Cupido Também Se Apaixona
22 Crepúsculo
Notas iniciais
– Você pode não acreditar. Mas lá no fundo sabe que é a mais pura verdade. — Ele beija a minha bochecha. — Desculpa, invadi seu espaço. As vezes não me controlo.
– Sai daqui, estranho — Eu digo e ele sai rindo. É agora é certeza. Tenho que terminar com Louis. E o mais depressa possível.
Respiro. Respiro fundo e entro no ginásio. Estava lotado de meninas. Eu era a número 63, de 80. Estava ansiosa. A plateia ia votar. Então cabia ao público. As musicas variaram. De rock, pop rock, pop, pop eletrônico, country, e etc. Quando foi minha vez, fiz um cover de Maps, Maroon 5, e fui aplaudida. Amélie, Mae e Melaine estavam na arquibancada, ao lado de Ben. Valentinna por incrível que pareça, ela cantou bem. Cantou uma música da Ariana Grande. One Last Time. Ficou até razoável.
– Bom pessoal — Ben se pronuncia. – Foi muito difícil a escolha para nossa plateia, eu tenho certeza. Mas com certeza, escolheram o melhor. — Ele olha pra mim e sorri — Em terceiro lugar, com 20% dos votos... Stephania... — Ele diz e ela grita toda feliz. Ela diz que foi uma honra ter cantado pra ele. E que queria ter vencido, mas se contenta em só conhece-lo. Ele sorri e ela quase desmaia quando ele a abraça. — Em segundo lugar... Com 29% dos votos... Valentinna — Ela bufa contrariada. — E em primeiro, eu acho que já estava lógico isso. Skylla Evergreen — Ele diz me aplaudindo e pulando em cima de mim para um abraço de urso.
– Eu sabia, sabia, sabia, sabia que você ia vencer. — Ele diz e eu solto uma risada.
– O quê? — A Valentinna berra. — Como assim essa ridícula me venceu?!
– Vencendo — Ele diz e eu fico sem reação.
– Ah mais é claro, teve um complô aqui para eu não vencer não é mesmo?! — Ela diz revoltada.
– Valentinna, não seja ridícula. — Ele diz — A Sky ganhou e foi justo.
– Benzinho você não tá vendo? Essa ganguinha dela conspirou contra mim. Não passa de uma fraude — Ela diz
– É melhor calar essa boca. Se falar da Sky de novo acabo com você! — A Mélie berra.
– Gente. Relaxe. Valentinna você ganhou. Eu desisto. — Eu digo saindo e a ouço rir e todo mundo protestar.
– Sky o quê está fazendo? — Ben disse vindo atrás de mim. Tentei parecer calma e segura.
– Ed. Olhe está tudo bem. Vá lá e explique pra ela como vai funcionar tudo. E se acalme — Tomei coragem e peguei a mão dele. — Vai ficar tudo bem.
– Eu não vou ficar bem! — Ele diz contrariado.
– Benjamin, sem drama. — Ele me abraça. — Ande logo. E seja divo.
– Vou tentar.
– Seu gostoso — Eu digo e ele ri fracamente.
– Não colou.
– É eu sei — Eu digo e ele sai andando. Saio do ginásio. Mel e Mae e Mélie estão me esperando.
– Puta que pariu! Skylla que porra aconteceu lá? — Mélie disse irritada.
– Sem criticas tá? Eu quis fazer o certo.
– Foda-Se o certo. Era pra VOCÊ cantar com ele.
– Eu já disse sem criticas.
– Desculpe é que não me conformo.
– Oi Mel, oi Mae. Como Vai Steven?
– Estamos ótimos.
– E como vai Samuel Mel? — Eu pergunto.
– Ah, Sam está viajando com o pai dele. Mas está ótimo.
– Bom, eu já vou indo. — Eu digo e Mélie me para.
–Eu vou com você — Ela diz e eu sei que se contrariar ela iria arrancar meus olhos. Literalmente.
– Tudo bem — Mandei uma mensagem para Ben dizendo que ia embora e que o carro ia ficar com ele. Fomos embora no carro de Mélie. Fui de olhos fechados, com uma dor de cabeça chatinha. Fomos para minha casa e subimos. Eu me joguei na cama. Observei-a. Ela olhou ao redor. Cada cantinho.
– Cara, até seu quarto tem o perfume dele! — Ela diz e se joga no colchão e abraça a colcha clara dele. Ela inspira o aroma.
– Ele cheira a verão com menta — Eu digo massageando minhas têmporas.
– Verdade. Se eu te falasse que Ben Danniel iria ficar na sua casa, e que você acabaria se apaixonando por ele, você me mataria! — Ela diz rindo.
– Verdade — Eu respondo rindo também — Pera ai apaixonada? Que eu me lembre, eu nunca disse isso.
– Você não precisa dizer. Eu vejo na sua testa. Só você que não assume — Ela diz e eu faço uma careta. Eu repentinamente assumi para mim mesma, o que já é bom. Assumir para as pessoas é outra história. Suspirei. Imagino quando eu tiver que assumir isso para ele. Ai meu Deus! Não gosto nem de imaginar.
– Nem começa Amélie — Eu digo me sentando.
– Tá, eu não vou nem insistir. — Ela diz — Mas pelo menos me fale como foi beijar ele. — Ela me olha maliciosa e solta uma risada com a minha cara de espanto.
– Amélie, isso é coisa pessoal. — Eu digo. Ela me olha raivosa. Eu sorrio. Reviro os olhos. — Tá bom... Ele é muito delicado, e sedutor. Mesmo quando você não quer beijá-lo, ele te conduz a fazer isso. E ele beija incrivelmente bem. A melhor pessoa que eu já beijei na vida.
– Hum. Interessante. Será que a Vaca me deixa beijar ele? — Ela pergunta e eu não gosto da ideia.
– Não, acho que ela nunca deixaria. Aliás, ele é namorado dela e...
– Tá bom Sky, eu já percebi que você não quer que eu o beije. Tudo bem eu me conformo. — Corei e ela riu. Minha boca grande sempre me entrega. Conversamos a tarde toda. Ela é muito doidinha. Rimos e comemos pipoca. Ben chega.
– Sky! — Ele diz e eu corro até ele.
– Ed! Mas o que aconteceu com você? — Eu pergunto rindo. Ele estava cheiro de purpurina, e lantejoulas e pluminhas vermelhas. Ele tossiu e saiu brilho.
– A Valentinna, ela queria que isso caísse sobre nós enquanto cantávamos. Eu engasguei. Literalmente. Eu não vou sobreviver! — Ele choraminga — Queria que você cantasse comigo. — Ele diz me abraçando, e rodeando seus braços sobre minha cintura. — Amélie! — Ele se assusta e fica toda sem graça me soltando — Porque não me disse que tínhamos visita?! — Ele sussurra.
– Porque você não me perguntou — Me virei lentamente e vi Amélie nos observando.
– Oi Mélie — Ele diz e ela solta um gritinho.
– Fofos! — Ela diz vindo em nossa direção — Bom vou deixar vocês sozinhos. Até mais Big Bear — Ela me joga um beijinho. Ele se joga na minha cama.
– Eu não sinto meu corpo — Ele diz -Me doí lugares que eu nem sabia que existia! — Eu ri.
– Seja menos. — Eu digo
– Aquela Valentinna é o terror! Tenho medo dela!
– Ela é sua namorada.
– Coitado de mim — Ele diz. Solto uma risada.
– Vou buscar um remedinho pra você. Já volto. — Eu digo descendo as escadas. Entro no quarto da minha mãe e pego a caixinha de primeiros socorros. Passo na cozinha e pego um copo de água. Olho na sala de jantar e tinha um lindo buquê de rosas colombianas vermelhas. Abri o cartão. Talvez fosse para minha mãe. Skylla Evergreen. Era pra mim. Quem será? Rosas colombianas. Nunca ganhei nada assim. Subi as escadas, Ed estava na mesma posição.
– Ed, seu remédio — Ele sentou e sorriu quando viu as rosas.
– Ah, você encontrou. São para você. E olha que nunca dei rosas colombianas pra ninguém — Ele diz.
– Edward! Não precisava. Eu sei que essas flores são caras.
– É claro que precisava.
– Não precisava.
– Precisava sim!
– Ah agora a gente vai brigar? — Eu digo.
– Não. Só queria que você soubesse que é importante. — Ele diz. Derreti. Merda ele tem esse poder de me derreter. Dei o remédio pra ele. E ele deitou.
– Eu sei que sou. — Coloquei as flores num vaso na escrivaninha — Essas rosas são tão chiques. Nem combinam com meu quarto. São delicadas, perfeitas e parecem feitas a mão. Tão lindas. E perfumadas.
– Porque você acha que eu escolhi essas? Porque se parecem com você — Ele diz caindo no sono em seguida. Absorvi as palavras dele. A cada minuto que passa, e a cada gesto que ele faz fico mais apaixonada. Merda. Eu me levanto e ajeito ele na cama. Saio. Decido ligar para o Louis. Quando ele voltar eu vou terminar com ele. E depois eu não sei. Tento ligar, mas acabo desanimando. Toda vez me dá um desanimo. Sento na escada. Porque isso tinha que acontecer comigo? Eu estava bem com o Louis. Porque o Ben tinha que vir pra cá? Minha vida não tem jeito mesmo. Carambola com ketchup. Sinto uma mão no meu ombro.
– O que foi? — Ed aparece sonolento. Ele se senta ao meu lado.
– Nada, Louis.
– Hum. O que o Louis fez? — Ele pergunta brincando com meu cabelo.
– Vou terminar.
– COMO ASSIM TERMINAR?! — Ele diz totalmente surpreso.
– Sim. Não dá mais. Eu me apaixonei por outra pessoa — Eu digo sem pensar. Arregalo os olhos. — Eu disse isso que eu pensei que disse?
– Disse — Ele ri e arqueia uma sobrancelha. — E por quem?
– Ahn... Delante — Eu digo e ele cruza os braços.
– Delante? Merda sabia que não podia deixar você sozinha com ele... — Ele diz e eu sorrio. Fico olhando. — Sky? O que foi?
– Nada — Digo rápido desviando o olhar.
– Sei... Quer sair hoje?
– Sair?
– Sim.
–Uh não dá, tenho umas músicas pra terminar.
– Por favor — Ele diz fazendo biquinho.
– Ai, eu não sei não... A gente já saiu ontem.
– E se fossemos tomar sorvete agora?
– Ah beleza. — Eu digo me levantando — Só vou trocar de roupa e...
– Está perfeita. Ande logo — Ele diz me puxando. Eu olho o celular e vejo uma mensagem de Phil. Me chamando para passar a noite na casa dele. Jak, iria chegar tarde do restaurante e ele estava com medo de ficar sozinho. Só observo esse bobinho. Falo pra ele né pegar as oito. Fomos de carro até a sorveteria e compramos uns picolés rapidamente porque senão vamos ser atacados pelas fãs dele. Voltamos para casa e eu tomo um banho. Visto uma calça jeans clara, e uma blusa verde com estampa de florezinhas amarelas. Sapatilha preta. Chaves, fiz um rabo de cavalo nas madeixas loiras. Ben entrou e me olhou.
– Aonde vai?
– Vou à casa do Phil. Volto hoje.
– Fazer o que?
– Servir de babá.
– Ah tá. Que horas volta?
– Sei lá. — Eu disse — Não seja paranoico. — Dou um beijo na bochecha dele — Faça o que quiser. Te vejo mais tarde — Eu digo saindo. Ele bufa.
Cheguei à casa do Phil e ele tinha alugado uns filmes pra gente assistir. A Culpa É Das Estrelas, Amanhecer parte 2, Meu Malvado Favorito, Os Muppets, Detona Ralph, Divergentes, Jogos Vorazes, e Alice No País das Maravilhas e Oz, Mágico e Poderoso.
– Puta que pariu! Cadê os filmes de terror?! — Eu digo
– Ah, aqui — Ele me mostra 'O Grito.
– O Grito. Sério mesmo. Filipe isso nem é considerado filme de terror. Ainda bem que eu trouxe uns — Eu disse.
– A Garota Da Capa Vermelha, Atividade Paranormal quatro, A Órfã, Carrie a Estranha. — Ele disse lentamente — Porra, Sky eu não vou ver isso não!
– Ah, você quer assistir Barbie é? — Eu pergunto — Larga de ser mijão!
– Se eu começar a ver coisas a culpa vai ser sua!
– Sem viagem. O que vamos assistir primeiro? — Eu pergunto
– Amanhecer parte 2 — Ele diz.
– Ah, que merda. Na boa o livro é anos luz melhor...
– Ah, esse não é tão bom quanto Crepúsculo.
– Na boa, o cara brilha. Ele é um vampiro ou uma fadinha do dente? — Eu digo revoltada e ele ri. Depois de assistirmos todos os de desenho, fomos tentar cozinhar. Como eu queria que o Ed estivesse aqui ele cozinha muito bem. Acabamos fazendo pipoca e eu ainda deixei queimar. Ficou horrível. Pedimos pizza e tomamos cinco litros de refrigerante. Depois que assistimos A Órfã, ele já começou a ver coisas. Depois de A Garota Da Capa Vermelha, ele já via a Branca De Neve sendo assassinada pela Cinderela. Ele já estava desconfiando de mim. Depois dei sonífero pra ele e ele apagou. Terminei de assistir sozinha e Jak chegou ia dar 4 da manhã. Ela me agradeceu e me levou pra casa. Cheguei exausta com os olhos pesando e subi. Abri a porta e vi Ben deitado só de cueca na cama.
– EDWARD! — Eu disse — Você tá pelado?!
–O quê? Quem? — Ele disse acordando assustado e deitando de volta pra dormir.
– Eu!
– Ah é você Sky — Ele diz bocejando — SKY! — Ele pula da cama — Já voltou? Eu achei que você não voltaria hoje! — Ele diz saindo correndo indo colocar um pijama. Eu ri. Joguei minha bolsa no chão, e me deitei no colchão dele no chão. Ele voltou.
– O quê você estava fazendo? — Eu pergunto
– Ah eu sempre durmo assim na minha casa, achei que não ia voltar hoje. — Ele diz — Nunca vá na minha casa depois da meia noite. Eu só durmo assim — Ele diz e eu ri.
– Pode dormir ai hoje. Eu durmo aqui — Eu digo me cobrindo com a coberta dele.
– Mas...
– Sem mais — Eu digo e ele ri. Apaguei o abajur. Ele virou de lado para me encarar.
– Boa noite, Oíche banphrionsa — Ele diz.
– O que isso significa?
– Princesa da noite, em irlandês. — Ele diz. Sorrio e apago.
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