Cupido

5 Capítulo 5 — Muffin


C U P I D O

Era um sábado e por sorte não haveria aulas da faculdade aquele dia por ser um dia de planejamento e reuniões do Conselho dos Professores, o que fazia Nico ter um dia parcialmente livre pela frente, já que ele ainda tinha que trabalhar.

E era exatamente o que o italiano estava fazendo, com uma pequena alteração, já que sua meia-irmã iria passar o sábado inteiro consigo e como não havia com quem deixar Hazel, já que a avó da menina praticamente a largou nos braços de Nico para ter um dia de paz, a menina acabou vindo consigo para a cafeteria.

Nico deixara Hazel sentadinha em uma das ultimas mesas do estabelecimento, que naquele sábado não estava tão lotado como frequentemente se encontrava, o que deixava ele aliviado já que ficava mais fácil manter os olhos na pequena mulata que estava sentada quietamente no final da cafeteria com um chocolate quente e muffins como companhia, além de um livro de colorir e lápis de cor que Nico comprara no caminho para a pequena.

Nico ouviu o tilintar do sino que ficava acima da porta e virou seu olhar para a mesma vendo um jovem – possivelmente da sua idade – andando em direção há uma das mesas que ficavam ao fundo do estabelecimento. O italiano se sentiu apreensivo pensando que o cliente acabaria querendo sentar-se à mesa que Hazel se encontrava, mas por sorte o mesmo se sentara uma mesa à frente, ficando de frente para a pequena de olhos de ouro líquido.

Saiu de trás do balcão com a intenção de servir o cliente e também checar como Hazel estava. Ao se aproximar de onde os dois estavam percebeu que o jovem latino não era estranho para si. Tinha alguma familiaridade nele que fez Nico se sentir quase acolhido.

— Olá, bem vindo ao Greek Coffe, estarei lhe atendendo. — Nico estendeu o cardápio em que o jovem que aparentava ser da sua idade pegou com alguns segundo de hesitação. O tilintar do sino foi ouvido novamente e um novo cliente já se acomodava em uma das mesas próximas a porta. — Voltarei em alguns minutos quando tiver decidido o seu pedido.

No Greek Coffe o atendimento deveria ser quase como o de um restaurante requintado, a fala mansa e suave deveria ser obrigatório e era a gentileza com os clientes a interação que fazia o pequeno café famoso.

Ele era um estabelecimento criado e gerenciado por Sally Jackson, que não era naturalmente italiana, mas ao conhecer o país natal de Nico acabou se apaixonando pela culinária. Sally era uma mulher gentil e paciente, além de compreensiva.

A mulher em seus trinta e poucos anos tinha um filho, Percy, que Nico conhecera quando viera para sua entrevista de emprego (e que ele podia confessar que tivera uma queda gigante pelo outro), e alguns meses também conheceu a esposa de Percy, Annabeth (o que fez sua queda ser dolorosamente massacrada).

xx

Leo estava quase que em puro estado de choque. Depois de vários dias – semanas se ele duvidar, já que ele nunca fora muito bom com o tempo— o latino havia se reencontrado com o jovem de sotaque bonito.

Ele não sabia por que estava tão em êxtase, mas o timbre de voz meio quebrado e rouco demais para realmente pertencer às feições do desconhecido lhe intrigava, lhe causava arrepios na espinha e uma sensação de algo borbulhando dentro de si.

Era assustador, mas era bom.

Voltou seu olhar para o cardápio, tentando decidir o que iria pedir. Nunca havia ido aquela cafeteria, mas naquele sábado, seus pés o guiaram enquanto sua mente encontrava-se presa no próximo desenho que faria. Talvez fosse o último antes de o latino resolver se revelar. Talvez.

Olhou ao redor, vendo ao fundo uma criança de cabelos cheios e cacheados devorando timidamente muffins mentolados, um livro de colorir aberto, e vários lápis de cor jogados ao redor da mesa.

De repente a jovem menina olhou pra cima, e Piper que o perdoasse, mas aqueles olhos eram a coisa mais linda que já havia visto. Pareciam ser feitos de ouro. A criança acenou e ao perceber que era consigo Leo acenou de volta, com entusiasmo e um sorriso gigante no rosto.

Observou a pequena pegar uma das coleções e começar a colorir algo em seu livro e Leo pensou que sua pequena interação havia acabado, até que a criança desceu da cadeira alta demais para sua pequena estatura e carregando seu livro de colorir com uma face determinada, que Leo achou extremamente adorável.

A menina pousou seu livro em frente a Leo e o mesmo observou as cores ordenadas e combinadas com os traços já previamente feitos formando a imagem do Homem De Ferro – ele negaria até a morte que soltou um sorriso largo e quase medonho com a visão do desenho colorido de seu herói favorito.

Na parte inferior da página havia, com uma caligrafia borrada – infantil – uma pequena frase.

Oi, sou Hazel. Leo repetiu silenciosamente o nome da mulata, deixando as sílabas saírem em um pronuncia perfeita – com seu leve e velho sotaque do Texas.

— Sou Leo.

Notas finais
DEPOIS DE MUITO TEMPO EU ATT, MAS AGORA FUI!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.