Curse and Love

9 Espionagem "profissional"


Notas iniciais
Yo minna! Sim eu sei que demorei, e eu realmente sinto muito por isso. E eu tenho dois motivos para ter demorado tanto... Um é bom, o outro parece desculpa esfarrapada... Mas, fazer o que neh?! O primeiro motivo é obvio. A escola. Sim, ela não me dá folga, e quase não tenho tido tempo nem mesmo para escrever manualmente os capítulos das fics. O segundo é que, bom minha vida está uma bagunça, e no meio dessa bagunça, eu tive ideias para fics novas, e quando tinha tempo, acabei escrevendo mais delas do que da Curse and Love. Sinto muito. T.T Eu gostaria de pedir para que vocês lessem as notas finais. Obrigada! Boa leitura!! :3


Como de costume, às 6h:00 da manhã, Lyra já estava acordada. Seguiu para o banheiro fazer sua higiene pessoal, e deixa o gosto de menta se espalhar por sua boca, mas este não duraria muito. Desde que se levantara, pensara no ocorrido do dia anterior. Teria que fazer de tudo para recuperar o colar da egípcia e a jóia, contudo, uma cena invade sua mente lhe livrando de todos os problemas que a cercavam.

A cena era simples... Normal... E agora, costumeira... A cena da pessoa que lhe acompanha nesta viagem. Eustass Kid sorrindo... Seu sorriso trazia a Lyra uma tranquilidade incomparável e sem igual. Quando souberam que o colar que tanto procuravam havia sido transportado, há vários dias, seu grande sorriso branco é quem lhe acalmara.

Ele agora estava virando seu porto seguro. E sentia-se feliz quando suas orbes castanhas recebiam o privilégio de vislumbrar aquele doce e encantador sorriso.

Sem perceber, a morena deixa escapar um sorrisinho alegre.

– E... Está sorrindo para o nada agora? – provocou Kid, que a observava a algum tempo.

– Oras não se pode nem mais sorrir por causa de meus próprios pensamentos? – bufou

– Haha, sobre o que estava pensando que era tão engraçado assim?! – indagou sentando-se a mesa da cozinha.

– Meus pensamentos não lhe interessam, Eustass. – respondeu, virando rumo ao fogão. Quando virada, sente seu rosto esquentar...

O ruivo ri e passa a observar Lyra com os olhos semi cerrados e serenos. Assim que o café da manhã fica pronto ela avisa:

– Hoje nós vamos sair, se arrume quando acabar de comer.

– Por quê? – perguntou surpreso.

– Por que NÓS vamos procurar o colar da Osíris. – respondeu dando ênfase ao “nós”.

– De novo essa história Lyra?

– Eustass, lembra do que eu falei? Eu prometi e como não sabemos onde a jóia está, podemos...

– É, eu me lembro. Mas você sabe como vai conseguir recuperar o colar? – indagava.

– Tenho uma ideia...

Kid olha para ela desacreditado e com o olhar que expressava claramente dúvida.

(...)

Os dois se arrumaram e Lyra estava apenas pegando coisas para comer, e quando prontos, saíram.

– Posso saber onde a senhorita está nos levando? – perguntava Kid incrédulo, não podia acreditar que a morena ainda queria correr atrás disso.

– Aqui... – disse lhe entregando um pedaço de papel, neste estava um endereço dos bairros mais nobres do Rio de Janeiro. O ruivo arqueia uma sobrancelha e em seguida Lyra explica – É ai que a Cleo, a irmã da Osíris, mora.

– E o que tem isso?

– Ah... – suspira – Como você é lerdo Eustass. Nós vamos espiar-la por alguns dias, e quando soubermos exatamente sua rotina, invadiremos a casa dela, pegaremos o colar e seguiremos para o túmulo da fantasma.

– Espionagem profissional... Saquei.

Lyra revira os olhos em resposta a ultima frase do garoto e estaciona o carro em um local seguro, e os dois seguem andando.

Em frente a casa havia uma grande árvore, e esta seria perfeita para a espionagem. Lyra e Eustass sobem na árvore e dão um jeito de arrumar os objetos de uma maneira fácil e que não caiam.

– Estou com a impressão de que isso vai ser um tédio... – Kid resmungou em baixo tom.

A morena apenas revira os olhos e espera por algum sinal de vida na casa da frente...

(...)

O tempo passa devagar, e quase não se pode obter informações da rotina da mulher. Três dias se passam e eles não conseguem muitas coisas. O ruivo nesse pequeno tempo havia adotado o passatempo de observar a morena a sua frente.

Cleo não tinha uma rotina fixa ou mais parecida, cada dia seu era bem diferente do outro. Isso dificultava muito a espionagem da dupla.

– Ahr. – rosnava Kid – Droga. Por que simplesmente não entramos lá e pegamos o colar?

–... – Lyra não responde de imediato, estava observando algo. Tanto que nem mesmo via Eustass. – Por que...

Ela se vira para trás quando ia responder, mas o ruivo havia sumido, assim que volta sua cabeça para a casa da frente vê Eustass tentando arrombar a porta com um clipe.

Lyra simplesmente arregala os olhos e pula da árvore para logo sair correndo em direção do ruivo. Porém, quando chega até ele a porta já estava aberta e o ruivo já havia adentrado.

– Eustass ficou louco? – perguntava Lyra em um tom mais baixo expressando grande raiva.

– Esta ouvindo um ruído? – disse ignorando a pergunta anterior.

– Primeiro, desde quando você sabe arrombar uma porta com um clipe de papel? Segundo, sabe por que não podíamos simplesmente entrar, pegar o colar e sair numa boa?

– Primeiro, quem não sabe abrir um porta com um clipe de papel? Segundo, não, eu não sei. Terceiro você está ouvindo um barulho irritante?

– A casa tem alarme contra roubos Eustass. – disse quase gritando

– Ahh... Então é por isso que não podíamos entrar ainda.

Do lado de fora vinha um som de sirenes. Policias haviam chegado e pediam para que eles saíssem.

– Desculpa Lyra, eu não sabia que a casa tinha alarme – Eustass tentava desculpa-se com a morena, mas ela ainda estava furiosa com sua ação.

– Eustass Kid. É uma casa de rico, é claro que tem alarmes. – gritava ela

– Foi mal...

– Foi péssimo.

Lyra bate na parte de trás da cabeça de Kid, e este apenas expressa dor.

– Viu o que você fez?

– Eu sinto muito!

– Por que acha que estávamos fazendo uma tocaia na frente da casa dela? Era pra isso não acontecer.

– Olha eu já pedi desculpas o que mais você quer? – inquiria o ruivo já em desespero.

– Quero que dê um jeito de nos livrar dos policias e de ir presos. – ordenava a morena com o cenho franzido. Seu olhar era feroz, e lançava um grande ódio. Ela seria capaz de matar alguém apenas com o olhar naquele momento.

– Tem policias lá fora? – gritou

– Não ouviu as sirenes?

– Eu estava mais preocupado com o risco de morte que estou correndo discutindo com você agora. – afirmava

– É melhor você conseguir nos livrar dessa. – ameaçou

Logo após, Lyra saiu devagar e seguindo as ordens dos policiais. Eustass fez o mesmo, afinal não queria ser preso, muito menos que Lyra fosse presa por um erro que ele cometeu sem pensar.

Durante o trajeto, Lyra não havia sequer olhado para o ruivo, que sentia um grande aperto no coração por não tê-la ouvido. Daria um jeito de resolver isso a qualquer custo.

Vários pensamentos invadiam a cabeça de Eustass, contudo, os mais assombrosos que insistiam em rebater em sua mente eram as varias maneiras que Lyra poderia lhe matar mais tarde...

Na delegacia...

– Quero saber o que os dois estavam querendo ao invadir aquela casa. – repreendia o delegado com uma grande fúria nos olhos.

– É que... – começou o ruivo, sem jeito e atropelando as palavras, cada frase que sai de sua boca confundia ainda mais a situação.

– Eustass, se não sabe o que dizer, não diga nada. – murmurou por entre os dentes. Seus olhos ainda transbordavam fúria e amargura. E a cada olhar, o ruivo sentia um grande arrepio de medo lhe percorrer o corpo.

– Irão se explicar ou não?! – indagava o delegado já impaciente.

– Eustass. – chamou a morena com seriedade. Ele vira o rosto rapidamente e a fita, esperando por alguma ordem ou sugestão. – Explique pra ele o que aconteceu...

Lyra usava o tom de voz diferente, e entre linhas ocultas, ordenava Eustass a pensar rápido e livra-los da situação prejudicial em que estavam. Lyra sentia um grande nervosismo, entretanto não era aquele nervosismo de ansiedade, e sim o pleno e puro rancor.

A morena rangia os dentes e apertava as mãos em punhos. Esgueirando seu olhar para cada canto daquele lugar, observando cada mínimo detalhe, e lembrando o quão angustiante era ficar em uma delegacia.

Não era necessário mais do que uma palavra para trazer a tona o ódio, que hoje, estava soterrado na mais profunda parte da alma de Lyra. Nunca gostara da prisão, da delegacia, nem mesmo de carros para levarem detentos aos seus devidos lugares.

Para Lyra, aquele sentimento era atormentador e angustiante. Por isso pressionava o ruivo. Para que pudesse se livrar daquela sensação que lhe corroia interiormente, e ver o tão azul do céu, que trazia a paz para sua mente todos os dias.

– Bom, acontece que nós confundimos a casa, com a de uma outra pessoa. F-Foi tudo um acidente. Um terrível engano. – o ruivo gaguejava ao tentar dar uma boa desculpa para a invasão.

– Estrangeiros... Sempre causando confusão. – resmungava

Os dois suavam frio, engoliam em seco e já estavam se machucando de tanto apertarem seus punhos. Estavam muito ansiosos pela decisão final.

– Bom... Como vocês são estrangeiros, e pelo que parece foi um engano... Creio que não poderei multá-los ou prende-los. Vocês têm sorte. Tomem mais cuidado – advertia o homem a frente do ruivo e da morena.

Sem esperar muito, os dois soltam um grande suspiro de alívio. Já do lado de fora, o ruivo comenta:

– Eu não sabia que brasileiros eram tão fáceis de convencer...

– Tivemos sorte, Eustass! – vociferou o alertando de que ainda precisavam tomar cuidado.

– Desculpa!

– Por que diabos você não me esperou responder?!

– Eu sei que agi errado... – Eustass fora interrompido antes que pudesse se explicar.

– Você não só agiu errado, como imaturamente. Por que você não me escuta? – indagava mais para si mesma do que para o ruivo a sua frente.

– Sinto muito... Bom... Agora podemos voltar e dar um jeito de pegar o colar.

– Não é necessário.

– Como assim? – desentendido o ruivo perguntava.

– Eu já sei como pegar o colar, só preciso que fique dentro do carro vigiando caso alguém chegue. – Lyra explicava indo em direção a casa de Cleo novamente.

(...)

Quando já estavam lá, Kid fez o que lhe foi pedido. Havia voltado algumas quadras para pegar o carro, e ele agora estava parado na frente da casa. O ruivo ficara disperso alguns segundos, porém, logo voltava a realidade, se lembrando de seu dever.

Com maestria, Lyra desliga as câmeras de todo o quarteirão. E arranhando alguns fios do poste de iluminação, ela consegue cortar a eletricidade apenas por alguns minutos. Nesse curto tempo ela teria que descobrir a combinação do alarme para que o mesmo fosse desligado.

Sem muita dificuldade ela consegue entrar, e com cautela anda pela casa procurando o que tanto ansiava em encontrar.

Depois que as câmeras foram desligadas, Eustass passou a acompanhar cada movimento da morena, que a cada passo o instigava a conhecê-la mais e mais.

O objeto almejado se encontrava em uma pequena caixa branca de bordas douradas e rosas vermelhas desenhadas em sua tampa. Apesar de ser toda decorada e esbranquiçada, seu interior era visível e sua transparência mínima.

A caixa estava trancada, contudo Lyra não possuía tempo para procurar a chave. Pegou o grampo de cabelo que havia usado para desligar o sistema do alarme e obter a combinação.

Com o colar em mãos e a casa intacta, a morena se apressa para sair dali. Guarda a caixa branca em seu lugar de origem, religa o alarme e tranca a porta. Assim não pareceria que alguém havia invadido aquela casa.

O dia já estava chegando ao fim, por isso os dois decidiram que seria melhor irem para o hotel descansar e apenas no dia seguinte levariam a jóia para o túmulo.

Aparentemente, o ruivo estava calmo e normal, apesar de todo o ocorrido de hoje. Contudo, em sua cabeça rondavam várias perguntas, curiosidades, coisas que não lhe deixavam em paz.

A principal pergunta que lhe atormentava era como ela conseguira invadir uma casa com extrema perfeição e cautela. Isso não era normal, mesmo que a pessoa fosse habilidosa.

Chegando ao hotel, o ruivo se sente angustiado. Queria descobrir a verdade logo, não agüentava mais as mentiras de morena sobre seu passado. Queria descobrir o que tanto ela escondia que não podia ser revelado...

Sentindo-se ser corroído pela curiosidade, o ruivo pergunta novamente sobre o passado da mulher. Mais uma vez a resposta é negativa e falsa. Sem paciência, Eustass a empurra contra a parede e começa a falar:

– Não sei o que tanto esconde... Mas não quero continuar ouvindo suas mentiras.

– Quero saber o por quê de estar tão obcecado com o meu passado. – instigava Lyra

– Primeiro... Simplesmente por curiosidade. Segundo, ninguém invade uma casa do jeito que você invadiu sendo inexperiente. Quero explicações. – dizia ele sem sair da frente de Lyra, que ainda estava sendo empurrada contra a parede.

– Explicações... Eu não lhe devo nada.

– Por que tem tanto medo de falar a verdade para mim? – indagava quase em um berro.

– Não é só pra você. É para todos... – respondeu desviando o olhar para o chão logo em seguida. Eustass havia afrouxado as mãos, mas ainda continuava segurando os braços finos e suaves da mulher. Ele agora estava com os olhos arregalados.

– O que?

– Aos onze anos eu me apaixonei por um garoto, ele me levou para o mundo das drogas e depois me abandonou... Tudo o que eu tinha era o dinheiro da minha família e meu vício. Anos mais tarde eu me apaixonei por outro homem, este tirou de mim todo o meu dinheiro e ainda me fez assaltar lugares ricos e famosos.

Eustass estava perplexo... Estatizado... Sem palavras...

– Com ódio dele eu o matei, mas não consegui fugir dos policiais. Fiquei 5 anos presa, e só fui solta porque minha irmã pagou a minha fiança. Quando estava dentro da cadeia jurei que nunca mais iria me deixar levar por outro homem.

Lágrimas agora rolavam no rosto de Lyra. Por mais que a morena lutasse para que elas não saíssem, era um esforço em vão.

Ainda sem reação, o ruivo a solta e dá um pequeno passo para trás. Ele observa seu rosto molhado por causa das lágrimas e leva seu dedão para suas bochechas, enxugando seus olhos.

– Sinto muito, não queria fazê-la se lembrar de tudo isso... – desculpou-se

Ela apenas balança a cabeça de um lado para outro e força um sorriso. O ruivo sentindo-se culpado, novamente, por fazê-la lembrar de coisas ruins, a abraça com força e encosta o queixo em sua cabeça.

Um gesto inesperado para Lyra. Porém, logo correspondido... Ficaram assim por longos instantes... Se dependesse deles, aquele abraço nunca mais teria fim...

Notas finais
E aí gostaram? Espero que sim. Como esse capítulo saiu grande, acho que compensa um pouco do meu atraso. Mas eu tenho uma notícia muito ruim para dar... Bom... Como eu disse antes, minha vida está uma grande bagunça, e por isso eu acabo me atrapalhando toda com minhas obrigações. Então... Por motivos escolares e pessoais, eu ficarei um bom tempo sem postar o próximo capítulo de Curse and love... Até que minha vida se ajeite, e até a segunda ordem eu não vou postar nenhum capítulo. Por isso... SIM, EU NÃO TENHO A MÍNIMA IDEIA DE QUANDO O PRÓXIMO CAPÍTULO VAI SAIR. Vai demorar? Creio que sim. Muito?! Creio que também sim... Sinto muito caso não gostaram da notícia, mas minha vida está muito bagunçada, e eu quero ajeita-la antes de ter o compromisso para com vocês, por que, afinal, se eu não consigo nem cuidar direito da minha vida, como vou poder assumir o compromisso de escrever para vocês? Certo? Bom... É isso... Beijos e até o próximo capítulo!!! T.T