Cupido

1 Capítulo 1 — Coragem


C U P I D O

Era um dia normal na universidade. Seria um dia normal para Leo Valdez se ele não tivesse decidido finalmente dar um passo à frente e decidido, finalmente, se declarar para sua queda – precipício – de quase dois anos pela bela Calipso Buttecurp. Leo é apaixonado pela mesma, talvez, desde que colocara os olhos nos fios caramelados e no sorriso de lábios fartos da mesma.

Não era muito, o latino decidira que não iria escrever uma carta de amor ou se declarar diante de boa parte do campus. Isso não fazia seu estilo, ou melhor, fazia, mas Leo não era uma das pessoas mais corajosas do mundo quando se tratava de uma de suas paixões, então se decidiu por algo simples e uma de suas especialidades – além de construir coisas do nada e ter a capacidade de quase sempre estar sujo de graxa: desenho.

Leo adorava desenhar, fosse seus projetos mirabolantes ou fosse algo que chamara sua atenção – o que se podia considerar algo especial contando que ele tinha certos problemas de se concentrar ou de simplesmente se manter parado. E ele era um excelente desenhista, mas naquele singelo desenho ele colocou toda a sua capacidade, já que sua vida amorosa dependia disso.

O plano era simples, terminar seu desenho e escorregá-lo dentro do armário-correio que todos os alunos que moravam no campus ou perto dele possuíam. Claro, sem nenhuma testemunha e Leo esperava que paredes realmente não falassem nesse caso.

xx

Um homem, em quase seus quarenta anos, se encontrava no corredor parcialmente vazio de uma das muitas universidades que seu trabalho exigia que ele adentrasse. Ele era um carteiro – um carteiro especial como muitas vezes sua doce esposa citava, mas na verdade ele só gostava de fazer as correspondências irem para seu lugar certo.

E aquele era o caso do desenho que havia visto um jovem de orelhas élficas, empurrar as escondidas dentro de um dos muitos armários que se encontravam em fileira na parede. O universitário não pareceu reconhecer sua presença parcialmente escondida pelas sombras do corredor extenso, parecia nervoso e envergonhado, quase como uma criança que era pega fazendo algo errado.

Estava claro para o homem que o jovem estava se declarando de uma maneira um tanto inusitada para a garota dona daquele armário e que o carteiro vira algumas vezes pegando sua correspondência. De fato era uma bela mulher, mas sentia que aquele desenho estaria em mãos melhores do que na bela mulher dona da afeição do latino. Talvez no armário embaixo deste.

Suspirou percebendo que sua esposa estava certa. Era um carteiro especial, especial quando se tratava de fazer as cartas de amor ir para o lugar certo. Não era a toa que recebia certo apelido que o deixava deveras envergonhado em seu trabalho. Cupido.

xx

Nico não esperava receber correspondência, não depois de na mesma semana terminar de pagar o aluguel de seu quarto nos dormitórios da faculdade, de quitar suas dividas e finalmente conseguir o dinheiro para o seu tão necessário apartamento. Nico também não esperava que essa inusitada correspondência pudesse vir a ser um belo desenho de uma árvore.

E isso mais do que atiçou sua curiosidade. Por que alguém lhe enviaria o desenho de uma árvore? Examinou cuidadosamente o desenho inteiro e percebeu traços de uma paisagem que parecia familiarizado. Quem quer que tenha desenhado aquilo se preocupou com os mínimos detalhes e Nico sentiu a necessidade de descobrir que lugar era aquele desenhado com tal maestria e, porque não dizer, carinho.

Saiu à procura da árvore com sua velha bolsa que ao andar batia em seu quadril e com sua tão preciosa máquina fotográfica em mãos. Andou por ruas que, desde que se mudara da Itália para os Estados Unidos, nunca havia passeado, nem sabia onde estava, mas sentia que aquele era o caminho certo.

O italiano andou por bons minutos que pareceriam horas se o mesmo não estivesse encantado com o novo mundo ao seu redor, fazia um bom tempo que não se sentia tão leve e livre de problemas, mas mesmo com seu encantamento ele ainda estava focado em achar o local retratado no desenho, até que depois de passar por algumas ruas e vielas encontrou o que estava tanto procurando.

Nico ainda teve que passar por uma pequena trilha de terra e mato e descer por algumas pedras para conseguir finalmente chegar perto o bastante. Sorriu um pouco admirado com o tamanho da árvore, seus intricados do tronco por conta do tempo. Olhou por entre as folhas verdejantes e não pensou duas vezes ao começar a escalá-la.

Notas finais
Espero que gostem~! Comentem o que acharam, sim? E PRA DEVORA QUE VAI LER ISSO PQ É O PRESENTE DELA: MIGA EU TE AMO, MAS SÉRIO, NÃO ME MATE POR NÃO TER POSTADO ANTES!