Curse and Love

2 Entra mais um homem em minha vida!


Notas iniciais
Fala aí minna, tudo bem com vocês? Estou aqui postando mais um capítulo de Curse and Love pra vocês, e esse vai arrancar muitas risadas de vocês. É o que eu espero néh... Bom, chega de enrolação! Boa leitura!!!!

POV’S Lyra

Estava com muito sono. Parecia que não havia dormido, então decido ficar mais um tempo na cama. Em minha cabeça rondava que não deveria fazer isso, pois iria chegar atrasada no trabalho. Mas, ignorei e dei mais um cochilo.

Decido abrir os olhos, e como eles ainda estão pesados abro-os bem devagar. Tudo estava embaçado. Noto que há um homem em minha cama, este tem cabelos ruivos e uma pele bem clara.

– Shanks?! Como foi que entrou aqui? – sussurro. Entretanto não ouço resposta alguma. Quando me caiu a ficha de que, Shanks, por mais bêbado que estivesse nunca entraria em meu apartamento sem permissão. Arregalo os olhos e em um ato impulsivo dou um berro.

– AAAHHHHHHHHHHHH!!!!! – enquanto gritava, saltei da cama e fui praticamente pulando até o guarda-roupa, que no caso, era a parede mais próxima. Nesse ato quase caio, pois o cobertor estava enrolado nos meus pés.

Creio que com meu berro, acordei não só o homem como todo o prédio. Me surpreende que não tenha vindo alguém desesperado perguntando o motivo do grito.

O homem se assusta e cai no chão batendo a cabeça. E o que me surpreende também é o simples fato de ele estar sem roupa alguma. Ele não tem vergonha?! Além de entrar na minha casa, dormir em minha cama está sem roupa nenhuma. Como pode?

– Q-Quem é você? E o que pensa que esta fazendo no meu quarto? – pergunto. Porém tudo o que eu ouço são gemidos de dor. Levanto e inclino um pouco a cabeça para tentar reconhecer a pessoa, e para ver se estava bem.

– QUER PARAR DE GRITAR MULHER, SÃO CINCO E MEIA DA MANHÃ. – retrucou o ruivo ainda deitado no chão. E quase fico surda com o grito dele.

– Quem você pensa que é para... – dou uma pausa antes de continuar, e aí percebo – VOCÊ DISSE CINCO E MEIA?! Se eu não correr vou chegar atrasada no trabalho.

Grito novamente e saio correndo para o banheiro, pegando minhas roupas de trabalho. Termino de tomar o banho e corro para a cozinha. Engulo, literalmente, meu café da manha, pego as chaves do meu carro.

Vou até meu quarto, e seus olhos curiosos me acompanham. Quando volto jogo uma toalha branca e macia em sua direção. Ele me encara como se fosse me matar, e se pudesse... Ele o faria.

– O que pensa que ainda esta fazendo aqui? Vai embora *hentai. – ordeno. Mas tudo que ele faz é balançar a cabeça em negação ao que eu digo. Rosno e decido perguntar – Como foi que você conseguiu entrar na minha casa?

– Já se esqueceu foi? Você me deixou entrar, ontem à noite, por volta de umas 11h: 40, eu acho. – respondeu ele com indiferença amarrando a toalha na cintura.

– Hahaha! Como se eu fosse deixar um homem entrar em minha casa tão tarde da noite. – repliquei em tom sarcástico, o que parece ter-lo irritado. – Eu teria de estar muito bêbada pra isso acontecer.

Tudo o que ele fez foi balançar a cabeça de um lado para o outro como se estivesse pensando “Cara... Essa mulher é louca”.

– Você me traz pra sua casa e depois me expulsa? Eu sei que é difícil de acreditar, mas tem um bom motivo para isso tudo estar acontecendo. – explicou ele, me deixando confusa e desconfiada.

– E qual seria?

– Se eu disser você vai acreditar? – indagou o ruivo duvidoso

– Não sei... Depende de qual vai ser seu argumento.

5 minutos depois...

– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA – gargalhei. Não pude segurar, não depois do que ele acabou de inventar. Tento controlar a risada para poder falar – hahaha... Serio mesmo, hahaha... Que não tinha nenhuma historia melhor pra você ter usado como desculpa?

– Da pra parar de rir? Eu estou te falando a verdade. Eu sabia que não iria acreditar... – retrucou nervoso. Mas não seria possível uma historia tão absurda como essa ser verdade. Teria?!

– Se não acredita em mim espere chegar ao meio dia como te falei.

Penso um pouco e lembro que já estou 20 minutos atrasada para o trabalho. Me levanto do sofá, na qual estávamos e pego o telefone. Digito o numero e ouço um berro do outro lado da linha depois de alguns segundos.

– LYRAAA! Onde você está? Por que não apareceu?! – perguntou Luffy alvoroçado e nervoso. Espera um minuto aí... O Luffy esta na empresa logo cedo? Serio? Tão fácil assim e sem a ajuda de nenhum milagre?!

– Calma Luffy-kun assim você ira me deixar surda... Eu apenas dormi um pouco mais e me atrasei. E também são só 20 minutos, que mal tem nisso? – perguntei exaltada

– Ahn?! Só por isso? Você quase me matou de um ataque cardíaco porque dormiu demais?! – indagou o moreno. Daqui a pouco ele vai deixar a empresa apenas para me dar uns tapas no rosto... O que eu não duvido nada.

– Olha Monkey-san, eu tenho uns assuntos muito importantes pra resolver.

– E que horas você vai poder vir para a empresa? – interrompeu.

– Não tenho certeza, mas... Acho que por volta das 14h: 00 eu estou aí. – afirmei. Entretanto, o Luffy não parece ter gostado nada da minha resposta.

– Certo... Dessa vez eu vou deixar você vir às 14h: 00. Mas eu não quero que isso se repita. Tudo bem Lyra? – reconsiderou Luffy. Minha resposta não poderia ser outra se não sim. Ele é realmente um chefe bem compreensivo.

Eu assinto, desligando o telefone, logo em seguida volto meu olhar para o homem ainda nu em minha casa.

– Recapitulando... – dei uma pausa antes de continuar. O rapaz vira seu rosto em minha direção prestando atenção no que eu iria falar. – Você é um arqueólogo, que foi para o Egito explorar uma pirâmide... No final de uma das tumbas ou câmaras, sei lá, você encontrou um colar.

– Isso mesmo. – confirmava ele com uma cara de “paisagem”.

– Depois que o pegou, enviou para um museu nos Estados Unidos, foi para o hotel no qual estava hospedado, e quando acordou no outro dia depois do almoço, você tinha virado um gato... – parei minha fala e fiz uma feição de “estou confusa, foi isso mesmo que aconteceu?”, logo voltei a falar – Pulei alguma coisa ou tem mais bizarrice nessa historia?

– Não. É só isso mesmo. – confirmou. Mas ainda não acredito nessa história, esta muito cara de filme de aventura pra mim. – O único detalhe é que... Parece que tenho horário para me transformar em gato. Do meio dia à meia noite sou gato, e da meia noite ate o meio dia sou humano.

– Isso continua sendo uma total bizarrice pra mim... E... Mas olhando bem... Você tem uma cauda de gato e duas orelhas extras no auto de sua cabeça. – contestei. Realmente não seria qualquer um a acreditar em uma historia tão esquisita como essa. Para confirmar a historia toda levo minhas mãos a suas orelhas felinas e tento tira-las. O ruivo grita de dor. Faço o mesmo com a cauda.

É... Parece que é verdade...

– Errr... Mais uma coisa... Como foi que você chegou ao Japão mesmo? Porque o Egito está meio longe pra você vir caminhando... Não é?

– Lógico que eu não viria andando até o Japão, até porque não tem como. – esbravejou o ruivo. E sim vou confessar... Eu adorei irrita-lo, hahahaha. – Acho melhor você ficar sem saber mesmo.

– Fala vai, eu quero saber bichano.

– Não me chame de bichano. E eu não vou te contar.

– Falaaaa... – tentei convencê-lo a falar com minha carinha de cãozinho abandonado. – Por favooorr.

– Ta bom... – ele fez uma longa pausa antes de continuar – Eu me enfiei em um avião que vinha parar aqui, e não me pergunte como eu fiz isso. Não quero relembrar as más ideias que tive.

– Hahahahahaa... – gargalhei novamente.

– O que foi agora?

– Estou imaginando você entrando em um avião rumo ao Japão, hahahaha – respondi a pergunta que ele me fez. Acho que ele esta irritado, mas não posso fazer nada é engraçado, tente imaginar depois...

– Não tem nada melhor pra eu vestir não? – indagou de repente.

– E eu por acaso tenho cara de homem?! Não tenho nenhuma roupa masculina e/ou do seu tamanho.

– Ahr... – rosnou o ruivo impaciente

– Que foi? Só vou poder comprar roupas pra você quando for trabalhar, e também poderá usá-las apenas quando eu voltar. – expliquei. Também não estava contente em ter um seminu em minha casa.

POV’S end

Conforme o tempo passava, um tentava puxar conversa com o outro. Eles pensavam que assim o tempo poderia passar mais rápido, entretanto não estava funcionando. Em suas concepções o tempo estava quase andando para trás.

Lyra começou a sentir fome e foi para a cozinha arrumar algo para lanchar. E parece que com isso os dois tiveram um pouco mais de assunto para papearem.

Um bom tempo depois, o relógio marcava 11h: 57. Já estava quase na hora de Kid voltar a ser um felino. Lyra ficou ansiosa, ela queria saber se aquela historia maluca era realmente verdade.

Quando o relógio marcou exatas 12h: 00, o homem voltou a ser um gato avermelhado como o da noite anterior.

– Então era realmente verdade. – confirmou ela ainda sem acreditar em seus olhos.

– Eu te falei que não estava mentindo – contestou o gato

– Ahhhhhh! – a morena fez um escândalo ao ver que Kid, em sua forma de gato havia falado. – V-Você fala na forma de gato?

– Sim eu falo.

– Então por que não falou comigo ontem? – interrogou Lyra.

– Qual reação você acha que as pessoas iriam ter após ver um gato vermelho e que ainda fala?! – perguntou Kid sarcástico

– Não tinha pensado nisso... Mas, de qualquer forma é muito estranho. – afirmou Lyra – E você não sabe mesmo como quebrar essa maldição?

Kid apenas balança a cabeça de um lado para o outro respondendo a pergunta da garota. Um silêncio paira na sala onde estão e eles ficam encarando o nada como se estivessem em uma situação embaraçosa.

– Bom Eustass... Eu decidi te ajudar a quebrar essa maldição.

– Serio? – perguntava Kid tentando descobrir se aquela fala era verdadeira.

– É claro. – respondeu a morena. – Mas, primeiro precisamos saber um pouco mais de maldições egípcias. Depois que descobrirmos isso vamos ter que confirmar se ela é realmente do Egito.

– Por que confirmar se é do Egito?

– Por que... Você já foi a mais lugares que diziam ser assombrados? – indagou ela.

– Sim, já fui a vários lugares assim... Sou muito curioso.

– Em que lugares eram? – perguntou Lyra

– Hmm... Se me lembro bem nos Estados Unidos há vários lugares “mal assombrados”, na Itália, no Brasil e essa tumba no Egito.

– Certo! Vou pesquisar sobre todo o tipo de maldição e coisas assombradas e depois vemos o que podemos fazer.

– Mas essas transformações começaram depois de eu enviar o colar para os Estados Unidos... Então ela é egípcia. – confirmou Kid.

– Eu sei... Mas como adoro lugares mal assombrados e coisas do tipo vou pesquisar sobre eles também, hihihi. – afirmou Lyra

Kid assentiu. Enquanto a garota ia em direção a cozinha para fazer o almoço, o ruivo pensava em como seria ter ela o ajudando.

Depois que almoçaram Lyra se arrumou melhor para ir para o trabalho, deixando Kid trancado dentro do apartamento.

(...)

Ao chegar no ultimo andar da empresa, Lyra procurou Luffy para avisar que havia chegado mais cedo. Logo que o encontrou, percebeu que ele já havia feito confusão com os papeis.

– Luffy eu já... – parou e arregalou os olhos – VOCÊ JÁ BAGUNÇOU OS PAPEIS?!

– Eu disse que ficava perdido sem você pra me ajudar. – resmungou Luffy já desesperado com tanta coisa que ele havia bagunçado.

– Pode deixar que eu arrumarei os papeis enquanto você vai para a reunião.

– O QUE?! EU TENHO REUNIÃO HOJE? – perguntou confuso

– Tem e era pra você estar lá no momento.

Luffy sai correndo rumo a sala de reuniões. Lyra pega os papeis e os ajeita rapidamente, logo em seguida nota a falta da presença de duas pessoas. Quando pergunta para Nami, é lembrada de que é sábado e estes não vinham para esta empresa aos sábados.

– Já que hoje é sábado trabalharei bem menos, já que cheguei atrasada – confirma para si mesma.

(...)

Quando estava saindo de seu trabalho, a morena passou em lojas de roupas masculinas, afinal ela não poderia se esquecer de que Kid não possuía roupa alguma. E ela não queria nenhum homem nú em sua casa.

Ao sair da loja de roupas, passou em frente a uma doceria. Olhou os doces e bolos com muita gula. Assim que se lembrou que tinha dinheiro em sua bolsa entrou na loja.

Abriu a porta de seu apartamento e notou que Kid estava dormindo em um sono profundo no sofá, e optou por não acorda-lo. Foi para a cozinha e comeu dois pedaços do bolo que havia comprado. Tomou um banho e foi para sua sala de instrumentos e computação, e se pos a pesquisar sobre maldições egípcias.

POV’S Kid

Quando acordei já estava na forma humana, então imaginei que estaria bem tarde. Olho no relógio e vejo que são 12h: 30, não é tão tarde assim.

Vou em direção a cozinha, pois estava com muita fome, e reparo que em cima da mesa havia um bolo com um bilhete em cima da tampa. Ele parecia realmente delicioso.

“Eustass, eu comprei esse bolo mais cedo quando passei na frente de uma doceria. Se quiser pode comer alguns pedaços... Ele está realmente bom. Também comprei roupas pra você, estas estão em cima do sofá. Se precisar de mim estarei na sala do corredor a primeira porta a direita, lá estarei pesquisando sobre as maldiçoes.

Boa noite, Lyra.”

– Então eu posso comer? Que bom estava mesmo querendo um doce... Essa mulher é telepata ou o que? – disse Kid

POV’S end

Quando Kid foi procurá-la viu que ela havia dormido na mesa onde estava o notebook. Ele a pegou no colo e levou para a cama, assim ela poderia descansar melhor. Logo que ele a ajeitou e a cobriu, deitou-se ao seu lado para dormir também. E em alguns minutos Kid já estava dormindo profundamente.

Notas finais
Gostaram? Postem reviews. Gostaram muito? Mostrem a fic pro seu pai, mãe, irmão, tio, tia, cachorro, papagaio, pro mendigo da sua rua e pros mendigos de outras ruas. Muito obrigada por lerem e até o próximo capítulo! Bjs