está se desculpando por...? – enquanto tentava entender aquela historia toda eu sentia o aroma salgado e apetitoso que saia das panelas. Em uma panela maior e mais funda havia uma sopa, pego uma colher limpa e experimento um pouco. Aquilo estava realmente delicioso.

– Estou me desculpando por fazer você passar por toda aquela humilhação em relação à minha ex-noiva.

– Ex?! – não consegui segurar e a pergunta escapa dos meus lábios como o vento. Sinto-me culpada por tanta curiosidade. – S-Se não quiser responder- sou cortada no mesmo instante.

– Me separei dela algumas semanas atrás. Depois da viagem ao redor do mundo ela se tornou insuportável. Incrível como alguns meses e um pouco mais de dinheiro podem mudar as pessoas...

– Foi apenas por isso que se separou dela? — aos poucos sentia uma esperança crescer dentro de mim, e um pequeno sorriso se formou em meus lábios.

– Não. É que eu me apaixonei por outra mulher. – lembram-se da esperança que crescia? Bom então, acho que jogaram um balde de água fria nela...

– Ah ta...

Tinha medo de perguntar se essa outra mulher seria eu ou não. Temia muito a resposta, por isso não me expresso.

– Desde quando sabe cozinhar? — tentei puxar assunto para não deixar o clima morrer.

– Eu aprendi logo que nos separamos. Não poderia ficar comendo em restaurantes todos os dias, tive que aprender a me virar. – respondia alegre.

Sentamos para comer e experimento a comida. Me impressiono com o sabor. A sopa servida como prato de entrada era de cogumelos, com salsa e levemente temperada com pimenta. O prato principal era arroz brasileiro com carne grelhada ao molho de laranja e um purê sensacional de batatas.

– Eustass! Você realmente fez um curso profissional. Isso está delicioso. — elogio e o vejo corar.

– Fiz tudo o que pude para dar a comida um sabor perfeito. Levei um tempo até acostumar, mas os resultados são ótimos.

– Se você abrisse um restaurante faturaria uma fortuna, sua comida é simplesmente incrível.

Assim que terminamos de comer as tortas de limão e morango, Eustass se levanta e tira uma caixinha preta do bolso. Agora que eu estava virada de lado pra a mesa ele se ajoelha em minha frente e abre a caixinha.

Havia um anel prateado com uma pequena faixa dourada em seu meio, e em certo ponto do anel uma pequena pedra de brilhantes. Reparei que por dentro estava escrito meu nome e o dele.

– Lyra você quer namorar comigo?

Estava tão emocionada que mal conseguia abrir a boca.

– A resposta não poderia ser outra se não um grande e alegre sim Eustass! – finalmente respondo.

Ele tira o anel da caixinha e o coloca em meu dedo anelar. Dou-lhe um grande abraço e depois um beijo lento e apaixonado. Nossas línguas dançavam em nossas bocas, mais uma vez sentindo cada sensação nova explorando cara canto possível.

O sabor azedo do limão se misturava ao sabor adocicado de morango que se instalara na boca dele pela sobremesa. Um sabor diferente e único. Que daqui para frente poderia sentir quando quisesse.

Rompi o beijo por falta de ar. Meu coração batia forte e rápido. Estava feliz.

Meu medo afinal era uma ilusão. Não sabia se aquela paixão iria sumir com o tempo, ou se iria durar uma vida. Não importava o quanto durasse. O que importava era que eu não me arrependeria depois.

– Estou tão feliz! – disse enquanto passava os braços envolta de seu pescoço.

Um tempo se passou desde então. Nada aconteceu de muito novo, apenas um namoro normal com brigas, romances e novas experiências. Mais ou menos depois de quatro anos de namoro. Eustass finalmente me pede em casamento. Quando contei para Robin e Nami, a resposta não poderia ser outra se não gritos e em seguida:

– Nem posso acreditar Lyra você vai se casar! — gritaram para toda a empresa ouvir quase que ao mesmo tempo.

– Ei, ei! Assim as duas me deixaram surda.

– Precisamos conferir a lista de convidados! – dizia Robin em voz alta. Seu sorriso era enorme, indo de orelha a orelha. Enquanto ela e Nami se olhavam ia complementando as tarefas que tinham que organizar para o casamento.

– Contratar um bom chef.

– Comprar sapatos.

– Jóias.

– E o mais importante... – o olhar de empolgação de ambas chegava a assustar. – O VESTIDO DE NOIVA!

– Eu pensei que o casamento fosse meu, e não de vocês duas. – sem sucesso ao tentar convence-las de que quem deveria arrumar tudo seria eu.

– Não se preocupe Lyra, nós ajeitaremos tudo para seu casamento. Faremos de tudo um grande evento, ficará tudo maravilhoso. – Nami afirmava com muita convicção.

– Tudo bem então...

O casamento havia ficado marcado para dali uns meses. Nesse tempo fui arrastada para vários restaurantes e experimentei vários vestidos. Conseguia sentir meus pés latejando de tanto que havia andado. Mas ao fim, tudo estava pronto.

(...)

O dia do casamento finalmente havia chegado. Robin me ajudava a colocar o grande e comprido vestido de noiva, enquanto Nami recebia e ajeitava os convidados na igreja.

Alguns minutos antes de começar a me arrumar, eu dei uma olhada na decoração da igreja, e estava magnífico. Ao lado dos bancos da igreja grandes fitas brancas com dourado faziam laços e laços até o altar, e em cada fileira de cadeiras jazia um vaso de rosas vermelhas vívidas.

Um tapete vermelho fora jogado no meio do caminho do lugar, onde eu passaria. E a decoração da igreja natural já era linda, com suas pilastras brancas igual mármore, e suas pinturas de anjos no teto. Em cada pilastra uma vela queimava dando um ar sofisticado e maravilhoso para o local.

Meu vestido era bem largo, parecia com o de uma princesa. Meu cabelo estava enrolado e o véu comprido e esbranquiçado estava prendido em minha cabeça com uma coroa de prata. Minhas joias eram vermelhas rubras, quebrando aquele tom pacífico que o branco trás. O buquê de flores era amarelo e estava sendo prendido por uma fitinha vermelha aveludada.

Minha aparência parecia estar calma, mas meu coração estava disparado. Sentia-me muito nervosa e minhas mãos suavam como nunca. Quando ouço uma batida na porta. Era Eustass.

– Sei que é tradição o noivo não ver a noiva antes do casamento, por isso não vou entrar, só vim dizer que estou ansioso pelo nosso casamento.

Fui até a porta e segurei sua mão. Fechei os olhos e senti uma enorme felicidade crescer dentro de meu peito... Aquela sensação era indescritível.

POV’S end

Os convidados iam chegando na igreja. Pouco a pouco uma pequena multidão se formou na porta do lugar. Todos com trajes elegantes e finos, combinando com a ocasião.

Não mais do que alguns minutos depois que a igreja se enche musicas instrumentais calmas começam a tocar. Conforme o tempo corre, lentamente as pessoas vão se acomodando os bancos de madeira.

A música clássica de um casório começa a tocar. Com grandes sorrisos e esperanças estampados nos rostos, o público se levanta e olha em direção a grande porta da igreja que se abre, porém ninguém aparece.

Meio desnorteados, as pessoas cochicham entre si enquanto olham para fora da igreja. Outros observavam o altar, e algumas vezes esticavam o pescoço o máximo que conseguiam para tentar enxergar algo que o resto não via.

Sem nada de diferente acontecendo todos tiram a mais obvia conclusão de que a noiva estava atrasada, muito comum em casamentos, afinal uma noiva não fica pronta de um segundo para o outro.

Mais alguns minutos se passam e Robin aparece correndo e ofegante ao centro da passagem da noiva e grita:

– Os noivos sumiram!

Muitos ficaram boquiabertos, sem palavras, outros não entendiam o porquê, mas todos se perguntavam o que havia acontecido e só conseguiam imaginar o pior.

(...)

Um pouco mais longe dali, bem no alto de uma montanha encostada ao monte Fuji. Uma linda vista dada para um grande bosque e um lindo por de sol, havia um banquinho de pedra.

O banquinho estava meio quebrado e bem mal cuidado, dano a impressão de que ninguém o usava há anos. E naquele mesmo banquinho defasado, estava um casal. Uma noiva com vestido rodado enorme e lábios vermelhos por causa do batom e um noivo ruivo com um elegante terno.

Lyra recostava sua cabeça no ombro de Eustass e segurava sua mão. As alianças já colocadas em seus devidos dedos reluziam a luz do por de sol. Ambos conversavam alegremente, com grandes sorrisos sendo exibidos.

– Acho que estragamos o casamento. – Lyra disse em tom de brincadeira.

– Você acha? – ironicamente perguntava o rapaz.

Lyra ria como se tudo não passasse de uma grande brincadeira. – Uma confusão de historia, com coisas sem sentido e muito menos nexo com a normalidade e um final feliz... Muito clichê. – rindo mais uma vez ela resumia toda o tempo ao lado de Eustass.

– Bom... Então acabei de descobrir que adoro coisas clichês. – com um sorriso lindo estampado em sua face, ele passa o braço ao redor de Lyra e beija sua testa.

Aquele por de sol seria inesquecível...

Notas finais
Novamente peço desculpas, não fora minha intenção demorar quase um ano para postar esse capítulo. Espero que apesar de curto, o capítulo tenha agradado a todos. Obrigada aqueles que disporam de seu tempo para ler minha fic, fico realmente grata. Até uma próxima fanfic!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!