Cupido Também Se Apaixona
8 Louis Meu Rival Gato
Notas iniciais
– Eu avisei Edward, eu avisei – eu chorava – seu filho da puta – eu digo e ele ri – pera – eu paro – você não ta pelado? – ele se separa arregalando os olhos. Fomos pra casa em silencio, eu subo e tomo um banho longo e demorado, visto um pijama confortável, e volto ao meu quarto, e encontro o Ben sem camisa, com uma calça de malha fria, colocando gelo em seus ferimentos.
– Ai Ed, suas costas estão sangrando – eu digo pegando uma pomada na minha gaveta da penteadeira.
– Eu sei, foi na hora em que cai no asfalto. – ele diz.
– Vou passar uma pomadinha ta? – eu digo colocando um pouco de creme em minhas mão, e esfregando em suas costas nuas.
– Eu sinto muito pelo que fiz você passar – ele se desculpa
– Não, esquece. – eu digo
– Valeu – ele diz fechando os olhos e colocando gelo no lado inchado de seu rosto, mais nem assim, ele ficava feio, estava perfeito.
–Pronto, pode dormir assim se quiser. – eu digo guardando a pomada. Entro debaixo de minhas cobertas quentinhas e ele apaga a luz.
– Boa noite – ele diz permanecendo sentado e eu fechando os olhos para absorver o que tínhamos acabado de passar. Adormeço. Acordo com um cheiro de comida entrando pelo meu nariz, esfrego os olhos e meu estomago ronca de fome, observo o sol entrar pela janela e olho as horas no meu relógio, e ia dar uma hora. Acho que dormi demais, solto uma risada. Me levanto e calço minhas pantufas de coelho me espreguiçando e descendo as escadas rapidamente.
– Edward? – eu o chamo
– To aqui – ele aparece, me chamando para a cozinha.
– Bom dia – eu digo o seguindo.
– Boa tarde né? – ele diz e eu solto uma risadinha – acho que você dormiu muito, estava exausta – ele puxa uma cadeira para eu me sentar e eu me sento, ele coloca dois pratos na mesa, um pra mim e outro pra ele. Ele coloca uma porção de macarrão com almôndegas no meu prato – comida saudável Sky.
– Italiana? – eu pergunto
– Sim – ele me serve um suco rosa estranho
– Que negocio é esse? – eu aponto para o suco – vomito de gato?
– Eca – ele ri – é suco de damasco
– Damasco? – ele ri diante do meu desespero
– O gosto é bem melhor que a aparência. – ele se senta, e eu começo a devorar meu prato, eu estava super faminta e ele comendo com elegância. Ele me observa, e eu percebo e fico levemente corada. Ele não desvia o olhar
– O que foi? – eu pergunto, totalmente envergonhada mais não baixo a guarda
– Nada – ele diz dando um sorriso charmoso
– Anh? Ta me observando comer como uma porca, e vendo que terá muitos problemas para me tornar elegante?
– Não! – ele se defende – eu vou ter trabalho, mais to pensando em outras coisas, mas deixa pra lá, é coisa de homem.
– Ah tudo bem – eu digo bebendo um gole do suco – nossa até que é gostoso – eu digo e ele ri
– Eu disse
– é bom – eu termino e me levanto – eu lavo os pratos
– Negativo, fiquei sabendo que você tem um evento hoje, e que irá tocar, então trate de ir treinar hoje para trazer um troféu para sua cidade.
– Verdade – eu digo me lembrando do evento de Little Swan, no anfiteatro. – obrigada Ed.
– Ande logo – ele diz recolhendo os pratos. Subo as escadas e me sento no piano, escolho a Moonlight Sonata de Beethoven e começo a treinar. O evento de hoje era muito importante, os melhores pianistas do estado estavam concorrendo, eram três representantes de cada cidade, e era um total de 8 cidades, totalizando 24 participantes. Eu era, Louis Hemswortthy, e Jessie Lamarc, representávamos Little Swan. Jessie não me preocupava, era uma pessoa muito legal e talentosa, mais ela fica nervosa em publico, então essa ta no papo, agora o Louis... Nunca vi Louis pessoalmente, mais sei que ele é muito bom e já ganhou vários prêmios e já saiu até em revistas e é muito querido por todos. Traduzindo é uma arma mortífera que pode destruir e roubar a cena por um misero deslize seu. Esse é o meu medo. Paro de súbito e olho as horas. Cinco e meia. Carambola azeda, perdi a noção do tempo mal vou ter tempo de me vestir. Abro meu closet rápido e procuro algo que preste para vestir. Nada. Droga. E agora não posso aparecer lá de calça jeans e all*star.
– Sky – Ben me chama
– Agora não Ben to com um desfalque no guarda-roupa – ele ri
– Você só me chama de Ben quando ta irritada – ele observa – trouxe uma coisa pra você.
– anh? – viro de súbito
– Espero que goste – ele me entrega uma caixa rosa, e eu me desespero.
– Você comprou algo pra mim?! – eu digo quase no desespero, não totalmente –COMO ASSIM?- é talvez eu esteja no desespero
– Abre teimosa – ele insiste. Eu respiro fundo e abro a caixa, e o vestido mais lindo do mundo estava diante dos meus olhos. Ele era vermelho acima do joelho, em cetim, e com uma faixa na cintura descendo brilho dourado e branco de forma decrescente na saia do vestido com a barra bordada.
– Ai meu Deus! – eu digo – isso é lindo! – eu digo totalmente maravilhada.
– Sabia que ia gostar, é do seu numero. Bom acho melhor se trocar já é seis horas. – eu arregalo os olhos e saio correndo para o banheiro
– Coloca a chapinha e o babyliss pra esquentar Edward! – eu grito indo pro banheiro. Tomei um banho rápido, e depois passei uma base anti-alergica e um batom clarinho com cuidado, sou alérgica total a maquiagem e a ultima coisa que eu queria é virar uma bola na frente dos jurados. Fiz o cabelo, com cachos nas pontas, e por ultimo vesti o vestido perfeito, coloco uma pulseira de esmeraldas que ganhei da minha vó, e me olhei no espelho, é eu tava gatinha.
– Olha só isso! – Ben entra no quarto com um lindo terno com uma gravata azul, e sapatos pretos e seus lindos cabelos bagunçados porem charmosos e um perfume e exalava a distancia. – esta lindíssima!
– Devo isso a você Edward, obrigada mesmo – eu digo dando um abraço nele
– Puxa Sky, nunca pensei que você me daria um abraço – ele diz suave, me desgrudo
– Er... motivos de força maior – eu digo desconversando
– Vamos? – ele estende os braços.
– Ah pera, vou só pegar a partitura okay? – eu digo e ele balança a cabeça
– Sim, eu te espero lá em baixo – ele diz e em seguida sai do quarto. Pego as partituras no piano e me vejo mais uma vez no espelho. Ben tinha esquecido o celular em cima da cama, e na mesma hora o celular dele toca.
– Ed! Celular! – eu grito. – Ed! – eu chamo de novo e ele não aparece. Decido atender. – Alo?
– Ben, volta, temos uma linda historia de amor! – a voz chorava ao telefone – eu to sofrendo, sem você minha vida não tem sentido – ela nem tinha percebido que não era o Ben o telefone.
– Anh, me desculpe, o Ben não pode atender agora e...
– Não, volte comigo Ben, a gente pode ter dois cachorros se você quiser... – ela nem tinha percebido. Será que tenho voz de homem? – pera. Você não é o Ben Danniel...
– Sim, eu não sou, ele esqueceu o celular em cima da cama e ele tocou e...
– Sua vaca! – ela gritou – é por você que ele me trocou? Quenga! – pera ai como assim? – não acredito! Esqueça ele sua ridícula ele é meu! Meu! Só meu! – ela começa a falar como uma louca varrida. Nesse momento Ben aparece e ao notar minha cara amarga ele já imagina quem está ao telefone;
– Anneliese? – ele pergunta e eu ergo as sobrancelhas, ele pega o celular. – oi Lis, sou eu
– Ben! – ela diz suave, era impossível não ouvir a conversa, não que eu queria ouvir né, por favor... – amor, vamos, vamos voltar;
– Lis! Pelo amor de Deus, nunca tivemos nada, nem um beijo Lis, nada, eu simplesmente peguei a sua bolsa que caiu no chão, pare de viajar! – poxa que pscicolouca. – olhe Lis eu te adoro, serio mesmo, mais nunca tivemos nada alem de bolsas. Tenho que desligar agora, vou sair. Beijos. – ele desliga o telefone. – ela...anh...te...anh...falou alguma coisa?
– Me chamou de quenga – eu digo azeda e ele ri
– Não acredite nela.
– Eu não sou! – eu digo e ele ri mais ainda
– Ta eu acredito em você, vamos agora senhorita – ele me estende braço e eu o pego ainda absorvendo o que a tal da Anneliese me disse. Ai eu te pergunto: porque eu não falei nada? Rindo da minha trouxidão. Saímos de casa e fomos rapidamente para o anfiteatro. Estava lotado de carros e demoramos meia hora para se arrumar.
– Anh filha – meu pai me chama – vai descendo com o Ben e nos encontramos lá, vou tentar achar um estacionamento. Arrasa minha pequena.
– Ta pai – eu digo descendo do carro e Ben me acompanhando. Entramos no camarim e estava lotado de pianistas de variadas regiões. Um frio me percorre o estomago.
– Calma ai, você vai ganhar Skylla eu tenho certeza – ele diz me abraçando tentando me acalmar.
– Aaah! Ben Danniel! – um grupo de garotas se aproximaram – autografo pleease! – elas pareciam gaias tagarelas.
– Ah ótimo – ele sorri maravilhosamente – vocês são pianistas? – ele pergunta assinando os trecos das meninas.
– Sim e vamos ganhar todos os títulos e eu vou vencer – ela diz pegando o caderno e me olhando de baixo em cima.
– Anh – Ben diz e dá uma tossidinha acho que ele tava debochando dela – se enganou queridinha, esta vendo essa garota aqui? É ela quem vai vencer – ele diz e ela fica com uma cara azeda. Chupa essa manga! Elas saem e ele olha pra mim – ai que cretinas
– Ai Ed você é hilário – eu digo escondendo o nervosismo
– Vou buscar água pra você se acalmar – ele diz saindo – relaxe já volto. – ele diz saindo e eu fico la observando meus concorrentes.
– Ora, ora, se não é Skylla Evergreen – uma voz me rodeia – sempre me disseram que você era talentosa, mas nunca me disseram que você era linda! – me viro pra ver quem era e me assombro diante do meu concorrente numero um
– Louis Hemswortthy – eu sussurro e ele sorri mostrando as ligeiras covinhas dos dois lados, ele pega minha mão e a beija com suas mãos geladas e compridas de um verdadeiro pianista e me encara com seus olhos cinzentos.
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