Cupido Também Se Apaixona
12 Entrevista
Notas iniciais
– Trouxe comida – Ben entra no quarto com a caixa de cupcakes na mão e os sucos. Ele se senta em minha cama para comermos. Ele conta como foi o dia dele no café, e diz que está aprimorando. Observo como ele fala, e gesticula, e como suas covinhas aparecem conforme ele fala. – Sky?
– Oi – eu digo tomando um gole de suco
– Ta avoada – ele ri. – Anh trouxe uma coisa pra você.
– Uma coisa? – eu fico surpresa.
– Sim – ele tira as sobras de cima da cama e coloca sobre a mesinha ao lado da cabeceira. Ele caminha até a mochila dele e tira uma caixinha. Azul. Ele caminha de volta até mim e me entrega. Eu abro. E o lindo colar de mais cedo estava diante dos meus olhos.
– Ai meu Deus Edward – eu digo e ele sorri – Como sabia que eu queria este aqui?
– Eu estava no shopping, vi você e a Amélie, e vi como ficou surpresa com o preço. Decidi comprar pra você.
– Poxa, obrigada – eu agradeço. – Coloque pra mim?
– Sim.
– Nossa ele é lindo – ele termina de abotoar o colar. Fofo.
– Agora vou tomar banho porque estou fedendo – ele diz rindo e indo em direção do banheiro. Pego um livro na escrivaninha e tento começar a ler mais é em vão. Minha mente não consegue e concentrar. Que merda. Que diacho ta acontecendo comigo?
– Voltei – ele diz saindo sem camisa com uma calça cinza de moletom, com os cabelos molhados.
– Eu to vendo – dou uma risadinha – Ben desculpa por mais cedo – eu tento
– Não, ta tudo bem, eu te entendo – ele seca os cabelos, e passa um hidratante. Ele olha e percebe que estou aflita. – Ei tá tudo bem – ele segura minha mão, e depois me faz cosquinhas. Começo a me defender e ele faz mais e a chutar e começo a fazer nele e ele sobe em cima de mim. Paro de rir. Ventava forte.
– Anh ta frio né? – eu digo
– Ah é verdade eu fecho as janelas. – ele se levanta e fecha as janelas e puxa as cortinas e se deita no cochão no chão.
– Deve ser horrível dormir ai – eu digo e ele sorri
– É muito ruim, estava acostumado com um colchão que faz massagem, mais eu me acostumo, é mais confortável que banco do aeroporto. – eu solto uma risada.
– Quer dormir aqui comigo? – ele arregala os olhos
– Eu?
– Sim uai.
– E você?
– Vou dormir aqui também. – ele para e depois sorri.
– Demorou – ele diz pulando encima da cama. Ele puxa as cobertas. Tava muito frio.
– Ta aprendendo rápido ein?
– É. Vou dar sua primeira aula. – ele diz e eu tento não encostar em sua barriga nua. Se controla Sky. – Quando se está diante das câmeras, nada de enrolar, seja sincera e breve em tudo o que fala. Os fotógrafos, paparazzi ou enxeridos distorcem a verdade na maioria das vezes então deve sempre manter a postura e a ética, e ser breve em todas as perguntas. As vezes eles são bem indiscretos, nada de xingar, bater, morder, seja coerente e mantenha a classe. Entendeu?
– Sim – eu digo
– Agora vou fazer uma prova. Sou um paparazzi. – ele senta de frente pra mim – faz cara de diva – ele diz e eu finjo uma careta. – Então Skylla, nos fale sobre seu primeiro álbum de estúdio.
– Ah sim, ele está ótimo, com musicas excelentes e aposto que vocês irão adorar.
– Explique o titulo do seu álbum.
– Simplesmente Eu, é para vocês me conhecerem,e saberem um pouco de mim, porque as canções falam de mim.
– E você tem muitos pretendentes?
– Ah vai cagar Ben – eu digo e ele ri
– Não pode mandar o paparazzi cagar Sky, é feio – rimos – Vamos tentar novamente. Alguns pretendentes?
– Não, no momento estou focada na carreira. – eu respondo
– Mais você é muito linda, eu me interessaria por você – ele responde
– Espera isso é serio?
– Sky, entrevista mulher!
– Ah, me sinto lisonjeada por isso – eu respondo e ele me aplaude
– Nota 80.
– Porque? Eu tinha que tirar 95, errei no momento de mandar você cagar.
– E agora também. – ele ri – Estou exausto. Vou dormir. Boa noite
– Boa noite. – eu respondo. Ele se ajeita e vira para o outro lado e dorme. Sorrio e adormeço. Acordo abraçada de conchinha com um ser muito lindo. Passo a mão por sua barriga, e por seus lábios, passo o nariz em seu pescoço, e o aperto forte. Epa, o que eu to fazendo?
– Bom dia – ele diz com a voz rouca. Ele abre só um olho – como paramos abraçados? Não me lembro disso noite passada.
– É eu também não me lembro. – sorrio — vou levantar.
– Espera – ele pede
– O que foi? – eu pergunto
– Nada – ele me observa, e eu observo ele. Ficamos assim por um tempo e eu fecho os olhos, ainda estava com sono. Quando abro eles novamente Ben estava mais próximo, e eu podia sentir sua respiração.
– Sky – ele sussurra
– Me beija logo porra – eu digo e sorrio. Ele se me puxa e vou de encontro aos seus lábios e passo a mão envolta de seu pescoço e ele na minha cintura, sua boca macia me faz arrepiar, e era tão intenso o que estava sentindo, ele passa os lábios em meu pescoço e de repente ele para.
– Sky o que estamos fazendo? A escola! – saímos correndo ambos sorrindo com a energia daquele beijo. Nos arrumamos rapidamente e descemos as escadas.
– Oi mãe, tchau mãe, oi pai, tchau pai.
– Bom dia a todos – Ben pega uma maçã – até a noite. – saímos apressados e entramos no carro. Olhei pra ele e ele sorri. O que tava rolando com a gente. Chegamos na escola e logo o grupo de meninas o afasta de mim. Entrei sozinha e encontrei Filipe.
– Oi gatinho – eu cumprimento ele e ele me aperta as gordurinhas.
– Oi gatinha. – rimos e vemos Ben passar pelo corredor rodeado de garotas. Ele me lança um olhar e eu sorrio. – O que foi isso?
– Anh o Ben passando com garotas, Phil, isso não é novidade.
– Não é a isso que me refiro. O que foi esse olhar de vocês?
– Daar, parceria mano. To indo beijinhos – me despeço dele e saio as pressas.
O restante do dia foi tranquilo, não vi a vaca da Valle e eu fiquei feliz por isso. No café eu e o Ben estávamos de boa. Voltamos para casa e eu subi as escadas e ele ficou com meu pai. Escolhi um vestido rosa, rodado com detalhes em renda, e um sapato fechado que comprei na Chanel, uma carteira de mão, e o colar de mais cedo, brincos de perolas e cabelo com cachinhos. Passei perfume.
– Toc toc – Ben aparece na porta. – onde você vai?
– Esqueceu que vou sair com o Louis?
– Ah, achei que você não iria. – ele diz se sentando no piano.
– Mas porque?
– Por causa do...
– Beijo?
– Sim, não, sim... – ele gagueja
– Ben, nós não temos nada. Ou temos? – me sento ao lado dele. Começamos a tocar uma musica, Nightingale da Demi, um dueto perfeito, tão calmo e passivo. A musica é linda, e acho que combinou com o momento. Quando acabamos ele me olha com seus olhos brilhantes.
– Não sei. Temos? – ele se aproxima.
– Não sei – eu sussurro, ele segura minha cabeça com as mãos.
– Filha querida – minha mãe aparece e nos afastamos – atrapalho?
– Não mãe, que isso – eu me levanto – Ben estava tirando um cisco do meu olho. – eu sorrio sem graça;
– Louis Hemswortthy chegou – ela sorri animada.
– Já vou – eu digo e ela sai.- Bom eu já vou indo.
– Tudo bem – ele me observa
– Ben se você pedir eu fico, eu posso inventar uma desculpa qualquer...
– Não Sky, não quero empatar a sua vida, alem disso a Valle me chamou pra tomar um suco – meu sangue ferve.
– Ah então beleza. Se divirta – eu saio pisando duro sem me despedir. Desço as escadas e Louis me esperava de pé, estava lindo, completamente elegante, e seu cabelo preto bagunçado, completamente perfeito.
– Boa noite
– Espero que eu não tenha me arrumado demais. – eu solto uma risada. – tchau mãe, beijo pai – olho para a escada e Ben estava no topo observando tudo. Puto. Gato. Saímos e uma linda carruagem me esperava. Pera é uma carruagem mesmo! Com cavalos! Ai não acredito! É uma carruagem mesmo!
– Ai meu Deus! – eu fiquei surpresa – isso é uma carruagem?
– Sim, uma princesa merece o melhor.
– Louis, mais isso deve ser carissimo!
– Não se preocupe com o preço, tudo vale quando vejo esse seu sorriso.
– Ah pare de falar merda, vamos andar logo! – eu fico muito animada, e ele me ajuda a subir. A carruagem era branca com dois cavalos brancos e tinhas rosas vermelhas em toda parte, e era muito confortável. Olho para a sacada da minha pequena grande casa, e vejo Ben observar atrás da cortina. Que se lasque. Não que não se lasque.
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