Cupido Também Se Apaixona
5 Putz! e agora?
Notas iniciais
– Aqui as meninas enchem o saco! – eu digo e saio do quarto, enquanto ele se contorce de dor. Desço as escadas e tento controlar a minha raiva. Subo novamente as escadas entro em meu quarto e ele estava analisando cada tecla do piano. Peguei uma roupa gasta e uma toalha e fui tomar banho no banheiro da cozinha, me dava nos nervos respirar o mesmo ar que ele. Tomei um banho e fiz um coque nos cabelos, e calcei os chinelos. Sai do banheiro e eles me esperavam para jantar. Jantei totalmente em silencio, porque se eu abrisse a boca, só ia sair merda. Depois subi sozinha e ele ficou. Toquei um pouco, o som de Ed Sheeran e comecei a cantar. Ah cantar realmente me acalma, lógico depois de comer doces. Percebo a presença de alguém.
– Você dorme no chão – eu ameaço
– Tudo bem, calma – ele diz erguendo as mãos. Ele me observa
– O que ta olhando?
– Nada, você toca como se o piano fosse feito a você – ele diz
– Sim. Porque você não me mostra o que sabe? – eu sugiro e ele sorri
– Ta, mais eu não mando muito bem. – ele me adverte. Se senta com a postura impecável, eu mesmo sendo pianista, as vezes esqueço a postura. As vezes nada, só ando sem a postura, preciso melhorar isso. Ele começa a cantar uma musica de amor. All Of The Stars. É ele realmente canta bem e toca bem. A musica é realmente linda, e eu gostaria de ter amado alguém para poder escrever letras tão complexas assim. Ele termina e me olha. – e ai, ficou ruim?
– Não, ficou até bom, pra quem não sabe tocar – eu digo e ele ri. – vou dormir.
– Eu também – ele vai ao banheiro e veste um pijama dos bananas de pijama. E logo em seguida apaga a luz. Ficamos em silencio até ele se pronunciar.
– Ei, Sky, aquela letra da musica que eu cantei é bonita né?
– Sim – eu digo indiferente
– Queria poder sentir – ele diz, e eu me viro na cama para poder observa-lo no chão. A luz da lua refletia sua imagem.
–Como assim?
– Nunca amei, queria saber a sensação. – ele diz analisando os dedos de sua mão.
– Eu também nunca amei, é meio difícil escrever canções que não falam de amor. Pera você canta canções de amor?
– Sim, mais não sou eu quem escrevo, eu compro de compositores..
– Ah. – é so o que digo
– Mais de uma coisa eu sei, senhorita Evergreen, não podemos forçar o amor, na hora certa ele vira, boa noite – ele diz e fica em silencio. As palavras dele ecoam em minha mente até eu adormecer.
Acordo inalando cheiro de fumaça, ainda não abri os olhos mais sei que tem algo queimando. Ai o que será? Me desespero.
– Agua! A casa ta pegando fogo! – eu grito quando percebo que não era um incêndio. Era o Ben que estava com um monte de velas sentado em um travesseiro e rindo da minha cara – que diabos está fazendo? – eu pergunto ainda atordoada do sono.
– Acordei quatro e meia da manha para a minha sessão de yoga.
– Ah ta achei que você tava fazendo macumba – eu digo me levantando e indo até meu closet, escolhi uma calça jeans clara, blusa de manga comprida preta e um gorro do Alex – o leão. Tomei um banho e me troquei no banheiro. Sai e ele já estava pronto, vestido uma calça clara e uma camiseta azul de um pano muito bom e caro. Seus cabelos loiros estavam bagunçados e charmosos. Nem parecia que ia a escola.
– Ai, você vai a uma premiação? – eu pergunto passando por ele – e que perfume é esse, cara você cheira ein? Seu desodorante é mais cheiroso que meu perfume!
– Nada disso, você é muito cheirosa, acontece que quando acostumamos com o nosso cheiro, parece que não temos cheiro nenhum.
– Ah vou acreditar em você, vamos tomar café, anda – eu digo saindo do quarto. Desci as escadas e a mesma rotina. Papai e mamãe tomando café.
– Bom dia – eu digo fazendo meu sanduba com tudo o que tenho direito. Ben chega e fica ao meu lado observando.
– Ei, senta ai e come – meu pai fala pra ele – não precisa sentir vergonha.
– Ah, não, eu estou bem – ele diz formalmente – mais obrigado senhor. – percebo que quando entrarmos no carro ele vai dizer que está morrendo de fome. Preparo mais um sanduba e no caminho eu paro e compro café.
– Vamos, a gente ta atrasado – eu digo e ele sorri. Esse cara sorri pra tudo. Saímos e entro no carro colocando o sanduba no meu colo. Ele entra e o carro é tomado pelo perfume dele. Tenho que descobrir esse perfume.
– Nossa, eu to com fome – ele diz. E eu sorrio.
– Ta ai, come e não reclama se tiver ruim. – eu digo.
– Como sabia que eu ia querer um?
– Seu olho de lombriga quando viu eu fazendo um pra mim.
– Obrigado – ele diz e morde um pedaço – esse negocio é bom. Minha agente não me deixa comer nada do que não é saudável. Ela diz que faz mal pra voz.
– Eu acho que não tem nada a ver. Acho que o álcool é mais prejudicial que tudo – eu digo parando na Starbucks pra comprar café.
– Eu compro. – ele diz descendo do carro. Logo em seguida volta com dois cafés. Entra no carro e não demora muito para chegarmos na escola. Descemos do carro e Amélie vem ao meu encontro.
– Ai Sky, ele ainda não... – ela diz – oi Ben – ela diz toda fofa – veio com a Sky? – ela me olha
– Sim, somos irmãos agora. – ele responde
– Irmãos, Skylla você odeia esse cara. Como assim?
– Olha, foi um acordo. Não acredite no que esse Mané conta. – eu digo e ela alivia a tensão.
– Viu o Luke? – ela me pergunta
– Não, a gente acabou de chegar.
– Ele não me ligou desde ontem, e não responde minhas mensagens – ela diz aflita
– Também você trocou ele por esse panaca – eu digo e o Ben sorri.
– Você ama ele? – o Ben pergunta.
– Sim – ela diz baixo
– Nunca troque uma pessoa que ama, nem pela pessoa mais famosa do mundo, e nem pela mais rica, o amor é uma coisa pura que jamais deve ser trocada. Sinto muito por eu ser o motivo da briga de vocês – ele diz com suavidade e beija a testa dela. Esse cara é bom com as palavras, ele diz coisas lindas sobre o amor, é meio difícil acreditar que ele não consegue compor sobre o amor. – Sky, vamos? – ele me chama.
– Sim, Mélie olha o Luke acabou de chegar. – eu digo saindo com Ben ao meu lado. Delante estava sozinho na porta da escola.
– Bom dia Sky – ele me cumprimenta – e... Ben Danniel?
– Oh, sim, só me chame de Ben – diz Ben.
– Ah certo. Você é o astro por aqui você que manda.
– Não, sou normal como todos vocês. Sky a gente tem que pegar os horários. Vamos – ele me apressa.
– Desculpe Del, depois eu te explico. Como vai com a Nat?
– Ruim, e você?
– Sozinha ainda – vejo Ben me observar.
– Calma – Delante diz.
– E Cassie?
– Ah, a Cass ta em paris, gastando como sempre – ele ri – bom vá la pegar o horário. A gente se vê.
– Ta – digo saindo atrás de Ben. Pegamos os horários e eu encontro Filipe.
– Bom dia gata – ele me abraça e aperta minhas gordurinhas como sempre.
– Bom dia Phil, cadê a Jackkie?
– Ainda não chegou. E esse ai?
– Ah, bom dia – ele cumprimenta Filipe com um sorriso.
– E ai – Filipe responde – cadê a roda de garotas?
– Eu não peço pra ficar rodeado de garotas, só queria ter uma ao meu lado que eu pudesse amar. – ele diz saindo – te vejo na sala Sky – vejo ele sair no corredor. Dou um tapa em Filipe;
– O que foi? – ele me pergunta
– Pare de agir assim. Coitado dele Filipe.
– O que? agora você defende ele?
– Não, mais é que eu e ele fizemos um acordo e ele vai me conseguir um contrato, e vou abrir um de seus shows na turnê dele. Então cala a porra dessa boca.
– Ta, desculpa. – ele fica em silencio – Viu como ele ficou triste? Acho que peguei pesado. – ele admite.
– É, você pegou. To indo consertar a merda que você fez. – digo saindo e indo em direção a minha sala. Ben estava sentado no fundo com fones de ouvido. Sento ao lado dele.
– Oi – ele diz.
– Oi – eu digo observando o celular perfeito dele. O meu era um simples iPhone 4.
– Por que os garotos me odeiam? – ele pergunta olhando para os dedos.
– Porque você é um bonitão – eu digo e ele ri fracamente. Ele levanta a minha cabeça e me observa olhando nos meus olhos.
– Porque você me odeia?– ele me olha, putz e agora? ferrou...
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