Cupido Também Se Apaixona
37 Não, não vou voltar.
Notas iniciais
— Sky! Sky! — Ele veio correndo atrás de mim e quando me alcançou segurou meu braço com força. — Eu posso explicar eu juro...
— Me solta — Eu disse seca.
— Sky eu...
— Você?! — Explodi. Dei um tapa na cara dele com a mão desocupada. Ele me soltou — Não quero mais te ver. Mentiroso. — Eu disse entrando na minha casa e me trancando no meu quarto pra chorar.
No dia seguinte, assim que meu despertador tocou não quis levantar. Eu tinha chorado muito no dia anterior, mas eu estava disposta a me recompor. Minha mãe me compreendia e meu pai me dava apoio apesar de já saberem que o Ed era o Alberto. Eu tinha ficado com tanta raiva que toquei o piano com tanta força que arrebentei uma corda e meus dedos sangraram. Por que ele não me contou a verdade desde o inicio?! Sera que ele pensa que só ele que tem sentimentos? Eu não sou uma desalmada não! Suspirei cansada e me sentei. Vesti uma calça jeans clara e uma regata branca com um cardigã verde escuro e uma bota preta. Passei um perfume. Peguei as coisas e um oculos de sol e desci as escadas apressada.
— Bom dia filha — Meu pai disse com aquele tom de voz ' Desculpa eu achei que isso era o melhor pra você '
— Bom dia — Eu disse seca saindo pela porta.
— Será que a gente podia...
— Não. Estou atrasada e sempre vou estar quando o assunto for sobre essa droga de namorado que eu arrumei — Eu disse saindo e batendo a porta Entrei no meu carro e logo Charlie partiu e rapidamente chegamos. Corri pra dentro da escola. Eu não queria contagiar os meus fãs com a minha falta de humor. Entrei peguei meu horário e fui desesperada pra sala de musica. Sentei e fiquei em silencio. O Ed já tinha destruido muitas coisas, mas a minha carreira eu não ia deixar... Ontem na reunião com o Lisoannel eu estava absorta e dispersa, não me concentrando. Eu sei que ele veio atras de mim, eu sei que ele me ama, mas ele podia pelo menos ter me contado? Sera que eu me apaixonei pelo Alberto por que ele era um personagem e não era o Ed? Dei um soco na parede tentando fazer com Que a dor me traga de volta a sanidade. Suspirei e deitei no chão gelado e Dei uma risada fraca. O amor é uma bosta. E o pior é que eu amo aquele idiota de olhos verdes e covinhas. Droga. Ele tinha que ser bonito? Alguem abriu a porta e eu nem me dei o trabalho de saber quem era
— Sky, bear levanta! Você caiu? — Amelie disse preocupada.
—Amelie o que você quer?
— Precisamos conversar sobre o Ben — Me levantei abrupta.
— Como você sabe?! Ele te contou?
— Na verdade, todo mundo sabia... menos você...- Levei três segundos pra digerir.
— Você... Sabia o tempo todo?!
— Sim — Ela disse nervosa. Me levantei sentindo a raiva e a revolta e o medo e o choro chegar. Desse jeito dava pra mim protestar contra o aumento da gasolina... Pelo amor das balinhas de canela tá muito caro! — Mas eu posso... — Ela tentou.
— Eu pensava que você era a minha melhor amiga...
— E eu sou!
— Melhor amiga não guarda segredos, melhor amiga não fica fazendo uma porra de uma ceninha dizendo que se preocupa com a outra.
— Mas eu me preocupo.
— Ah Amélie tenha dó! SEMPRE que você precisava eu tava aqui, SEMPRE que você precisava desabafar sobre o Luke eu tava aqui, nunca deixei uma coisa em segredo com você, você sabe mais de mim que a minha própria mãe e agora eu me decepciono...
— Eu achava que era o melhor pra você...
— O melhor pra mim?! — Passei a mão pelos cabelos e olhei pra ela. — Eu fico puta da vida quando alguém pensa no que é melhor pra mim! Você sabe dos meus sentimentos? — Perguntei estourada. Ela não respondeu — Sabe da porra dos meus sentimentos?! — Eu gritei.
— Não — Ela disse baixo.
— Por acaso eu fiquei forçando a barra com você e o Luke?!
— Mas você e ele se amam!
— FODA-SE! A vida é minha, a porcaria dos sentimentos são meus e eu to pouco me fodendo, sim eu disse isso mesmo, se você se IMPORTA ou não! — Eu disse saindo e batendo a porta, senti as lágrimas quentes escorrendo. Funguei. Fui para o refeitorio e comprei um prato de batata frita e me sentei em uma mesa e começei a brincar com as batatas. Por que todo mundo se achava no direiro de se meter na minha vida? Eu tava cansada de ser a subordinada, de ser a mandada a isso e a aquilo. Logo o sino bateu e o refeitorio encheu de gente e eu nem percebi. Alguem pegou em minha mão. Aquele toque parecia que tinha mais de 500 voltz eletrecutando o meu coração. Eu sabia que era ele. Mas eu não queria olhar. Eu sentia tanta raiva que se cortasse meu braço em vez de sair sangue ia sair fogo.
— Podemos conversar — Ed disse. Levantei os olhos e ele estava sem o gorro e sem os oculos com suas roupas sociais de sempre, seu perfume de sempre e seu olhar que dizia ' Por favor eu imploro '. Abri a boca para responder mas dei de ombros — Você estava chorando? — Ele perguntou e uma lágrima estupida escorreu no canto do olho. Soltei a mão dele e sai andando com minhas batatas. — Sky! Amor você não pode fugir pra sempre! — Ah filho de uma quenga não me provoca! Parei. Me virei pra ele e sorri. Taquei todas as batatas gordurentas nele.
— Eu não sou eu amor. — Eu disse saindo correndo.
O restante da semana foi um tedio total, escrevi varias musicas novas e eu estava parecendo a Lana Del Rey, o Ed vinha colocando bilhetes repetidamente em minha porta e eu via a luz do quarto dele ficar acesa até tarde. Eu precisava esquecê -lo mas para isso eu precisava conversar com ele e tentar entender o por que ele fez isso. Hoje era sexta feira e era o dia do espetaculo de jazz. Meu vestido era justo e rosa claro e todo brilhante e super apertado na cintura e tinha um tecido transparente na parte de baixo. Fiz um coque e puz uma sandália. Peguei a partitura e desci.
— Oi pai — Abraçei meu pai e ele se assustou.
— Oi minha filha. Está linda. O motorista te aguarda.
— Obrigada pai. — Eu disse saindo. Ed saiu ao mesmo tempo que eu. Estava vestido um blazer cinza, camisa branca e cabelo bagunçado. Senti um aperto no coração. Ele sorriu e acenou. Dei um tchauzinho. Entrei no carro e parti.
O evento foi todo legal e bem decorado. Teve o desfile da Cassie e as roupas estavam lindas. Toquei para a dança e comi uns quitutes. Mas o que me perturbava era a conversa que eu teria quando chegasse com o Ben. Eu tremia só de pensar. Droga. Depois da festança fui para casa. Taquei o sapato longe e as partituras também. Ele tinha saido da festa mais cedo que eu. Talvez estivesse acordado. Sai de casa e me dirigi a casa ao lado. A grama molhada grudava em meu pé. Toquei a campainha. Demorou uns 10 minutos pra me atenderem. Ed abriu a porta. Eu já tinha ensaiado o que eu ia perguntar mais ai foi sacanagem. ele tava de cueca box branca e com uma camiseta branca. Quase morri. Ele se assustou quando me viu.
— Sky!
— Oi Benjamin. Tá bem a vontade né? — Fiz uma piadinha e ele riu. Seu sorriso contagiava. Sorri também. Senti sua falta seu gostoso.
— Quer entrar?
— Sim. Prometo ser rapida. — Eu disse e fomos ao quarto dele. Isso era estranho. Ele estava seminu, já passava da meia noite, meus pais não sabiam que eu estava ali e estavamos indo ao quarto dele. Não pensem mal estou indo na inocencia. Entrei e ele acendeu a luz. Estava impecavel como sempre e ao lado da cama dele estava a aliança dele. A peguei na mão.
— Você ainda tem?
— Sim e você?
— Não. Joguei no vaso e Dei descarga.
— Por que? — Lancei um olhar mortal. Deixei a aliança onde estava e me sentei em sua cama. Ele sentou na poltrona.
— Sera que você poderia vestir sei lá...
— Ah claro... — Ele vestiu uma calça de um pijama rapidamente.
— Então. Eu vim em paz. Sem batatas.
— Que bom — Ele disse. E eu perdi completamente a noção de por onde começar. Olhei para minhas mãos.
— Ed, por quê? — Eu disse e ele me olhou.
— Eu tive medo. Medo da rejeição.
— E você não está rejeitado agora?
— Não completamente.
— Me conte.
— Depois Que você foi embora, fiquei louco da vida, eu NÃO sabia o que fazer sem você. Taquei meu celular dentro do frizer e o congelei para não ligar pra você a cada dois minutos. Marcelo me disse pra vir atras de você e eu cheguei a tempo de ver você se agarrando com o Delante.
— Hey eu NÃO tive culpa! Ele que me beijou!
— Sei...Continuando. Eu decidi usar um subnick e ver se você ainda nutria sentimentos por mim. E você nutria mas ai começou a se apaixonar pelo jeito do Alberto e ai tive duvidas do nosso amor. Depois que ficamos juntos tive medo de que pudesse acabar do jeito que acabou. — Ele disse serio — Sinto muito mesmo. Recebo ligações a cada cinco minutos da Amelie pedido pra mim ajudar ela e fazer você a perdoar.
— Não foi justo comigo.
— Eu sei, e eu tentei explicar depois. — Ele disse vindo até mim e pegando minha mão. — Me perdoa?
— Sim. — Eu disse e ele se aproximou pra dar um beijo. Pulei da cama. — Mas não vou voltar a namorar com você.
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