Cupido Também Se Apaixona
18 Escapando Pensamentos
Notas iniciais
– Tá – Ele revira os olhos e sai na frente emburrado. Sorrio. E entro em casa.
A casa estava linda, e muito arrumada. Mas não parecia que ia ter um jantar ali, e sim uma festa. Tinha flores em toda a escada, e, uma mês cheia de comes e bebes, também, tinha canapés de camarão, e bolinho de carne. Eu ia encher a pança. Se o Ben me ouvisse falando isso ia ter um ataque. Ele no mínimo diria “Hoje vou me deliciar com os canapés” Ele é muito polido. Deus do céu nem acredito que um ia a Shrek da Sky vai ficar fina. Rindo no meu cérebro. Valentinna desce as escadas num vestido roxo curto, que conforme pegava a luz mudava de cor, ora verde, ora prata. Estava belíssima, com seus cabelos caindo em cascata pelas costas. Usava um salto lindo preto, e com certeza atrairia todos os olhares. Ela sorriu quando me viu. Ela quase parecia uma pessoa normal. Quase. Rindo no meu cérebro.
– Sky! Oi queridinha! Está belíssima! – Ela diz me olhando de baixo em cima.
– Ah obrigada.
– Onde comprou? Não vejo etiqueta. Será que foi num brechó? – Ela diz me humilhando.
– Não, fofa, foi a Cassie que me arrumou. É da coleção dela. Morra de inveja! – Eu digo
– Mas ela disse que eu ia usar primeiro! – Ela se revolta.
– Dançou. E ah te aviso. Dá próxima vez que fazer uma coisa sem me constar antes com o Louis, digo, MEU namorado. Pode apostar eu vou te pegar pelos cabelos, sua ridícula. Já tem um namorado, não tem? Então porque não suma do planeta e vai viver com seus macacos! Ou tem que destruir em tudo que toca!? – Eu digo com muita raiva, quase voando nela.
– Ai que horror! – Ela diz e vejo Ben descer as escadas. Estava de terno casual, lindo e fofo, camisa branca, e calça social preta, com sapatos pretos. Cabelos casualmente bagunçados, e um relógio chiquérrimo. Ele me olhou, sorriu.
– E ai? A festa não vai começar? – Ele diz e percebe que o clima esta tenso. – O que está acontecendo aqui?
– A Sky benzinho – OPA! Foi isso mesmo que eu ouvi? Benzinho. Ai meu senhor, acabei de vomitar meu pâncreas com meus dois rins, e meu baço. Rindo no meu estomago. Tem como rir no estomago? Agora rindo no meu cérebro.
– Mas já Sky? Que feio brigar com a namorada dos outros! – Ele diz. Fuzilo ele – E a festa nem começou.
– Pera, que festa? – Eu digo
– Ah eu mudei o planejamento.
– Mas e meus pais? – Eu me desespero
– Dei um dia pra eles no Risort Spa. Eles estão amando – Ben diz.
– Tudo bem. – Eu digo irritada. Eu me encosto no batente da escada e campainha toca. Ben e vaca Valle vão atender. Eu fico observando. Depois de meia hora a festa tava rolando, e eu vi Louis chegar. Ele tava bonito e... E o que consciência? E o que mais? E o que mais o que? Oxe você descreveu o Ed com mil e uma qualidades e o seu namorado. Já sei, já sei, ele tava bonito e ... nada mais. Ele me viu, estava de calça jeans e camisa manga comprida roxa. Combinado com a vaca Valle. Odio. Ele me dá um beijinho morno.
– Oi amor.
– Oi. Quer subir?
– Sim. – Ele disse e eu puxo ele. Entramos no quarto e nos sentamos no piano. Ele segura a minha mão. – Sky, eu.. eu... sinto muito... Eu tenho falado mal do Ben pra você, e na verdade ele é uma ótima pessoa... e eu sei la... Eu devia compreender que é sua carreira, e que isso é importante pra você.
– Ai Louis, não tem que pedir desculpa.
– Tenho sim. – Ele diz beijando a minha mão. E depois me beijando. Não senti porra nenhuma. Me irritei comigo mesma. Porcaria de borboletas ou vocês aparecem ou eu arranco esse jardim! ME aproximo mais e tento fazer o beijo rolar. Estava frio e sosso. Sem graça. Tentei mais. ME recordo de quando eu e Ben dormimos juntos e de como seus lábios podem proporcionar, de como me faz arder, de como queria senti-los de novo, de como são quentes quando passa os lábios por meu pescoço.
– Me beije de novo Ed – Eu digo. Louis para. Arregalo os olhos.
– O que? – Ele diz.
– O Ed, t-ta ali na porta – Eu digo vendo a sombra do Ben nos observando. Louis solta um suspiro de alivio.
– Ah, por um momento pensei, que você tinha achado que tava beijando o Ben – Ele diz e eu sorrio sem graça.
– Lógico que não, — Eu digo e o Ed entra no meio me puxando de lado. Louis dá de ombros e vai olhar as cordas do piano.
– O que foi? A casa ta pegando fogo? – Eu pergunto e ele ri
– Eu preciso de você.
– Eu também preciso – Eu digo – Que você saia daqui! – ele me olha – Estou com problemas no meu relacionamento.
– Claro, você pensou que tava me beijando.
– Claro que não.
– Aham. A casa ta uma bagunça, você tem que me ajudar. Seus pais vão me matar!
– Te vira – Eu digo e ele cruza os braços. Ai que vontade que me dá, de jogar você no colo e fazer um tchá tchá tchá. Ai meu Senhor, controla o fogo Sky.
– Ah é? Então não tem contrato.
– Você seria capaz seu puto?
– Não. Vem, preciso de você. – Ele me puxou.
– Lou, vou descer.
– Ta eu já vou amor – Ele diz e descemos.
Guerra dos Elefantes.
Guerra dos elefantes, era o nome que eu dava para aquela festa insana. Tinha comida em toda parte, bebida jogada no chão. Vomito em toda parte. Eca. Nojento.
– Eu te disse “amor” – Ele diz sarcástico.
– O que ta rolando aqui? Cadê a vacazinha?
– Ela tomou muita bebida. Esta quase desmaiada. Ali no sofá.
– Ela ta de porre?
– Aham. – O sangue ferveu. Fui até lá. Se controla Sky, seja menos bafonica. – Valentinna, o que ta acontecendo. Eu saio por cinco minutos e encontro uma guerra de elefantes!
– Ai, eu não sei do que você ta falando – Ela soluça. E solta uma risada.- Dá uma limpada ai. – Me segurei pra não dar uns murros nela. Eu e o Ben começamos a limpar, mas não adiantava. O ovo parece que vive no chiqueiro. Deus me livre. Louis desceu e nos ajudou. Ele deu um piti, literalmente quando viu uma menina estranha vomitar. Eu ri dele. Uma musica lenta começa a tocar, e ele me tira pra dançar.
– Lou, eu não sei dançar. – eu digo.
– Eu também não – Ele diz e nós rimos. Ben nos observa. Eu observo ele. Descanso a minha cabeça sobre o ombro esquerdo de Louis, e continuo olhando para o Ed. Ele desvia o olhar. A musica acaba. Continuamos a limpar, e depois quando foi meia noite e quarenta mandei todo mundo ir embora, eu não aguentava mais,e amanha ainda tinha aula. A Valle ficou torrando mais depois foi embora, Louis me disse que estaria fora no final de semana num concerto. Eu disse que tava tudo bem. Eu e o Ed terminamos de limpar, ia dar uma e meia da manha. Caimos no sofá cansados e arfando.
– Estou morta – Eu digo. Ele sorri cansado – E com fome. Não sinto minhas pernas.
– Vai lá tomar um banho. Eu preparo algo pra você comer.
– Ai Ed você não existe – Eu disse me levantando e subindo as escadas.
– Mas não pense que você vai escapar. — Congelo
– Escapar de que?
– Da conversa – Ai meu senhor.
– Que conversa.
– Sobre o beijo – Ele diz e eu arregalo os olhos. Não. Ele quer falar do beijo. To morta. Morri.
– Você não vai ganhar beijo Edward.
– Engraçadinha – Ele diz e eu termino de subir as escadas. Me tranco no quarto.
AI MEU DEUS! E agora? O que eu vou falar? Destruída! Eu tinha que beijar o Louis. Eu tinha que falar o nome do Ed! O que eu vou falar “ah eu pensei que tava beijando você “ Otimo. Me lasquei. Meu Jesus, por que essas coisas acontecem comigo. Pego um pijama de flanela verde, e tomo um banho demorado para tirar as preocupações. EU TO COM MEDO. Ai meu Jesus, to perdida. Perdida. O que eu vou falar. Saio me visto, e passo um hidratante. Desço as escadas com relutância. Sinto o cheiro.
– Ed? Omelete? – Eu digo me sentando no sofá
– Sim. Omelete com presunto, queijo parmesão, tomate, cebola, e salsinha picadinha e uma pitadinha de açafrão. – Ele diz e parecia delicioso – E suco de tâmaras.
– Tâmaras? – Eu pergunto limpando as mãos suadas em uma almofada.
– Sim, tâmaras frescas.
– E onde conseguiu tâmaras?
– Eu comprei para o jantar, antes da Valle mudar. Ela é uma mulher de fases – Ele diz e solta uma risadinha – Vem. – Ele me chama. E Eu obrigo o subconsciente a obrigar o meu corpo para se arrastar para a cozinha. Entro na cozinha e me sento. Ele me serve, e serve pra ele. O cheiro estava ótimo. Limpo minhas mãos suadas no meu pijama. Ele se senta e começa a comer. E eu também e ficamos em silencio. Eu estava tensa.
– É seguro beber isso aqui? – Eu disse olhando para o suco.
– Sim. É como eu disse com o suco de damasco. O gosto é bem melhor que a aparência – Ele diz e eu bebo. O suco estava uma delicia. Terminamos e ele leva os pratos para a pia. – Desculpe, não deu tempo para a sobremesa – Ele diz voltando e me rodeando, começando a fazer massagem nos meus ombros e eu começo a relaxar.
– Isso é... hum...gostoso – Eu digo fechando os olhos. Ele continua com movimentos suaves, e eu me acalmo.
– Está mais calma? – Ele pergunta continuando.
– Sim ... você é ...hum...bom... ai... nisso – Eu respondo.
– Então. Você pensou em mim quando tava beijando o Louis? – Arregalo os olhos.
– Mas que porra de pergunta é essa?! – Eu digo saindo de perto dele.
– Quero saber o que você sentiu – Ele diz cruzando os braços.
– Eu não senti nada. – Eu disse colocando o cabelo atrás da orelha.
–Larga de mentir. Olha vou descrever o que eu vi – Ele diz mudando o peso da perna esquerda para a direita. Estava muito atraente. – Vocês começaram a se beijar, tava ruim, xoxo, e frio. Você se esforçou pra fazer o beijo rolar. Ai o beijo começou a esquentar. E ai você passou a mão ao redor do pescoço dele e boom! – Ele bate as mãos. – Você disse “Me beije de novo Ed” pode explicar? – Engulo em seco.
– Anh, eu vi você na porta. Foi só isso.
– Você estava de olhos fechados. – Ele diz cruzando os braços.
– AH ta bom, eu pensei que tava beijando você! Pronto! Feliz? – Eu digo irritada.
– Quer dizer que beijo tão mal assim? – Ele diz franzindo as sobrancelhas.
– Na verdade, você beija muito bem. Eu estava me recordando de como seus lábios são macios, e quentes e de como são docinhos e .... – Eu arregalo os olhos – É claro que você beija mal Edward mais que pergunta tosca! Ta na sua testa isso. Agora se você me dá licença já esta tarde eu tenho que dormir e você não vai me acordar amanha e eu tenho reunião – Eu disse dando mil e uma explicações e saindo da cozinha. Ele segura meu braço.
– Você é um doce de caju de tão marrenta – Ele diz me empurrando para trás até encostar na parede gelada.
– O que pensa que est-a f-fazendo? – Eu digo mas era tarde ele já tava enchendo meu pescoço de beijinhos. Ele passa a mão em torno da minha cintura – Sai de perto de ...hum...mim – Eu digo sem forças. Ai meu Deus ele me faz arder! Ele começa a beijar a cada canto do meu rosto, minha testa, minhas bochechas, meu queixo e volta para o pescoço depois roça a sua boca na minha orelha. Gemi baixinho. Me beija, me beija, me beija, me beija, me beija, me beija!
– Você tem um gosto, delicioso – Ele diz, me enchendo de beijos.
– Você tem...ai, ai meu Deus... namorada – Eu digo, com meu coração dando pontadas de prazer.
– Foda-se – Ele diz chegando finalmente na minha boca. Ai gemi de novo. A boca dele era tão macia e quente, puxei a camisa ele pra mais perto e ele me apertou mais, ele provou cada cantinho da minha boca e meu coração pulava mais que sambista na Sapucaí. Ele estava me imobilizando de prazer. Puxei ele ainda mais colando ele ao meu corpo. Ai meu Deus. Ele para. Se afasta.
– O que foi? – Eu digo, e puxo ele de volta. Começo a encher o canto da sua boca de beijos, não me segurando mais. Eu queria mergulhar nessa piscina que é a boca dele.
– Você tem... hum... ai, ai não... Namorado – Ele diz.
– Foda-se – Eu puxo ele de volta, e ele me beija mais uma vez. Ele me imprensa na parede, e sinto seu coração pulsar. Ele me beija mais quente, mais rápido, com mais vontade, e quando nos falta ar, ele acaricia minha bochecha.
– Eu adoro seu cheiro de erva doce – Ele diz falando o aroma do meu sabonete. Ele me beija mais uma vez, e eu tenho certeza que se a gente não parar... Respirávamos rápido.
– Eu a-acho melhor a gente p-parar. – Eu digo ainda imobilizada de prazer.
– Eu também acho – Ele diz e eu sou tomada pela culpa.
– Ai meu Deus! – Eu digo saindo de perto dele e andando de um lado para o outro. – Louis me desculpa. – Eu coloco a mão na boca, e lagrimas começam a brotar.
– Não chora. A culpa não foi sua – Ele diz se aflingindo. Eu acho melhor Ed você ficar longe de mim ou vou agarrar você de novo. Sky! Parei. So queria tirar casquinha.
– Não. Eu queria esse beijo. Mais a maior culpa é sua. Seu safado. Fique longe de mim. – Eu disse e ele riu. Subi as escadas, e entrei no meu quarto.
Ai meu Deus!
Coloco minhas mãos sobre a boca para relembrar o sabor de seus lábios. Sorrio. Olho minhas mãos tremulas e coloco sobre o peito. Ele pulsava. Corri me deitei, e me cobri. Ed entrou e foi direto para o banheiro. Tomou um banho rápido, e voltou. Bufou e se deitou apagando a luz.
– O que foi? — Eu pergunto
– VOCÊ!
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