Cupido Também Se Apaixona
20 Guerra de Biscoitos
Notas iniciais
– Sim! Eu estou animada para salvar os peixes-boi! — Eu e o Ben arregalamos os olhos.
– Peixes-boi?! — Dissemos juntos.
– Sim! Espera. Não é para salvar os peixes-boi a não serem extintos?
– Não! É para comprar o figurino do espetáculo de Jazz! — Eu digo
– Os peixes-boi são mais importantes né Ben? — Ela pergunta.
– Não claro que não, o figurino é mais importante não é Ed? — Encurralamos ele .
– Para de chamar ele de Ed! — Ela diz
– Eu chamo ele do jeito que eu quiser! — Eu respondo. — Se decida logo Edward!
– Calma Sky eu tô pensando! — Ele diz e eu me irrito.
– Ah eu já sabia! Você ia escolher ela mesmo. Seu puto — Eu me revolto.
– Espera Sky!
– Espera porcaria nenhuma, eu já esperava isso de você! — Eu digo.
– Ah é guerra? — Ele pergunta se aproximando. Eu estremeço.
– Sim... É guerra. — Eu digo saindo na frente. Entrei na escola e fui para o refeitório. Já tinha uma mesa pra mim. Coloquei os biscoitos. Embaixo dela tinha uns ursinhos de pelúcia. Escrevi um preço na plaquinha. Cinco dólares. Dei uma olhada para a mesa do Ben, ele tinha ursinhos de peixes-boi, e escreveu na plaquinha. Quatro dólares e faça um peixe-boi feliz. Irritante. Logo o sino bateu e todos vieram para a minha mesa, pois sabiam que era pelo espetáculo de jazz. Olhei novamente pra mesa dele e eles não tinham vendido nada. Lancei um olhar debochado para ele. Ele franziu as sobrancelhas.
– QUEM comprar aqui, além de salvar um peixe-boi vai ganhar um abraço do Ben Danniel! — Ele diz e as meninas vão correndo. Aaargh! Ele não pode vencer! Ele olha pra mim e cruza os braços.
– QUEM comprar aqui, ganha uma caixa de brinde. Compre dois e pague 1 — Eu disse e as meninas voltaram. Mandei um beijinho pra ele e ele bufou.
– QUEM comprar aqui, além de fazer um peixe-boi feliz e além do abraço vai ganhar uma foto! — E as meninas voltam pra lá. Bato o pé. Ódio.
– QUEM comprar aqui, além de levar uma caixa de brinde vai levar um ursinho super fofo. — Eu digo e elas voltam. Na boa competir com um cara super famoso é difícil.
– QUEM comprar aqui, além de salvar importante peixe-boi e ganhar um abraço, e uma foto, vai ganhar um beijo! — Arregalei os olhos.
– Já chega! — Eu disse. Fui até lá agarrei o braço dele e puxei para o banheiro.
– O que está fazendo seu imbecil? — Eu pergunto
– Conseguindo clientes, óbvio. — Ele diz cruzando os braços
– Isso não significa que você tem que beijá-los! -Eu digo indignada.
– Está com ciúme?- Ele pergunta
– Não. Mas a única pessoa que você tem que beijar é eu... A Valentinna. — Eu me salvo. — O que ia pensar se eu saísse beijando todo cara que comprasse uma caixa de biscoitos?
– Nem diga uma coisa dessas!
– Então largue de ser idiota — Eu digo saindo. Voltamos e não tinha mais ninguém a não ser a Valentinna. Voltei para meu lugar e vi Delante chegar. Ele sorriu.
– Oi Sky — Ele me cumprimenta. Sorrio.
– Oi Del — Eu respondo. Ele fica me olhando e eu fico sem graça — Vai querer biscoito?
– Ah sim. Uma caixa, eu vou dividir com os meninos. — Ele diz — Aqui também tem aquela promoção do beijo? — Ele pergunta sem vergonha. Eu solto uma risada.
– Não, que pena. — Ele me paga e ainda fica me olhando. — Del?
– Ah sim — Avistei o Ben entortando o pescoço pra saber o que estávamos falando. Del me abraça e Ben cruza os braços. Depois vai embora. Em seguida Cassie chega e olha com nojinho para a Valentinna.
– TINNA! — Ela berra. — Olhe pra você! Está parecendo aquelas... Aquelas... Vendedoras de feira! Que nojo! — Ela diz e eu solto uma risadinha.
– Ai Cass, desculpe. Ben você cuida dos peixes-boi. Tô indo — Ela diz. Cassie olha pra mim e sorri.
– Ah oi fofa. Ah o vestido pode ficar com você! — Ela diz
– Mas Cassie eu ia devolver...
– Nada de mais. Tenho certeza de que ficou perfeito em você. — Ela Diz e eu Sorrio.
– Muito obrigada.
– Ah que isso. E Ben! Te amo gatão da minha vida! — Ela diz e sai arrastando Valentinna com ela. Conto o dinheiro. 60 doláres. Merda. Fracasso total. Coloco minha cabeça entre as mãos. Ben se aproxima.
– Sky, pode ficar com o dinheiro — Ele diz.
– Não preciso de caridade — Eu respondo.
– Não é caridade. Faço de bom coração. — Ele diz. — Quer um abraço?
– Sim.
– Biscoito? — Ele pergunta e eu sorrio fracamente.
– Eu pago — Tiro quatro doláres e ele despensa meu dinheiro e me abraça com seus braços fortes. Eu sinto cheiro do seu perfume e ele passa a mão por meus cabelos.
– Sky, deixe-me pagar pra você...
– Não. Eu tenho outra ideia e se não der certo ai eu pego seu dinheiro.
– Sua teimosa — Ele diz e eu solto uma risadinha. Permanecemos abraçados. Amélie aparece.
– Atrapalho?
– Sim, sai daqui. — Eu digo e ela sai rindo. Depois de mais uns minutinhos ele me chama.
– Sky, temos que ir — Ele diz.
– Mas por quê?
– Por que sim anda — Ele diz
– Só mais um minuto. — Eu digo e ele ri.
– Vem vamos juntar as coisas — Ben me chama, e eu me desgrudo dele. Estraga prazeres. Depois de pedirmos permissão para sair, e como foi Ben que pediu, saímos da escola. Peguei-o me olhando varias vezes. Me incomodava.
– O que foi? — Eu perguntei
– O que foi o que?
– Por que tá me olhando?
– Por nada.
– Como por nada? Fala por que tá me olhando! — Eu me irrito.
– Não sei por que você esta irritada.
– Você que me irrita. Idiota. — Ele ri. Olhei a estrada e vi que não estávamos nem na estrada de casa e nem no caminho do café.
– Ed, nós estamos perdido? — Eu me desespero.
– Não. Vamos ao mercado. Sua mãe me pediu para comprar umas coisas pra ela. — Ele diz focado na estrada.
– Quando ela te ligou? — Eu pergunto olhando pra ele.
– Agora pouco. — Ele diz focado.
– E por que ela não ligou pra mim? Na verdade eu sou a filha dela e...
– Sky! Vai perguntar se eu tenho passagem pela policia também? — Ele diz entrando no estacionamento do supermercado.
– Desculpe — Eu digo
– Não relaxe. Gosta de queijo?
– Sim.
– E de uvas? — Ele me pergunta. Ele para o carro. E eu fico imaginando onde ele quer chegar com essas perguntas.
– Sim. — Eu digo descendo do carro. Pegamos um carrinho e entramos no mercado.
– Sua mãe me disse que você gosta de manga, certo? — Ele me questiona.
– Sim é verdade.
– Então vamos comprar. — Ele diz indo pegar uma sacola e sacudindo repetidas vezes sem sucesso para abrir. Comprimi uma risada.
– Essa coisa não abre! — Ele diz
– Nunca fez mercado antes? — Eu pergunto.
– Não.
– Deixe que eu abra pra você — Eu digo e ouvimos algo assim ''AAAH! É o Ben Danniel! Ai uma roda de meninas nos cercaram e pediram para ele dar autógrafos e fotos e abraços, e ele sorriu para todas e também tirou fotos. Ele trata as fãs muito bem. Teve uma menina que ergueu a blusa mostrando os seios fartos para ele assinar. Arregalei os olhos
– Ou! Vai com calma ai colega ele não vai assinar nada! — Eu digo me colocando na frente dele. — Agora fecha isso ai e saia daqui — Eu falo e ela franze as sobrancelhas e saindo rebolando. Vi quando os seguranças pediram educadamente para ela se retirar. Abusada. As meninas concordaram comigo dela ser atirada.
– Tudo bem meninas, agora vou continuar as compras. — Ele diz piscando pra elas e elas se derretem. Depois pegamos uma manga. Uma manga. Lá em casa tem um monte de gente e ele compra uma manga só. Ai Sky talvez ele vá comprar manga só pra você. Verdade. — Então, sua mãe me disse que você prefere presunto defumado em vez de mortadela.
– Sim, é verdade. — Eu digo.
– Vamos comprar. — Ele diz e eu o observo. Ele pede dois doláres de presunto defumado e de mussarela.
– Ed, isso não vai dar nem pra mim. Esqueceu que tem muita gente lá em casa? — Eu pergunto.
– Não. Vamos pegar uvas. — Ele diz tocando meu nariz. Pegamos um potinho de uvas, um potinho de morango, um potinho de uvas passas, um pedacinho de queijo, uma lata de chantili, um potinho de pêssego em conserva, um pote de beijinho, um pão de forma pequeno, e um litro de agua de coco, e um mamão pequeno.
– Ai senhor. Ed, aqui só tem coisas que eu gosto! Como descobriu?
– Sua mãe me disse. Ela também me disse que você prefere chocolate branco com castanha de caju. Vamos levar. — Ele diz.
– Tudo bem. — O observo. O que será que ele está aprontando? Depois disso fomos para o caixa. A mulher ficou babando nele por ser lindo. Ridícula.
– Boa tarde Ben Danniel — Ela diz toda sedutora. Observo.
– Boa tarde — Ele sorri calorosamente.
– Nós vamos levar. — Ele diz e ela fica encarando. Oferecida.
– Você é tão lindo quanto nas revistas. Tem namorada? — Ela pergunta indiscreta.
– Sim ele tem, agora será que você poderia ir mais rápido? Estamos atrasados. — Eu digo e ela me olha de baixo em cima.
– Como quiser — Ela diz com desdém.
Saímos no mercado e um segurança ainda pede para tirar uma foto com ele. Eu ri. Ele coloca as coisas no porta-malas e eu vejo uma caixa que ainda não tinha reparado.
– O que tem naquela caixa? — Ele fecha o porta-malas bruscamente.
– Nada não. — Ele diz entrando no meu carro. Ele ficou sem graça. Só desconfio. — Seu carro é o que? Que marca ele é? -Ele pergunta me tirando o foco da caixa.
– É um Citroën, por quê? — Eu pergunto — Você tem carro?
– Sim, Mas fica mais na garagem. Eu viajo muito e ainda tem a Yellow tour.
– E que marca é?
– Ah é um conversível. Uma Lamborghini verde, e uma Ferrari 459 Spider vermelha.
– Nossa! Desculpe ai — Eu digo e ele ri.
– Sim. Um eu ganhei do meu pai de aniversário de 16 e outra quando eu encerrei minha primeira turnê mundial. A Magic Tour.
– Ah que legal. — Eu digo e ficamos em silêncio por um momento. Eu olho pra ele.
– Ahn Ed, você viu aquela menina mostrando os peitos pra você?! — Eu disse e ele riu.
– Ah eu vi. Fiquei assustado e excitado. — Ele disse
– Engraçadinho. — Lanço um olhar raivoso e ele ri.
– Sou sincero pelo menos. Brincadeira. — Ele diz e eu bufo. Acabo cochilando.
"Olho ao meu redor. Está tudo escuro. De repente aparece uma mulher com uma bola de cristal na minha frente. Berro: — Ah! Uma bruxa! — Ela apenas sorri. Ela me explica que a bola mágica descobre os pensamentos. Eu debocho. Ela me pede para por a mão encima da bola estranha. Dei de ombros e coloquei. Logo apareceu uma foto do Ben. Corei e tirei a mão rapidamente. Meu coração acelerou. Mas que porcaria de bola é essa? Ela me pede para por a mão novamente. Coloco com relutância. E dessa vez aparece o Ed e eu nos beijando. Eu nunca tinha reparado. Nós parecíamos conectados. De uma forma diferente. Quase que como um só. A mulher se pronuncia pela primeira vez. — Vocês são um só. "
– Sky, chegamos. Acorde. — Ele diz e eu acordo assustada. Não passou de um sonho. Sorrio. Olho ao meu redor e percebo que não estamos no Café. Ai meu Deus.
– Benjamin onde a gente tá? Cadê o Café? O que vai fazer comigo?! Olha que eu tenho spray de pimenta e não tenho medo de usar! — Eu digo rápido. Ele sorri.
– Relaxe. Já liguei pra Jen e pra Cat, e elas vão tomar conta do Café. Não se preocupe. Hoje a tarde é nossa. — Ele acaricia a minha bochecha e sai do carro. Ai Jesus! É disso que eu tenho medo. Da tarde ser nossa. Concentra Sky, relaxe. Sai do carro e vi um lugar maravilhoso. Tinha uma grama verde e era uma serra. Dava pra ver Little Swan toda daqui de cima. Tinha uma árvore grande no centro, e era robusta. Tinha flores em toda parte e eram lindas.
– Ai meu Deus! Ed esse lugar é lindo! — Eu disse e ele sorriu abrindo o porta-malas.
– Eu sabia que você iria adorar. — Ele diz pegando uma toalha com quadradinhos verdes. Ele estendeu embaixo da árvore na sombra fresca.
– Piquenique? — Eu disse e ele sorriu.
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