Cupido Também Se Apaixona
26 Briga
Notas iniciais
– Ela é minha namorada. Não precisa de função. — Ele diz. Oi? Eu ouvi direito ou ele disse namorada. Eu sou namorada dele?! EU SOU A NAMORADA DELE?! Ai meu Deus! Sorri e arqueei a sobrancelha.
– Ah me desculpe, eu não quis ser inconveniente. — Ela sorri e por mais que eu não quisesse consegui perdoa-la. Essa menina é boa. — Eu sou a ex. namorada do Ed. — Ela diz.
– Bom, vou ir para o hotel, a gente se vê Mely — Ele diz me puxando. Fomos em silêncio. Iriamos ter uma festa de gala hoje a noite, para comemorar a chegada de Ben. Tomei um banho e fiz uma tiara de trança no meu cabelo e cacheei os cabelos loiros. Vesti o vestido azul e minhas pernas se destacaram, por causa do rachado nas minhas coxas. Arrumei uma sandália e peguei um casaco de peles. Gente eu parecia até uma pessoa chique!
Peguei uma bolsa de mão e esperei. Ed disse que viria me pegar. Ele estava no quarto ao lado. O hotel era para o elenco, mas tinha uma suíte máster pra mim. Era lindo, e embaixo tinha um belíssimo restaurante. Pessoas que tem dinheiro é outro nível. Eu estava um pouco chateada por ter presenciado aquela conversa. Melissa era linda e muito gentil. Era impossível não gostar dela. Ed bate na porta. Eu a abro. Ele sorri quando me vê. Derreti com seu sorriso e todas as preocupações se foram. Ele estendeu o braço e eu o peguei.
– Está lindíssima. Todos olharão somente para você — Ele diz mordendo minha orelha.
– Se você continuar assim, eu não vou querer ir a essa festa. Vou querer ficar só aqui com você — Eu digo. Ele sorri. — Ed, daquela vez lá em casa, você disse que ninguém te chamava de Edward, e aqui várias pessoas te chamam assim.
– Na hora não me lembrei de Mely, e nem de Marcelo. — Ele diz.
– E Ed, anh desde quando sou sua namorada? — Eu pergunto enquanto pegávamos o elevador.
– Você é minha namorada e não se discute — Ele diz e me olha
– Tudo bem! — Eu digo me rendendo. Tudo o que eu mais queria era ser a namorada dele. — Mas se eu sou sua namorada, tenho direito a tudo?- Eu pergunto
– Hum... Que tipo de tudo? — Ele diz e eu o agarrei e desabotoei dois botões de sua camisa e passei a mão por sua barriga. Ele me olhou divertido.
– Esse tipo de tudo — Eu disse e o beijei, ele passou a mão por minhas costas e eu mordi seu lábio inferior. Ele segurou meu rosto entre as mãos.
– Já chega, vamos voltar para o quarto — Ele diz. Eu ri. Ele também. O elevador abriu e ele ajeitou a camisa m Estava lindo como sempre. Pegamos o carro e fomos em direção à casa do senhor Nick Spider. A mansão era linda, e a noite prometia. Chegamos e descemos. Logo na entrada vi uma senhora que ficava com os casacos.
– Olá Mad — Ben cumprimenta a senhorinha — Que saudade!
– Oi filho — Ela diz — E a moça?
– Oi, eu sou a Skylla muito prazer — Eu digo e ela sorri. Era adorável.
– Aproveite a festa e não se preocupe — Ela diz e eu relaxei. Sorri pra ela. No grande Hall tinha um lindo piano de calda e minhas mãos tremeram. Sorri.
– Hum, já? Espere um minuto tá? — Ele diz todo fofo. — Vamos encontrar Nick, e ai falaremos sobre o piano, ele tem muito ciúme! — Eu sorrio. — Você fica mais linda quando sorri — Ele diz e beija a minha mão. Logo encontramos Spider. O lugar estava lotando lentamente. Os olhares se voltavam para mim.
– Eu disse, vou ter que bater em todos que olhar pra você — Ele diz rabugento. Eu ri.
– Olhe, o Nick — Eu disse e vi o Nick se aproximar.
– Mas olha isso! — Ele diz pegando em minha mão — Colírio para meus olhos! — Ele diz me rodando.
–Boa noite — Melissa chega. Estava de vestido rosa, longo todo rendado com uma pegada romântica. Usava batom vermelho e joias de esmeraldas. Ela sorriu quando me viu. — Está linda! Onde comprou?
– Eu mandei fazer pra ela — Ed diz e ela sorri. Ele sorriu pra ela.
– Ed sempre galanteador. — Ela diz. Eu odeio quando essa menina chama ele de Ed.
– Mas com certeza a Skylla é a mais bela dessa festa! — Spider me elogia. Esse velho é meio safado não é?
– Ah muito obrigada Nick — Eu digo, vi Nicola arquear a sobrancelha.
– Ah Skylla, o senhor Spider não gosta de ser chamado pelo nome — Ela diz me corrigindo.
– Não. Eu não deixo você me chamar assim Melissa, a senhorita Skylla é diferente. Ela pode me chamar de xuxuzinho se quiser — O Spider diz e eu solto uma gargalhada.
– Ah, mais já marcou pontinhos espertinha — Ela diz e sorri.
– Vou pegar uma bebida para nós Skylla — O senhor Spider sai. Olhei para Ed e ele parecia perdido no corpo de Melissa. Tinha um olhar sem expressão.
– Ed? Será que? — Eu pergunto.
– Não se preocupe, ele vai aceitar — Ele diz beijando minha testa. Ou?! Sonsa! Dá licença querida você tá atrapalhando fofa!
– Aceitar — Ela pergunta. — Aceitar o quê?
– Tocar o piano...
– Boa sorte. Só ele até hoje tocou nesse piano. — Ela diz.
– Não seja modesta. Nick adora a Skylla — Ele diz e sorri para mim. Sorri fracamente. — Tudo bem princesa? — Ele pergunta.
– Sim. — Uma música lenta começa a tocar. Ele sorri e estende a mão para mim. Mas a Nicola toma meu lugar.
– Se importa? — Ela diz e sem querer pisa na barra do meu vestido e eu escorrego. Alguém me pega.
– Que sorte a minha não? — Marcelo diz e sorri.
– Oi Marcelo, muito obrigada. — Ele me ergue — Mas não sei dançar — Eu digo.
– Eu também não sei — Ele diz e começa a dançar comigo e o centro da sala acaba ficando só para nós dois. Ele era delicado. Mas eu preferia estar com o Ed. Ele não era ganancioso e sua mão em minha cintura, era delicado.
– Ed, sempre fica com as melhores garotas. Posso te mostrar uma coisa?- Ele pergunta. Penso em recusar e voltar para perto de Ed, mas ele estava ocupado com Mely.
– Está bem — Eu digo triste. Ele pega a minha mão e me leva para o jardim. Tinha uma trilha, e uma cortina de folhas ele a abriu e desceu uma escadinha. Sorri com o mistério. Tinha um chafariz e uma trilha a um banco branco. A trilha era de pedrinhas brilhantes brancas. Era muito bonito. Nos sentamos no banco. Ele parecia legal.
– Porque está triste? — Ele pergunta.
– Não — Eu minto.
– É a Nicola né?
– Sim — Eu digo sem jeito.
– Ela é assim mesmo. Ela se acha o centro do universo. Só está assim por que encontrou uma menina melhor que ela. — Ele diz e sorri.
– Sem essa. Posso esquecer as formalidades com você?
– Sim. Essa coisa de ser polido é um saco!
– Porra eu não aguentava mais! — Eu digo e rimos. — Como descobriu esse lugar.
– Eu sou filho do Spider. Adotivo. — Ele diz — Fui deixado na rua. Mas considero-o meu pai de verdade.
– Nossa que triste.
– Eu sei. Mas enfim não fique bolada com o Edward por causa da Nicola. Eles sempre tiveram idas e vindas, e ele fica meio bocó na frente dela. Mas nem percebe que tem uma gata na frente dele. — Ele diz.
– Você é lindo. Pera ai o quê? — Eu digo sem pensar. Ele ri.
– Você se parece muito comigo, é loira e tem olhos azuis azulados. Parecemos gêmeos! — Ele diz e rimos.
– Verdade. — Eu digo. — O que você faz da vida Marcelo?
– Ah, eu sou fotografo. Adoro fotografar. — Ele diz.
– Que legal, uma ótima profissão.
– E você? Cantora? Atriz? — Ele pergunta.
– Ah, sim Cantora.
– E pianista.
– Como sabe? — Eu pergunto
– Seu olho de cachorro abandonado quando viu o piano do meu pai. — Ele diz. Rimos. — Olha, quando estiver triste tenho um remedinho. — Ele diz. Ele me faz levantar e puxa um fundo falso do banco revelando uma caixinha dourada. Sorri. Senti o cheiro.
– Chocolate! — Eu digo e rimos.
– Sim. Acredita em magia? — Ele pergunta e nós sentamos novamente.
– Acredito.
– Esses chocolates foram feitos por duendes, seus ingredientes são secretos. — Ele olha para os lados para ver se alguém estava espionando. Ele tinha todo o cuidado. — Tem uma porção de alegria, uma porção de paz, uma pitadinha de amor, por que amor de mais enjoa, esse é o segredo de um chocolate não enjoativo, e chocolate. Pronto. — Ele abre a caixinha com uma chavinha minúscula. — Escolhe uma cor — Ele diz. Os bombons estavam em vários compartimentos com várias cores diferentes. Escolhi azul. — Pode comer. — Ele diz. O papel do bombom era sedoso. Guardei no decote do vestido. Mordi a trufa. Era deliciosa e depois de morder o outro pedaço me aliviei e sorri. — E ai como se sente?
– Muito bem — Eu disse — Ah obrigada Marcelo, — Eu disse pegando em sua mão. — Está sendo um ótimo anfitrião.
– Tudo pelas visitas — Ele diz. — Olha, não quero que fique triste. É linda, e Ed gosta de você. Tenho certeza. — Ele diz e eu abaixo os olhos. Ele pega a minha mão e a abre — Toma isso é seu. — Ele coloca a chavinha na minha mão. — Sempre que estiver triste pode vir aqui. — Ele sorri.
– Obrigada — Me levanto e abraço ele. — Porra você é legal!
– Porra você que é! — Rimos.
– Ah, você está aqui. Sky eu fiquei preocupado! — Ben entra e me vê. Marcelo acena.
– Sim. Marcelo é uma ótima companhia. — Eu digo e escondo a chavinha no decote também disfarçadamente.
– Vamos Sky.
– Não. — Eu digo — Vou ir com Marcelo, alias por que você deixou a Nicola sozinha. Benjamin mais que falta de educação! — Eu disse falsa.
– Ela foi ao banheiro.
– Eu não sou segunda opção. — Ei digo e saio puxando o Marcelo. Entramos na casa e eu bufei. Ele riu.
– Não ri não! — Eu digo.
– Vem, vamos dançar — Ele me puxa. Dançamos que nem lombrigas tendo convulsões. Rimos. Ele era hilário. Depois o senhor Spider me chamou para tocar piano. Tocamos Beethoven, e Mozart, de tudo um pouco. Depois te tomar champanhe e rir muito. Marcelo me levou para o hotel e disse para ficar calma para não brigar com o Ben. Ele saiu. Entrei, e tirei o vestido. Vesti um pijama de bolinhas, e minhas pantufas de coelho, do Tambor de Bambi. Escovei os dentes e peguei meu porta-joias e guardei a chavinha, era dourada. Linda. Escrevi um pouco. E abri o meu frigobar para ver o que tinha de comida. Uh tinha camarão! Adoro! Merda, congelado. Quem que deixa camarão congelado num frigobar. Uh, Uh tinha beijinho! Ah que delicia. Liguei minha TV de quarenta polegadas e me sentei no tapete peludinho. Estava passando A Fuga Das Galinhas. Era um filme engraçado, apesar de já ter assistido aquelas galinhas bundudas várias vezes. Mudei para Telecine Pipoca e estava passando O Melhor Amigo Da Noiva. Era lindo. E engraçado. Alguém bate a porta. Eu me preparei psicologicamente para uma discussão. Tema: Ciúme, em qual dos dois? Ambas as partes. Abri a porta com a colher na boca. Coração deu um pulo.
– Oi. -Ben disse.
– Oi. Olha estou cansada. Volte amanhã — Eu disse.
– Negativo. Vamos conversar. — Ele diz entrando. Argh esse gostoso. Que raiva.
– Por acaso o Nick não te deu um quarto? Vai lá. Estou indisposta para uma conversa. Ainda mais com você. — Eu disse teimosa.
– Ha. Ha. Não adianta. Você sabe que não vou sair. — Ele diz. Ele se senta no chão. Desliga a TV. — Senta.
– E se eu não quiser?! Hum? Vai me obrigar?! — Eu já estourei.
– Calma nervosinha! — Ele diz. — Pode me explicar o seu showzinho com o Marcelo?!
– Pode me explicar o seu showzinho com a Nicola?! — Eu gesticulo com a colher na mão.
– Eu e a Mely somos amigos.
– Hum. E eu e o Marcelo somos amigos. — Sky, qual o problema?
– Você queria que eu fosse sua namoradinha pra me humilhar é isso. Nem posição de namorado você tem. Sempre que essa menina aparece você parece um bobo, não me dá atenção. Não liga mais pra mim. Se ela não tivesse ido ao banheiro você nem notaria a minha falta!
– E você?! Ficou dando voltinhas com o Marcelo, e ainda dançou com ele! — Eu fiquei com tanta raiva, tanta raiva que comecei a chorar.
– Eu queria dançar com você Ed. Mas você preferiu dançar com ela. — Eu disse e ele me olha apreensivo. Eu odeio quando fico com muita raiva e começo a chorar. — Você nem percebe que estou com você. Se não fosse o Marcelo, eu teria ficado sozinha. — Eu limpo meu rosto.
– Minha relação com ela é profissional.
– Eu já devia saber que você seria assim. Você é famoso, tem tudo o que quer, nem precisa de uma compositorinha tosca e caipira do interior. — Eu disse.
– Sky — Ele se levanta e vem em minha direção. Eu me desvio. — Eu não percebi que fazia isso, eu queria muito dançar com você. Nicola sempre toma minha atenção. — Ele diz me segurando pelo braço.
– Não tenho que te desculpar de nada. — Eu disse seca. — Se me der licença, a corna aqui estava assistindo um filme.
– Mas...
– SAI! — Eu disse. Ele me olhou e sussurrou no meu ouvido.
– Me perdoa? — Ai, eu derreti.
– Já falei pra sair. Estúpido. — Eu disse e ele saiu. Depois que ele saiu, perdi a fome e me deitei. Sussurrei — Eu te amo Ed. E meus olhos se encheram de água e eu adormeci.
O despertador apitou sete horas. Tomei um banho, vesti uma calça preta, uma blusa verde e um casaco levinho, sapatilhas pretas. Soltei os cabelos. Do hotel até o Set era pertinho, dava para ir a pé. Desci e fui para o restaurante. Eram ovos e bacon desidratado. Eca. Pedi panquecas e suco de laranja. Em vez de mesa me sentei no balcão.
– Bom dia senhorita Skylla — Um rapaz me cumprimenta.
– Mas será possível? — Eu disse indignada e ele se assustou — Só tem gente bonita nessa cidade? — Ele tinha cintilantes olhos dourados, e cabelos pretos, ele riu.
– Ah muito obrigada senhorita.
– Sem essa de senhorita. Não sou igual a esse povo chato do Set. — Ele ri.
– Bem melhor. Skylla.
– Sky. — Eu digo — E ai essa boia sai ou não sai? — Ele ri. Pegou minha panqueca e meu suco, me serviu e comecei a comer. A Nicola chega.
– Bom dia Senhora Nicola — Ele diz. Nem sei o nome dele.
– Senhora? Mais respeito comigo seu empregadinho estúpido. Senhorita. Ouviu?! — Ela diz. Ela se assusta quando me vê — Ah oi Skylla.
– Oi — Eu digo e olho para minha comida.
– Viu Ed?
– Não.
– Como não? Você é a namorada dele...
– Não é só por que sou a namorada dele que tenho que saber até onde ele faz xixi minha querida. Benjamin já é adulto suficiente então eu não preciso ficar na cola dele. Eu confio no MEU namorado. E essas meninas oferecidas que ficam procurando namorado dos outros deviam se preocupar mais e cuidar da vida delas não acha?
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